Trowa abriu a porta de seu quarto pela quinta vez naquela noite. Encarou Wufei que dormina no quarto da frente que tamb�m havia aberto a porta. Todos deveriam estar dormindo, mas n�o estavam.
Wufei deu de ombros sinalizando para Trowa que n�o sabia o que estava acontecendo e apontou para o final do corredor, avisando que algu�m estava na sacada.
Trowa pensou em deixar seu quarto, mas ao ouvir uma porta abrir-se, conteve-se.

Duo deixou seu quarto de pijama e espregui�ou-se. Espirrou duas vezes e andou co�ando os olhos pelo corredor, passou por Wufei e Trowa sem v�-los e andou at� a sacada. Fechou as duas portas da sacada com frio. Estava ficando doente e aquelas portas abertas estavam esfriando o corredor.
Heero assustou-se quando as portas bateram-se e correu at� elas batendo nos vidros.
Duo, que j� estava quase no meio do corredor virou-se vendo Heero do lado de fora.
- Ahn?
Duo andou at� a porta abrindo-a para Heero:
- Gezz, Heero, est� frio, o que voc� faz do lado de fora? - indagou puxando Heero para dentro e fechando a porta.
- Estava pensando. - disse Heero com seriedade. Duo espirrou. - Voc� est� ficando doente?
- Resfriado, talvez. - disse Duo virando-se para voltar ao seu quarto.
Heero o segurou no bra�o impedindo-o de andar. Duo virou-se para ele confuso:
- Foi minha culpa?
- E desde quando algu�m tem culpa de um resfriado, huh? - disse Duo. - Quero dormir, Heero, estou com sono.
Heero soltou Duo deixando-o ir.
- Deixe a porta fechada! - disse Duo antes de entrar em seu quarto. Bateu a porta.
Heero ficou parado no corredor. Ouviu ainda duas outras portas fechando-se, s� ent�o andou pelo corredor at� o quarto de Duo. Abriu a porta silenciosamente em furtividade treinada e adentrou o quarto.
O quarto estava escuro e Duo j� estava deitado na cama. Heero andou devagar at� Duo e conferiu se ele estava dormindo aproximando-se. Bom, ele estava com os olhos fechados. Ajoelhou-se diante do garoto e colocou uma de suas m�os em sua testa para ver se estava com febre e constatou que estava apenas febril. Levantou-se e andou mais tranq�ilo at� a porta:
- Desculpe. - pediu antes de sair.
Duo sorriu ao ouvir essas palavras e abriu os olhos devagar. Heero sabia que ele n�o estava dormindo, mas preferia acreditar que estava para conseguir dizer essas palavras. Heero nunca diria "desculpe" em uma ocasi�o normal... mas ele n�o queria ouvir desculpas, mesmo que isso lhe agradesse.. Heero n�o precisava se desculpar sobre nada.

- Waaaaaaa! - disse Quatre livrando-se da frigideira em chamas jogando-a bem longe, na pia.
Trowa apenas levantou os olhos para o loiro e depois voltou a ler o jornal. Estava sentado na mesa posta para o caf� da manh�. Ainda estava de pijamas como Quatre.
Wufei apareceu na porta da cozinha ap�s ouvir o barulho. Riu:
- Voc� n�o tem jeito para cozinha, desista!
- Aw, eu sei... - disse Quatre desanimado. Ele tinha milhares de empregados para fazerem isso.
Wufei adiantou-se e pegou a frigideira da pia.
- Deixe que eu fa�o. - disse sorrindo.
Quatre sorriu de volta e sentou-se na mesa. Trowa estava lendo o jornal novamente. Olhou para o rel�gio que marcava nove horas da manh�.
- Heero ainda n�o acordou? - indagou estranhando. Heero era um dos primeiros a acordar.
- N�o. - disse Trowa.
Quatre virou-se para Wufei:
- Ei, e voc� acordou cedo demais! O que aconteceu? Caiu da cama?
- N�o, achei que a novela ia come�ar cedo hoje e por isso quis acordar antes. - disse Wufei quebrando dois ovos. - Mas acho que me precipitei.
- Novela... - repetiu Quatre baixinho. Era uma palavra que se encaixava direitinho nos par�metros da situa��o. Achou gra�a.
- Bom dia, Heero! - disse Wufei ao ver Heero chegar na porta da cozinha usando cal�a jeans e uma camisa verde escura sem mang�s.
Heero n�o respondeu como de costume e sentou-se ao lado de Quatre que sorriu. Trowa parou de ler o jornal e passou para Heero levantando-se.
- Dormiu bem? - indagou Quatre com sua gentil educa��o.
Heero levantou uma sobrancelha:
- Por que pergunta?
- Porque eu pergunto todos os dias.
- N�o muito bem. - respondeu Heero dando-se por satisfeito.
Wufei entregou para Quatre um prato com ovos mexidos. Quatre o encarou confuso:
- Mas eram fritos...
- Voc� n�o avisou! - disse Wufei com pregui�a de fazer mais um ovo.

Duo abriu os olhos incomodado pela claridade do dia que escapava por frestas na janela. Levantou-se cansado e colocou um casaco antes de sair do quarto. Cal�ou os chinelos e desceu as escadas.
Heero, Quatre, Wufei e Trowa estavam j� vestidos na sala conversando. O dia estava bem claro.
- Ah, finalmente, Duo! - disse Quatre levantando-se. - J� � quase uma hora da tarde! Est�vamos esperando voc� para almo�ar.
Duo n�o disse nada. Apenas encarou Quatre e andou at� a cozinha.
Quatre virou-se para Trowa e deu de ombros. Wufei co�ou o ouvido:
- Deve ser o sono. - disse.
Heero levantou-se e andou at� a cozinha em sil�ncio. Wufei n�o conseguiu aguentar e o seguiu.
Heero entrou na cozinha. Duo estava esquentando �gua para fazer um ch�, a caneca j� estava em cima da mesa. Heero aproximou-se da caneca pegando-a nas m�os e andou at� Duo:
- Duo, est� tudo bem?
- Est�. Por qu�? - indagou. Sua voz estava devagar, indiciando que estava doente.
Heero soltou a caneca na pia perto do fog�o:
- Se eu n�o tivesse ido na chuva, voc� n�o estaria doente.
Duo surpreendeu-se com essas palavras.
- Eu fui l� fora porque quis.
- Devia ter adivinhado que voc� o faria.
- Ah, claro, agora voc� quer ser vidente. - brincou Duo desligando o fogo. - Eu estou refriado, Heero, n�o vou morrer, ok?
Heero continuou s�rio o encarando. Duo n�o p�de adivinhar seus pensamentos, mas desejou que ele n�o quisesse mat�-lo como sempre fazia.
- Vou pro quarto. - disse Duo depois de fazer o ch�. Heero continuou calado.
Wufei tentou se esconder mas Duo o viu voltar para a sala. Quatre lhe sorriu e ele sorriu de volta fingindo estar tudo bem.

Trowa terminou o almo�o e levantou-se.
- Ei, Trowa, voc� pode passar no mercado? - pediu Quatre.
- O que precisa?
- Disso. - disse Wufei entregando-lhe uma lista. Trowa pegou o papel e saiu em sil�ncio.
Wufei colocou-se de p� e ajudou Quatre a tirar a mesa. Tocou no prato de Heero e ent�o percebeu que ele n�o tinha tocado na comifa:
- Ei, Heero, n�o vai comer nada?
Heero piscou como se tivesse sa�do de um transe:
- Ahn?
- Comida? Almo�o? Voc�??? - indagou Wufei falando com palavras as quais Heero facilmente associou. Encarou o prato na sua frente e que Wufei segurava.
- N�o.
Wufei deu de ombros e pegou o prato levando-o para longe. Depois, deixou a cozinha indo para a sala assistiu o �ltimo v�deo, que n�o assistiu na noite anterior.
Heero debru�ou-se na mesa segurando a cabe�a com as m�os e ficou olhando para o rel�gio, vendo os ponteiros mexerem-se, lembrando-se da chuva da noite passada. Era t�o fria e nem tinha percebido o quanto estava frio do lado de fora.
Quatre virou-se para Heero e surpreendeu-se por ver que ele tinha ficado meia hora se se mover. Andou at� Heero:
- Heero?
Heero piscou de novo e virou-se para Quatre. Ele segurava uma bandeja com um copo de �gua e um prato fundo com sopa em cima de um prato razo que continha uma colher.
- Poderia levar isso para Duo?
Heero n�o disse nada. Apenas levantou-se e pegou a bandeja. Quatre sorriu e observou ele sair da cozinha.
Heero segurou habilmente a bandeja com uma das m�os para usar a outra para abrir a porta. Entrou no quarto e percebeu que ele ainda estava escuro.
Andou at� a cama onde Duo estava dormindo e colocou a bandeja na cabeceira de madeira, que abrigava um rel�gio digital e um abajur. Ascendeu a luz amarela do abajur e viu Duo dormir.
- Duo? - indagou tentando acordar o amigo. Colocou a m�o no ombro de Duo e o empurrou algumas vezes devegar. - Duo?
Duo abriu os olhos:
- M�e..?
Heero suspirou em impaci�ncia. Duo sentou-se e co�ou os olhos:
- Heero? - indagou ao pousar os olhos em Heero.
Heero pegou a bandeja e colocou no colo de Duo:
- Quatre pediu para trazer.
- Ah, obrigado. - disse Duo. - Voc� pode sentar, n�o precisa ficar em p�.
Heero sentou-se na cadeira que ficava ao lado da cama tirando o casaco preto de cima dela.
- Sente-se melhor?
- S� preciso dormir mais um pouco, voc� n�o precisa se preocupar tanto, n�o combina com voc�.
- �, combina comigo ser frio, ego�sta e mau-humorado, certo?
Duo o encarou com tristeza:
- Eu n�o quis dizer isso...
Heero n�o respondeu e Duo abaixou sua cabe�a encarando seu reflexo na sopa amarelada. "Voc� � um idiota!" pensou.
Heero o viu abaixar os olhos e sentiu-se culpado.
- Desculpe, Duo.
Duo ficou um tempo calado e depois disse sem virar-se para Heero:
- N�o precisa pedir desculpas.
- N�o combina comigo n�o �? Eu tenho sempre que ser ingrato com voc�?
- N�o � isso. - disse Duo com calma. - Voc� n�o precisa pedir desculpas ou agradecer, Heero.
- Ent�o o que devo fazer?
- Aceitar as coisas do jeito que elas s�o j� seria um bom come�o. - disse Duo colocando a bandeja com a sopa intocada na cabeceira.
- Que coisas? - indagou Heero sem entender.
Duo levantou os olhos para ele.
- Que voc� n�o � perfeito.
Heero ficou calado. Essa era a resposta que esperava ouvir, n�o era? Que n�o precisava se culpar por ter medo, porque ele n�o era perfeito, e pessoas normais tinham medo. Duo sempre tinha que lhe falar as verdades com simplicidade para que pudesse entender, devia ser idiota demais para n�o poder perceber sozinho, mas n�o era perfeito e pessoas normais n�o percebiam seus defeitos.
Heero levantou-se e andou at� a porta abrindo-a. Duo abaixou os olhos:
- E tome logo essa sopa antes que esfrie. - disse Heero antes de sair e fechar a porta.
Duo sorriu para si mesmo. Agora Heero estava voltando ao normal.

Heero sentou-se no sof� da sala. Ouvia Quatre na cozinha fazendo o jantar e n�o tinha notado que j� era quase noite.
Est� bem, ele j� tinha entendido que n�o era perfeito. Mas ele deveria ser, n�o? Afinal, era pra isso que ele existia! Para ser o soldado perfeito. Se n�o era perfeito ele n�o precisaria se culpar de sentir medo... mas podia se culpar de n�o ser perfeito... um erro.
Wufei n�o era uma pessoa muito s�ria, um tanto paran�ico e irritado algumas vezes... costumava agir com imprud�ncia. Mas n�o precisava ser perfeito.
Trowa... ele era um mercen�rio e um perfeito assassino. Calado e frio. Mas estava longe de ser perfeito, todo mundo sabia que Trowa se permitia sentir emo��es... especialmente por Quatre...
Quatre... o �nico ali com senso de piedade, do�ura e coisas desse tipo. Sempre pronto para ajudar e sorrindo. Quatre era feliz... a unica coisa de que podia se queixar era a guerra. T�o puro como uma criancinha.
E Duo... bem, ele se auto denominava o "deus da morte" e coisas do tipo, era irritante, falava demais e quando come�ava a cantar simplesmente n�o parava! A vida para ele era uma brincadeira simples. Nada era levado a s�rio. Ele, com seu jeito despreocupado, acabava sempre sendo aquele que falava as mais profundas verdades! As vezes ele falava demais.
E quanto a ele? O que era? Sabia que estava ali para ser o l�der em uma miss�o e para fazer o poss�vel para dar certo. S� para isso. N�o lhe eram atribu�dos nenhum outro aspecto positivo... e at� a perfei��o lhe era ind�gna!
- Heero? - indagou Trowa pela quinta vez.
Heero percebeu algu�m na sua frente e levantou os olhos encarando os frios olhos castanhos de Trowa.
- Uhn? Algum problema?
- N�o comigo. - disse Trowa em seriedade. - O jantar est� pronto.
- Ah. - disse Heero sem vontade continuando a ficar sentado.
Trowa encarou o soldado perfeito em sil�ncio. Ele normalmente n�o costumava falar muito porque n�o sabia lidar com as palavras, mas aquela melancolia em Heero estava realmente o preocupando. Ser� que havia jeito de anim�-lo um pouco?
- Algum problema, Heero? - indagou quase preocupado. N�o era essa pergunta que ele queria fazer, ele queria citar o nome de Duo entre suas palavras...
- N�o. - respondeu Heero com confian�a falsa, mas que enganou Trowa, que virou-se saindo.
Heero n�o queria que ele sa�sse, precisava falar com ele! Precisava falar com qualquer um...

Trowa adentrou na cozinha e sentou-se na mesa de frente para Quatre:
- Ele n�o vai vir.
- N�o?! Mas... por qu�?! - indagou Quatre com tristeza. Trowa teria respondido, mas sabia que Quatre sabia muito bem a resposta. - Aw, Heero est� estranho desse jeito... n�o � ele...
- Ele est� perdendo a confian�a em si mesmo. - disse Wufei abrindo uma garrafa de refrigerante. - E est� confuso com seus sentimentos.
- Acha que algu�m deve falar com ele? - indagou Trowa.
Quatre sorriu para ele e olhou para Wufei:
- Voc�! - disse.
Wufei quase pulou para tr�s:
- Ei, eu n�o sou do tipo amig�vel, lembra?!
- Ah, mas... - disse Quatre sem palavras. - Bom, ele n�o vai falar comigo e Trowa n�o vai falar com ele... ent�o tem que ser voc�!
- Por que n�o Duo? Ele sempre fala bastante mesmo... - Wufei disse. Quatre o olhou com repreens�o. - Est� bem, eu sei... Duo � o problema, certo? Eu falo com Heero.
Quatre sorriu e Wufei virou-se para sair da cozinha.

Wufei parou na frente de Heero. Estava usando roupas chinesas branca e azul. Heero a princ�pio n�o o notou, mas logo depois levantou os olhos:
- Eu j� disse que n�o irei jantar.
- Eu sei, Heero. N�o � sobre isso que eu vim falar. - disse Wufei estendendo uma m�o para Heero. - Vamos para um lugar mais silencioso.
Heero n�o tocou na m�o de Wufei. Ele n�o costumava agir amigavelmente assim! Levantou-se e seguiu Wufei at� o lado de fora da casa, e eles pararam no mesmo lugar em que Heero discutiu com Duo na chuva, ao lado da �rvore. Essa noite n� estava t�o fria quanto a anterior.
- Ent�o? - indagou Heero.
- Me diga voc�, n�o sou eu que ando melanc�lico pelos cantos de casa. O que est� acontecendo?
- Nada.
- Nada? - indagou Wufei n�o se dando por satisfeito. Bom, se ele ia falar com Heero sobre essas coisas, ele n�o ia deixar passar por pouco. - � alguma coisa com Relena?
- Com Relena? - indagou Heero confuso. N�o era Relena! Era Duo doente daquele jeito por sua culpa! Mas ele n�o conseguia dizer. - Por que seria?
- Bom, s� existe uma raz�o para ficarmos desse jeito, Heero... e � amor. - disse Wufei simplesmente olhando para o c�u. Heero virou-se para ele com surpresa e Wufei n�o disse nada, s� teve certeza que estava indo pelo caminho certo. - Eu sei porque me sinto assim ao pensar na �nica mulher que eu amei... e ela est� morta.
- Relena n�o est� morta. - disse Heero.
- N�o me sinto assim por ela estar morta, Heero... essas coisas n�s simplesmente n�o controlamos... me sinto triste toda vez que me lembro que ela n�o est� do meu lado para eu poder dizer o quanto a amo. Para abra��-la e coisas desse tipo... - disse Wufei virando-se para Heero. - Voc� n�o deve estar perto de Relena e isso deve te deixar triste.
- N�o deixa. - disse Heero simplesmente.
Wufei quis sorrir, mas manter a seriedade era algo importante se quisesse conversar com Heero.
- Ent�o o que te preocupa tanto a ponto de deix�-lo desse jeito?
- Maxwell est� doente. - disse Heero. Ele simplesmente n�o conseguiu dizer apenas "Duo" para Wufei. - Ele saiu na chuva ontem.
- Ent�o o Soldado Perfeito temb�m tem complexo de culpa. - disse Wufei.
- Como assim "tamb�m"?
- Escute Heero, voc� pode ser um soldado perfeito... o mais perfeito dos perfeitos... mas voc� � humano. � comum que certas coisas passem por sua cabe�a. - disse Wufei. - Culpa... amor... medo.
Na mira. Wufei tinha fnalmente chego onde queria! Esse era o ponto da conversa que queria chegar.
- Eu n�o. - disse Heero. Mas estava mentindo.
- Ent�o se voc� n�o se culpa por Duo estar doente, porque ele saiu na chuva preocupado com voc� por saber que voc� sentiu medo naquela miss�o... ent�o... n�o tem por que ficar assim. - disse Wufei sorrindo. - Al�m do mais, n�o acho que Duo gostaria de saber que ele � respons�vel por voc� se sentir desse jeito.
- Voc� tem raz�o. - disse Heero dando-se por satisfeito e saindo voltando para casa. Wufei o seguiu mais feliz por ter conseguido falar com Heero tudo o que ele queria.

Heero entrou em casa. Wufei vinha logo atr�s. Quatre e Trowa ainda estavam na cozinha esperando o chin�s retornar e contar o que tinham conversado. E ele teria retornado se Heero n�o tivesse parado de andar.
Wufei virou-se para ver o que Heero olhava e viu Duo na escada de pijama. Os cabelos tran�ados como sempre. Ele sorriu:
- Boa noite Hee-chah!
Heero ficou calado o observando e Wufei passou por Heero sendo percebido por Duo que segurava-se no corrim�o da escada:
- Wufei! - ele disse.
Wufei virou-se para ele em seriedade:
- Espero que esteja melhor, tem jantar.
- �, eu estou... - disse Duo descendo dois degraus da escada devagar chacoalhando a cabe�a por um instante. - Apesar de estar vendo bolinhas coloridas por toda a casa...
- Bolinhas coloridas?
- A casa est� escura... � t�o tarde assim?
- Escura? - indagou Wufei de novo. Todas as luzes ainda estavam acesar.
Duo perdeu o equil�brio e Wufei achou que ele fosse cair e rolar escada abaixo, mas Heero o segurou. O Soldado perfeito podia chegar at� Duo antes que ele pudesse cair de joelhos no ch�o. Wufei viu que Duo estava inconsciente, os bra�os soltos, de joelhos com a cabe�a no ombro de Heero.
- Aaaaaa, Duo?! - indagou Wufei assustado quase gritando.
Heero quase agradeceu a deus por ter conseguido chegar a tempo, caso contr�rio, Duo teria ca�do no ch�o e rolado pela escada se ferindo. Ele estava fervendo de febre.
Quatre e Trowa apareceram na porta da cozinha ao ouvirem Wufei gritar. Pousaram os olhos em Heero segurando Duo na escada.
- U�? O que aconteceu? - indagou Quatre.
Wufei subiu as escadas:
- Vamos levar ele para o quarto. - disse Wufei.
Heero concordou e colocou-se de p� com Duo em seu colo e subiu os ultimos lances de escada.
Quatre sorriu para Trowa:
- Ele vai ficar bem.
Torwa sorriu de leve e bateu duas vezes com a m�o na cabe�a de Quatre, o que fez o rapaz rosar-se.
- Certo.
------------------------ (CONTINUA) ----------------
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Medo da Chuva
Autor: Kyn Sunset Suu
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