ARA CONCORDIAE BRASILIAE

Conc�rdia � A personifica��o latina da conc�rdia e harmonia, especialmente entre cidad�os romanos. Estelas foram repetidamente erigidas a Conc�rdia durante o per�odo republicano, especialmente depois do fim das dissens�es civis.A primeira dedica��o foi feita por Camilo em 367AC. A deusa Conc�rdia tamb�m era invocada junto com Jano, Salus e Pax, em 30 de mar�o. Era invocada tamb�m nas festas familiares da Caristia, e em 1 de abril pelas mulheres casadas junto de Fortuna e V�nus. Durante o per�odo Imperial, a Conc�rdia Augusta era cultuada com a protetora da harmonia, especialmente matrimonial, da casa do Imperador.

Concórdia

GRANDE TEMPLO DA CONC�RDIA

Templo na esquina noroeste do f�rum, conta-se que foi prometido por L. Furius Camillus em 367AC durante as perturba��es que se seguiram a aprova��o da lei Lic�nia. Sua constru��o foi votada pelo povo logo ap�s a promulga��o das leis. Ficava entre o Vulcanal e o sop� do Capitolino e o espa�o a seu redor era chamado de Area da Conc�rdia (area concordi�) a qual � mencionada somente em conec��o com os prod�gios de 183 e 181 AC. A data da real constru��o do templo � incerta, o dia da dedica��o � provavelmente 22 de julho, enquanto a da �ltima estrutura era 16 de janeiro. Em 211AC, a est�tua da Vit�ria em seu teto foi atingida por um raio.

Em 121AC, depois da morte de C. Graco, o senado ordenou que o templo fosse restaurado por L. Opimius, para grande desgosto da plebe. Opimius provavelmente construiu sua basilica ao mesmo tempo, junto ao templo ao norte. Plutarco conta que ap�s usa constru��o, foi feita a seguinte pixa��o em suas paredes ironizando sua constru��o em honra da morte de Graco:

A Disc�rdia e a Tolice

consagraram o templo � Conc�rdia.

Em 7AC, o Imperador Tib�rio determinou-se a restaurar o templo com o esp�lio tomados da Germania e a estrutura foi completada e dedicada como aedes Concordi� August�, no nome de Tib�rio e seu falecido irm�o Druso, em 16 de janeiro de 10DC. � representado em moedas. Uma restaura��o posterior, talvez depois do fogo de 284 � relembrada numa inscri��o a qual foi vista no pronaos do templo pelos copistas de inscri��es do Einsiedeln Itinerary

Depois da restaura��o por Opimius, este templo freq�entemente era usado para as assembl�ias do Senado e como um ponto de encontro nas Ambarv�lias. Tib�rio compeliu os habitantes de Rodes a lhe enviarem uma est�tua de Vesta para este templo e ele evidentemente tornou-se uma esp�cie de Museu, j� que Pl�nio menciona muitos trabalhos de arte que eram guardadas neles: est�tuas de Apolo e Juno por Baton; Latona e as crian�as Apolo e Diana por Eufranor; Escul�pio e Sa�de por Nicerato; Marte e Merc�rio por Piston; Ceres, J�piter e Minerva por Estenis; pinturas de M�rsias por Zeuxis; Liber por Nicias; Cassandra por Teodoro; quatro elefantes de obsidiana dedicados por Augusto; e a famosa pedra de sard�nica que pertenceu a Pol�crates de Samos.

Outras poucas refer�ncias incidentais a este templo ocorrem e presentes foram nele depositados pelo senado em 16 DC, depois de uma dita conspira��o de Libon. Muitas outras inscri��es dedicat�rias foram achadas em meio a suas ruinas e tr�s outras mencionam um �dito do templo. Ele � representado na moeda de Orbiana, mulher de Alexandre Severo. A estrutura estava amea�ando colapsar no tempo de Adriano I (772-795DC).

Sua situa��o em respeito aos outros edif�cios e seu contorno em volta levaram a ado��o de um plano que fazia de sua estrutura �nica entre os templos romanos. Ao inv�s de ter as propor��es usuais, a cela do templo augustiano tinha 45 metros de fachada e apenas 24 de profundidade, enquanto o pronaos tinha apenas 34 por 14 metros, e n�o se estendia entre toda a extens�o da cela. O muro traseiro avizinhava-se contra a frente do Tabularium, e um v�o muito largo conduzia por baixo do pronaos a area. No prosseguimento, as escava��es parecem mostrar que o plano do templo de Opimus era similar ao de Tib�rio. O interior da cela augustiana era cercada por uma linha de colunas de m�rmore branco estando num plano que se projetava do muro principal.Este muro continha onze nichos, no centro do qual, opostamente a entrada, a est�tua da Conc�rdia deveria estar. O exterior do Templo era inteiramente coberto de m�rmore, e o pr�dio deve ter sido um dos mais belos da antiga Roma.

As ru�nas existentes consistem no n�cleo de concreto do podium, grande parte do qual pertence a constru��o de 121AC e � provavelmente o mais velho concreto conhecido da cidade; o come�o da entrada principal, composto de dois blocos de m�rmore de Porta Santa juntos perfazendo 7 metros; muito poucos fragmentos de m�rmore do pavimento da cela e pronaos, e um peda�o de magn�fica cornija, agora no Tabularium com numerosos pequenos fragmentos de Arquitetura. As bases tamb�m s�o muito boas. No podium h� duas c�maras que podem ter sido usadas como c�maras de tesouros.


PEQUENO TEMPLO DA CONC�RIDA

Pequeno templo da Conc�rdia na cidadela, prometido provavelmente pelo pretor L. Manlius em 218AC depois que pacificou o motim em suas tropas na G�lia Cisalpina. Come�ou a ser constru�do em 217 e foi dedicado em 5 de fevereiro de 218AC. Provavelmente ficava no lado leste da cidadela, de onde se via o grande Templo da Conc�rdia abaixo


AEDICULA DA CONCORDIA

Um orat�rio com uma imagem de bronze da Conc�rdia constru�do pelo edil Cn. Flavius em 304AC na Area Graecostasi no Vulcanal. Ficava no Graecostasi perto do Grande Templo da Conc�rdia de deve ter sido destru�do quando este templo foi aumentado por Opimius em 121AC. Flavius prometeu este orat�rio na esperan�a de reconciliar a nobreza que foi ultrajada pelas sua publica��o de um calen�rio, mas como nenhum dinheiro foi dado pelo senado, ele foi for�ado a construir com as multas dos usur�rios condenados.

 

euolgauit fastosque circa forum in albo proposuit, ut quando lege agi posset sciretur; aedem Concordiae in area Uolcani summa inuidia nobilium dedicauit;

Tito L�vio, IX, 46


De volta ao �trio do templo

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