ARA PACIS BRASILIAE

PAZ - Divindade aleg�rica filha de J�piter e da Justi�a (T�mis). Adorada num suntuoso templo situado na via Sacra, constru�do por Vespasiano em honra da pacifica��o da Jud�ia em 70DC. Seus atributos eram a cornuc�pia e o ramo de oliveira. As vezes, representavam-na com um caduceu, um archote virado para baixo, espigas de trigo, e tendo, no colo, Pluto, o deus das riquezas.

PAZ

ALTAR DA PAZ DE AUGUSTO

Altar erigido pelo Senado em honra do retorno vitorioso de Augusto na Hisp�nia e G�lia em 13AC no qual magistrados, sacerdotes e vestais deveriam oferecer sacrif�cos anuais. O decreto do Senado data de 4 de julho de 13 e o altar foi dedicado em 30 de janeiro de 9AC. Se algumas destas cerim�nias � a prociss�o representada nos relevos � duvidosa. O altar � representado em moedas de Nero e Domiciano, mas n�o � mencionado em lugar nenhum, nem em literatura, nem em inscri��es.

Este altar fica no lado leste da via Flam�nia e a alguma dist�ncia ao norte do edif�cio de Agripa, no lugar do atual Pal�cio Peretti Faino-Almagia, na esquina do Corso e da Via in Lucina. Fragmentos de suas esculturas decorativas, achado em 1568, est�o na Vila M�dici, no Vaticano, no Uffizi e no Louvre; outros achados foram reconhecidos como partes do mesmo monumento por Von Duhn em uma publica��o de 1881. Escava��es sistem�ticas em 1903 sobre o pal�cio trouxeram a luz outros vest�gios do monumento, tanto arquitet�nico como decorativo. O trabalho ainda n�o foi finalizado, mas levado o suficiente para presumir a reconstru��o que � bastante acurata em alguns aspectos, apesar de ainda haver problemas sem solu��o em conex�o com o arranjo e interpreta��o dos relevos. A maior parte dos fragmentos est�o no Museo della Terne, apesar de outros ainda permanecerem no lugar.

O altar em si n�o � achado. permanece dentro de um muor de m�rmore branco de 6 metros de altura, que forma um ret�ngulo medindo 11,6m leste-oeste e 10,5 norte-sul. No meio do lado leste e oeste est�o entradas ladeadas por pilares, e outros permanecem junto a cada �ngulo da estrutura. O interior da amurada est� decorado com uma coroa de girlandas e cabe�as de reses. Uma coroa de flores e palmas adorna o exterior da murada e sobre esta, no lado norte, estam relevos representando a prociss�o em honra da deusa, com muitas figuras da fam�lia imperial e os fl�mines, e ao sul, os senadores, magistrados e outros. No lado norte da entrada leste h� um grupo de Honos, Pax e Roma, enquanto no sul h� um relevo de Tellus, Italia ou Pax. A entrada oeste � ladeada ao norte por Marte e F�ustulo na Ficus Ruminalis, a Figueira Ruminal, e no sul por En�ias sacrificando quando acha a porca predita pelo or�culo do Tibre (ver a Eneida). Uma engenhosa tentativa foi feita para explicar o esquema arquitet�nico e decorativo como uma constru��o em m�rmore definitiva, representando a inaugura��o, feita em lugar da murada de madeira provis�ria existente na cerim�nia de consagra��o em 4 de julho. Os relevos deste altar representam a mais alta conquista da arte romana que nos � conhecida.


TEMPLO DA PAZ

O Templo da Paz come�ou a ser construido por Vespasiano depois da captura de Jerusal�m em 71DC e foi dedicado em 75. Ficava no meio do f�rum da Paz, ao norte da Bas�lica Em�lia, provavelmente no cruzamento da moderna Via Alessandrina e dei Pozzi. Estator atribui o t�rmino do templo a Domiciano mas a reinvidica��o deste Imperador parece ter pouca fundamenta��o. Dentro do templo, ou junto dele, estava uma biblioteca, a bibliotheca pacis. No Templo foram postos numerosos tesouros trazidos de Vespasiano de Jerusal�m, assim como famosos trabalhos de artistas gregos. Pl�nio fala que a Bas�lica Em�lia, o F�rum de Augusto e o Templo da paz eram os mais belos monumentos em Roma.

 

Logo antes da morte de C�modo, provavelmente em 191, o templo foi destruido pelo fogo, mas deve ter sido restaurado, provavelmente por Severo, pois � mencionado nos s�culos seguintes como um dos mais magn�ficos pr�dios da cidade. Em 408DC houve uma s�rie de tremores s�smicos por sete dias consecutivos no f�rum da Paz e o templo pode ter sido danificado ent�o. De qualquer forma, Proc�pio, escrevendo no sexto s�culo diz que acabara de ser destruido por um raio, apesar de ainda haver numerosas obras de arte nas vizinhan�as.

 

O cercado em que o Templo estava n�o � mencionado como forum na literatura at� depois do tempo de Constantino. O cercado e o Templo juntos aparecem em Pl�nio como Opera Pacis e em escritores gregos como astemenos Eirenes. A express�o F�rum Pacis � encontrada em Ammianus, Polemius Silvius e Marcelinus Comes, phoron Eirenesin em Proc�pio; forum Vespasiani primeiro na ep�stola de Eul�lio antipapa em 418DC, depois citado assim por Polanius Silvius e indubitavelmente por Aurelius Victor.

 

No noroeste foram juntos depois o forum transitorum e no sudoeste a Basilica de Constantino, sendo retangular em formato e orientada com outros edif�cios imperiais. Seu comprimento era 145 metros e sua largura quase dois ter�os, apesar de seus limites nordeste serem incertos. Tinha cercado um muro de peperino polido com m�rmore com numerosas portas. Os blocos de peperino marcaram a massa da Bas�lica de Constantino, na face noroeste onde foram encostados. Na esquina sudoeste havia uma passagem para a Via Sacra atrav�s da passagem monuemntal que depois de muitas mudan�as � hoje a igreja de S�o Cosme e Dami�o. Novas investiga��es levaram a conclus�o que o edif�cio hoje conhecido como opus quadratum era o Templo dos Penates restaurado por Augusto. De qualquer forma, Max�ncio acrescentou o pr�dio circular que tinha sua fachada para a Via Sacra.

 

A Hist�ria do F�rum da Paz � a de seu Templo, e fora a entrada descrita, poucos tra�os foram encontrados exceto uma por��o de pavimento de giallo antico e pavonazzetto da quina sul, dez metros abaixo do presente n�vel da Via del Tempio della Pacis.


De volta ao �trio do templo


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