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| Thriller |
| Número 1 - 11/8/99 |
Por Guga |
Filmes sempre me fascinaram.
Desde de pequeno assistia-os junto com meu pai. Tá certo que não
entendia a legenda mas como se diz "uma imagem vale mais que mil
palavras". Dá em diante passei um bocado de tempo assistindo
a centenas de filmes mas foi em 1994, depois de alugar Fervura Máxima
(Hard Boiled), do diretor chinês John Woo que realmente comecei
a gostar de cinema.
Bom, é por esta magnífica
história que venho trazer a vocês leitores (cinéfilos
ou não) um pouco mais de informações, novidades e
curiosidades da sétima arte com uma pitada de crítica.
Centenário de um Mestre
por Guga
Nada mais sugestivo do que
a Sexta-feira 13 de Agosto de 1999 para comemorar o centenário
de um mestre do suspense. Um gordinho, meio careca que normalmente aparecia
nas fotos usando um terno preto e tinha uma estranha mania de dormir em
festas hollywoodianas. Entre seus filmes estão clássicos
com cenas sempre imitadas, principalmente por Brian De Palma, fã
incondicional e assumido dele. Isso mesmo, é desse cara que você
pensou que eu estou falando, Alfred Hitchcock. Ele sempre foi ousado,
em Festim Diabólico (Hope), usou cortes "magníficos"
gravando-o em oito takes contínuos de 10 min. Porém ousou
ainda mais ao ser o responsável por elaborar e filmar uma das melhores
cenas de assassinato que já apareceram na tela do cinema. A "cena
do chuveiro" de Psicose, retrata o que era Hitchcock e também
o que realmente significa suspense.
Ultimamente na década
de 90 surgiram remakes de seus filmes como o péssimo Psicose,
de Gus Van Sant . O diretor do premiado Gênio Indomável
(Good Will Hunting) conseguiu acrescentar cor ao que ele tinha de
melhor, sua ausência. Outro fraco remake foi o de Janela Indiscreta,
com Christopher Reeve (depois do acidente, no papel que havia sido de
James Stewart). Uma produção destinada a TV americana e
lançado em vídeo no Brasil. Mas um acabou se salvando que
foi Um Crime Perfeito (A Perfect Murder) de Andrew Davis, um filme
com luz própria e grandes mudanças no roteiro em que foi
baseado, feitas pelo roteirista novato Patrick Smith Kelly.
Dedico então o final
desta minha primeira coluna ao filme de Hitchcock em que Patrick se baseou.
Disque M para Matar (Dial M for Muder), baseado na peça
de Frederick Knott e escrito pelo mesmo para o cinema, é uma dessas
histórias intrigantes, bem encaixadas e cheia de reviravoltas que
deixam o espectador fascinado e ligado em cada detalhe. Robert Cummings
interpreta uma personagem que quer se ver livre de sua linda mulher (interpretada
por Grace Kelly) e contrata um amigo para fazer o serviço. Este
é ponto de partida, contar mais sobre o filme seria como contar
o final de uma piada sem que a pessoa nunca tivesse escutado-a.
O filme conta com uma cena
antológica, a da briga depois do "toque do telefone",
além da aparição de Alfred Hitchcock (uma marca registrada
do diretor) numa foto no início do filme. Disque M é um
grande entretenimento que não brinca com a inteligência do
espectador, tem a presença da bela e eterna princesa de Mônaco
... E não se esqueça! Deve ser assistido na versão
original em P & B.
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