Titulo:
memórias
Autor: KittyBlue
Capítulos: oneshot
Status: completo
Tipo: drama, semi-au, lemon, yaoi, sap
Rating: NC17
Pares: Yohji x Ran
Sumário: a memória é uma coisa essencial para se viver, como reagir
quando se esquece dois anos da sua vida... isso aconteceu, deixando para trás
amigos e um coração apaixonado... um fic que mostra como um amor verdadeiro
nunca se esquece.
Avisos: tentei permanecer na linha temporal do anime, mas desculpem se
tiver de fazer algumas mudanças, a única coisa a ter em mente é que isto é um
fic e por ser classificado um semi-au não está muito de acordo com o anime ou
sequer manga.
C&C: Podes contactar-me através de Email ou pelo
ICQ (145672919)
Disclaimer: os personagens de Weiß Kreuz não são meus e infelizmente
nunca serão! Mas posso continuar a sonhar e a escrever fics inspirados neles,
não posso?!
Leiam e depois digam o que acharam...
Memórias
by
KittyBlue
A primeira noite foi a pior, apenas por ter
a certeza que eu seria a única pessoa a fingir que estava tudo bem e que nada
me afectava, todos pensavam apenas como eu podia ser tão insensível ao ponto de
não me importar, mas nenhum deles pensou que se não fosse eu manter a calma..
como íamos lidar com isto? Eu recebi a mesma questão do Omi e do Ken, e eu
acabei por a transferir para a Manx.
Nada parecia afecta-lo e isso afectava-me a
mim... durante um ano tinha-o conhecido, tinha me aproximado, ele era a única
pessoa que tinha me feito voltar a ser o Ran. Não o Aya o assassino cruel e
impiedoso, apenas o Ran, o rapaz que faria tudo para estar ao lado da irmã que
tanto amava, que não tinha esquecido ainda o que era sentir, que tinha ainda um
coração para amar.
Eu fiquei devastado, será que o Ken e o Omi
pensam tão pouco de mim para acreditar que eu ia ficar indiferente a isto?! Mas
eu tive de ser, tenho de ser.. depende de nós o que lhe acontece.
O médico que a Manx chamou para o ver, disse
apenas que devíamos ter paciência e não o pressionar, que mais cedo ou mais
tarde ele ia lembrar-se de tudo, deles, de mim, de nós...
Deveria ficar tranquilo ao ouvir aquilo?!
Saber que tinha acabado de perder a única
pessoa que me fazia viver nestes dias? Saber que quando ele acordasse, ia
apenas olhar para mim e ver-me como o novo membro da Weiß? Saber que ele ia
apenas ter de continuar a viver sobre o mesmo tecto que eu e... saber que eu
não me podia aproximar e dizer-lhe a falta que ele me fazia? Era demais... e eu
finalmente fraquejei, perdendo a pouca razão que me restava.. finalmente deixei
sair tudo.. finalmente quebrei..
+-+-+
Estava tao perdido na minha angústia e
desespero que não me apercebi quando ele acordou. Senti uma mão no meu rosto e
levantei a cabeça, limpando as lágrimas que insistiam em cair. Observei o rosto
confuso dele, os olhos verdes esmeralda em que aprendi a me perder. Ele estava
ali de novo mas tudo seria diferente.. ele não sabia quem eu era, ele não sabia
o que ele era para mim e o que eu era para ele.
- Hey, ruivo... – disse ele tentando chamar
à minha atenção. – Que se passa?
- Eu.. – tentei falar mas as palavras não
saiam, a única coisa que conseguia fazer era chorar e fraquejar a frente dele.
- Então? Que fazes aqui? Não me lembro de
ti.. – ele olhava para mim, tentava lembrar-se de mim, era visivel o quanto ele
estava perturbado por me encontrar aqui, no quarto dele... encontrar um
estranho, um desconhecido no quarto dele.
- Desculpa... – levantei-me e ele agarrou o
meu pulso. Olhou da mão que me prendia para o rosto dele.
- Sabes ruivo, tu até que es bonitinho..
porque não me fazes companhia? Já que estás aqui..
O quê?? Ele queria que eu... a minha
confusão passou tão rapido como surgiu.. este era o Yohji de há dois anos,
aquele playboy que tinha entrado para a Weiß para vingar a sua amada Asuka, o
homem que dormia com meio mundo.. ele apenas queria um corpo para o satisfazer,
alguém para lhe aquecer a cama por aquela noite... e eu sem dúvida que não me
sentia seguro o suficiente para me deitar com ele e não lhe dizeer que eu o
amava e que ele me amava.....
Será que ele me amava mesmo?
O pergunta martelava na minha cabeça sem
parar. Ele sempre disse que sim, sempre me provou pela maneira que me beijava,
pela maneira que estava ali quando eu precisava dele, pela simples maneira que
ele me olhava e falava comigo, mas... seria um amor suficientemente forte?
A
minha mente tinha de relembrar ao meu coração que aquele não era o meu yohji,
que aquele era apenas um playboy, que amanhã estaria a partilhar a cama com
outro ou outra. Eu não seria dele, seria como estar a trair-me a mim próprio!
Eu não seria capaz... seria...?
Bruscamente afastei-me dele obrigando-o a
largar-me. Ele sorriu e caminhou até mim, com uma expressão que eu conhecia tão
bem, como um leão pronto a capturar a sua presa, os seus olhos brilhavam com
divertimento e desejo e por momentos eu imaginei-me a deixar-me seduzir...
Seria muito errado? Eu estaria apenas a
entregar-me à pessoa que eu amava.. ele amava-me também! Mas e amanhã?! Quando
ele sair para engatar alguém? Como faria eu para me afastar quando ouvisse os
gemidos de prazer? O que faria eu quando ouvisse outra voz a gritar o nome dele
em extase?
- Pára e nem penses em aproximar-te! Yohji!
Ai de ti, se me tocas! – disse eu com convicção. Ele apenas riu e continuou a
aproximar-se.
Estúpido?! Eu estou a dizer a um playboy que
conhece-me mais do que ninguém para se afastar? Ele pode ter amnesia, mas ele
tem um subconsciente e eu sei que por muito que ele não se lembre de mim, ele
está a olhar para mim e sabe que eu o quero tanto quando antes.
Sem pensar levantei-me e tentei correr até à
porta, mas encontrei-me em frente a uma porta fechada e imediatamente empurrado
contra uma parede. Antes que pudesse responder ele estava em cima de mim, a
beijar-me.. a fazer-me render sem eu mesmo perceber como. Ele estava ali comigo
e isso era a única coisa que me importava, mas o receio de acordar e perceber
que ele não se lembra de mim..
- Ruivo, eu não sei porque mas eu quero-te
tanto! Estou completamente excitado só de te beijar, sabes?
Ele começou a beijar o meu pescoço retirando
peça a peça a minha roupa. Eu sorri ao lembrar-me de vezes sem conta em que o
Yohji me disse o mesmo, que bastava um beijo, muitas vezes apenas um olhar ou
um movimento meu, para ele apenas querer me levar para a superficie mais
proxima e possuir-me, mas a agressividade que eu sentia neste momento não tinha
haver com aquele que eu amava.
- Yohji, pára, por favor.. – tentei de novo.
Ele riu-se e tocou as minhas calças sentindo
a minha erecçao. Eu gemi e fechei os olhos.
- Não me parece que queres que eu pare,
ruivo.. – disse ele entre beijos, eu sentia cada caricia e sabia que não
demoraria muito para estarmos os dois na cama. – Abre os teus olhos, ruivo. eu
gosto dos teus olhos.
Obri os olhos e olhei para cima, ele
continuava a tocar-me. Uma mão que acabava de abrir a minha camisa enquanto a
outra desabotoava os botoes das minhas calças. Ele beijou-me novamente os
labios e eu senti-me estremecer, sabendo que eu acabaria por ceder, eu sempre
cedi ao Yohji.
Quando dei conta estava completamente nu e a
ser guiado para a cama. Deixei-me empurrar e senti-me bastante embaraçado ao
ver o Yohji despir-se enquanto me olhava, apenas a fixar os meus contornos, ele
percorria os olhos pelo meu corpo, os seus olhos brilhavam, o verde profundo
escurecido pelo desejo.
- Ruivo, tu és lindo.. ele cobriu o meu corpo com o dele.
- Eu quero tanto saber o que é estar dentro
de ti.. como nunca quis nada antes... – ele beijou-me e em segundos percorria o
meu corpo com os labios, a lingua tocando-me nalgumas zonas mais sensiveis, até
chegar ao meu membro.
Ele tocou ligeiramente a minha erecção com a
lingua, imediatamente depois passando a lamber e a sugar, eu senti-me no
paraiso, como me sentia cada vez que o Yohji me tocava.
Quando senti um dedo na minha entrada,
instintivamente apenas lhe dei mais acesso. Ele largou a minha erecção, subindo
pelo meu corpo, até chegar novamente aos meus labios. Desta vez o beijo foi
diferente, não por já estar mais do que rendido a ele, ou por ele ter acabado
de trazer a minha própria essencia para a minha boca; alguma coisa estava
diferente, o beijo passou a ser gentil e terno.
Eu respondi prontamente, levando uma mão ao
cabelo dele, talvez o primeiro movimento que eu fiz desde que ele falou pela
primeira vez comigo. Ele continuava a preparar-me com os dedos, e eu sentia-me
cada vez mais proximo do climax. Ele retirou-os e parou de me beijar. Eu abri
os meus olhos que se tinham fechado novamente, ele estava acima de mim apenas a
olhar para mim.
- yohji? – perguntei incerto.
Ele sorriu. Antes que eu pudesse pensar no que
estava a acontecer, ele penetrou-me. Sentia-me completo talvez pela primeira
vez nesta longa semana. Ele continuou sempre em movimentos breves e rapidos,
como se quisesse me fazer implorar por alguma coisa.
- Sabes Ran, sentiria-me triste ao saber que
tinhas te entregado tão facilmente assim.
Abri novamente os meus olhos, arregalando-os
para olhar para ele. Ele sorriu, um sorriso sedutor.
- Oh Yohji! Senti tanto a tua falta!
- Mas eu estivesse sempre aqui, amor..
Os movimentos mudaram de repente, tornando-se
mais profundos e dolorasamente mais lentos. O loiro procurou novamente a minha
boca, isso distraindo-me daquilo que eu queria dizer. Mais feliz do que nunca,
fiz um pequeno movimento para nos fazer mudar de posição. Ele protestou por
segungos, até estar deitado na cama comigo em cima dele.
- Ran?! – ele parecia curioso e divertido.
Sem perder tempo voltei ao que estavamos a
fazer, sentindo desta vez o membro dele mais fundo dentro de mim, a sensação de
estar completo pairou novamente sobre mim, movimentei-me em cima dele, ao ouvir
um gemido dele sorriu e abri os olhos observando o ar de concentração e prazer
do meu amante.
- Deus, Ran! – gritou ele enquanto levava as
mãos para a minha cintura contribuindo também para os meus movimentos,
fazendo-me gemear ao sentir ele tocar vezes seguidas a minha prostata. Não
muito tempo depois o yohji gritou atingindo o seu orgasmo, me enchendo com o
seu semen.
Eu deixei-me cair cansado, mas sem me mexer,
sentindo-o dentro de mim. Ele acariciava o meu cabelo suavemente, fazendo-me
ficar ainda mais contente ao perceber que ele estava de volta. Sentia-me com
vontade de gritar aos quatro ventos que eu o amava.. e como eu o amava..
- Ran? – a voz dele parecia estranha e por
instantes tremi tentando imaginar o porquê.
Levantei a minha cabeça para olhar para ele
e percebi porque o estranho chamamento, eu estava novamente a chorar e por
acaso algumas lágrimas tinham caido do meu rosto para o estomago dele. Ele
sentou-se na cama obrigando-me assim a mexer-me. Uma mão tocou o meu rosto,
dedos limpando as lágrimas que teimavam em cair, eu queria ser forte por ele
mas não conseguia..
Ele beijou-me docemente.
- Eu amo-te, Ran. Desculpa o que te fiz
passar..
- Não faz mal, já passou, estás aqui.. é
isso que importa.
- É não é.. porque choras então?
- Porque estou feliz por estares aqui comigo
de novo, tinha medo que isso nunca mais acontecesse.
- Realmente me amas, não é? – perguntou ele
com um sorriso que desapareceu quando eu não respondi.
- Precisas perguntar? – respondi eu beijando-o.
Ficamos algumas horas perdidos nos braços um
do outro. O Yohji aproveitando de novo o seu restabelecido apetite sexual, e eu
apenas aceitando tudo, o que eu mais queria era tê-lo ao meu lado e ele estava
novamente comigo.
- Hey, ruivo?! Que achas de tentarmos umas
quantas novas posições?
Eu olhei para ele e ele sorriu,
aproximando-se de mim predatoramente. Yohji riu-se e aproximou-se de mim. O
sorriso malicioso nos seus labios diziam que ele pretendia mostrar-me o quanto
ele me iria fazer mudar de ideias. Ele beijou-me e eu perdi-me, sabendo que
pelo menos uma coisa ele sempre conseguiria fazer por mim: esquecer, ele
consolava-me quando eu chorava, libertava-me quando eu precisava de espaço, e
fazia-me esquecer quando eu precisava apenas dele e de mais ninguém.
Fim
Um novo fic meu, que acharam? Perverso da
minha parte, acho que nem foi tanto quanto eu imaginava que poderia ser, mas
acho que parte da minha inibição ficou fora do quarto quando estava a escrever
isto.
Não dei muitos detalhes para não baralhar,
mas o essencial que posso dizer é que ele perdeu a memoria numa missão e
esqueceu-se de tudo até à data da morte da Asuka, nessa altura o Aya/Ran ainda
não se tinha juntado ao grupo de assassinos. Espero que isto explique a minha
ideia principal.. se bem que o eu tinha em mente era mesmo um fic com um pouco
de angst mas com um lemon.
Espero receber as vossas criticas boas e até
más!! Aqui está o meu mail... [email protected]
Caso queiram falar comigo sem ser através de
e-mail...
O meu nr no icq é o 145672919 e o nickname
que uso é KittyBlue (tb no mirc, apesar de eu usar muito mais o icq)
Obrigado a todos! Muitos Beijinhos!! ^-^