Titulo: kätzchenjagd
Autor: KittyBlue
Status: completo
Tipo: semi-au, angst, yaoi, lime, romance, ooc
Rating: R
Pares: Schuldich + Ran ; Yohji + Ran
Sumário: finalmente o seu preferido kätzchen cai nas suas garras, mas agora o que irá Schuldich fazer com ele? Os seus planos são simples, mante-lo com ele para sempre.. será que vai conseguir?
Avisos: talvez semi-au por alguns detalhes não muito relevantes apenas efeitos na linha temporal de weiß kreuz (mas isso é normal nos meus fics, certo?), lime, ooc especialmente com o Ran e o Schuldich, talvez um bocado também com o Nagi..
C&C: podes contactar-me através de Email, pelo ICQ (145672919) e agora também pelo msn: [email protected]!
Disclaimer: as personagens não são minhas, mas isso não é novidade. A ideia surgiu-me ao ver algumas imagens de um doujinshi de weiß kreuz chamado "gareki", não tem muito haver sem contar com a parte do Schuldich com o Ran e com o fim, de resto é tudo meu! ^^

 

 

Kätzchenjagd

 

 

- Porque estás a fazer isto?

- Que queres dizer com isso? Estás aqui, eu estou aqui, estamos aqui os dois apenas a aproveitar a companhia um do outro.. acho que mais perfeito impossível, kätzchen(1).

- Tu sabes o que quero dizer!! Que queres de mim, Schuldich?! Podias ter-me matado há menos de uma hora e nunca mais te preocupares com a Weiß, podias tal como o teu líder mandou torturado-me para te dizer tudo o que quisesses e depois completado a tua missão eliminando um dos teus piores inimigos! Porque estou vivo ainda??

- Não sabes, kätzchen? Eu explico-te. És mais útil para mim vivo, seria para mim uma perda maior ver-te morto e pelas minhas mãos do que os teus assasinozinhos colegas matarem todos os com quem trabalho.

- O que?

- Ran-chan...

- Pára de falar comigo como se fossemos amigos! Não somos!

Schuldich desencostou-se da parede onde estava até agora quieto e atento a tudo. Ele sorriu maliciosamente para o outro ruivo, sentado, apenas por acaso na cama dele, aproximando-se ameaçadoramente de Ran.

- Mas Ran, somos mais do que isso. Somos almas gémeas.

- O que? Que queres dizer com isso?

- Eu não sou nada a ti! Eu tenho ódio de ti! Isso é a única coisa que sinto por ti!

- Não magoes os meus sentimentos Ran, eu posso também magoar algo muito querido para ti.

- Estás a falar do que, agora?

O ruivo de cabelos compridos riu-se e passou mentalmente algumas imagens da preciosa irmã de Ran, deitada numa cama igual à que ele estava naquele momento sentado, e ao lado dele estava exactamente Nagi, o membro mais novo da Schwarz.

- Aya..

- Exactamente. Agora.. disposto a ouvir-me? Ran, eu peço pouco, sabes? Apenas quero uma coisa.

- E isso é o que? - perguntou o líder da Weiß desconfiado.

- Tu.

- O que...?

- Quero que tu te rendas a mim. Quero-te como meu amante. Nada menos do que isso para garantir a segurança da tua irmã e a tua claro.

- Mas -

Ran pausou quando em extrema velocidade Schuldich se aproximou dele o pressionando contra a cama com o seu corpo. Ele estremeceu aterrorizado ao sentir as mãos do assassino alemão tocar a sua roupa, aos poucos encontrando o seu caminho por entre ela até à pele branca e macia de Ran.

- É uma questão de sim ou não, kätzchen. Sim, aceitas ficar comigo, ou não, recusas-me e eu serei obrigado a entregar a tua querida irmã aos meus superiores. E tu claro, viveras com a culpa uma vez mais de não a ter protegido.

 

+-+-+

 

Omi estava parado em frente a um arranjo de rosas, feito exactamente há dois dias. Ele olhou em redor, fixando o seu olhar nos seus dois companheiros.

Yohji apesar de tentar transparecer segurança e indiferença, estava preocupado com o que tinha acontecido com Aya. O próprio Omi já o tinha encontrado bastantes vejas em frente à porta do quarto do líder da Weiß, apenas a olhar fixamente talvez, como ele, esperando que ela se abrisse e Aya dissesse que tinha se esquecido de lhes dizer que tinha voltado a meio da noite.

Ken tinha sido a primeira pessoa a perceber a ausência do ruivo. Ele procurou por todos os cantos da floricultura, e ao finalmente tentar o quarto de Aya e encontra-lo tal como seria de esperar, todo organizado, roupa arranjada, tudo como seria de se esperar de Aya.. mas nada do líder do grupo.

Os três tinham revistos a última missão numa reunião de emergência, tentando procurar pistas sobre o que poderia ter acontecido, mas o único facto em que todos concordavam era que algo se tinha passado, Aya devia ter-se perdido do grupo e com Schwarz metido no meio da missão da Weiß o mais provável era Aya ter sido feito prisioneiro ou... estar morto neste preciso momento.

O loirinho fechou os olhos tentando afastar esse último pensamento e com força tentou recuar àquela dita missão que estava tão clara na sua memória.

Eles tinham entrado finalmente na fabrica onde estavam a ser feitas algum tipo de experiências em humanos. Por alguma razão, Aya tinha dito para se separarem e no final, Aya e Yohji tinham se separado de Omi e Ken.

Em menos de meia hora, Omi recebeu um alerta de Balinese avisando-o de que a Schwarz estava no edifício e que ele estava a tentar distrair o inimigo para que Aya completasse a missão e eliminasse o alvo.

Até ai tudo bem. Mas quando o resto do grupo chegou ao sitio onde deveria estar o morto e Aya.. apenas estava o alvo, golpeado sem dúvida por uma katana. Algumas marcas de balas estavam na secretaria e na parede. Yohji confirmou as suspeitas de Omi quando disse que deveria ter sido Crawford ou Schuldich a atrapalhar. Mas o mais importante estava feito, a missão completa, a única coisa a fazer era sair dali agora.

- Omittichi, que se passa?

- Achas que é possível o Aya voltar, Yohji-kun?

- Hum... Claro que sim! Ele vai voltar, Omi!

- Dizes isso por dizer. Na verdade estás tal como o Ken a duvidar dele estar vivo, ou então ainda estás a pensar na hipótese dele ter fugido, finalmente ter-se fartado de matar pessoas e...

- Omi..

O loirinho voltou costas a Yohji e olhou para o arranjo.

- As flores vão começar a murchar, que fazemos, Yohji-kun?

- Esperar que elas murchem.. nunca devemos perder a esperança, essa é a última a morrer, Omi. Tem isso em mente quando pensares que ele não vai voltar, eu nunca me esqueço de saber que ele vai voltar.

Omi voltou-se para dizer qualquer coisa mais ao mais velho membro da Weiß mas o playboy já tinha voltado para as suas tarefas, naquele momento estava a falar com algumas das raparigas que estavam a pensar no que oferecer a Omi para o animar.

O loirinho baixou a cabeça e olhou de lado para as rosas, que realmente estavam a começar a murchar, em menos de uma semana, apenas restariam vestígios do que em tempos tinha sido o arranjo mais bonito daquela floricultura.

 

+-+-+

 

- Estou farto de tomar conta dela! Farto! Além de ser uma seca estar todo o dia a olhar para ela, ainda tenho de aturar a ideia de que posso fazer-lhe qualquer coisa e ela nunca vai responder! Eu quero sair disto! Mandem o Farfie fazer de babysitter, eu não!

- Nagi, Nagi.. isso quer dizer que tens tido pensamentos impuros com a irmã mais nova do nosso inimigo, alguém que dorme sob o mesmo telhado do que tu?

- Schuldich! A culpa disto tudo é tua! Se tivesses obedecido e o eliminado quando o Crawford disse, teríamos a miúda já com a Esset e talvez tivéssemos a fazer algo mais interessante! - o pequeno assassino usou o seu poder telecinético para tirar os óculos de sol da cara de Schuldich e bater-lhe com eles no rosto.

Em minutos Schuldich estava a perder o controle e a usar a sua telepatia para controlar Nagi e acalma-lo e já agora como vingança, isolou os poderes do rapaz durante o resto do dia.

- Que fizeste??!?

- Apenas fiz com que tivesses o que merecias. - o alemão agarrou os óculos que tinham no tumulto caído para o chão e colocou-os na cabeça. Ele olhou maldosamente para Nagi em seguida. - Voltas a fazer isso e eu não os isolo, faço com que te esqueças como os utilizar.

Sem mais nada a acrescentar o assassino ruivo saiu da sala em direcção ao seu quarto. Ele entrou e caminhou directamente para a cama, onde estava deitado Aya a dormir. Schuldich sentou-se ao lado do outro assassino e gentilmente acariciou os cabelos vermelhos cor de sangue.

Alguns instantes depois olhos violeta abriram-se para olhar para o seu captor.

- Já de volta?

- Sim.. Desta vez o velho Takatori foi solidário e resolveu dar umas férias à Schwarz, atencioso ele.. bastante até..

- Estou a ver. - Aya voltou-se na cama, cobrindo-se ainda mais com o lençol e sem perceber fazendo com que a mão de Schuldich descesse do seu cabelo para o seu pescoço. Ele arrepiou-se completamente ao sentir a caricia da mão fria na sua pele quente.

- Tive a pensar Ran-chan.. mereces uma gratificação pelo teu bom comportamento.. - Schuldich riu-se e lentamente baixou-se beijando o outro homem nos lábios. - E nada de pensar que estou a tratar-te como um cão, apenas estou a ser simpático.

- Pois.. que tipo de gratificação tens em mente? - Ran suspirou e voltou a deitar-se de lado na cama, os seus olhos atentos a qualquer possível movimento do telepata.

- Não sei.. estava a pensar em algo que te fizesse feliz.. e pensei então.. o que deixaria o meu kätzchen mais contente do que estar com a sua Schatzilein(2)?

- Huh? Estás a dizer que vou poder ver a minha irmã? - o membro da Weiß sentou-se na cama abruptamente completamente surpreendido com aquilo que Schuldich lhe estava a dizer. - Estás a falar a serio?

Schuldich apenas confirmou que sim com a cabeça sorrindo.

- E o que tenho de fazer?

O alemão aproximou-se de Ran e sorrindo pervertidamente apenas beijou o outro. Um beijo molhado, sensual, longo, o tipo de beijo que deixava qualquer um com vontade para mais e ao mesmo tempo sem conseguir fazer mais nada a não ser aproveitar o ar para respirar.

- Neste momento, Ran-chan, nada. Apenas prometes ficar comigo mais uns dias e eu concedo-te o teu desejo, ver a tua querida irmã.

Ran sem pensar duas vezes acenou com a cabeça e sem pensar duas vezes agarrou Schuldich pelo cabelo e beijou-o novamente.

 

+-+-+

 

Tinha-se passado uma semana. Lentamente os membros da Weiß tinham começado a aceitar a verdade. Aya não ia voltar, isso se ele estivesse vivo. Não havia nada que indicia-se isso claro.

Omi tinha começado a procurar pelo mundo inteiro alguma informação sobre Aya Fujimiya e claro que o resultado era mais do que pouco, mas o que ele encontrava era bastante estranho, mesmo que por vezes ele tivesse de admitir que existia um padrão naquilo.

- Omi! O teu computador está a fazer um barulho! - gritou Ken de dentro da estufa, que era o que estava mais perto das escadas que davam para a parte do edifício onde residia Weiß.

Omi largou aquilo que estava a fazer e correu para a sala de missões.

Ele visualizou ao longe o ecrã do computador e antes que pudesse dizer mais nada, estava pasmado a olhar para toda a informação. Ele finalmente mexeu-se e clicou numa link na página, uma imagem começou a carregar... quando estava completa Omi pensou ter-se enganado. Ele verificou novamente o endereço na barra e levando uma mão aos olhos tentou provar a si mesmo que estava a ver bem.

- YOHJI! KEN!

Em segundos os dois estavam a entrar na sala. Ken aproximou-se a correr e ao ver Omi a olhar fixo para o computador ele fez o mesmo.

- Hum... Omi.. que queres? Pensei que a Schwarz tivesse a atacar ou algo do tipo! E quem é essa rapariga no ecrã? Tua namorada?

Yohji aproximou-se e olhando para a fotografia de uma rapariga de longos cabelos pretos em duas tranças, o uniforme escolar indicando que andava na escola preparatória, não podendo ter mais de 16 ou 17 anos, ele fixou o rosto da rapariga e ficou pasmado a olhar para os olhos violeta.. um pouco mais claros e..

- Aya. - murmurou ele.

- Yohji-kun? Que sabes sobre isto?

O ex-detective olhou para o mais novo.

- Eu?? Nada. Apenas... - ele olhou novamente para a fotografia. Ela realmente era muito parecida com o Aya, mas apenas pelos olhos e algumas semelhanças de rosto, porque a alegria dele é oposta à personalidade depressiva do Aya, e o cabelo.. vermelho, o dela é preto..

- Ela é a verdadeira Aya Fujimiya. - revelou Omi. Ele apontou para a foto. - Há dois anos que está em coma. Ela.. - ele apontou novamente para a foto. - É a irmã do nosso líder, Ran Fujimiya.

- Ran??! Queres dizer que este tempo todo andamos a chama-lo pelo nome da irmã e ele nunca nos disse nada?? - perguntou Ken chateado.

- Espera Ken. - disse Yohji. - Que aconteceu com ela? Disseste que ela está em coma.

Omi baixou os olhos e voltando-se para o computador carregou no back do keyboard.

Desta vez um perfile da rapariga apareceu.. um perfile medico.

Paciente: Aya Fujimiya

Estado: Coma (fazendo agora dois anos)

Notas: Parece apenas reagir à presença do irmão, que quando aparece não quer mais ninguém perto dos dois. Os únicos momentos de sossego em relação à rapariga é quando ele está com ela. Já tivemos de reavivar muitas mais das vezes aconselhadas pela medicina condicional, ela deveria ter acordado, ao mesmo tempo que o irmão, mas por alguma razão a coma dela é emocional, e até ela se sentir segura nada podemos fazer para a acordar.

- Ok... - Ken olhou para os seus dois parceiros e depois novamente para o computador. Ele viu uma outra página minimizada e por curiosidade carregou.

Noticia de última hora: o famoso banqueiro Yuura Fujimiya foi morto juntamente com a sua mulher numa explosão que matou mais de 100 vitimas, entre empregados do banco a apenas clientes. As duas crianças do casal, foram hospitalizadas parecendo apenas ter sido feridos minimamente. Este atentado deu varias preocupações especialmente a Reiji Takatori que era naquele momento a pessoa interessada a fazer a fusão, mas por outro lado, agora o empresário poderá usar todo o seu poder político e empresarial para cuidar daquilo que restará dos negócios da família Fujimiya.

- Uma explosão? Atentado? - Ken olhou para Omi e depois para Yohji. - Vocês estão a pensar no mesmo que eu? Eles foram assassinados, juntamente com uma centena de vitimas... Agora entendo toda a raiva do Aya a Reiji Takatori. - o moreno afastou-se caminhando até ao sofá e deixando-se cair nele.

- Isso não é tudo, Ken-kun. - disse o membro mais novo da Weiß. - Descobri que a Aya foi retirada do hospital no dia em que o Aya-kun. Ela foi transferida para um sitio pouco conhecido e pelo que vi no mapa até nem existe nada lá..

- Isso quer dizer que... pode realmente ter sido uma armadilha? - perguntou Ken do sofá.

- Mais ou menos. - respondeu Yohji. - O mais possível é que alguém tenha capturado o Aya e claro usou a sua maior fraqueza para o manter longe de nós, pois somos os únicos que o podem salvar.

- Tens razão, Yohji-kun.. acham... pode ter sido a Schwarz...? Quem melhor do que eles para saber do ponto fraco do Aya-kun?

- O Schuldich. - disse Yohji de repente.

- O que? - perguntou Ken levantando-se e aproximando-se do playboy.

- De certeza que foi aquele * alemão!!!

- Porque dizes isso, Yohji-kun?

- Porque no momento em que nos separamos na missão, o Schuldich veio ter comigo metido à besta como é normal, tentando insultar-me e fazer com que eu perdesse o controle com ele, o que não aconteceu claro. Mas ele disse "melhor teres aproveitado bem aquilo que deveria ter sido meu desde o inicio, Kudoh". Agora percebo o que ele quis dizer! Fui tão estúpido! Só agora percebi!

- Pera ai!!! Eu não entendi! - reclamou Ken.

- Ok.. Yohji-kun.. - o loirinho pausou pensativo. - Temos de tentar investigar o local para onde supostamente a irmã do Aya-kun foi mudada.. de lá de certeza que vamos encontrar alguma coisa que nos indique onde está o irmão.

 

+-+-+

 

Schuldich fechou a porta do quarto. E suspirou levando uma mão aos cabelos compridos vermelhos alaranjados. Ele estava confuso e por isso irritado. A coisa que mais odiava era não perceber o que se passava ao seu redor e especialmente quando a causa dessa parte desconhecida era ele ainda pior.

Que raios se passa comigo? Já é hora disto acabar! Porque continuo a vir aqui todas as noites mesmo sabendo que a única coisa que vou conseguir é vê-lo dormir? Porque continua a recorrer a todos os truques que conheço para o fazer cada vez meu mas não consigo dar-lhe as duas coisas que ele mais quer, a sua liberdade e a sua irmã? Porque continuo a prende-lo quando sei que ele nunca vai corresponder ao que eu realmente sinto por ele..

[Está na hora disto acabar Schuldich.. está na hora de ele ser eliminado. A Weiß está perto de descobrir onde estamos, não quero mais erros. Percebeste? Desta vez eu quero que faças o que eu te ordeno.]

[Sim, Crawford.]

[Tens a certeza que o consegues fazer? Mata-lo com as tuas próprias mãos? Não me digas que te apegaste ao teu brinquedo favorito?]

[Viste alguma coisa no meu futuro? Diz-me Raubtier(3)!]

[O teu futuro?! Não tens futuro MasterMind, a única coisa que podes ter a certeza é que estás destinado a perder aquilo que mais prezas e que mesmo assim não vais conseguir afastar-te nem para o teu bem ou para o dele.]

[Que queres dizer com isso? Crawford?! Crawford!!]

Scheiß drauf(4)! Não vou perder o Ran! Não vou!!

 

+-+-+

 

A porta abriu-se e ele deu passos curtos e meio inseguros. Algo que só por si era estranho. Ele parou na entrada para olhar em redor, estava tudo na mesma, a desarrumação habitual se ele não estava lá para dizer o que tinham de fazer.

Ele sorriu meio triste ao reparar num arranjo de rosas murchas..

- Aya-kun!! - antes que ele pudesse pensar sequer em dizer alguma coisa ou afastar-se Omi abraçou-o fazendo-o cair para o chão. - Eu sabia que estavas vivo e sabia que ias voltar, Aya-kun!

- Aya! - o ruivo olhou para cima e viu Ken a sorrir.

Ran sentou-se no chão ainda com Omi no seu colo a chorar no seu ombro. Ele olhou ligeiramente para o rapaz na verdade um pouco surpreendido e confuso com a reacção dele.

Os passos de alguém chamaram-lhe atenção e ele levantou novamente o rosto.

Olhos esmeralda observavam atentamente Ran. Tão parecido e ao mesmo tempo tão diferentes de Schuldich. Sem conseguir manter o contacto entre eles, ele desviou o olhar.

Eu não mereço... Eu...

- Aya-kun? - o ruivo olhou para Omi curioso. - Que aconteceu contigo?

- Eu... Omi.....

Omi meio contrariado levantou-se quando Aya fez um gesto que queria levantar-se. Ele fixou o outro homem atentamente enquanto o ruivo limpava o pó da sua roupa. O loirinho sem saber bem o que dizer ou o que fazer olhou para os seus dois colegas.

Ken continuava a olhar para Aya mas o olhar era confuso.. e Yohji...

Yohji estava com um olhar triste magoado...

Omi olhou novamente para Aya preocupado que realmente lhe tivesse a escapar qualquer coisa naquilo tudo. Ele percebia a insegurança nos passos e movimentos de Aya, algo que nunca antes tinha visto no seu líder.

- Aya-kun?

Os olhos ametistas eram diferentes de todas as vezes que ele se tinha visto perdido neles. Não tinham aquela barreira protectora, aquela crueldade e indiferença de que Aya era conhecido. Havia desta vez uma sensibilidade, um medo que fazia com que Omi tivesse novamente perto de chorar. Tinha acontecido qualquer coisa com o seu ídolo, algo que tinha deixado Aya perto de voltar talvez ao dia em que ele tinha perdido a sua irmã e tinha ficado órfão..

 

+-+-+

 

- Satisfeito?

- Muito.

- E agora que faço?

- Procuras outro brinquedo. Aquele está fora de limites.

A resposta a isso foi uma porta a bater.

- Crawford...

- Que foi Nagi?

- Eu acho que ele.. tem.. sentimentos.. pelo nosso inimigo.

- Eu sei, Nagi.. Eu sei..

 

+-+-+

 

O quer que tenha acontecido com Aya era um assunto proibido nos próximos dias e até semanas. Depois do dia em que Omi tinha tentado saber o que tinha acontecido, ele tinha acabado por desistir. Ken não entendia porque, mas eu sim..

Eu tinha visto o olhar magoado dele..

Tinha visto naqueles olhos violetas algo que nunca antes tinha visto.

Não apenas o medo mas uma vulnerabilidade que não me fez apenas ter pena e querer protege-lo mas voltar a ama-lo como todas as vezes que o fiz.

No dia seguinte tentei eu próprio descobrir o que tinha acontecido e pela primeira vez voltar a ver o velho Aya naquele rosto, quando ele me disse sem dar tempo para dizer nada "Não quero falar sobre isso", poderia ter forçado, poderia tê-lo feito falar comigo mas algo me fez ver que o quer que lhe tinha acontecido não o ia magoar só a ele, mas também a mim.

 

+-+-+

 

Porque não me deixam sozinho?!

É o que eu mereço!

Eu mereço ser abandonado! Mereço sentir aquela solidão novamente!

Neste momento nem aquilo que durante tanto tempo me fez sentir melhor pode me ajudar... a minha irmã continua com eles...

A única coisa que sei é isso..

O ódio que tinha a eles apenas aumentou no momento em que o Schuldich me deixou à porta da Koneko e me disse para voltar à minha vida. Eu tinha percebido que mais cedo ou mais tarde isto ia acontecer, o Crawford nunca tinha mostrado nada menos do que o seu ódio e indiferença por mim, ele deixou claro que me queria morto ou fora dali... parece que por alguma razão MasterMind preferiu apenas ver-me fora dali..

- Tu realmente não percebes, pois não, kätzchen?

Voltei-me rapidamente para o lado da cama para agarrar a minha katana, mas apenas fiquei a centímetros de a tocar, olhos nos olhos com Schuldich...

 

+-+-+

 

Porque estou aqui?

Deveria estar a procurar a minha nova vitima.. o meu novo brinquedo.. e aqui estou eu..

Talvez seja por nunca ter deixado nenhum dos meus brinquedos viver, eles tinham acabado sempre inutilizados ou mortos, mas este não.. este estava vivo... tão vido como no primeiro dia em que o possui.. como no primeiro dia em que senti os lábios dele nos meus... Tão lindo como na primeira vez que lhe pôs a vista em cima.

 

+-+-+

 

Do nada ele beijou-me.

Senti-lo novamente perto de mim, a tocar-me...

Não sei que senti..

Talvez devesse sentir nojo ou raiva, mas nada disso..

Apenas me submeti mais uma vez a ele..

 

+-+-+

 

Não sei que fazer da minha vida.

Schuldich sentou-se na cama olhando de lado para o homem a dormir ao seu lado. Mais por costume do que outra coisa acendeu um cigarro e ficou apenas a olhar atento para Ran. Inclinando-se ele beijou os lábios macios fechando os olhos e perdendo-se na sensação, pela primeira vez ele sorriu, um sorriso verdadeiro, ao sentir a pessoa abaixo dele responder ao beijo.

 

+-+-+

 

Yohji abriu a porta do seu quarto e deu de caras com Aya.

O loiro olhou para o seu companheiro meio confuso e ao mesmo tempo curioso.

Que estava ele ali a fazer?

- Posso ajudar-te nalguma coisa, Aya?

A última coisa que ele esperava era ser abraçado por Aya, e ouvir da boca da pessoa que ele julgava ser nada menos do que um cubo de gelo "perdoa-me".

Aquilo foi o suficiente para que eu me apaixona-se por ele de novo. O que me fez notar nele e sentir por ele aquilo que só senti uma outra vez na minha vida não foi senti-lo tão perto de mim, sentir o seu corpo ou o cheiro agradável de rosas, não foi o intoxicável sabor da sua boca.. nunca isso... Apenas saber que ele confiava em mim o suficiente para me deixar sentir isso tudo, e ao mesmo tempo saber que ele me tinha em tão alta conta que era capaz de me pedir desculpa. E fosse o que fosse, eu iria perdoar, pois aquilo que eu mais queria, era que ele fosse feliz.

 

Fim!

 

1= gatinho

2= tesourinho

3= monstro, demónio (qualquer um deles serve)

4= "quero lá saber disso"

 

 

O meu último fic de Weiß Kreuz...

Que acharam? Digam-me!

Uma simples ideia de um pequeno doujinshi que não sei porque virou um romance em 13 páginas. ^^

Espero que tenham gostado, pois eu, mesmo sem saber porque, adorei escreve-lo.

Agora vou voltar para os meus fics incompletos!

Se tiverem algum fic que desejam ver novos capítulos podem dizer-me! Estou aberta a sugestões! ^^

Critiquem! Podem dizer-me o que quiserem! Eu aceito qualquer tipo de mails!

O meu e-mail para isso é [email protected]. Estou à espera!

Bjinhos!!! E continuem a ler os meus fics... ^^

 

 

Hosted by www.Geocities.ws

1