O Assalto ao Quartel

      O velho quartel de Queimadas e uma construção de 1925 que ainda conserva os traços originais. Ate pouco tempo atras ainda se viam as marcas de balas nas paredes e uma grande mancha negra de sangue na calcada.

      Sobre o assalto ao quartel, o depoimento do cangaceiro Labareda coincide totalmente com o que me contou Jose Moura de Oliveira, o Noza, que na época contava apenas cinco anos de idade. Noza morava, como ainda mora em frente ao quartel. Naquele dia especialmente lá estava, pois todos os dias ia levar a refeição de um compadre de sua mãe, que lá se encontrava detido. O menino Noza ainda estava na sala principal do quartel quando viu entrar aquele grupo bem vestido e bem armado, que logo foi confundido com um destacamento da Forca Volante Pernambucana, que era esperada na cidade. No marasmo daquele Domingo, sem nenhuma ocorrência provável, os soldados jogavam um tipo de jogo, que segundo Noza era jogado no piso do quartel, com umas pedras, mais ou menos como boliche. O cangaceiro Labareda o definiu como ronda. Ao verem aqueles homens bem armados naqueles fins-de-mundo, um dos soldados logo se pôs de pe e prestou-lhes continência, como que se apresenta a um superior, quando o maior dos cangaceiros apresentou-se como ele próprio se definiu: < Abaixe o braço, macaco. Eu sou o bandido Lampião>.

     O que se seguiu não e difícil de se imaginar: Os presos foram libertados e  todo o efetivo policial encarcerado. Nesse dia macabro Lampião foi a maior autoridade em Queimadas.

 

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