Bem-vindo a minha Morte

Bem-vindo ilustre colega



Essas são minhas poesias... Elas são inspiradas no medo,
na visita daquela que poucos gostam... Da minha amiga Morte

O que a imagem de Narciso vê



Com teu olhar, me encanta, fascina
Invade meus pensamentos, sonhos
Entra em minha moradia dos mundos
Rouba meu bem mais precioso e anda

Alma inflama, torna-se meu côrduto
Com ausente piedade, me encanta
Leva precioso bem, espaço há
Não integrado foi, ilusão restou, estou só

Mas eu só, foi o teu tomado
Não por mim, e o que atraiu afasta
Mas conforta de Ártemis doce abraço

Ainda tenho credo, Amor e esperança
Mas negada foi delas, a maior
Fico com as sobras, de cór, partida


Venha, convido a ti para minha morte.
Venha e desfrute o belo sabor de meu sangue
Atravesse o portal de meus olhos
E caia em meu abismo

Sinta minha dor e sentimento
Minha angústia e solidão
Venha, e saboreie minha morte

Sinta meu mundo invadindo teus domínios
E saiba que desejo apenas uma relíquia:
Teu Amor Impossível...


Convido a ti, para minha morte,
Venha e beba minha essência, meu sangue
Entre em meus portais, solidão minha, sente
Minha angústia, tristeza e liberdade

Meus medos, sentimentos, venha, sente
Sinto de um eterno Amar, saudade
Sinto esvaindo por teus, meu sangue
Lábios, que me fascinam, tomam, morte

Sinta meu pesar de caído, venha
Tome de meu cálice, beba vida
Vitta brevis Fortuna omnia vinci


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