Caro amigo,
Por favor, leia o que viram e ouviram, no "paraiso" cubano, perspicazes
gaúchos que recentemente lá estiveram.
O tema é de interesse: em torno dele podem estar jogando-se os rumos de
nossa Pátria.
Sim, infelizmente, a revolução cubana, após 42 anos, continua iludindo
influentes dirigentes politicos brasileiros que falam maravilhas dela e
até fazem "peregrinações" à ilha do Caribe, apresentando-a como modelo
para o Brasil...
Aguardamos sua valiosa opinião.
Atenciosos cumprimentos,
Roberto L. Ferreira Passos
Atualidade Brasileira / Rio de Janeiro
(veja no final o link para enviar, de maneira instantânea, sua valiosa
opinião!)

JOVENS GAÚCHOS: "NÃO DEIXE O RIO GRANDE VIRAR CUBA"

Voltaram decididos a percorrer o Estado para denunciar o que o
PT -segundo eles, com posições semelhantes às do sistema cubano- pode
fazer com Rio Grande do Sul

PORTO ALEGRE, 23 ag. 01 (Atualidade Brasileira/AB) - Com o lema "Não
deixe o Rio Grande virar Cuba" estampado nas camisetas, cinco jovens
gaúchos retornaram da ilha trazendo na bagagem gravações de numerosas
entrevistas, documentos e fotos que mostram o panorama de injustiça,
miséria e repressão do sistema comunista .
José Henrique Westphalen, Luciano Anziliero, Marcelo Demolinier, Rogério
Soliman e Sílvio Comanduli, em declarações ao jornal Zero Hora, narram
que ficaram chocados com a baixa qualidade da educação, da saúde e da
moradia, que certos propagandistas apresentam como os grandes "éxitos"
da revolução. As crianças e jovens estão "desestimulados com o estudo",
pois logo de formados, como no caso dos médicos, receberão um salário
entre 7 e 15 dólares. Os remédios praticamente não existem nas
prateleiras das farmácias. E grupos familiares de até 9 pessoas moram
hacinados numa só peça.
Westphalen, de 21 anos, reconhece que também no Brasil há problemas
sociais. Mas uma das grandes diferenças é que aqui as pessoas podem
melhorar trabalhando e estudando, num ambiente de liberdade. "Lá não",
conclui o jovem gaúcho.
O grupo conseguiu chegar a Varadero, balneário paradisiaco onde só os
estrangeiros e alguns cubanos funcionários do regime tem acesso. "Lá é
outro mundo: muitos dólares, carros importados, grande investimento
estrangeiro em hotéis de luxo". No resto da ilha, o que abunda é a
miséria e a falta de liberdade. Os 5 jovens voltaram decididos a
percorrer o Interior para que todos saibam o que o PT, que no RS detém o
governo do Estado e a prefeitura e que, segundo eles, tem programas
semelhantes aos do sistema cubano- pode fazer com Rio Grande do Sul.
Outros gaúchos que lá estiveram e voltaram decididos a falar toda a
verdade sobre Cuba comunista são o jornalista e professor da PUCRS
Juremir Machado da Silva e o arquiteto Percival Puggina. Ambos
publicaram artigos no Correio do Povo. "Cuba é o inferno no paraíso
caribenho", sintetizou Juremir . "Fui para a rua, vi, ouvi e me
estarreci: em 42 anos Fidel Castro construiu o inferno ao alcance de
todos. Em Cuba, até os médicos são miseráveis. Os cubanos foram educados
para o medo, vivem num Estado totalitário". E lembra o que disse um
colega cubano, o professor de história José, que mora com sua esposa e
mais 10 pessoas num cortiço de Havana: "Cuba é uma prisão, um cárcere
especial. Aquí já se nasce prisioneiro. E a pena é perpétua. Tenho uma
vida dupla: nas aulas, minto para os alunos, faço a apologia da
revolução. Fora, sei que vivo um pesadelo". Juremir acrescenta o
comentário de um outro cubano sobre a educação: "Temos alfabetização,
não educação. Somos formados para ler a versão oficial, não para a
liberdade". Sobre o sistema de "livreta", pela qual em tese os cubanos
receberiam uma espécie de cesta básica, ele observa: "Garante comida
para uma semana. Depois, cada um que se vire. Carne é um produto
impensável".
O arquiteto Puggina, após passar 7 dias em Cuba, voltou estarrecido com
a "miséria" e com o "fortíssimo policiamento ostensivo". "Há um rígido
controle do Estado sobre a vida dos cidadãos, em cada quarteirão opera
um Comitê de Defesa da Revolução" que espiona a vida de cada um, narra
ele .
No começo do ano, uma delegação cubana, encabeçada por Ricardo Alarcón,
presidente da Assembléia do Poder Popular Cubano e "eminência parda" do
regime, esteve em Porto Alegre para participar do Fórum Social Mundial,
efetuado na PUCRS, tendo um papel protagônico junto com representantes
de guerrilheiros colombianos, do MST e do PT. Na ocasião, os cubanos
foram homenageados pelo governador Olívio Dutra e pelo prefeito Tarso
Genro.
AtualidadeBrasileira/AB

REFERÊNCIAS:
Reportagem, "Cuba vira tema de campanha - Cinco militantes visitaram a
ilha de Fidel por cinco dias", Zero Hora, Porto Alegre.
Percival Puggina, "A fé contra a miséria", Correio do Povo, Porto
Alegre.
Juremir Machado da Silva, "A verdade sobre Cuba - O inferno no Paraíso",
Correio do Povo, Porto Alegre.
Reportagem, "Fórum Social Mundial de Porto Alegre: laboratório da
subversão", Diario Las Américas, Miami.
Reportagem, "Vacina cubana contra a meningite: ineficácia comprovada"
(em espanhol), Diario Las Américas, Miami.
Fernando Montabone, "Medicina cubana: mito e realidade" (em espanhol),
El País, Montevideu.

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