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O Congresso Nacional Popular Lusitano tem entre os seus objectivos trazer uma mudança real à política na Lusitânia e à vida do povo Lusitano.

A Regionalização tantas vezes prometida e outras tantas adiada, que está por fazer-se, já fez com que muitas das expectativas do povo Lusitano tenham falhado. Agora nós temos um novo Governo português de orientação social democrata (PS) mas liderado por um beirão esquecido da sua costela Lusitana, mas orgulhoso da sua inclinação pró-espanhola e europeísta. Contudo devemos dar o benefício da dúvida a este José Sócrates, um beirão membro influente da elite política portuguesa, esquecido da sua costela lusitana, assim como à sua equipa governativa. Mas pelo seu sentimento anti-regionalista e com o fecho contínuo de escolas, hospitais e centros de saúde na Lusitânia, já para não falar no encerramento de grandes empresas, ele não estará muito longe de repetir o falhanço da velha coligação direitista (PSD-PP). Tenhamos fé em alguma mudança.

Contudo, com um governo de maioria parlamentar só PS no poder, agora é mais importante do que nunca que o nível global de eficácia da actuação legislativa do Parlamento português e governativa do Governo português tenha de melhorar de forma radical no que respeita à regionalização do país. E à criação de uma região autónoma da Lusitânia no centro do continente. De contrário, caso não cumpram as suas promessas, ficaremos muito preocupados com aquilo que foi prometido e não for feito. É este o marco pelo qual o C.N.P.L. (KTTP) se baseia e porque foi criado.

O Governo Português já gastou biliões de euros com o sector da saúde, da educação e da justiça criminal em Portugal – as três áreas chave da sociedade portuguesa e da qual nenhum governo poderá ou quererá perder o controlo. Ainda que a nossa população continue a morrer mais jovem do que aquelas do resto ou das outras regiões de Portugal, muitas são as crianças que deixam prematuramente a escola incapazes de saber ler ou escrever de forma minimamente aceitável para enfrentarem os desafios da sociedade moderna, acabando algumas por viverem na pobreza quase absoluta e à margem da vida social da região e do país, incapazes de poderem viver uma vida decente, alguns acabam mesmo por serem levados involuntariamente para o crime. Os cidadãos mais responsáveis e conscientes vivem no medo dentro das suas próprias comunidades.

Investigações nossas revelam que 6 em cada 10 Lusitanos estão desiludidos com o actual sistema político centralista que vigora em Portugal que põe os grandes interesses económicos e partidários à frente dos interesses do povo. As populações, a maioria do nosso povo quer uma mudança real e autêntica. Não querem cosmética ou caras novas fazendo a mesma política partidária de governos anteriores, querem a regionalização em todo o país. Mas 60% dos Lusitanos também acreditam que nada irá mudar nos tempos mais próximos a menos que haja uma mudança radical dentro dos prinipais partidos do sistema político português, que permita o aparecimento de políticos honestos e não corruptos ou populistas, que saibam escutar a vontade da maioria das populações. O que raramente aconteceu em Portugal desde o aparecimento da democracia parlamentar em 1974.

O C.N.P.L. (KTTP) está comprometido com os interesses do nosso povo para encontrar soluções reais que permitam uma verdadeira mudança para a sociedade Lusitana hoje. Mas não só, da mesma forma estamos a contribuir para que essa mudança se faça em todo o Portugal. Nós não perguntamos se uma ideia é de direita ou de esquerda, se é portuguesa ou Lusitana, para nós interessa mais o mérito. Nós também acreditamos que os políticos não são sempre as pessoas certas para dar resposta aos problemas que diariamente enfrentamos na nossa sociedade. Com efeito, nós acreditamos que há demasiada interferência política portuguesa na vida e na sociedade Lusitana.

Enquanto todos os partidos do sistema político português, principalmente os três do bloco central de interesses (PS, PSD, PP) dizem ter especialistas que estudam e arranjam solução para todos os problemas do país, eles habitualmente nomeiam pessoas política e pessoalmente comprometidas com os seus próprios interesses partidários, de facto, esses especialistas só dizem e fazem aquilo que as máquinas partidárias querem que seja dito ou feito. Alternativamente, eles irão simplesmente ignorar o que é dito poe especialistas independentes ou pelo próprio povo e cidadão consciente dos problemas, porque estes últimos são incompatíveis com os seus interesses partidários ou ideologia política. No rescaldo das últimas eleições parlamentares em Portugal por exemplo, as promessas eleitorais dos três principais partidos em envolver assiduamente outros cidadãos independentes, descomprometidos e apartidários na acção governativa evaporou-se rápidamente. O breve rajada de interesses em prol de uma política ao serviço das populações mais desfavorecidas do ponto de vista daqueles que estão fora dos grandes interesses partidários e governativos do sistema político português estão já sendo destruídos pelos "analistas políticos" televisivos ao serviço da poderosa máquina propagandística dos três partidos do bloco central de interesses.

A nossa apróximação aos problemas implica contratar, escutar e empregar os verdadeiros especialistas e profissionais que têm a experiência e soluções de facto e não soluções de interesses partidários – todos aqueles que estão na linha da frente, como profissionais e técnicos de que trabalham no campo da saúde, da educação, funcionários do estado, policias, juízes, empresários, agricultores, pensionistas e encarregados de educação, entre outros – são estes que com a experiência de uma vida profissional sabem o que é melhor ou o que deve ser feito para fazer o trabalho.

O C.N.P.L. (KTTP) não é somente uma reunião de pessoas bem-intencionadas com pontos de vista semelhantes. Nós também convidamos e aceitamos ideias de todos aqueles que se preocupam e partilham o desejo genuíno de verem uma Lusitânia próspera e desenvolvida.

Nós cremos que um debate sobre uma provável ou não independência da Lusitânia é prematuro por agora. Nós confiamos no povo Lusitano em fazer a sua escolha se houver no futuro um Referendo sibre a questão. Por agora, nós precisamos apenas de concentrar-nos na luta pela criação de uma Região Autónoma da Lusitânia na região centro das Beiras, com Assembleia e Governo regionais ao serviço do povo Lusitano.

Os Governos portugueses falharam sempre, não apenas devido ao tipo particular de administração do poder central que é exercido e condicionado pelo sistema político vigente, mas sobretudo pela conveniência de interesses político-económicos comuns e pelas máquinas partidárias dos três partidos do bloco central que partilham entre eles a mesma máquina do aparelho de Estado. Os rostos mudam de lugar mas a política (destes três partidos) é sempre a mesma.

A sociedade lusitana em particular e a portuguesa em geral necessita de ser mais aberta a ideias vindas de um espectro de pessoas muito mais vasto e menos favorecido – o povo comum, o cidadão anónimo com a sua sabedoria popular e conhecimentos profissionais, assim como os especialistas dentro das suas próprias áreas são a nossa maior riqueza. Nós sabemos que os peritos e técnicos profissionais sabem qual o seu trabalho. Só que precisamos de arrear isso e fazer o melhor uso possível disso.

Nós cremos que enfrentando honesta e objectivamente questões importantes tais como a crescente emigração da população Lusitana para o estrangeiro; o número de Lusos que caiem diariamente na pobreza, na dependência e imobilidade social; a colossal e sobestimada herança da tóxicodependência na Lusitânia; o crescimento implacável da criminalidade e de comportamentos anti-sociais e a falta de meios em suportar os altos custos da habitação, que saberemos solucionar os problemas. Nós comprometemo-nos com todos aqueles que genuinamente o queiram, a partilhar e a atacar a raiz que causa tais problemas na nossa sociedade, e não adoptando meramente uma política de remendos só para "inglês ver" como aquela que é aplicada pelos partidos do bloco central do regime.

Nós cremos que existe a necessidade de um grande melhoramento e controle da gestão financeira e da sua aplicação em áreas importantes, tais como são a do serviço público pelo Parlamento Português, de forma a combater o despesismo, a corrupção e as clientelas politico-partidárias..

Uma das nossas prioridades principais é conter e reduzir a crescente burocracia que existe ao nível local de Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia. Os Lusitanos não recebem quaisqueres benefícios das autoridades locais e estão pagando cada vez mais taxas e impostos.

O C.N.P.L. (KTTP) compromete-se a retirar o poder das escolas estatais da nossa região do controle do Governo central. Elas precisam de ser devolvidas à pessoas que sabem como melhor geri-las – os professores, funcionários, encarregados de educação, alunos. Claro que as Câmaras e o Estado deverão estar representadas no seu conselho directivo, mas não devem ter o seu controlo.

Nunca existiu um desafio tão grande para a juventude como agora. Eles estão vivendo e crescendo num mundo muito incerto, que oferece demasiadas ilusões e nenhuma solução para resolver os problemas que nos afectam, como é o desemprego e a luta pela justiça social que afectam muitas famílias. O corrente sistema de educação falhou como se sabe em ter demasiados alunos e professores. Mas fechar escolas remotas não é solução.

Procurar e combater as causas que provocam a indisciplina nas escolas é crucial hoje em dia, ou de contrário jamais poderemos controlar essa violência que cresce em espiral. A televisão violenta, a imigração e a inversão de valores morais que se assiste hoje em dia na nossa sociedade não são as únicas causas, temos de ir mais fundo, discuti-las entre todos. Os professores, alunos e encarregados de educação têm o direito de sentirem-se seguros e respeitados.

Para além disso, uma educação superior e uma especialização pré-profissional no ensino são de vital importância para uma Lusitânia próspera e progressiva, mais, deveremos incentivar e premiar aqueles que se batem pelo bem-estar comum e social das nossas populações e comunidades. As aspirações e habilidades individuais devem ser apreciadas e desenvolvidas por todos.

Nós comprometemo-nos em promover a iniciativa e qualquer emprendimento pelo progresso do país e na nossa região, seguindo uma longa tradição de invenção e criatividade em todos os campos da vida. Mais é preciso fazer para acabar com a excessiva interferência burocrática e impostos que interferem com o pequeno comércio que é a espinha dorsal da nossa economia regional Lusitana.

Nós não pretendemos ter todas as respostas. Mas queremos encontrá-las com todos aqueles que sinceramente querem o bem-estar do seu povo e da sua região de forma a resolver os problemas que nos afectam de uma forma ou de outra na nossa amada terra Lusitana.

É hora de o Congresso Nacional Popular Lusitano - uma vossa voz - ser escutado na Lusitânia.

 

 
 
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