Engano
Não conheço o sagrado no amor
Sei o que é amor e cheirar a flor
Para mim
Nada de divino numa mulher
Só compreensão
E a chave de alguma dor
Esse mistério
São lábios de riso rosados
Um peito bem feito
Cheio de desejo a arfar
Umas mãos
Que percorre o corpo com carinho
Um fechar de olhos
E sonhar com um beijinho
não
O amor não é profano
É consentimento
É sublime fundir dois corpos
Deixar a semente dentro
Dali ver nascer outra flor pequenina
Mas nada de profano ou coisa divina
Um dia chorar com dor
Ver nascer à semente do amor
Ficar na mente com a mulher mãe desde menino
A mãe ver seu rebento seguir seu destino
Não há nada de profano ou divino
Espero viver num mundo onde germine o amor
Que ninguém possa profanar essa flor
Só isto entre a humanidade
O resto
Armando Sousa