Titulo:
chuva obliqua
Autor: KittyBlue
Capítulos: oneshot
Status: completo
Tipo: angst, yaoi, sap, lime talvez
Rating: R
Pares: Aya x Omi; Yohji x Ken
Sumário: por vezes é difícil entregarmo-nos aos nossos próprios
sentimentos..
Avisos: apenas que leiam e critiquem depois... desculpem se parecer meio
estranho, acho que andei demasiado às voltas!
C&C: Podes contactar-me através de Email ou pelo
ICQ (145672919)
Disclaimer: as personagens de Weiß Kreuz não são minhas, mas esta
historia é minha e eu não a dou a ninguém!
Chuva Obliqua
by KittyBlue
Tudo
indicava que seria mais um dia de trabalho na Koneko no Sumu Ie, a floricultura
estava como já era hábito, cheia de raparigas que não deixava nenhum dos rapazes
descansar. Aya estava a atender algumas clientes que já frequentavam o sitio,
como se aquilo fosse uma esplanada; Ken tentava acabar uns arranjos de flores e
ao mesmo tempo conversava animadamente com Omi, este por sua vez estava apenas
a fazer companhia a Ken, já que tinha chegado à pouco tempo e ainda não tinha
nenhuma tarefa para fazer; Yohji falava com
algumas raparigas, dizendo o nome de algumas flores e de certa maneira tentando
usar o seu ar de conquistador para engatar.
-
Omi!! – uma rapariga entra na loja e atira-se nos braços do loirinho
Todos
em redor param o que estavam a fazer e apenas desviam o seu olhar para o casal.
Ken ria-se e Omi estava vermelho como um tomate, tentando afastar-se dela, Kail
Koyasu,
não tinha ainda a certeza se a rapariga era maluca ou apenas uma admiradora,
mas todos os dias deparava-se com ela ali e não podia fazer nada para a
afastar.
-
Que tal ires para o quarto, Omi! Essas coisas não se fazem aqui à frente dos
clientes!! – disse Yohji a tentar provocar o jovem rapaz que já estava bem
envergonhado
-
Deixa-o lá, Yohji! – reclamou Ken
Aya
estava ainda parado a olhar para os dois, Omi estava quase da cor dos seus
cabelos e não havia maneira da rapariga o largar, teve de repente uma vontade
de se aproximar e tirar o loirinho dali. Quando percebeu no que estava a pensar
desviou os seus olhos deles e voltou toda a sua atenção para uma rapariga que
queria fazer uma encomenda. Ken percebeu imediatamente a mudança do ruivo,
tinha ficado levemente corado. Ken voltou a encarar Omi que ainda estava a
tentar livrar-se dos braços da admiradora persistente, o moreno ficou algum
tempo pensativo até se formar um sorriso discreto nos seus lábios.
-
Desculpa Kail, mas eu tenho de ir fazer umas coisas! Cheguei agora da escola e
tenho de ir mudar de roupa para os ajudar, até depois ou até amanhã... – Omi
com rapidez fugiu dos braços da rapariga e aliviado sorriu para Ken
Yohji
tinha ido levar algumas encomendas já que Ken tinha se negado até ao fim a
faze-lo, quando Aya apanhou a razão da conversa disse para um dos dois ir ou
que os matava aos dois, Yohji não teve mesmo outra escolha. Ken olhou para o
relógio passava das 5horas da tarde e não estava quase ninguém ali, e isso
significava que dentro de poucas horas podia fechar a loja.
Distraidamente
olhou em redor e os seus olhos recaíram em Aya, tinha sua oportunidade, Omi
tinha acabado de subir para tomar banho, e o ruivo estava ali sozinho, sentado
perto do balcão a fazer alguma coisa, ele sorriu...
“Chegou
a hora! Posso morrer, mas antes...” pensou Ken aproximando-se do ruivo
Aya
percebeu Ken aproximar-se mas também não fez nada, estava demasiado ocupado
para lhe ligar agora, ultimamente a única coisa que Ken e Yohji sabiam fazer
era refilar e reclamar um do outro. Ken parou atras de Aya e olhou para o papel
para que o outro tanto olhava, sabia que aquilo devia ser importante mas a sua
curiosidade estava a ponto de o matar.
-
Aya...
-
.... – este não respondeu
-
Aya... – Ken estava a irritar-se, o outro não lhe dizia nada
-
Que sentes pelo Omi?
A
pergunta caiu como uma bomba... Aya voltou-se para Ken, os seus olhos mostravam
toda a fúria que Ken não pensava e não queria encontrar, em poucos segundos
percebeu que tinha assinado a sua própria sentença de morte. Ele começou a
afastar-se de Aya, o ruivo não se mexia mas o seu olhar era tão mortal como a
sua própria katana. Ken parou e sorriu, aquilo tinha acabado de provar que ele
tinha razão para desconfiar. Se fosse apenas uma impressão sua Aya nem teria
reagido, mas ele pelo contrario....
-
Ops! – disse Ken tentando sorrir, estava tão distraído com os seus pensamentos
que não percebeu a súbita aproximação de Aya, estavam frente a frente e a
situação não parecia nada a seu favor
-
Que é que disseste? Pensa bem antes de me responder, percebes?
Aya
dava-lhe uma hipótese para voltar atrás, então ele podia apenas sentir-se
ofendido pela suposição... Ken fechou os olhos, tinha de conter toda a sua
curiosidade, sabia que se passava alguma coisa mas não devia ter perguntado
aquilo assim tão directamente ao ruivo.
-
Perguntei o que sentias pelo Omi? – a pergunta saiu de novo e Ken apenas teve a
ideia de fugir, Aya corria atrás dele e Ken tentava manter-se longe mas sem
nunca acabar as perguntas e as acusações
-
Eu vi o teu olhar Aya, vais dizer que não há nada!! Mentira!! – gritava ele
ainda tentando fugir do ruivo
Estavam
agora dentro de casa mais exactamente na cozinha; Aya quase o ia agarrando mas
ele conseguiu fugir, subindo para mesa e saltando em direcção à escada que
levava para os quartos.
-
Responde Aya! Eu não vou dizer nada!!
Mal
o rapaz acabou de falar viu o ruivo bem atrás de si, Ken riu-se. Só tinha uma
solução que era ir para o quarto de Omi, de certeza que Aya não ia ter coragem
para lhe fazer nada lá, ele certamente ia morrer de vergonha antes de o matar
ali, Ken podia até conseguir fazer o ruivo ficar embaraçado – e só isso já
seria um triunfo.
Mesmo
entrando no quarto de Omi, Aya não parou avançando para cima dele e pondo as
mãos no pescoço de Ken, os dois caíram na cama de Omi, um em cima do outro. E
finalmente perceberam que estavam ali duas pessoas a olhar para eles, Ken
riu-se com a cena e Aya caiu no chão da vergonha.
-
Ken... Aya... – disse Omi envergonhado, já que ele próprio estava apenas de
toalha à cintura e Kail estava sentada na cama bem ao lado de Ken
Os
quatro olhavam um para o outro, cada qual com os seus próprios pensamentos
tirando as suas próprias conclusões.
-
Que se passa aqui? – perguntou Aya confuso e ainda mais furioso
-
Eu... – Omi olhou para Kail – Não sei... – respondeu o rapaz corando
intensamente
-
Bem, acho ela deve saber exactamente o que está aqui a fazer. Então Kail? – Ken
esperava uma resposta
-
Eu estava a falar com o Yohji mas como ele teve de ir fazer umas entregas
decidi conversar com o Omi, mas ele para se livrar de mim disse que ia para
casa tomar banho e depois estudar. Como nenhum de vocês me dava atenção decidi
vir atrás dele.... fiquei aqui à espera dele, até que vocês entraram no
quarto...
-
Aqui tens as tuas explicações, Aya. – disse Ken rindo-se
Aya
levantou-se para ir embora mas aquilo estava a começar a enlouquece-lo.
-
Tudo bem mas isso não explica ele estar apenas de toalha e tu ainda aqui! –
gritou Aya para Kail
Omi
queria esconder-se, arranjar um buraco bem fundo para fugir daquilo e só voltar
quando tudo tivesse esquecido. Não entendia toda a fúria de Aya, nunca tinha se
importado com nada e agora estava ali a dar uma de irmão ou mesmo de pai
protector. O loirinho olhou para Ken, este estava a massajar o pescoço que
parecia bem vermelho, ainda não entendia o que se passava entre aqueles dois e
preferia nem tentar se meter. Kail levantou-se, pedindo desculpa por ter
entrado sem autorização, dizia que estava muito envergonhada e que ia embora
imediatamente.
-
Tem calma, não foi nada de especial, apenas acho que nos apanhaste a todos de
surpresa. Pelos vistos, nenhum de nós esperava encontrar-te aqui... e ao Omi de
toalha... – Ken ria-se gozando com a situação
-
Ele não tem culpa, se eu não tivesse vindo atrás... – disse Kail triste
Aya
estava agora ao lado de Omi e em frente a Kail. A rapariga olhou para o ruivo e
baixou a cabeça, percebia bem que ele estava bem chateado com aquilo tudo.
Tinha sido uma intrometida... mas também nunca esperaria que aqueles dois a
encontrassem ali, pelo menos antes de ter uma chance para falar com Omi.
Ficaram
alguns minutos calados, todos no mesmo sitio até que Aya quebrou o silencio, a
sua fúria em vez de acalmar parecia que estava a piorar de minuto para minuto.
-
Ainda não te foste embora?! Estás à espera do quê? Um convite?! – Aya disse
aquilo de uma maneira tão fria que Kail chegou a ter medo de começar a chorar
ali à frente deles
A
rapariga levantou-se e ia a ir em direcção à porta, mas determinada voltou
atrás e rapidamente, sem nenhum dos outros perceber, aproximando-se de Omi
deu-lhe um beijo na cara. Omi que estava mais calmo, sentiu-se de novo a ponto
de morrer de vergonha.
Quando
Kail saiu, Ken desatou a rir às gargalhadas.
-
Que lata, está miúda é mesmo descarada! – disse Aya sem pensar
Ken
sorriu e aproximou-se de Aya dizendo-lhe quase num sussurro:
-
Acalma-te, ou decidiste que está na hora de te confessares?!
Aya
olhou para Omi que não estava a perceber nada mas também não estava a gostar
nada daquilo que se estava a passar ali. Ken afastou-se despedindo-se deles e
seguindo o corredor desceu as escadas para a cozinha.
-
Podias sair? – perguntou Omi encarando Aya, deixando o ruivo um pouco
surpreendido
-
É que preciso me vestir....
Aya
percebeu o que ele queria dizer, ficou vermelho para espanto de Omi e sem dizer
mais nada saiu do quarto do rapaz. Fechou a porta e ficou algum tempo em frente
ao quarto de Omi, tanto tempo que quando a porta se abriu de novo, ficaram os
dois ali apenas à espera...
-
Aya... estás bem? – perguntou Omi confuso
-
Eu?! Bem... – Aya não continuou apenas desceu as escadas e seguiu para a
cozinha
Ken
e Yohji estavam sentados à mesa, o jantar já estava servido, e eles os dois
estavam a conversar. Quando viram Aya calaram-se e apenas observaram os
movimentos do ruivo, ele sentou em frente a Ken sem dizer nada e depois de se
servir começou a comer como se fosse a coisa mais normal do mundo (e por acaso
até era!).
Ken
olhou para Yohji, o outro riu-se e começou também a comer. Minutos depois
desceu Omi, dizendo boa noite, a única pessoa que lhe respondeu foi Ken. Meio
envergonhado sentou-se ao lado de Aya.
-
Então Omi, aquela rapariga já te deixou em paz? – perguntou Yohji rindo
Todos
olharam para ele, não faziam a mínima ideia de como ele sabia do que tinha
acontecido já que ele não estava em casa. Omi olhou para Ken, o moreno baixou a
cabeça.
-
Então Omi?! – Yohji estava a ser insistente demais
-
Deixou. Quem fez o jantar? – Omi tentava mudar de conversa mas isso com Yohji
não resultava
-
Pois... Já soube daquilo que aconteceu...
Ken
sorriu, sabia que era melhor esconder o seu medo, dentro de pouco tempo estaria
morto, desta vez Aya não ia desistir enquanto não o matasse. Sabia que devia
ter ficado calado, mas tudo o que tinha acontecido era demais e Yohji não era
burro, percebeu que se tinha passado alguma coisa na sua ausência e tinha
obrigado Ken a contar-lhe tudo, detalhe por detalhe.
Omi
estava vermelho mas o que o deixava mais incomodado não era as piadas de Yohji
ou mesmo o riso patético de Ken em relação a tudo, o pior mesmo era o olhar de
Aya, parecia que o condenava pelo que tinha acontecido. Sempre que olhava para
o ruivo, ele estava sério a olhar para o prato, não comia, parecia que apesar
do seu corpo estar ali, a sua mente estava bem longe.
-
Aya... – murmurou Omi baixinho, ninguém ouviu exceptuando o próprio Aya que
olhou para ele
Yohji
calou-se e Ken ao perceber o silencio de Yohji olhou para os dois, Aya e Omi
estavam a olhar um para o outro, sem nunca desviar o olhar, pareciam
hipnotizados. Yohji começou a rir à gargalhada, os dois encararam-no.
-
Acho que vocês precisam conversar... certo Aya? – disse Ken tentando dar um
empurrão
-
AU!! – Aya tinha dado um pontapé a Ken por baixo da mesa
-
Au?! Au o que? – perguntou Yohji confuso
-
Au... que isto está quente!! – gritou Ken referindo-se à comida
Yohji
e Omi olhavam para ele sem entender, a comida estava mais fria do que quente.
Aya riu-se e todos voltaram a sua atenção para ele.
Omi
sorriu, a coisa que mais gostava de ver era Aya a sorrir, talvez por ser algo
muito raro de acontecer. Quando percebeu aquilo que estava a pensar o loirinho
levantou-se da mesa, pediu desculpa e usando a desculpa que tinha de ir
estudar, subiu para o quarto. Ninguém achou muito estranho..
-
Bons estudos! – disse Yohji rindo
-
Que queres dizer com isso? – perguntou Omi, nem percebeu bem porque respondeu,
foi algo impulsivo
Yohji
olhou para o loirinho, ele não tinha dito aquilo com nenhuma segunda intenção
apenas quis desejar bons estudos ao rapaz, mas pelos vistos ele devia mesmo
estar a pensar noutra coisa. Yohji sorriu, aquilo estava cada vez mais
interessante....
-
Que pensas que eu quis dizer?
-
Se eu soubesse não te perguntava!
-
Mas eu só quis mesmo dizer que tivesses uma boa sessão de estudo. Não é isso
que vais fazer... Estudar?!
-
Sim! Que mais podia eu ir fazer para o meu quarto? Sem ser estudar?
Omi
olhou para Yohji, ele ia dizer qualquer coisa, mas Aya levantou-se sem ninguém
esperar e foi para a sala.
-
Nem respondas! – disse Omi afastando-se
Ken
e Yohji ficaram a olhar um para o outro, e começaram a rir como dois malucos.
Ultimamente, o ambiente naquela casa estava muito estranho, cada um reagia como
não era de se esperar. O centro das atenções era principalmente Aya, que nunca
ninguém tinha visto sorrir ou mesmo corar tantas vezes, como na ultima semana.
Ken ficou sério de repente, ele baixou a cabeça e ficou a olhar para o seu
copo.
-
Que foi? – Yohji encarava-o
-
Nada... estava apenas a pensar... que achas de tudo isto?
-
Bem, vê-se que o ruivo gosta mesmo do Omi... tu próprio me vieste confirmar as
minhas suspeitas.
-
Sim mas... e o Omi...
-
Que tem? Achas que ele não está interessado?
Ken
olhou bruscamente para Yohji, sabia que ele estava a tentar provocá-lo mas não
percebia porque.
-
Achas que está? – perguntou Ken, devolvendo a pergunta
-
Eu não sei. Ele mostra que não, mas muitas vezes dá que pensar.
-
Ninguém nunca imaginaria que o Aya fosse se apaixonar... logo pelo Omi... –
Yohji riu-se chamando atenção Ken
-
Que é que aquele mal humorado tem?! Vocês parecem abelhas à volta do mel?!
-
Que queres dizer com isso? – Ken levantou-se começando a tirar a loiça do
jantar
-
Se o carapuz te serviu... – Yohji sabia como chatear Ken, mas acima de tudo
conhecia-o muito bem
-
Não entendo que queres dizer com isso!! – gritou Ken, que ao perceber que
estava a falar alto olhou para a sala para ver se Aya estava a ouvir alguma
coisa
Aya
estava deitado no sofá de olhos fechados, parecia dormir... mas Ken sabia que
não estava, ele estava apenas perdido em pensamentos. Ken olhou novamente para
Yohji, que continuava sentado de costas para ele.
Ken
começou a lavar uma parte da loiça, olhava às vezes para Yohji mas ele não
dizia nada e também não se mexia. Estava bem mais sossegado, não gostava muito
que se metessem na sua vida e se ele tinha algum interesse em Aya, isso só a
ele lhe dizia respeito.
-
Ken... – a voz de Yohji ecoou pela cozinha
Ken
olhou para o outro, ele continuava da mesma maneira. Sabia que algo se passava
com Yohji, ultimamente não era só Aya que estava estranho. Estavam todos
estranhos, cada um com os seus próprios problemas. Sabia que apesar de Yohji
fingir estar bem com os seus risos e piadas maliciosas, alguma coisa se
passava.
Ken
voltou a sentar-se ao lado de Yohji. Olhava para ele à espera de mais alguma
coisa mas ele não dizia nada. Então Ken decidiu arriscar... ultimamente andava
a arriscar-se de mais...
-
Que foi Yohji? Vais-me dizer que também estás apaixonado!! – Ken riu-se da
suposição mas quando viu Yohji a olhar para ele sério perdeu o sorriso
-
Que foi? Diz de uma vez! Estás a deixar-me preocupado...
Yohji
sorriu, infelizmente não era a altura certa para falar sobre o que sentia.
Percebeu uma mão no seu ombro, olhou para Ken, ele tentava faze-lo falar.
Deveria falar mas o mais certo seria que Ken não acreditasse. Ken soltou-o e
voltou para a loiça.
Yohji
ficou calado durante algum tempo até levar com um pano na cabeça. Ele
levantou-se e ao agarrar o tecido meio sujo ficou a olhar para Ken...
-
Tu atiraste-me com isto? – gritou Yohji
-
Sim! Estava a falar contigo sei lá à quanto tempo e só quando me resolvi a
perguntar-te o que achavas é que percebi que estavas a ignorar-me
completamente! – Ken voltou-se de costas para Yohji e continuou o que estava a
fazer, que era lavar a loiça, não tinha mesmo nada melhor para fazer
-
Podias simplesmente ter chamado o meu nome, não sou surdo!! Estava distraído!!
-
E ias olhar para um homem a chamar o teu nome?! Até parece... ultimamente só
reparas em mulheres a chamar o teu nome!
-
Depende de quem chama... – refilou Yohji
-
Que queres dizer com isso?? – Ken olhou para Yohji, estava a começar a
irritar-se a sério
Yohji
sentou de novo.
-
Podias pelo menos ter-me atirado com algo mais limpo. Só isso...
-
Pois... como se fosses ligar!
-
Que estavas a dizer mesmo?
-
Agora já não interessa... da próxima vez mando-te com a esponja da loiça, além
de suja e com bocados de comida ainda está cheia de detergente...
-
Ai de ti!
Ken
aproximou-se por trás de Yohji, não tinha nada na mão queria apenas
intimidá-lo. Yohji não percebeu isso e ao sentir que o moreno estava a
aproximar-se, levantou com extrema rapidez virando-o de costas e agarrando-lhe
os pulsos. Ao perceber que Ken não tinha a tal dita esponja, ficou um pouco
confuso.
-
Estava a brincar Yohji, mas como já é normal tu só sabes é aleijar-me.
Larga-me. – disse Ken chateado
-
Para a próxima é melhor jogares pelo seguro e trazeres a arma do crime. –
sussurrou Yohji ao ouvido de Ken, ele sentiu o moreno arrepiar-se tudo e achou
aquilo tão estranho que decidiu largá-lo
Ken
voltou outra vez para a loiça sem dizer mais nada ao outro. Yohji sentou-se na
mesa e ficou a pensar naquilo que tinha acabado de acontecer, recentemente
andava muito confuso. Nunca tinha percebido que podia ter outras tendências,
mas sentia-se cada vez mais atraído por Ken e isso não acabava nem à noite
quando ia sair e acabava como já era costume na cama de alguém. O moreno
parecia tê-lo enfeitiçado. Os dois ficaram assim o resto da noite, cada um com
as suas próprias ideias, queriam falar mas nada saía, apenas um silencio
mortífero.
Aya
acordou a meio da noite, tinha tido um pesadelo. Tinha sido um pesadelo bem
estranho mas também muito realista, ele riu-se ao perceber que aquilo até
poderia acontecer. Ficou sério quando percebeu que a ideia não lhe agradava de
maneira nenhuma. Tinha sonhado que Omi estava a casar-se com Kail, ele tinha
decidido declarar-se ao loirinho na igreja no momento em que este ia dizer que
sim. Sentiu uma lágrima percorrer seu rosto ao lembrar-se daquilo que Omi tinha
respondido.
“Achas
que eu ia gostar de ti? Nunca na minha vida! Tu és frio, não tens sentimentos,
como poderia eu apaixonar-me por alguém que não sente?! Tu não sentes, tu
apenas nasceste para matar, não sentir!”
Aya
olhou em redor e reconhecendo o lugar, deduziu que tinha adormecido na sala.
Levantou-se e começou a andar em direcção ao seu quarto, parou antes na porta
de Omi. Ficou ali alguns segundos até ouvir o barulho do teclado do computador,
então entrou sem sequer pedir autorização.
Omi
estava tão concentrado que nem tinha percebido a presença de Aya que estava bem
atrás dele. Ele continuava à procura de informações sobre a próxima missão,
sabia que ainda tinha tempo mas não conseguiria dormir e então aproveitava para
se adiantar. Queria saber de tudo o mais rápido possível.
-
Não é tarde demais para isso, Omi?
O
loirinho apanhou o maior susto da sua vida ao ouvir aquela voz, ele olhou
aterrorizado para trás. Aya encarava-o, os dois estavam pertíssimo um do outro,
talvez nem existissem centímetros. Omi ia responder mas Aya beijou-o.
Aya
não tinha sido capaz de resistir, tudo naquele momento parecia irreal, apenas o
mais doce sonho, sentia-se pela primeira vez na sua vida completo, como se Omi
fosse aquilo que sempre tinha procurado... e de facto era.
Omi
aos poucos ia-se entregando ao beijo, inicialmente tinha tentado fugir mas
tinha acabado por ceder, isso até de repente perceber que aquilo que acontecia
não tinha razão para acontecer.
“Ele
não gosta de mim, porque isto?” pensou o loirinho, tentando agora afastar-se
dos lábios do ruivo
Quando
Aya percebeu a resistência por parte de Omi afastou-se. Ele queria sair dali
sem dizer nada e deixar aquilo assim, mas sabia que Omi nunca o perdoaria se o
fizesse.
-
Desculpa... – disse Aya meio incerto se era aquilo que devia dizer
-
Ok... eu não entendi nada disto mesmo mas... eu desculpo...
Omi
decidiu entender aquilo como apenas um equívoco, Aya devia estar com tanto sono
que já estava até a sonhar acordado. Então ele começou a pensar, não entendia o
porque daquilo. Voltou outra vez a sua atenção para o computador, virando-se de
costas para Aya. O ruivo meio desiludido e envergonhado resolveu que o melhor
era sair.
“Sei
que ele não gosta de mim! Ou será que gosta? Não! Eu tenho de me afastar, eu
pelo menos sei que não sinto nada... ou será que sinto? Claro que não!!” Omi
deu por si a tocar nos seus próprios lábios, estava a relembrar aquele
instante, o sabor dos lábios do ruivo
Omi
balançou a cabeça tentando esquecer, teria de esquecer... se nunca tinha
pensado no líder da Weiß daquela maneira não ia ser agora que o ia fazer...
mesmo depois daquele beijo totalmente inesperado.
*Manhã Seguinte*
Ken
levantou-se um pouco tarde e foi para a cozinha, estava vazia. Rapidamente
comeu qualquer coisa e foi para a floricultura. Ao entrar viu Aya no balcão
como já era costume e a fazer os arranjos estava Yohji. Aproximou-se do ruivo
devagar e pediu desculpa pelo atraso. Aya olhou para ele e disse-lhe para ir
ajudar Yohji.
-
Que tem ele? – perguntou Ken ao aproximar-se de Yohji
-
Acho que nada, está apenas cansado. Acordou muito cedo hoje.
Yohji
acabou o arranjo que estava a fazer, colocou-o sob uma mesinha e ia agarrar
algumas flores para começar o seguinte mas Ken teve a mesma ideia e as mãos
tocaram-se. Ken olhou para a mão do loiro sem saber exactamente o que fazer a
seguir, optou por afastar a sua e tirar outra flor qualquer sem nem sequer
olhar, tentaria agir o mais natural possível. Yohji ficou apenas quieto, quando
sentiu Ken a retirar a sua mão, olhou para o moreno.
-
Que foi?? – perguntou Ken vermelho
-
Nada... ele já desistiu de te matar?
-
Acho que sim, pelo menos não disse nada que pudesse significar o contrario.
-
Isso é bom.
-
É?!
-
Claro, preferias que ele te odiasse por te meteres na vida dele? Pelo menos
assim sempre tens algumas chances...
-
Acho que tens razão...
Ken
olhou de relance para Aya, o ruivo sentiu-se observado e respondeu ao olhar do
moreno sem entender. Yohji percebeu o ar atrapalhado de Ken e riu-se.
-
Que foi agora?!
-
Qual é o teu problema, não posso estar bem disposto?!
-
Divertir-te ontem?
-
Que é que isso te interessa?
-
Nada na realidade, tou a tentar meter conversa contigo.
-
Ah! Foi óptimo como todas as outras vezes!
-
Pelo vistos deves ter chegado de manhã... – Ken ficou parado apenas a olhar
para o seu arranjo, de repente tinha perdido vontade de falar sobre aquele
assunto
-
Ya... quando cheguei o Aya já estava aqui...
-
fixe... – Ken não estava com muita atenção ao que o loiro dizia,
“Devo
estar a ficar maluco... será que o que sinto neste preciso momento é ciúmes... deste
conquistador barato... impossível!” enquanto Ken reflectia Yohji olhava para
ele atento a cada mudança de expressão do moreno, ele estava calmo depois
passou a triste e naquele momento parecia chateado
-
Estás bem Ken? – Yohji tocou-lhe na mão para o fazer perceber que estava a
falar com ele
Ken
olhou para a mão do loiro e engoliu em seco, olhou para o outro e sentiu-se a
ferver como se estivesse a ser queimado vivo. Yohji sorriu e afastou-se levando
os arranjos que já tinha feito até Aya e dizendo qualquer coisa. Ken seguiu o
loiro com os seus olhos, mas quando viu Yohji a voltar para voltar desviou o
olhar para outro lado. Yohji achou aquilo estranho.
-
Estás mesmo bem? Estás esquisito hoje!
-
Eu?! Tou óptimo! Nunca me senti tão bem... – Ken mentiu, não podia dizer que se
sentia confuso em relação a ele
-
Ok.... tu lá sabes... eu vou fazer umas entregas. Ficas aqui, certo?
-
Se quiseres eu vou por ti.
-
Não deixa estar, eu tenho de parar também noutro sitio.
-
Visitar uma namorada... – Ken sorriu, mas a vontade era cortar Yohji em
pedacinhos
-
Talvez...
Yohji
olhou para Ken achando que o amigo estava cada vez mais estranho. Ele
afastou-se em direcção ao balcão pedindo as moradas a Aya e as encomendas, e
depois saiu sob o olhar atento de Ken.
O
telefone tocou e Aya atendeu. Falou algum tempo com a pessoa e ao desligar,
aproximou-se de Ken.
-
Não te importas de ficar aqui sozinho?
-
Eu?! Porque?
-
Tenho de fazer uma encomenda urgente e depois vou... só devo vir depois, mas o
Yohji deve voltar rápido.
-
Vai lá, eu trato de tudo.
Aya
saiu e Ken ficou no mesmo sitio, suspirou e voltou toda a sua atenção para os
arranjos que tinha de fazer.
-
Pelos vistos este dia vai ser longo e solitário...
*1hora da tarde*
Yohji
entrou na Koneko e deparou-se com Ken dormindo em cima de algumas flores.
Riu-se e aproximou-se do moreno para o acordar. Olhou em redor e percebeu que
não estava ninguém.
-
Ken... Ken... – ele bem que chamava mas o moreno não acordava
-
KEN!! – gritou Yohji acordando Ken imediatamente
-
Porra! Que foi? – Ken levantou-se espreguiçando-se
-
Tens... – Yohji aproximou-se do moreno tirando-lhe algumas flores do cabelo,
deixando o moreno embaraçado
-
Adormeci...
-
Já percebi. Onde está o Aya?
-
Teve de ir fazer uma encomenda urgente e não voltou desde então.
-
Estamos sozinhos então?
Ken
respondeu que sim com a cabeça sem perceber muito bem o que ele pretendia.
Voltou a sentar-se e ficou a olhar para as flores.
-
Que se passa contigo, Ken? E não digas que não é nada.
-
Porque devia dizer-te? Ontem também não me disseste o que se passava contigo!
-
Mas eu tenho motivos para não dizer, é uma assunto meu.
-
Também os meus problemas são um assunto meu.
-
Que fez o Aya desta vez? Tentou atacar-te ou algo do tipo?! Isso já é normal
dele, tu sabes.
-
Ele não fez nada, o problema é mesmo esse...
-
Já percebi... querias que ele te agarra-se e fizesse muitas mais coisas
contigo! – Yohji sorria maliciosamente
-
És cá um tarado!!! Até parece que eu penso nisso... ele já nem se zanga
comigo... antes pelo menos...
-
Eu se fosse tu já tinha esquecido aquele ruivo, que de mel não tem nada!
Ken
levantou-se e aproximou-se de Yohji, os dois ficaram algum tempo a encarar-se.
O loiro estava de braços cruzados e o seu sorriso desapareceu no momento em que
o moreno se aproximou ainda mais dele. Ken não sabia o que fazia, estava a
deixar o seu coração comandar todos os seus movimentos.
-
Mesmo se eu esquecesse o Aya... a outra pessoa por quem estou a começar... de
certeza não me correspondia...
Yohji
esqueceu-se de respirar ao ouvir aquilo, Ken estava a tentar dizer-lhe que
sentia alguma coisa... por ele... Não! Devia estar a sonhar!! Ele começou a
tossir como se tivesse se engasgado com alguma coisa. O moreno ficou a observar
a reacção de Yohji durante algum tempo...
-
Sabes lá?! Talvez estejas totalmente enganado! – respondeu Yohji aproximando-se
de Ken
-
Acho que não. Não me parece que eu tenha alguma chance... a não ser que... eu
mude de sexo!
Yohji
começou a rir e a encarar o outro com um sorriso. Ken sorriu tímido.
-
Quem é o parvalhão que ia dispensar alguém como tu... prefiro-te assim...
-
Não acho! – Ken baixou o rosto
Yohji
aproximou-se de Ken, agarrando-lhe o queixo e beijando-lhe os lábios. Quando
acabou de o beijar, viu Ken a sorrir.
Ken
impulsivamente abraçou o loiro aproximando-o os corpos, retribuiu o beijo de
uma forma bem mais selvagem e aprofundando cada vez mais o beijo. Aos poucos
pode perceber as mãos de Yohji a passear pelo seu corpo. Começou a afastar-se
de Yohji e ainda que indeciso já sabia muito bem o que queria. Agarrou a mão de
Yohji e puxou-o com a intenção de o levar para o seu quarto...
*5horas*
Omi
chegou à Koneko cansado. Andou um pouco pela floricultura e ao não encontrar
ninguém achou estranho. Todos poderiam deixar o local sozinho mas Aya não
desaparecia sem deixar nenhum recado, deixando aquilo totalmente abandonado.
Foi até ao balcão e percebeu que o ultimo registo era das 11horas.
Entrou
dentro da casa e foi para a cozinha não encontrou ninguém e subiu para os
quartos. Quando ia a ir para o seu quarto teve a impressão de ouvir algum
barulho, entrou no seu quarto devagar e agarrou a sua besta, caminhando atento
a todo o tipo de barulhos, ouvindo logo alguns gemidos. Parou em frente ao quarto
de Ken, estava com um pressentimento que o afastava dali, de que o melhor era
não ligar e não interromper... mas a sua curiosidade era maior e tinha medo que
pudesse ser algum ladrão ou mesmo um inimigo.
Abriu
a porta devagar sem fazer nenhum barulho e ficou espantado com o que viu...
“Certamente
não era o que eu esperava encontrar!” disse Omi mentalmente espreitando pela
porta
Podia
ver Yohji em cima de Ken, os dois completamente nus e pelos gemidos estavam a adorar
a experiência. Omi ficou vermelho ao perceber que estava a seguir os movimentos
dos dois atento.
Os
dois estavam tão entregues e distraídos que nem perceberam Omi entrar e ficar
ali a observá-los. Ken gritou ao sentir-se preenchido por Yohji, e este caiu
sob o corpo do outro.
Omi
saiu sem fazer barulho, tão silencioso como tinha entrado. Fechou a porta e foi
para a Koneko de novo.
Algum
tempo depois chegou Aya. Entrou na floricultura e dirigiu ao balcão. Viu Omi de
longe mas não ligou muito ao aproximar-se percebeu que o loirinho estava
estranho, estava intensamente corado e tinha uma expressão de admirado, como se
estivesse em choque.
-
Omi... estás bem? Que aconteceu??
-
Eu... – Omi mexeu-se pela primeira desde que tinha se sentado ali, olhou para Aya
e ficou ainda mais nervoso
-
Que aconteceu?
-
Bem... eu... eu vi... – ele baixou o rosto embaraçado, não sabia se devia dizer
ao ruivo o que tinha visto
-
Viste o que?
-
Eu... esquece...
Omi
ainda estava ligeiramente nervoso mas continuava a tentar acalmar-se, o melhor
era esquecer o que tinha visto. Não tinha nada de se meter na vida daqueles
dois, e fazer de conta que não tinha visto nada... sim era isso que ia fazer...
Aya
olhava para Omi com uma certa preocupação, não tinha a mínima ideia do que podia
ter acontecido para ele estar assim, mas tinha a certeza que tão cedo aquilo
não lhe ia passar. Tinha pena principalmente de Omi não querer falar com ele
sobre isso...
-
O Ken?
-
Porque? O que é que tem?? Eu não sei nada! Já te disse!!
-
Certo... – Aya olhou em redor não vendo ninguém – Eu pedi-lhe para ele ficar
aqui, mas pelos vistos ele deixou-te aqui sozinho... e o Yohji?
-
Também não sei nada dele.
-
Muito bom... quando eu puser a minha vista naqueles dois... – Aya olhou para
Omi, o loirinho estava sério a olhar pra ele
-
O que foi?
-
Nada. – Omi voltou a baixar a cabeça escondendo o rosto
-
Certo...
Aya
afastou-se em direcção à casa. Omi levantou-se e ia a pegar num papel qualquer,
quando se lembrou que Aya podia ir à procura dos dois nos quartos. O loirinho
correu atrás dele, colocando-se em frente à porta, impedindo-o de passar.
-
Tudo bem? Que foi? – Aya estava cada vez mais perplexo com o rapaz, não
percebia mais nada
-
Vais onde?
-
Onde vou?! Vou para o meu quarto, tive um dia cansativo, preciso tomar um
banho.
-
Pois... e não fechas a loja?
-
Pensei que estivesse explicito que deixava isso contigo...
-
Claro... que achas de tomares banho no meu quarto... “Assim pelo menos não vês
nada do que eu vi...” – Omi de repente percebe o que tinha acabado de propor ao
ruivo, ficando vermelho
-
Tu não estás mesmo bem... se quiseres falar comigo, óptimo... se não, xau.
Aya
afastou Omi e andou em direcção às escadas que levavam para os quartos.
O
ruivo parou na porta do seu quarto e pensar naquilo que se passava, Omi devia
estar mesmo com algum problema, ele ia a abrir a porta mas parou pondo a mão na
maçaneta mas sem a mover.
-
Que foi?
A
voz assuntou Aya, Omi estava bem ao lado dele a olhar para ele. Ele deu um
salto e olhou para o rapaz curioso. Pensando no que podia ter acontecido para
ele estar assim...
-
Eu estava a pensar, não posso?
-
Claro que podes, mas que achas de pensar no teu quarto enquanto tomas o teu
longo banho?! – Omi abriu a porta do quarto de Aya e empurrou Aya para que
entrasse
Em
seguida entrou também e fechou a porta, ficando os dois a sós. Parou e olhou em
volta, moravam juntos à muito tempo mas Omi nunca tinha realmente entrado no
quarto do líder da Weiß. Aya olhava para ele, cada vez mais surpreendido.
-
Podes dizer-me o que se passa contigo?! Que raio viste para estar assim?!
-
EU?! Eu não vi nada.
Omi
afastou-se da porta e caminhou para uma secretaria, onde estava a katana de
Aya, ficou a olhar para ela fascinado. Era uma arma magnifica e na mão do ruivo
ainda parecia mais magnifica, sem duvida que tinha sido feita para ele, eram
ambos mortíferos e lindos... o loirinho balançou a cabeça para afastar aqueles
pensamentos.
-
Viste alguma coisa e eu quero saber o que!
Aya
aproximou-se dele e colocou-o contra a mesa, desviando a katana para o lado e
prendendo Omi ali.
-
Mas eu já disse... eu não vi nada... de especial... – Omi baixou a cabeça
embaraçado
Aya
agarrou-lhe o rosto obrigando-o a olhar para ele. Os dois encararam-se por
alguns minutos e Aya começou a aproximar-se o seu rosto do loirinho.
“Ele
vai beijar-me...” pensou Omi fechando os olhos, à sua mente vieram-lhe as
imagens de Ken e Yohji naquela cama, começou a ficar assustado ao se lembrar do
grito de Ken
Quando
Aya viu Omi fechar os olhos sorriu, e ia aproximar-se, mas no momento em que o
devia beijar, o loirinho empurrou o ruivo de cima dele. Aya caiu no chão e
ficou ali apenas a olhar para o outro.
Omi
ofegava como se tivesse corrido quilómetros, ele ainda estava de olhos
fechados. Quando abriu os olhos percebeu o que tinha acabado de fazer, olhou
para o ruivo no chão a observa-lo. Era estranho sentir-se do nada assim. Sentia
alguma coisa por Aya, mas era algo estranho... nunca tinha se sentido assim e
cada vez custava mais ficar longe do ruivo. Omi deixou que o seu olhar
percorresse o corpo de Aya, imaginando coisa que nunca lhe tinham passado pela
cabeça, nem nos seus sonhos mais arrojados... não entendia como podia sentir-se
assim de repente, como aquela atracção podia ter surgido do nada, e tomado
grande parte da sua mente e corpo.
-
Que raio se passa contigo? – perguntou Aya levantando-se e sentando-se na cama
de frente para o rapaz
-
Não sei. – respondeu Omi sem tirar os olhos se Aya, sentou-se na mesa colocando
sem querer a mão sobre a katana do ruivo, cortando-se levemente
-
Bem feito. – disse Aya sorrindo, levantou-se e foi até o loirinho
-
Mau, és mesmo mau... – disse Omi levantado o dedo até à boca, impulsivamente
-
Eu?! Tu é que estás para ai em pânico e não dizes porque...
Aya
aproximou-se retirando o dedo de Omi da boca e passando os seus dedos sobre o
corte. Abriu uma das gavetas da secretaria e tirou um lenço, colocando-o em
seguida sobre o corte.
Omi
olhou para a gaveta e viu uma fotografia de uma rapariga. Ficou curioso, já
tinha ouvido uma história qualquer sobre a irmã de Aya, seria aquela?! Aya
percebeu o olhar do loiro para a fotografia e fechou a gaveta. Omi olhou para
ele.
-
Desculpa...
Aya
não disse nada. Tocou de leve o rosto do loirinho, numa caricia suave.
-
Podes dizer-me agora o que se passa?
-
Não.
-
Porque?
-
Não consigo. Tenho vergonha.
-
Está bem. Se preferes ficar a remoer isso na tua cabeça, tu é que sabes.
Aya
sabia que se era algo sério, Omi acabaria por contar.
-
Eu vi... – o loirinho calou-se de novo
-
Viste... – Aya tentava faze-lo contar
-
Vi no quarto de Ken... – ele ficou vermelho de novo
-
Que viste no quarto do Ken?! – Aya estava a entender cada vez menos
-
Eu vi...
-
Viste...
-
Ele e o Yohji...
-
Ok... viste-os a fazer o que?
-
Bem... – ele baixou o rosto, então Aya começou a rir à gargalhada
-
Estás a gozar comigo?! – Omi tentou afastar-se, mas Aya prendeu inclinando-se
sobre ele, Omi ficou nervoso com a posição em que se encontravam
-
Se estás eu não estou a gostar... não tem graça... – Aya continuava a rir
-
Não tem graça, pára de rir!! – gritou Omi sério
-
Se viste o que eu estou a pensar é engraçado... quer dizer ficares assim por
causa deles estarem a...
Omi
olhava para ele sério, e Aya sorria.
-
Gosto de te ver a sorrir, mas não quando eu sou o parvalhão... – disse Omi,
ficando vermelho ao perceber o que tinha acabado de dizer, estava a começar a
falar demais
-
Que viste eles a fazer?
-
COMO O QUE EU VI ELES A FAZEREM??!! Pensei que já tivesses percebido...
-
Quero ter a certeza que estamos a falar da mesma coisa.
-
Se calhar não estamos.
Omi
tentou soltar-se, mas Aya ainda o prendeu mais, aproximando os dois corpos. Omi
gemeu quando sentiu o corpo do outro assim tão próximo. Ele estava sentado na
mesa e Aya estava entre as sua pernas, ele não o prendia muito pelo contrario,
era Aya com os braços em redor do seu corpo que o impedia de se mexer. Sempre
que o loiro tentava soltar-se acabava ainda mais próximo do ruivo.
-
Tu viste-os na cama, certo?
-
Sim. – Omi olhou para Aya
-
Então estamos a falar da mesma coisa... – Aya riu-se e aproximou-se de Omi
beijando-lhe o pescoço
-
Mas... ahh – Omi gemeu ao sentir a respiração quente de Aya na sua pele
-
Estás assim porque? Porque não esperavas vê-los? Ou porque tiveste pena de
nunca ter estado assim com ninguém? – Aya tentava provocar Omi, sabia que
acabaria por o perder, mas ia aproveitar enquanto o tinha nos seus braços
-
Não é nada disso. Apenas nunca imaginei que o Ken e o Yohji... fossem...
amantes...
-
Nem eu... mas sempre percebi que o Ken tinha essas tendências.
-
Porque? Já o viste com alguém?
-
Mais ou menos...
Aya
lembrava-se de uma noite. Ken tinha o visto só de roupa interior e o moreno por
pouco não morria ali mesmo, só não se aproximou de Aya nesse dia porque o ruivo
fez de tudo para sair dali. E depois houve também aquele dia em que Ken apanhou
Aya apenas de toalha e tentou beijar o ruivo, nesse instante Aya percebeu que
Ken tinha uma tremenda paixão por ele.
Omi
olhou para Aya, percebendo que havia ali qualquer coisa.
-
Como mais ou menos?
-
Esquece.. – Aya beijou o loirinho, sempre era uma maneira de o calar
Os
beijos começaram a tornar-se uma tortura e os dois já estavam suficientemente excitados.
Aya
amava Omi acima de tudo, nunca tinha entendido muito bem o porque de ter-se
apaixonado por ele, mas quando o via não conseguia disfarçar imaginar como
seria estar com ele. Sempre tinha sonhado com aquele instante em que o loirinho
ia entregar-se sem reservas, sem temer nada. O ruivo fez com que Omi se
agarra-se a ele e levou-o para a cama, deitando-o delicadamente sobre ela e
depois inclinando-se sobre ele.
Omi
percebeu naquele instante o que estava para acontecer. Teve medo, mas não
queria se afastar, se bem que não achava que Aya ia permitir que ele se
afastasse. Aya tirou a camisola de Omi e começou a descer beijando e
mordiscando o peito do loirinho, parando algum tempo nos mamilos, ouvia os
gemidos dele e ia fazia com que se excitasse ainda mais. Continuou a descer até
aos calções de Omi, abrindo o fecho e percebendo ai que o loirinho estava a
tremer.
-
Que se passa, Omi? - Aya inclinou-se beijando o loirinho e ficando ao lado dele
o encarando
-
Tenho medo. – respondeu Omi abraçando Aya e escondendo o rosto no seu pescoço,
ele não sabia era que aquela proximidade ainda excitava mais o ruivo
-
Pois... – Aya afastou o loirinho, deixando o outro desanimado
-
Desculpa... eu não queria... desculpa... – Omi olhava para o ruivo, os olhos
azuis a brilharem e as lágrimas a começarem a cair
-
Omi... se não quiseres tudo bem... eu não vou te obrigar a nada...
-
Não é isso. Eu quero, mas tenho medo..
Omi
saltou da cama saindo do quarto e correndo para o seu quarto.
*4hora da manhã*
Omi
foi acordado pelo som da chuva a bater contra a janela. Parecia uma tempestade
das grandes. Devagar levantou-se da cama e foi até à janela espreitando,
observando a chuva cair. Aquele momento lhe trazia de volta toda a sua
melancolia. Já lhe tinha passado o choque de ver Ken e Yohji juntos,
especialmente porque agora entendia que o que sentia por Aya podia levar à
mesma coisa. Abriu a janela e colocou a mão de fora, sentindo as gotas de chuva
molharem-no. Alguns segundos se passaram para que sentisse uma brisa gelada , fechou
a janela e voltou para a sua cama, tapou-se e tentou adormecer de novo, mas
desta vez o sono não vinha.
Resolveu
ir beber alguma coisa, talvez um pouco de leite morno fizesse com que o sono
voltasse.
Desceu
as escadas, mas não sem antes olhar para a porta do quarto de Aya. Tinha sido
um idiota queria estar com ele, nos braços dele, mas o seu medo e insegurança
tinha feito com que em vez disso estivesse, agora, ali sozinho e gelado. Em
minutos preparou o seu copo de leite quentinho e bebeu-o, mas isso não tinha
ajudado em nada. Continuava tão desperto como antes.
Andou
até à sala, talvez o sono viesse se ficasse algum tempo a observar os anúncios
que davam sempre àquelas horas da manhã.
-
Que preciso fazer para dormir?! – murmurou ele, olhou para um relógio que
estava sob a mesa e viu que não tinha passado muito tempo mas que o sono
continuava a não vir
Decidiu
voltar para o seu quarto. Parou na porta e ainda que indeciso foi até à porta
de Aya. Ia bater à porta quando achou que aquilo seria estranho, tanto para ele
como para Ken e Yohji. Abriu a porta e entrou. Olhou para a cama e viu apenas o
cabelo ruivo, devia estar a dormir à horas. Fechou a porta e começou a
aproximar-se da cama, pisou qualquer coisa e olhou para o chão, era a sua
camisola, tinha se esquecido completamente dela. Ia pega-la quando percebeu um
movimento na cama e ao voltar o seu olhar para o ruivo, viu-o sentado na cama a
olhar para ele.
-
Que queres? – perguntou Aya num tom frio, completamente indiferente sem nenhum
tipo de emoção
-
Posso dormir contigo? – a pergunta surgiu de uma forma inocente e Aya riu-se
-
Se é isso que queres...
-
Sim...
Omi
deixou a camisola onde estava e caminhou até à cama, sem pensar duas vezes
levantou as cobertas e aproximou-se do ruivo. Aya estava com um sorriso nos
lábios, Omi sorriu ao perceber isso. O loirinho deitou-se ao lado dele e
beijou-lhe o rosto. Aya impediu que ele se afastasse muito beijando-lhe os
lábios.
-
Quero só dormir... entendes... – disse Omi ainda muito inseguro
-
Sim.
Os
dois abraçaram-se e Omi sorriu ao perceber que mal se aconchegara junto de Aya,
o sono parecia querer o levar de volta para os seus lindos sonhos, que
ultimamente eram sempre povoados por um certo ruivo.
Os
dois acabaram por adormecer rapidamente, cada um aproveitando o calor do outro.
Horas
depois o despertador de Aya tocava, ele ergueu-se um pouco contrariado e
desligou o objecto. Olhou para Omi que dormia com a cabeça no seu peito.
Deveria acorda-lo mas em vez disso apenas ficou a admirar a beleza daquele
rapaz. Sempre que Aya sentia algo mais do que devia repetia mil uma vezes que
ele era apenas uma criança... mas seria ele apenas uma criança?! Omi mexeu-se
um pouco e os olhos azuis abriram-se fixando os violetas de Aya. Ficaram
abraçados e a olhar cada um nos olhos dos outros. Omi finalmente desviou os
olhos quando percebeu ainda o som da chuva. Aya seguiu o olhar dele para a
janela.
-
Está a chover... – disse Omi quebrando o silencio
-
Pois está... uma chuva obliqua... como tu...
-
Desde quando a chuva é torta? E eu sou torto?!!?!
-
O que?! Quando digo isso quero dizer que parece hesitante e insegura, ora pára
e ora recomeça...
-
Ah... achas-me inseguro?
Aya
olhou para ele desafiando-o a contrariá-lo. Omi não tinha como se defender
daquilo, ele sabia que era inseguro e muito medroso. Mas só com Aya... era isso
que não entendia...
-
Mas eu só sou em relação a ti... por isso ela é mais obliqua do que eu...
-
Desde quando?
-
Desde que me apaixonei por ti... – Omi ficou vermelho e voltou a deitar a
cabeça no peito de Aya
-
A sério?!
-
Posso ser tão obliquo quanto ela... mas a minha insegurança só transparece
quando estou contigo... porque?
-
Tens medo de mim...
-
Não. Pelo contrario, admiro-te. Mas tenho medo que tudo o que mostras sentir
por mim seja apenas um sonho... acho eu...
-
Acredita que não é.
Omi
levantou o rosto para fixar os seus olhos no rosto do ruivo.
-
Acho que acredito... – ele voltou a baixar o rosto – ... por agora...
Aya
abraçou Omi com força e inverteu a posição ficando por cima do loirinho.
-
Queres que te prove? – os olhos de Aya brilhavam, ele inclinou-se sobre Omi
beijando-o carinhosamente
-
Não preciso, acredito em ti.
-
Não precisas ou não queres?
Omi
ficou calado, estava de novo inseguro, o medo parecia engoli-lo, queria tanto
conseguir mostrar a Aya o quanto o amava mas não conseguia. Tinha medo de não
saber como reagir durante e depois de tudo.
-
Eu... – Aya calou Omi com um beijo
-
Deixa-me mostrar-te o quanto te amo.
Omi
soltou um sorriso inseguro. Tinha medo mas não ia continuar a esconder-se atrás
desses sentimentos negativos, ia deixar tudo acontecer como se fosse destinado
a passar por aquilo. Se no fim se arrependesse... teria ainda milhares de
oportunidades para o virar a seu favor... afinal ainda tinha toda uma vida pela
frente...
-
Não quero ser obliquo...
-
E isso quer dizer... – Aya esperava uma resposta, queria um sim dele, mas
também do seu corpo, mas também da sua alma
Omi
levou as mãos até à camisola do seu pijama e tirou-a, em seguida fez o mesmo
com a de Aya. Aproximou-se do ruivo e beijou-o aprofundando beijo com toda a
força que sentia ter e não ter. Queria aquilo mais do que tudo.
Aya
não se mexeu imediatamente, deixou que Omi continuasse o beijo e quando o
sentiu calmo o suficiente, começou as caricias, descendo até aos mamilos do
loirinho, os sugando e continuando sempre descendo, parou algum tempo na
barriga a beijando e lambendo. Queria faze-lo ver que não havia motivo para ter
medo, mesmo que isso significasse seduzi-lo e o fazer sentir bem, mesmo se
tivesse de prescindir daquilo que queria desde o inicio, possuir o loirinho.
Queria que ele se entregasse e faria tudo para o fazer perder o medo de o
fazer.
Omi
gemia adorando cada caricia de Aya e mesmo quando sentiu as suas calças sendo
retiradas não se mostrou com medo, tentou abstrair-se de tudo deixando-se
apenas sentir.
O
ruivo beijava todo o corpo do loirinho adorando cada pedaço do corpo com que
tinha sonhado durante tanto tempo, nunca na vida pensou que conseguisse
conquistar Omi, mas agora que o tinha ali era ele que tinha medo.
-
Se calhar também estou um pouco obliquo...
Omi
estava de olhos fechados e ao ouvir aquilo sorriu... ainda de olhos fechados
desceu um pouco ficando ao mesmo nível do ruivo. Abriu os lindos olhos azuis e
fitou Aya.
-
Quem precisa de ser obliquo, se a chuva é por nós todos... – Omi beijou Aya e
levou as mãos à cintura do seu amor tentando remover-lhe as calças, fazendo
entender ao ruivo que estava um bocado difícil ele mesmo o fez
O
beijo não cessava, continuaram se beijando, até Omi esfregar o seu corpo no de
Aya, o ruivo gemeu entre o beijo mas não o largou, aprofundando-o cada vez
mais, explorando aquela boca ao máximo, adorando o doce saber dos lábios do loirinho.
Omi afastou-se um pouco beijando o rosto de Aya.
-
Podemos ser oblíquos, ou simplesmente maliciosos.... – Aya riu-se com o
comentário do loirinho
-
Estás a sair melhor que a encomenda...
-
Mas acho que ainda nem chegamos à melhor parte...
-
E como sabes isso?
Omi
ficou vermelho, tinha sem saber bem porque lembrado-se do que tinha visto no
quarto de Ken, dos gemidos e mesmo do grito, mas naquele momento já não o
assustava, sabia que queria estar com Aya e se pudesse faria tudo para o
satisfazer.
-
Apenas sei... aproveita porque amanhã posso estar obliquo outra vez! – Omi
riu-se
-
Cala-te lá com o obliquo, nunca ouvi tantas vezes essa palavra na minha vida...
-
Já somos dois!!
Omi
voltou a beijar Aya e os dois continuaram a sua maravilhosa manhã de paixão,
deixando os medos e a insegurança de lado, tinham algo mais importante para
viver e aceitar... que se amavam um ao outro...
-
AYA! NÃO DESCES HOJE?! – perguntou Yohji da porta
-
DESAPARECE!! – gritou Aya voltando-se para a porta
-
Está trancada... – disse Omi como que lendo os pensamentos do outro
-
Pelos vistos já tinhas a ideia de fazer mais do que dormir... – Aya sorriu
malicioso
-
Eu dormi e agora estou a aproveitar o calor... – Omi deu um beijo a Aya - ...
que vem se ti...
Os
dois voltaram ao que estavam a fazer antes, sem suspeitarem dos risos do outro
lado da porta, que tinham percebido o que se passava dentro do quarto.
Aya
estava diferente, tinha mudado devido ao amor, um sentimento indefinido, muitas
vezes facilmente superado mas que outras vezes acaba por ter uma dimensão sem
medida. Como numa viagem sem destino, os dois amantes entregaram-se um ao
outro, sem lamentos ou arrependimentos, ambos estavam bem com a decisão que
tinham tomado principalmente porque nunca cairiam no erro de se magoarem um ao
outro. Desde que houvesse amor, nada mais importava... nem mesmo a chuva
obliqua podia os afastar...
Fim
Espero
não decepcionar ninguém... sei que o titulo apela um pouco à leitura e por isso
o escolhi, mas a história acabou por tomar um rumo completamente diferente...
definitivamente isto era para ser um fic em que as personagens principais eram
apenas AyaxOmi, mas acabei por colocar também YohjixKen.
Desculpem
lá pelo fim, está um pouco sem sal ... eu sei! Mas não sabia como o terminar e
acabou mesmo por ficar assim...
Espero
receber as vossas criticas boas e até más!! Aqui está o meu mail... [email protected]
Caso
queiram falar comigo sem ser através de e-mail...
O
meu nr no icq é o 145672919 e o nickname que uso é KittyBlue (tb no mirc)
Obrigado
a todos! Muitos Beijinhos!! ^-^