Kung Fu

 

Hist�rico do Kung Fu

Primeira fase: surgiu como t�cnica de ca�a, nos prim�rdios da civiliza��o chinesa inicialmente as armas teriam sido os instrumentos/ ferramentas de uso cotidiano. Esta fase teria sido anterior a fase dos metais.

Segunda Fase: T�cnicas de guerra intertribal primitivas, ainda no est�gio inicial da organiza��o social complexa. Teria durado at� cerca de 3.000 a.C. quando surgiu a primeira dinastia (Xia) na China. As armas teriam sido adapta��es das armas desenvolvidas para ca�a.

Terceira Fase: Consolida��o como t�cnica de guerra entre os feudos e/ ou na��es, durou at� a �poca de Cristo (Era das Na��es Combatentes). Aprimoramento das t�cnicas, t�ticas e estrat�gias de guerra. A �nfase era data tanto ao combate individual (entre os generais) como ao combate coletivo (entre os soldados em geral).

 

Desenvolvimento de novas armas:

Est�gio Inicial: Guerra de infantaria e metalurgia pouco desenvolvida - armas longas, de linear (de espetar, como a lan�a) e de a��o plana (de cortar, como archa e meia lua) ou ambas as a��es, e espadas curtas. O combate era travado principalmente a certa dist�ncia

Est�gio Final: guerra de cavalaria combinada com a infantaria, metalurgia desenvolvida (aparecimento do a�o/ ferro em substitui��o ao bronze) Devido � velocidade da cavalaria, as armas longas de a��o plana perderam o sentido de existir, passando a predominar as armas lineares, complementadas por espadas mais longas e resistentes, logo substitu�dos por fac�es com maior campo de a��o no combate corpo a corpo sem perder a agilidade. Nesta fase a nobreza era de estirpe guerreira e praticava a arte marcial por necessidade. Ao povo era vetado o acesso a estes conhecimentos marciais, mas, mesmo assim o povo praticava com freq��ncia. � compreens�veis o surgimento, nesta fase, de pequenas seq��ncias de movimentos com o objetivo pratico para treinamentos dos militares. E existem, inclusive, provas documentais da exist�ncia de Katis longos e complexos.Uma das divers�es da nobreza era a �dan�a das espadas�.

Quarta Fase: Diversifica��o gradual da arte marcial desportiva em rela��o �s t�cnicas de guerra propriamente dita (at� o s�culo XII, mais ou menos). Devido a uma aristocracia que n�o mais pertence � classe guerreira e que praticava somente por divers�o ou mera preserva��o de uma antiga tradi��o. Com isto a arte marcial foi adquirindo caracter�sticas diferenciadas, nem sempre adequadas �s necessidades b�licas e passando a incluir movimentos mais coreogr�ficos e logo esta pratica foi imitada pela popula��o pleb�ia como passatempo nos per�odos de entressafra no campo, alem de defesa pessoal. Enquanto isso as t�cnicas de guerra seguiam seu rumo, com �nfase cada vez maior ao objetivo, coletivo, t�ticas e estrat�gia militar.          

No est�gio final desta fase, houve uma tend�ncia de reincorpora��o da arte marcial desportiva pelas t�cnicas de guerra devido �s conturba��es causadas pelas invas�es dos b�rbaros, dos piratas japoneses e das guerras civis, que por sua vez exigiam pr�ticas mais objetivas. A esta altura, o Kung Fu j� havia adquirido uma forma muito semelhante ao que � hoje.

Quinta Fase: consolida��o do Kung Fu como arte marcial desportiva. Nas dinastias Ming e Ching (Manch�s) houve um desest�mulo a pratica de t�cnicas militares pelo povo, no entanto, e no inicio da dinastia Manch�s (s�c. XVI � XVII) muitos generais da dinastia anterior buscaram refugio nos templos religiosos e no meio popular, enriquecendo assim o conte�do do Kung Fu e justamente neste per�odo surgiram muitos dos estilos atuais, provavelmente em decorr�ncia deste �sangue novo� recebido. Com a migra��o em massa dos chineses de origem cantonesa ao sudeste asi�tico e as Am�rica, esta arte ficou conhecida fora da china como Kung Fu.

 

Sexta Fase: Kung Fu no s�culo XX. Ap�s a proclama��o da republica na China, o governo incentivou a pratica de Kung Fu, dando-lhe o nome de Kuo Shu (Arte Nacional) e fundando a Academia Central e as academias das prov�ncias. Com as guerras civis e a Segunda Guerra Mundial, este empenho n�o rendeu resultados duradouros a n�vel nacional. Depois da Revolu��o Comunista houve uma tentativa de adequar esta arte marcial aos moldes desportivos modernos, o que levou a cria��o do termo Wu Shu (Arte Marcial) como nome pr�prio. � verdade que durante a chamada Revolu��o Cultural, quando se observaram tumultos na China, muitos conte�dos marciais foram retirados propositadamente, para evitar que fossem utilizados como meio de luta entre as fac��es. Hoje, os tr�s nomes coexistem, sem grandes distin��es entre o conte�do destes. Existem duas federa��es mundiais, cada uma com seu regulamento e que promovem campeonatos mundiais em anos alternados.

 

Autor: Sifu D'Urbano

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