TEMPO DE AMOR
Dentro do meu ser, guardadas
Horas não vividas
Horas perdidas
Aprisionadas...profanadas
De um tempo marcado por desejos insanos
Uma paixão, uma atração desmedida, sem fim
Exercida por teu corpo sobre mim
Um desafio aos meus limites entre o sagrado e o profano
A um possuir, um ter sem forma
Sem propósito, alheio a qualquer norma
Uma obsessão, uma louca vontade
Que não se aprisiona, porque é sagrado
Que não se corrompe, porque não pode ser profanado
Tempo de amor, eternidade...
Walter Pereira Pimentel
20.04.2002