Lar Francisco de Assis acolhe
os necessitados
Entidade foi fundada em 1987 para cuidar de crianças,
mas em 1998 mudou sua filosofia
Lar Francisco de Assis foi fundado em 1987 com a missão
de prestar atendimento às crianças vitimizadas que viviam
nas ruas, em condições miseráveis ou descendentes
de famílias desestruturadas. Na realidade, este trabalho teve início
em 1985, mas somente dois anos depois a instituição foi
legalizada e reconhecida como de utilidade pública. De acordo com
a presidente e fundadora da entidade, Joana Cordeiro do Amaral, esta missão
do Lar Francisco de Assis durou até 1998, quando o Estado construiu
o CACAVE (Centro de Atendimento à Criança e ao Adolescente
Vitimizados), ao lado do Fórum, para abrigar estas crianças.
“Com isso, passamos a atender pacientes doentes em fase intermediária
e terminal, além de pessoas portadoras de graves deficiências
físicas ou leves deficiências mentais”, afirma Joana.
Atualmente, o Lar Francisco de Assis possui 30 pacientes e uma lista com
25 pedidos de vagas. “Nossa capacidade de leitos foi reduzida de
60 para 40, pois construímos, em uma área de 200 m²,
um centro de recuperação para pacientes que dependem de
aparelhos para respirar. Queremos dar uma condição digna
para essas pessoas desampadaradas por suas famílias, que não
têm condições de ajudá-las”, diz Joana.
O Lar oferece vários benefícios, como roupas, remédios,
alimentação e profissionais especializados em fisioterapia,
enfermagem, odontologia e medicina, além de serviço funerário.
Sua manutenção é feita por meio de um trabalho de
telemarketing. Segundo Joana, cerca de 70% das despesas da entidade são
custeadas pela sociedade civil. “Para conseguir o restante do dinheiro,
realizamos eventos filantrópicos e pedimos a colaboração
das pessoas para que ‘adotem’ um funcionário ou paciente,
custeando parte do salário ou das despesas”, explica Joana.
O Lar fica na rua Manoel Egídio dos Santos, 53, no Solar Boa Vista.
“Além de dinheiro, precisamos de material para curativos,
camas de UTI, alimentos e material de construção para realizarmos
algumas reformas. Hoje, temos 1.000 m² que necessitam de reformas
e ampliações e outros 600 m² para construção
à espera de padrinhos e parcerias com empresas”, conclui
Joana.
|