É o símbolo das forças opostas. Quer dizer que damos valor às alegrias porque existem momentos tristes; temos a noção do calor porque há o frio. O yin e o yang nada mais são do que o homem e a mulher, o sol e a lua, a noite e o dia, àries e libra, e assim pôr diante. Observe na sua representação que cada um possui o outro em germe. Ninguém é totalmente bom, assim como todo homem tem a sua essência feminina. Kung-fu visa o equilíbrio entre as forças antagônicas. A arte marcial é o domínio de uma profunda energia organizada pôr cada indivíduo, a filosofia oriental do Yin e Yang. Yin representa o negro e o princípio feminino (sombra), o negativo, a noite, o passivo, etc. Yang é branco e representa o princípio masculino (macho), o positivo, o dia, etc.. Ambos são diferentes, sem um não poderia existir o outro, um necessita do outro e com o desaparecimento de um deles, o sistema ficaria desparelhado. Na parte do Yang (branco) existe o Yin, um circuluzinho negro e na parte do Yin (negro) existe o Yang, um ciruluzinho branco; no positivo há negativo e no negativo há positivo, absolutamente não totalmente positivo nem negativo. O Yin e Yang unidos formam o Supremo Último denominado Tai Chi; esta é um disciplina oriental (da China) muito importante para o homem de nossa era. O erro mais comum é identificar este símbolo como dualidade, quer dizer, Yang como contrário a Yin e vice-versa. No símbolo há um ponto branco na zona negra e um ponto negro na branca. Isso serve para ilustrar o equilíbrio da vida, posto que nada pode sobreviver pôr muito tempo funcionando para qualquer extremo - seja o negativismo ou o positivismo. Pôr conseguinte a firmeza deve ser dissimulada pela gentileza e a gentileza deve ocultar-se na firmeza e é pôr isso que um praticante de kung-fu deve ser flexível como uma mola. É de observar que a árvore mais rígida é a que mais facilmente se dobra segundo a direção do vento. Do mesmo modo, seja no kung-fu ou em qualquer outro sistema, é preciso ser gentil sem ceder completamente; ser firme mais não duro e ainda quando se é forte se deve resguardar da força com brandura e ternura, pois de não há brandura na firmeza, não se é forte; de uma maneira similar, se possui firmeza dissimulada com brandura, ninguém poderá penetrar a própria defesa. Este princípio de moderação provê o melhor meio de auto preservação, pois já que aceitamos a existência da unidade (Yin e Yang) em tudo e não lhe aplicarmos um tratamento de dualidade, asseguramos, dessa maneira, um estado de tranqüilidade permanecendo separados e não inclinando-nos para algum extremo. Ainda quando nos inclinamos para um dos extremos, seja o positivo ou o negativo, fluiríamos junto com ele a fim de controlá-lo. Esta maneira de fluir com ele sem aderir-se a ele é a verdadeira forma de libertar-se dele. Quando os movimentos de Yin/Yang fluem para os extremos, ocorre a reação. Porque quando Yang vai ao extremo, se transforma em Yin e quando Yin (ativado por Yang) vai ao extremo regressa a Yang (assim é que cada resultado e causa do outro). Pôr exemplo, quando se trabalha até ao sucesso, se cansa e se tem que descansar (o Yang ao Yin). Depois do descanso, pode trabalhar de novo (do Yin ao Yang). Esta incessante mudança de Yin e Yang é sempre contínua. A aplicação da teoria de Yin/Yang no kung-fu se conhece como a lei da Harmonia, na qual se deve estar em harmonia com, e não contra, a força do oponente. Suponhamos que A aplica força a B, B então deve se opor nem ceder totalmente. Porque estes não são senão os extremos opostos à reação de B. Pôr outro lado, ele deveria COMPLETAR a força de A, com força menor, levando-o para a direção de seu próprio movimento. Assim como o açougueiro conserva sua faca cortando ao longo do osso e não contra ele, um homem kung-fu se preserva seguindo os movimentos de seu oponente, sem oposição, sem disputar. (Wu-Wai, ação espontânea ou espiritual). Essa assistência espontânea ao movimento de A, tal como o dirige, resultará em sua própria derrota. Quando um homem kung-fu finalmente compreendeu a teoria do Yin/Yang, ele já não jogará com a chamada gentileza ou firmeza. ele simplesmente faz, atua de acordo com os requerimentos do momento. Efetivamente, todas as formas convencionais e técnicas se acabaram, seus movimentos são os de todos os dias. Ele não tem necessidade de justificar-se como tantos outros mestres se viram obrigados, manifestando seu espírito ou sua força interna. Para ele, com vista a um grande futuro, o cultivo da Arte Marcial regressará à simplicidade; somente pessoas de pouca cultura se justificam e se gabam.