HUMANO É O MEU SER
Não há um certo mau gosto ,
Entre o sagrado e o profano?
Entre o céu e o inferno?
Entre o certo e o errado?
Não são as duas faces do carnaval?
O Bem e o Mal?
Não há um certo mal estar
Entre o amar e o não amar?
Entre os desejos e a sublimação deles?
Entre o pudor e a carne?
E a fome do bem e a sede de vingança?
Não há uma grande carência
entre o homem e a mulher?
E o ser bicho e ser gente?
E ser carne e coração?
E sentimento e ilusão?
II
Quando o amor vem
manda o bom senso embora!
E fica só o agora!
O amoral
A flor da boca,o grito pungente do desejo
a respiração ofegante
o pulsar do seio.
Quando o amor chega
sua saliva escorre,minha língua percorre
Concavos e convexos
o cheiro explode
no grito do sexo
Tudo ganha sentido
Qdo o amor está presente
anjo e demônio
homem e mulher
tudo está vivido
grita o sagrado no altar
brilha o profano
em gozo insano!
Qdo o amor vence a razão
Acaba o entre
torna-se tudo um só
almas gêmeas se completam
e tomam um rumo animado, prazeroso...sereno
Há suspiros e gemidos
e lassidão, e mansidão
E Deus desce do pedestal!
Deus e o homem!
Profano...o meu mal
Sagrado...o meu ritual
Amor...o meu vesperal
Demônio...o meu prazer
Divino...o meu conhecer
Humano....o meu ser!
MARGARET PELICANO
ROS@RUBR@