Link: I Know, I'm Wasting my Time 2 .
Minha cabeça doi, meu corpo formiga, abro os olhos e a claridade da luz me faz despertar. Eu me encontrava no mesmo estado em que o ficou quando sofreu o acidente, ou seja, em uma cama de hospital, aparelhos monitorando meus movimentos, remédios direto na veia, e recuperando a lucidez pouco a pouco.
Conclusão, devo estar realmente mal.
E ainda por cima, para piorar tudo, esse barulhinho irritante de "Pipipi" desse monitor de batimentos cardiacos, e pra piorar mais ainda, se é que é possivel, estou sozinha, nem se quer uma enfermeira de companhia, agora eu sei como o deve ter se sentido.É, a gente nunca sabe como é o sofrimento de uma pessoa sem ter passado por algo parecido.
Mas que saco! Sempre ele tem que aparecer, é como se fosse aquela musica brega lá do Brasil, KNL, KSD...hum, qual era o nome mesmo?
AAAAAAAAH é! KLB, "a cada dez palavras que eu falo onze é você". É, eu sei é podre!HASUSAHGSASAGBSAYSA.
Estou cansando de ficar sozinha, é chato, ficar abandonada nesse quarto frio e escuro. 'Tá, eu sei, que o quarto é o posto disto, mas é pra dar um drama a mais.
Onde está mamãe que ainda não apareceu? Já vai fazer uma década que estou aqui falando com o meu pensamento, tudo bem que ninguém está ouvindo, mas pô, eu 'tô viva!Mas nenhuma alma viva se quer veio me ver.....
- Vejo que a senhorita já acordou! - um médico jovem, e tenho que admitir, extremamente bonito me tirou dos meus devaneios.
- É o que parece - sorri fraco.
- Como a senhorita se sente?
- Aqui só tem a alma, porque o corpo já foi embora faz tempo!HASUIHSAUSHUAS, brincadeira, estou até que bem pelo meu estado. - ele deu risada, eu só falo besteira mesmo!
- Vejo que está de excelente humor, isto é bom. Mas a senhorita sente algum tipo específico de dor?
- Ah, o de sempre. Dor de cabeça, essas coisas.
- Daqui umas horas você irá tomar um remédio e a dor passará.
- Mas, doutor.Posso fazer uma pergunta?
- Qual o seu nome?
- Doutor John Schmidt.
- Tem mais uma pergunta... - ele me interrompeu.
- Mas não era apenas uma? - ele começou a dar risada....nooossa quanta graça --'
- Era, mas então....tem alguém da minha familia aqui?
- Sim, sua mãe foi embora faz pouco tempo....
- Ahh entendo - legal, sozinha novamante.
- Mas o seu namorado ainda está aqui no hospital - oh não, o , e agora?
- Eu não tenho namorado doutor - disse seca, e era a realidade, estou solteira.
- O rapaz se apresentou como seu namorado, o está aqui no hospital desde que você chegou aqui, ou seja, a uns três dias aproximadamente.
- Ah, ele era meu namorado, mas acho que ele esqueceu que o "nós" já não existe mais - doeu dizer isto.
- E você não deseja ve-lo?
- Não, é melhor assim.... - um dia o entenderá as minhas razões.
- Como quiser, irei ver os outros pacientes - ele se retirou do quarto.
Confesso que foi um arduo trabalho ter que me fazer de forte, durona, fria e seca na frente do doutor, sem deixar transperecer vontade alguma de ver o , vontade esta que estava me consumindo por dentro.
O que eu realmente queria era ve-lo agora, ver aquele lindo sorriso, sentir seu toque em minha pele e o ouvir dizendo que tudo vai ficar bem, que irei sair deste hospital e a nossa vida juntos continuará, cada vez com mais força, conseguindo assim me acalmar, me fazer sentir segurança, coisas que só nos braços dele irei encontrar.
Mas não, a imagem triste de ve-lo chorar ao me ouvir dizer que "não dá mais", e terminar tudo sem nem ao menos uma explicação, não, essa imagem não irá ser substituida assim tão cedo.
Eu aqui, e ele concerteza sofrendo lá fora, na sala de espera. Sala de espera cuja qual um dia também fiz parte, também sofri ao saber que ele não se lembrava mais de mim. Eu sei como é dificil ser desprezado pela pessoa que amada, e agora, mesmo eu sabendo o quanto doi estou fazendo isso com ele, como se fosse uma inversão de papéis, o jogo virou contra a minha vontade, mesmo não tendo sido eu quem deu o "xeque mate", quem fez as regras do jogo, jogo no qual ambos sairão perdendo.
É a vida, fazer o que? O que me resta é aceitar esta situação. Aceite , você é apenas mais uma peça insignificante nesse tabuleiro, onde quem manda é o jogador, o jogo termina apenas quando ele estiver satisfeito, não se importando com a guerra sangrenta que estará causando, com os sentimentos jogados ao relento, corações partidos e o pior, o oceano de lágrimas sangrentas que nascerá, e pode apostar, lagrimas de sangue que não serão poucas.
- Não adianta pedir, não sairei daqui até você me ouvir - neste momento a porta foi aberta com uma certa brutalidade, era só o que me faltava para o caos ficar completo.
- Noooossa mãe, que susto!Precisava de todo esse drama? - jurava que fosse sei lá, talves o .
- HASUISAHAUS, era só pra te animar filha, tudo bem querida? - mamãe beijou-me a testa.
- É, acho que sim.Mas então, o que me diz....
- Filha, para ser sincera, eu vim conversar contigo, você mudou....está tão diferente, não parece mais a mesma de sempre.
- Todo mundo um dia muda mamãe.....
- , você sabe muito bem do que estou falando....por quê você está desprezando o desta maneira?
- Mãe, nós simplismente terminamos, isso é normal, casais hoje em dia vivem se separando - sinceramente, acho que eu deveria ser atriz.
- Mas filha, pelo o que ele me contou, você nem ao menos deu uma explicação..... - e agora? O que eu vou inventar?
- Ahh....beeem..então...é porque não tem explicação, eu só acorde e vi que ele não era homem para mim - ai!Essa doeu até em mim....
- , pare de inventar, eu sei que você está mentindo, você não consegue mentir para mim, minha filha, conte-me a verdade, eu sou sua mãe.
- Mãe não tenho nada para lhe contar, e única verdade é que eu e o terminamos, e não terá volta. Pronto! - falei seca e objetiva, na tentativa de cortar o assunto.
- Tudo bem minha filha....só irei te dizer algumas coisas, espero que pense e reflita....
- Mãe, nada do que a senhora me disser vai me fazer mudar de idéia.
- Filha, espero que você não se arrependa do que está fazendo, porque isto que você está fazendo com o não é certo.
Eu já lhe disse uma vez, não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você, você está desperdiçando essa grande oportunidade de ser feliz, é raro as pessoas serem correspondidas no amor e poder ficar junto a essa pessoa é mais raro ainda. E meu amor, você sabe que o mundo dá muitas voltas, o que vai volta, e as vezes pode voltar muito pior...e por último, você pode se arrepender o resto da vida por essa sua atitude imatura, e meu bem, pode ter certeza...viver com o arrependimento é uma das piores coisas. - ela então se retirou do quarto.
Fiquei encarando minha mãe enquanto ela me dava esta "lição de vida", não sei como consegui não derramar uma lágrima se quer...é acho que estou ficando forte, a vida tem me obrigado a isto.
Mas logo após ela sair, comecei a chorar, ela estava certa, não tiro a razão dela, mas fazer o que? Estou impotente, sem ter o que fazer, todos me julgam mais ninguém sabe o quanto está sendo dificil para mim...mas um dia todo esse pesadelo irá acabar, só espero que não seja tarde demais para nós dois.
- Como vai, ? - perguntou o doutor John entrando no quarto, mais do que depressa sequei minhas lágrimas.
- Na medida do possível. Doutor, falta muito para eu receber alta do hospital?
- , já conversei com a sua mãe, está na hora de você saber.
- Pode falar, é que vai demorar mais um pouco, né?
- Não, , você pode ficar paraplégica - meu mundo desabou.
- , eu preciso falar com você - entrou no quarto sem nem pedir licença.
- O...o.. o quê? - isso não pode ser verdade, é pegadinha, só pode...E de muito mal gosto!
- O que está acontecendo? - perguntou.
- Ela corre o grande risco de ficar paraplégica.
- Mas, mas como? - perguntou novamente, eu já não conseguia dizer mais nada, faltavam-me palavras.
- Ela sofreu uma leve lezão na coluna dorsal, iniciando então uma perda de controle e sensibilidade nos membros inferiores. Ela teve sorte de a batida não ter sido frontal, porque caso contrario, ela já estaria morta.
Não entendi nada do que ele falou, não prestei a atenção em nenhum momento desde que ele me deu esta terrível notícia, meu mundo paralisou naquele instante, paralisou do mesmo jeito que eu estou neste momento, paralítica.
Quando a gente pensa que não tem como piorar, o mundo gira e a vida vem com uma surra maior ainda!
Não derramei nenhuma gota de lágrima, pra que chorar se tudo já está perdido mesmo? Chorar não vai me fazer andar novamente, não vai me trazer minha juventude agora perdida, não vai me dar tudo o que eu perdi a partir deste momento. Hump, quem vai querer uma inválida feito eu como um fardo?
- , tudo vai ficar bem amor, é só um risco, não tem nada concreto ainda - veio ao meu encontro e me abraçou, eu continuei imóvel, no meu estado vegetativo, estado este que ficarei pelo resto da minha vida.
- Deixarei vocês a sós... - o doutor se retirou do quarto.
- , vai dar tudo certo, hoje em di.... - eu o interrompi.
- O que você ainda está fazendo aqui, ? - ele me olhou espantado.
- Como? - sua voz estava trêmunla.
- Você não entendeu a minha pergunta? O que você está fazendo aqui?
- Eu, eu pensei que....
- Pois é!Pensou errado.
- Mas , você precisa de alguém junto a ti neste momento, e eu estou aqui - ele segurou fortemente a minha mão.
- Mas quem disse que eu preciso de alguém? Quem disse que eu preciso de você? - ele quase soltou a minha mão, mas não, ele continuou a segura-la.
- Eu disse, porque eu sei, eu te conheço....
- , pare de dizer bobagens, você não sabe nada, você nem ao menos realmente me conhece - tentei tirar a minha mão, mas ele não deixou.
- , é você que ultimamente anda dizendo inúmeras bobagens, é você que não se conhece, eu te conheço ao ponto de saber que você está mentindo, não só para mim, mas tentando enganar a si própria, se fazendo de durona, como se sozinha pudesse tudo, mas você sabe que não é assim, é impossivel ser feliz sozinho.
- , quem é você para me dizer essas coisas? O que você sabe sobre ficar sozinho? Você nunca está sozinho, então poupe-me desse seu discurso.
- Você que pensa.....Eu sei muito bem como é ficar sozinho, como você acha que eu me senti quando perdi a memoria? Sozinho, sem saber quem eram as pessoas ao meu redor, sem saber quem era eu. Você acha que tem coisa pior do que não se lembrar de si mesmo? De estar sozinho com um estranho, um estranho dentro de mim, um desconhecido que era eu proprio, você acha que eu realmente não sei o que é ficar sozinho, sendo que eu fiquei sozinho com o meu proprio eu, você acha?
- Mas mesmo assim você não ficou sozinho, mesmo você não se lembrando das pessoas ao seu redor, elas não te abandonaram.
- E é isso que eu vou fazer com você, eu não te abandonarei, não te deixarei sozinha, foi o que você fez comigo, mesmo eu não sendo tão bom contigo quando eu não me lembrava de ti, você não desistiu de mim, você ficou do meu lado, e vai ser isso que eu irei fazer, eu não desistirei de você! - ah , porque você tem que me falar estas coisas? Não vê que só piora tudo?
- Mas é diferente, ! Não confunda as coisas, são situações totalmente diferentes. Você não precisa retribuir o que fiz por você, não precisa fazer isto por pena, ou mera gratidão e eu não quero você perto de mim!
- Não tem nada de diferente, não é pena, não é por gratidão, é por amor! Não adianta você pedir, mandar, falar, eu não sairei de perto de ti, eu não te deixarei sozinha neste momento, como também não te deixairei sozinha em todos os outros momentos de sua vida, sejam eles felizes, ou tristes, é na alegria e na tristeza, - já não estou aguentando mais todo esse meu teatrinho.
- , mas é a minha vida, são os meus problemas, as minhas escolhas, e eu escolho ficar longe de você, eu não quero te prender a nada, muito menos te prender por causa da minha invalidez. E outra, as pessoas mentem, você não sabia? Eu não te amo, nunca te amei, foi apenas um romance, foi apenas mais uma fase... - disse as últimas frases olhando para baixo, não conseguiria proferir estas palavras o encarando.
- É, as pessoas mentem, e é isso que você está fazendo agora, pare de blefar, !
- , pare você de me dizer estas coisas, não diz mais nada, apenas saía por aquela porta e não volte mais! - eu disse apontando para a porta.
- Eu já disse e repito, daqui eu não saio!Nada do que você falar, nenhum insulto que você disser contra mim irá me fazer sair de perto de ti. Eu vou estar aqui quando a escuridão cair, quando você sorrir, quando você chorar enxugarei suas lagrimas, te cederei meu ombro, o meu abraço, minha compreensão, ouvirei teus lamentos, suas risadas. Serei alguém que te faz sorrir, cantarei para você dormir, segurarei sua mão quando você se sentir sozinha, quando você achar que não tem mais chances, que não há saida, juntos encontraremos uma solução, um ponto de esperança no meio da solidão. Eu disse não disse?
- Di...disse o quê? - minha voz saia falha, ele me deixava sem palavras. Já não sabia mais o que dizer para faze-lo desistir e desaparecer da minha vida.
- Que eu sempre estaria do seu lado, que eu sempre serei seu!
- , isso é passado, esqueça tudo e siga em frente, esquece de mim, por favor!
- Não!Não,não e não! Aprendi a ser teimoso feito você, agora aguente meu bem!
- HBASUASGBASYGSAYASGSA - comecei a dar risada, era incrível como ele conseguia me fazer sorrir, esquecer os problemas, nem que fosse por poucos minutos.
- Viu? Você já esta rindo, não há porque chorar, tudo tem saida, uma solução! Essa fase ruim vai passar, e no final de tudo você irá ver que foi uma grande lição de vida, as vezes é preciso acontecer certas coisas para darmos valor a tudo o que temos, isso aconteceu comigo, e eu aprendi. Amor, no final você sairá mais forte e madura de tudo isso, se isso está acontecendo é porque você aguenta, tudo tem um por quê, uma razão.
- , eu...eu, não sei o que dizer...pra variar eu nunca sei o que dizer perto de você, também já não sei mais o que fazer para você desistir de mim, por quê você tem que ser tão persistente?!
- HASUIHASIUAHSSAUHASSUA, é por você, tudo por causa de você! - ele me abraçou, ahh que abraço aconchegante, esse cheirinho bom que ele exala.
Ficamos abraçados, mas no momento em que ele iria me beijar eu o impedi.
- Não , agora não - me afastei dele, a duvida rondava novamente a minha mente. Continuar com isto e correr sérios riscos, ou acabar com com tudo, inclusise comigo mesma? Ou ele, ou eu, qual escolher?
- Tudo bem então - ele beijou minha bochecha.
- Obrigada...
- E então, o que faremos agora?
- Não sei....
- Aaaaah eu tenho uma nova piada pra contar!
- HUAIHSUSHU, quero só ver o que vai sair, conta.
- Por que o Chris Brown atravessou a rua?
Cri, cri, cri, cri (...)
- Hein? Por quê? HAUSSHAUSAHU - ele se matava de rir.
- Porque ele kiss, kiss! Quanta graça , eu já sabia essa! - tadinho, ele fez uma carinha.
- Sem graça! Mas aposto que a próxima você não vai saber.
- Aposto que sim!
- Mas finge que você não sabe. Pô, deixa eu ser feliz, HUASHSUSAH.
- Diga.
- Por que o Chris Brown atravessou a rua?
- Essa já foi...
- 'Tá, mas diz a resposta.
- Porque ele kiss, kiss.
- 'Tá, mas com quem ele atravessou a rua?
- Não sei - tá, eu realmente não sei.
- With you, with you... UASHSAIHUSIHSUAHSUAI.
- HGUASIHSUGSAYUSGSAYSAGSAY, acredite, eu ri! - ele parou de rir e ficou me observando.
- Isso é emo.cionante - sinceramente, o deve estar mudadando de time, hum, sei não! HUASIHSAU, que horror !
- O que é emo.cionante?
- Ah, sei lá. Ver você sorrindo desta maneira, isso é lindo! - ele apertou as minha bochechas, feito aquelas tias distantes que parece que nunca viu uma bochecha na vida, já quer ir logo apertando!
- HASUSHASUIHSUASHAI, , você anda muito emo.cionado....Hm, , você virou emo? Por quê você tem uma tendência, lembra? HASUISAHSAUISAHASU
- Não , eu não sou emo. E que tendência?
- Lembra quando nós ficamos um tempo separados? Na época que nós só nos falavamos pela internet? Então, nós brigamos, dai uma menina viu você na rua e disse na
Tv que você tinha virado emo, estava com o cabelo no olho, com lapís de olho e tudo mais. HASUISHSAUIHSAUSAHA
- Aquilo foi um equivoco, e não, não teve graça ! - ele ficou sério.
- Desculpe.... - fiquei sem graça.
- Brincadeira...mas então amor, o que você acha de pedirmos para colocar um sofá aqui? - ele deu um sorriso travesso.
- Pra quê sofá?
- Ah, você sabe...
- Não, eu não sei - acho que a batida deve ter me afetado, estou lerda demais.
- Para testarmos, ver se foi bem fabricado, se é macio....Se aguenta duas pessoas sobre ele, e caso o sofá for grande, pra ver se dá pra rolar por ele sem se machucar.
- ! Você gostou mesmo do negocio do sofá né? HASUISAHSAUASHAUSAHAS - acho que quero um sofá, e AGORA!
- HASUIASHASUIASH, ah, é para a segurança e o conforto do consumidor, você que está imaginando coisas demais - ai,ai,ai safado Jonas....
- Hm, se por estes motivos mesmo, acho que existem testadores de sofás - será que existe?
- Não, mas eu acho que juntos trabalhamos melhor, sabe?!
- Hum...
- É, a equipe tem que ter uma certa quimica, ter vontade de trabalhar, ter certos métodos, essas coisas...
- E que métodos seriam estes? - ah como eu gosto disto!
- Ficar juntos, mas não apenas lado-a-lado como você disse uma vez, sim, eu me lembro, HASUSHAASUAHSAU.
- Então esse juntos seria como? - nossa, ele ainda lembra disso! Acho que foi no dia seguinte do nosso primeiro beijo.
- Bem juntinhos mesmo, tentando eliminar qualquer distancia possivel, de preferencia, ficar grudados, feito imãs que se atraem, e pode crer, eu acho que esse imãs se atraem, e muito! - gente, o que uma noite no sofá fez com esse menino!
- E é só ficar juntinho? Mais nada?
- Não, claro que não. Dar uns - ele se aproximou de meus lábios - Beijinhos também - ele disse com os lábios levemente encostados nos meus.
- E que tipo de beijinhos? - dane-se os riscos, eu quero mais é ser feliz e aproveitar os momentos, e bem...quem não arrisca, não petisca, certo?!
- Como este - ele me deu um selinho - Mais estes - foram mais selinhos - Depois ele evolui para este - ele aprofundou o beijo, que saudades destes lábios, deste gosto, ahh saudades de tudo! - E finalizando, o final do beijo ganha um toque especial - ele mordeu levemente o meu lábio inferior, ahh , me mata mesmo - E por fim, um abraço - ele me abraçou.
- Uâu! Gostei dessa aulinha, poderiamos aprender mais... HASUISAAHSAUSAH - viu? Isto é só parte do efeito , é como: eu te beijo e você gama, gatinha.
- É, eu posso pensar no seu caso! HASUISHAUAIHSAU. Amor?
- Sim.
- Eu tenho que ir, amanhã tenho uns compromissos logo pela manhã, e bem, já é tarde da noite - ele disse olhando a escuridão da noite pela janela.
- Tudo bem amor, vai descansar - sorri.
- Eu venho te ver amanhã - ele veio em direção a mim para me dar um beijo, mas acho que ele vai errar a mira.
- Ei, que eu saiba, o destino do beijo não seria a boca?
- Não, é um beijo diferente!
- E qual seria?
- De esquimó - ele chegou perto e demos um beijo de esquimó, isso foi tão fofo!
- HASUSAHASUAS, que bontinho, se cuida amor.
- Você também, qualquer coisa me liga - eu fiquei o observando indo em direção a porta, ele já estava abrindo a mesma.
- ! - ele se virou.
- Obrigada por tudo - ele apendas abriu um largo sorriso.
Estou sorrindo feito uma boba alegre olhando para a porta, compenetrada em meus pensamentos.
Resolvi que não irei temer o inimigo, sozinha creio eu que não venceria, mas com ele...Ah com ele é diferente! Com ele as forças quadruplicam, a esperança aumenta, coragem é o que não me falta, com ele tudo é possível, nada se torna invencivel.
Porque com ele eu sei, eu quero, eu posso e eu consigo!
Uma semana se passou. Já estou em casa, mas meu novo meio de locomoção é uma cadeira de rodas, mas pretendo logo abandonar mesma, pois estou fazendo fisioterapia todos os dias na clínica particular do doutor John.
Estou animada com o meu tratamento, me incentiva muito, todas as vezes em que perco a fé, ele consegue traze-la de volta para mim. Ele está lidando bem com isso, porque não dá para mim ir com muita frequencia na casa dele, então sempre que pode, ele vem me visitar, mas as vezes me sinto meio que um empecilho em seu caminho, porque não podemos mais sair como antes, tudo bem que era dificil sair por causa dos paparazzis, todas essas coisas, mas agora é mais dificil ainda, porque eu estou de cadeira de rodas, não posso correr e nem nada, então sempre que ele tem uma folga na louca rotina que vive, ele vai para a minha casa. Não anda saindo mais, a não ser quando são eventos essas coisas da carreira dele, mas sair mesmo para se divertir sem compromisso algum, isso ele já não faz a muito tempo.
Ah, uma mensagem de texto, deve ser o . Espera, é um numero confidencial, de quem será?
"Uma vez inválida, sempre inválida. Desista, você jamais voltará a andar"
Ando recebendo esses tipos de mensagens com muita frequencia, muitas vezes foram essas mensagens que me deixaram mal, triste, me sentido uma inútil, um completo estorvo na vida de todos, inclusive de minha mãe, ela vive cancelando reuniões por minha causa. Viu? Só atrapalho mesmo!
Essa brincadeirinha de muito mal gosto não tem graça alguma. Preferi não contar para ninguém, não quero causar mais preocupações.
É melhor eu ir para a fisioterapia.
- Bom dia , como vai? - perguntou John.
- Bem, e o senhor?
- Ótimo. Então, vamos começar?
- Claro - sorri.
Então comecei uma longa jornada cheia de exercicios e afins, mas já consigo dar alguns passos, mas com a ajuda de muletas, mas já é uma grande evolução. O doutor Jonh é muito legal, entende as minhas limitações, divertido também.
- Doutor? - lá vai a curiosa....
- Sim?
- Posso fazer uma pergunta?
- Pode.
- Eu sei que é indelicado perguntas este tipo de coisa, mas qual é a sua idade? - ele sorriu.
- Daqui uns meses farei 22 anos.
- Nossa, mas o senhor é muito jovem para ser médico...
- Eu avancei alguns anos na escola, com 17 anos me formei e entrei para a Universidade, acabei de terminar a universidade, este é o meu primeiro emprego como médico.
- Hum...legal. Posso fazer mais perguntas, e sim, eu sei que sou curiosa.
- HASUISHSAU, claro, pergunte o que quiser.
- Por quê o senhor quis ser médico? - que comece o interrogatório!
- Eu gosto de ajudar as pessoas, e também pra fugir um pouco da tradição de minha famlia.
- E que tradição seria esta?
- Cuidar das empresas da familia, atuamos no ramo hoteleiro, os hotéis Schmidt, conhece?
- Uâu! Claro que sim, está na lista dos cinco melhores do mundo, e inclusive a sua rede de hoteis é enorme!
- Pois é, eu acho meio chato administrar tudo, então resolvi atuar em uma aréa como esta - nunca que eu iria imaginar que ele era herdeiro dessa rede de hotéis.
- Mas que bom que você faz algo que goste. E o senhor tem filhos? - pra quê você quer saber, hein, dona ?!
- HASUISHSAUSAI, não tenho nem namorada, vou ter filhos?!
- Ah, me desculpe....
- Sem problemas, mas então, que tal falarmos de você?
- Ah, o senhor já me conhece, não tem nada pra falar.
- E o seu namoro, como vai?
- Acho que bem.
- Acho?
- É, nós não temos muito tempo juntos, ele tem uma vida agitada, e eu nesse estado....
- Mas isso não é empecilho algum, quando se ama, sempre há um jeito de estar junto, caso contrario, não é amor.
- É, pode ser.
Ficamos conversando mais um pouco, o John me falou umas coisas que me incomodaram um pouco em relação a mim e ao , talvez ele esteja certo....Se o não tem tempo para mim, pode ser porque o amor já não exista mais....
"Minha paciencia tem limites, acabe logo com tudo. Não há mais chances, ninguém quer uma inválida, uma manquinha como você, ainda mais ele. Então páre de bancar a corajosa e desista, você perdeu, agora ele é todo meu"
Ah, legal, mais uma ameaça sem fundamento, isso só pode ser castigo!
Esta noite está um tédio. não irá vir me ver, pois tem um evento beneficiente, mamãe está na Itália, e eu, estou sentada na cama quase destruindo o controle remoto da tv de tanta raiva, é muito chato ficar parada, mas não tenho opção.
E como as pessoas dizem, mente vazia, oficina do diabo. Pois é, estou relembrando coisas ruins, a tarde do meu acidente, tudo começou com uma ligação....
FLASHBACK
- Senhorita , telefone - disse uma das serviçais me entregando o telefone.
- Obrigada, mas que é?
- Uma amiga da senhorita, com licença - ela se retirou.
- Ooooi, oi, oi! - falei entusiasmada.
- Pare com esta sua alegria irritante, e você sabe muito bem quem é - ah não, ela novamente não!
- Olha , você não se cansa de ficar me ligando, não? Não tem o que fazer? Caso você não tenha, eu tenho, então pare de me ligar eu vou deslig.... - ela me interrompeu.
- Não irei mais lhe incomodar, você não terá chance para tal coisa, então encontre-me na Starbucks de Beverly Hills, agora! - ela desligou.
Não gostei do tom autoritario do qual ela usou, mas irei encontra-la para acabar com tudo de uma vez, ela disse que esta seria a última vez.
Eu já estava ficando realmente perturbada com as ligações da me ameaçando. Nos últimos dias, além das ligações, eu tenho recebido flores, várias flores, com bilhetes escritos "Descanse em paz" , a portaria do condominio parecia um jardim.
Tudo bem que no bilhete não continha assinatura, mas quem mais poderia ser capaz de fazer uma brincadeira dessas? Óbvio que era a .
Me arrumei rapidamente, peguei um dos carros e fui para Beverly Hills.
Ao entrar na Starbucks, logo a avistei. Ela estava sentada em uma mesa no fundo da cafeteria, um lugar mais reservado. vestia uma camiseta do Beatles, calça skinny, all star, óculos de sol e estava com um rabo de cavalo. Acho que estava tentando ser discreta.
Me aproximei e me sentei frente a ela.
- Até que enfim! Eu já estava criando raizes aqui.
- Que pena que não morreu logo de uma vez, fale logo o que quer - falei agressiva.
- Eu quero você longe do .
- Não estou brincando, fale logo o que quer.
- Muito menos eu. Afaste-se dele, junto a ele você só o coloca em risco.....novamente.
- Novamente?
- , minha querida - disse ela irônica - Você acha mesmo que eu apareci do nada naquela festa? Você acha que o fato do ter se tornado um desvirtuado logo após o termino de vocês, foi pura consequencia? E o melhor ainda está por vir, você acha que ele conseguiu se embebedar sozinho a ponto de sofrer um grave acidente? - sorriu astuciosa.
- Vo.., você fez tudo isso? Mas com que propósito? - perguntei incredula, como alguém tinha tamanha frieza para fazer tudo isso, e ainda rir da situação?!
- Simples, se não posso te-lo ninguém mais pode - ela sorriu.
- Mas você nem ao menos o amava!
- Não o amava, como nunca amei. Mas a ganancia falou mais alto, eu precisava dele para alcançar os meus objetivos, ou você pensa que é fácil ficar famosa? Muitas vezes é necessário um trouxa para te por no topo.
- Mas você conseguiu o que queria! Por quê foi atormenta-lo novamente? Por quê ele não pode ser de mais ninguém, apenas seu? - eram muitas perguntas, eu necessitava de respostas.
- Puro capricho, ou talvez, acho que estava com saudades do meu brinquedinho - dizia ela orgulhosa de si.
- , você não se envergonha dos seus atos? De se referir a ele como um brinquedo, que você brinca quando quer, e quando cansa, o descarta. Ele não merecia tudo o que você fez com ele, você tem noção do quanto ele sofreu?
- Nossa, pobrezinho, estou morrendo de dó! - debochou ela.
- Não sei porque ainda perco meu tempo com você - fui me levantar, mas ela segurou meu braço com agressividade me forçando a sentar-me novamente.
- Eu ainda não terminei - disse ela com um olhar ameaçador.
- Mas eu já!
- Se levante para você ver o que acontecerá com o , experimente.
- Você não é capaz de aprontar mais uma...
- Duvida? Eu já disse para ele, irei dizer para você agora, eu já acabei com a vida dele duas vezes, uma terceira não me custa nada, e essa será definitiva! - era melhor eu ficar.
- Tudo bem... - dei-me por vencida.
- Assim que eu gosto - ela mantinha um sorriso discreto - Desapareça da vida dele, termine tudo, e não dê nenhuma explicação, ele não pode saber nada sobre esta nossa conversa, você entendeu? NADA! - deu enfase no nada.
- Mas... - ela me interrompeu mais uma vez.
- Sem mais. Caso você não faça o que estou mandando, ele sofrerá as consequencias. Ou seja, você ignora isto, e ele pagará. Você decide. Continuar com ele, e perde-lo em fração de poucos dias, e querida, esta perda não tem volta - senti um frio percorrer a minha espinha - Ou, sumir do meu caminho, deixando assim o seu amado e querido são e salvo. A escolha é sua, é pegar ou largar. Mas pense bem, você não está com vontade de visitar um cemitério com frequencia, está?
- Não, não...você venceu! Me afastarei do - falei com a voz fraca, quase susurrando, não tive escolha.
- Isso mesmo, boa menina - ela disse se levantando para ir embora - E algum deslize, você sabe o que acontecerá, já está avisada - foi embora, me deixando alí, boquiaberta com esta tensa conversa.
Fiquei um tempo lá, sentanda olhando para o nada. Ainda não havia caido a ficha a respeito da verdadeira face de . Peguei minha bolsa, paguei a conta, sim, ela deixou a conta para eu pagar, então dei partida no carro, e agora estou na estrada.
Estou me sentindo fraca, uma completa fracassada! Não pude nem argumentar contra a , não tinha como, ela é possessiva, doente, é uma completa psicopata!
Prefiro me afastar do , ambos sofreremos, não será fácil, mas pelo menos, vivo, isso eu sei que ele continuará.
FIM DO FLASHBACK
Acabei adormecendo....
(...)
- Bom dia... - ouvi alguém me acordar.
- Hm... - comecei a abrir os olhos lentamente.
- Minha querida inválida - logo em seguida uma risada, era ela, direto das profundezas do inferno, .
- Como você entrou aqui?
- Acho melhor você escolher melhor as suas empregadas....e ah, eu sou uma grande amiga sua, você acha que elas não deixariam entar uma grande amiga como eu?
- O que você quer? - sentei-me na cama.
- Vou direto ao ponto, vai viver a sua vida longe do ! - ordenou ela autoritária.
- Eu já tentei, mas ele não deixa, não dá mais pra fugir. Não importa o que eu faça, nós sempre teremos uma forte conexão, você não entende?
- Nossa, que dó! Imagina o lindo romancezinho sendo destruido, essa vilã deve ser uma bruxa! - riu descontrolada.
- , você não percebe que precisa se tratar? Vá procurar um psiquiatra!
- Eu não preciso, estou ótima, não vê? - ela deu uma voltinha.
- Essa obsessão pelo é doença!
- Você deveria estar morta , morta! - exclamou ela exautada.
- , do que você está falando? - ela estava me assustando.
- Os freios....você não podia ter freiado! Aaargh! Aqueles incompetentes! - ela colocou as mãos na cabeça em sinal de desespero, e andava pra lá, e pra cá.
- Então foi....foi você? - perguntei incrêdula, como ela pode chegar a este ponto?!
- Estava tudo certo, aquela tarde, os freios cortados....era para você morrer! Por quê? Por quê você sobreviveu? - dizia , seus olhos demonstravam insanidade.
- Era...era tudo um plano...
- Era, e no final você morria! Estava tudo certo, você lá na cafeteria comigo, enquanto isso os freios do seu carro eram cortados...era só você acelerar e tentar freiar, pronto, com os freios cortados o carro perderia o controle, e você morreria! Meus problemas teriam acabado, era um plano perfeito! - disse agressiva, com os olhos raivosos.
- Uma armadilha?!
- E você caiu nela...mas...mas... - seu desespero era aparente.
- Eu sobrevivi - continuei sua frase - Não existe plano perfeito . Desista você não conseguiu e nunca conseguirá! - me levantei da cama, peguei as muletas e comecei a andar com dificuldade para fora de meu quarto.
- Você não sabe o que fala, sua manca! Você acha mesmo que o vai se prender a alguém como você? Manca deste jeito... - eu andava pelo extenso corredor, na intenção de expulsa-la da minha casa.
- Cala a boca! - eu já estava ficando nervosa.
- Eu sou bem melhor, mais bonita e o melhor, EU NÃO SOU MANCA! - ela me seguia, eu já estava perto da escadaria.
- vai embora daqui!
- amor, cheguei - ouvi a voz de .
- Eu vou falar toda a verdade para ele agora! É o seu fim! - eu estava confiante, só de ouvir a voz de me enchi de coragem.
- Não, você não pode, e você NÃO VAI! - disse ela gritando.
- , quem está ai com você? - era , pude perceber que ele estava vindo em direção ao hall, que era onde ficava a grande escadaria.
- Estou indo, - falei alto.
- Não, você não vai, agora é a hora da sua morte ! Se o trabalho não foi bem feito, então eu mesma farei com as minhas próprias mãos! - eu estava a uns cinco passos da escada.
- Ãh?! - me virei para olha-la, ela dizia coisas sem sentido.
- VAI PRO INFERNO! - veio em minha direção com muita raiva.
Ela estava chegando cada vez mais perto, tomou impulso e pulou para cima de mim, em um movimento rapido, me desvencilhei de , caindo em direção a escada, mas agarrei firmemente o corrimão. Um barulho, algo se quebrando, um grito de dor.
Foi tudo muito rápido, olhei para baixo, estava parado, olhando atônico para o centro do hall, segui a direção de seu olhar e me deparei com sangue, muito sangue. É o oceano sangrendo do qual eu havia dito, tomou-se forma, estava com o rosto ensanguentado, cheia de arranhões causado pelos cacos de vidro, ela havia caido em cima da mesinha de centro do hall, fazendo assim com que o vidro quebrasse e os pequenos pedaços perfurassem o seu corpo, principalmente sua face.
- Não, não, não - susurrei baixo, chorando, me sentando em um dos degrais da escada, abracei minhas pernas, me balançando para frente e para trás, feito uma mãe que balança o seu filho na tentativa de acalma-lo, mas foi inútil.
- Ei, calma - senti alguém me abraçar, era . Sua voz estava trêmula - Shiii, não chora, tudo vai ficar bem - olhei para o seus olhos, olhos profundos e recorfortantes, mas que agora estavam cheios de medo, pavor.
- OH MEU DEUS! - ouvi uma das serviçais gritar - VOU CHAMAR UMA AMBULÂNCIA - continuou a mesma.
- Não, não fui eu, ela, ela.... - falei gaguejando, gesticulando minhas mãos trêmulas.
- Eu sei, foi um acidente não foi sua culpa - falava tentando tranquilizar-me, mas ele estava tão nervoso quanto eu.
- Era para mim estar lá, para mim! - exclamei chorosa, olhando para o corpo de , provalmente já sem vida.
- Mas você está aqui, sã e salva, graças a Deus! Eu acho não suportaria te perder novamente, sem nunca mais ter a chance de te-la novamante - disse com a voz chorosa, ele estava prestes a chorar, mas se fazia de forte.
- ...eu não sei o que fazer, posso te pedir uma coisa? - eu precisava dele perto de mim, mas...
- Claro, farei qualquer coisa que você pedir!
- Sem relutância?
- Sim, não importa o que for.
- Vai embora, por favor - essa tragedia podia afetar a carreira dele, seria um escândalo. Eu preciso dele junto a mim, mas não serei egoísta ao ponto de não pensar no que isso podia repercurtir em sua carreira, ele se esforçou muito para chegar onde esta, e não seria eu que acabaria com um sonho de uma vida inteira.
- Mas eu quero ficar com você, você precisa de mim! - disse ele com os olhos preocupados.
- Você disse que não iria relutar, faça o que eu pedi por favor, não torne isso mais difícil.
- Por quê, ? Por quê você sempre quer me ver longe nos momentos mais dificeis de sua vida, logo quando você mas precisa de alguém que te apoie, por quê? - ele estava decepcionado.
- Porque eu quero o seu bem, - afaguei seu rosto - Eu sei como são as coisas na sua carreira, não quero problemas pra você.
- Estar perto de ti não é problema algum - ouvi sirenes, provavelmente a ambulância estava chegando.
- Vá , por favor. Não quero que mais ninguém te veja aqui, saia pelos fundos da casa. E por favor, não me negue este pedido, caso contrário... - ele me interrompeu.
- Tudo bem eu vou, só não diga aquela frase - ele me abraçou forte e se levantou.
- Obrigada amor - sorri fraco.
- Eu vou, mas eu volto! - disse ele descendo as escadas correndo, indo a cozinha.
O segui com os olhos até ele desaparecer da minha visão.
Logo em seguida olhei para os lados, o que eu faria? Olhei para o teto em busca de uma solução, mas nada vinha, tentei clarear a minha mente, para ter calma e paciencia o suficiente para poder tomar alguma atitude, mas não consegui.
Ouvi a campainha tocar, despertando-me dos meus devaneios.
- Onde esta a vítima? - ouvi a voz grave de um homem.
- Alí atrás - olhei para baixo, e vi a serviçal abrir passagem, mostranho o corpo de ensanguentado no chão.
- Vamos, entrem. - com este comando touxeram a maca, e logo o hall estava cheio de paramédicos. Ouvi mais uma sirene, ah não só pode ser a polícia, e agora?
- Onde está o dono da casa? - perguntou um policial que acabara de chegar.
- Está viajando - respondeu a empregada.
- Tem algum outro responsável pela casa que se encontre no momento?
- Sim. A senhorita .
- Gostaria de falar com ela, e por favor, não toque em nada, a perecia está a caminho.
- Senhorita , é da polícia - me levantei e comecei a descer a escadaria.
- Vamos, rápido! A vítima não está respirando, ela está praticamente morta! - ouvi um dos paramédicos dizer, neste momento parei de descer as escadas, um frio percorreu a minha espinha, comecei a suar frio, estava morta.
- Senhorita ? - chamou o polícial.
- Estou indo - disse descendo os últimos degrais.
- A senhorita terá que nos acompanhar até a delegacia, para prestar depoimento - pronto! Cadeia, aí vou eu!
- Tudo bem. Eu irei mudar de meio de locomoção, as muletas são só para andar em casa, pegarei a cadeira de rodas e já irei.
- Estarei esperando dentro da viatura - ele seguiu para a mesma.
Me virei em direção a escada, olhei para os lados e pude reparar o tamanho do estrago. Cacos de vidro, sangue, ou seja, uma terrível cena.
Subi com dificuldade a escada, me apoiando nas muletas, já que não posso encostar no corrimão. Disseram que é uma das provas do crime. Cheguei ao andar de cima, olhei para baixo e vi a equipe de pericia criminal chegar, já vi que até morta a irá estragar a minha vida.
Me arrumei, estava básica. Desci, o motorista colocou a cadeira de rodas no carro e fomos para a delegacia, com a viatura na nossa frente mostrando o caminho.
Agora estou aqui, sentada em uma cadeira, ouvindo o barulho irritante que o teclado do computador faz, barulho este que provocado pelo escrivão, olhando para o rosto de um delegado gordo, com bigode e a camisa suja de gordura. Fora, que ele está com um resfriado, então toda a hora limpa o nariz com a mão e passa na roupa, nojeeeeento =s
- Então senhorita , como aconteceu este acidente que resultou na morte da vítima ? - ela morreu! Não sei se fico feliz ou triste, ela foi só a propria vítima da sua loucura.
- Eu estava dormindo, ela entrou no meu quarto, começou a gritar comigo, eu tapei os ouvidos. Ela ficou nervosa, abriu a porta, bateu a mesma com força. Alguns segundos depois ouço um barulho e um grito. Pego as minhas muletas, e vou andando com dificuldade até o corredor, até que vejo o corpo dela no chão do hall - eu estava mentindo. É errado eu sei, mas é por uma boa causa.
- Hum - ele colocou a mão na barba, pensativo - E como a conheceu? - e agora? O que eu invento?
- Ela estava saindo de uma loja, tinha fãs atrás dela, eu estava passando rapidamente, pois estava atrasada para a aula, não a vi passando e trombei com ela, deixando o café que eu segurava manchar a blusa dela. Ela ficou furiosa, mas não brigou comigo, acho que era por causa dos paparazzis - acho que ele acreditou.
- E isto é motivo para ela invadir a sua casa? - o delegado fazia cara de desconfiado.
- Não, claro que não. Nós tinhamos alguns amigos em comum, nos encontravamos em festas, ela vivia me provocando, mas eu não ligava, não gosto de brigar.
- E por quê ela ficaria brava com a senhorita?
- Uma vez, em uma festa, ela estava interessada por um rapaz, mas ele preferiu á mim. Desde então ela começou a me atormentar dizendo que eu o roubei dela - uâu ! Vire atriz que você tem futuro.
- E você deu atenção a este rapaz?
- Como? Não entendi, eu falei com ele...
- Quero dizer, na linguagem dos jovens, acho que é "ficar" - nossa, que cara patético - Você saiu, ficou com este rapaz?
- HAUIASGSSYA - ri para quebrar o clima tenso - Não, ele era legal, mas não era o meu tipo. E eu tinha acabado de terminar um relacionamento com o meu ex namorado brasileiro - fiz cara de triste de dar pena, minha imaginação é muito fértil.
- Que pena - acho que ele acreditou no meu drama - Bem, é só isso, sem mais perguntas. A senhorita deve estar abalada, vá para casa descansar - ele sorriu, eca! Tem um negócio preto no dente dele!
- Obrigada delegado, qualquer coisa, conte comigo - ele se levantou e abriu a porta da sala, então fui embora.
Finalmente cheguei em casa, acho que ele acreditou na minha mentira, assim espero.
Estou no meu quarto deitada, já é noite, interrogatório é cansativo, ainda mais quando você tem que inventar uma história em segundos.
A casa está quieta, estou com medo de ficar aqui sozinha. Eu sei que já está tarde, mas não conseguirei dormir, caso eu continue aqui. Já sei, pedirei para o mortorista me levar a um lugar....
(...)
Pronto, cheguei! O motorista já foi, o lugar está calmo, com as luzes apagadas, acho que todos já estão dormindo. Trago comigo apenas uma bolsa com algumas roupas, apenas o necessário.
Respirei fundo, me apoie em uma das muletas e toquei a campainha, espero que alguém atenda.
Hm, acho que já passou um minuto e ninguém apareceu, é melhor eu ir embora. Espera! A luz do hall foi acesa, estão abrindo a porta! É ele!
- Oi, posso dormir aqui? - perguntei sem jeito, afinal, ele estava com o cabelo bagunçado, uma calça de moleton que estava meio abaixada, relevando assim a cueca Calvin Klein preta, e uma camiseta sem mangas, exibindo os braços fortes bem torneados.
Nossa! A quanto tempo eu não tenho uma visão dessas!
- Entra amor - disse ele abrindo a passagem e pegando a minha bolsa - Tudo bem? - perguntou ele me abraçando.
- Aham. Você já estava dormindo?
- Não, estava na sala vendo tv. Vamos para lá - disse ele me guiando até sala de tv.
- Hum...então.... - eu disse sem graça não sei porquê.
- Senta aqui, - ele apontou para o sofá, para eu me sentar ao lado dele. Então assim fiz.
- , desculpe vir á essa hora da noite, mas é que eu não queria ficar em casa sozinha....a minha mãe ainda nem sabe do que aconteceu.
- Sem problemas amor - ele chegou mais perte. Pude então perceber o sofá dele também era beeeem grande!Que tal um rala, e rola?HOHOHHOHO, ok, esse negócio de sofá vicia.
- Sabe ....Eu gostei do seu sofá! - sorri de lado.
- É, eu também gosto do meu sofá. Ele é confortável, macio, espaçoso, bonito, cheiroso, bom para... - eu o interrompi.
- Eu já entendi ¬¬
- Tem mais, ! Ele é o sofá da minha vida! - ele piscou os olhinhos feito um....um não...uma...uma menina (?)
- HASIUSHSAIUSAHSAIUA !
- Ele é "mó" partidão menina! Totalmente gamante! HASIUASHASASIU - estava com saudades desses nossos momentos retardados.
- Ei! Quem inventou o "gamante" fui eu! Zé bolinha trapaceiro!
- Quem manda a Dona Preguiça dormi no ponto? O Zé Bolinha vai lá e créu! - ele se embolou todo pra falar "créu"
- !Quem te ensinou a falar essas coisas?
- Ah , eu aprendi na escola, a professora ensinava bem e... - eu o interropi.
- Não é isso lerdinho, HUASHSUIASHSAU. Quem te ensinou a falar "créu"
- Na internet, youtube, ué - ele deu um tapinha na sua propria testa - Eu queria aprender algo em português para falar para você...
- "Créu" não foi uma das melhores escolhas amor...mas tudo bem! O que importa é a intenção! - apertei as bochechas dele.
- Mas os man...como que se fala mesmo?
- Man?
- "Manus", os Zés falaram que se falar isso para uma "mina, como eles falam, a mina vai vai pirar na minha. Você pirou, ?
- HASUISAGSAASYUGSAYSAUG ok! Agora você se superou . "Manus, Mina, pirar na sua".
- É, e eles disseram que serenata já era, era coisa de "coroa". O negócio era "os manos pô, as minas pá" - ele se embolava todo para falar essas coisas.
- HASUISAHUASHSAUSH. Como eram os nomes desses "manos" ?
- Zé....É difícil de falar! Acho que era Zé frentista, e Zé manobista....eu acho que eram esses os nomes - ele colocou uma mão sobre o queixo.
- Frentista e manobrista? HASUISAHAUSA, como eles eram? - eu conheço dois Zés...hm.
- O Zé dentista era.. - eu adoro interromper o , oi
- Frentista ,; frentista...
- É, esse mesmo! Eu acho que ele era banguelo, era baixinho, usava umas roupas verdes, e era gordinho também....parecia um limão.
- HASUGAYSSGSAYSAGSAY, prossiga.
- E o frentista era magrelo, de estatura mediana, usava roupas verdes também, e ....Eu acho que ele não tinha braços - fez cara de assustado.
- , por acaso eles agiam e falavam desse jeito? - fiquei de joelhos no sofá e comecei a fazer pose de "mano do morro" - Eai manos, noix somu uns reis du morro do limão. Mano Zé bracinho e mano Zé Dentinho, o yotubiu tá dominado. É tudo nosso. Agora nois vamu dá uma aula di comu pegá mina - falei tentando pararecer uma "mina mano"
- O_O
- "Qualé jão"?!
- 'Tô com medo de você.
- GBASSHASUHASSAU, acho que me empolguei demais.
- Eu também acho. Como você sabe que eram eles? Você andou me vigiando? =O
- Procure as câmeras, MAUAUAHAHAHA. Mentira, claro que não. Eu tenho super poderes, mas não conta pra ninguém.
- Nossa! Que legal! Divide comigo? - como o meu namorado pode ser tão ingênuo as vezes....
- , era brincadeira né ¬¬
- Sem graça.
- Mas eles eram desse jeito que eu imitei?
- Hm, não...eles eram mais bonitos e gamantes! HASUHASUISHSAUASH brincadeira amor. Eles eram assim mesmo!
- HAHÁ! - levantei os braços - Eu sabia!
- Mas como você sabia?
- Eles já apareceram na televisão um dia. Eles tinham dominado o Brasil....
- Ah que emo.cionante! Pede pra eles virem pra cá também! - o se empolga demais com essas coisas.
- Não ! Você já tem a mim....Quer mais o quê? - sou pura modestia!
- Nossa! Senti firmeza agora.
- Aé? Me mostra o que é firmeza então - rocei meus lábios nos dele.
- Não brinque com fogo, . Você pode se queimar, meu amor - ele falou mordendo o meu lábio inferior.
- E quem disse que eu tenho medo? - o desafiei.
- Você que pediu, não diga que eu não avisei! - ele sorriu maliciosamente. É agora que a diversão começa!
pegou-me pela cintura e colocou-me em seu colo. Começou a dar breves beijos em meu pescoço, eu me contorcia de dar risada. Sim, eu sinto cócegas nessa região. Ao ouvir o meu riso, olhou-me satisfeito e sorriu. Após obter o resultado desejado, foi subindo os beijos em direção á minha boca.
Eu apalpava com força os braços fortes de . Oh, que braços! As mãos dele estavam em minha cintura, de vez em quando elas deciam um pouco, mas ele logo tratava de coloca-las em seu devido lugar. Sabe como é, sem avançar o sinal.
A empolgação era tanta, que acabei inclinando o meu corpo para cima de , fazendo assim com que ele deitasse no sofá. O beijo foi se intensificando , minhas mãos percorriam o peitoral vasto de , enquanto ele me levava á loucura susurrando palavras em meu ouvindo, palavras estas que eu nem prestava a atenção. O meu foco agora era outro, se é que você me entende....
Aos poucos comecei a passar as mãos pelo abdômen de , sentindo a sua pele quente e macia, cada centímetro dos musculos bem trabalhados dele. Como alguém podia ser assim tão....tão....tão bom?!
As mãos de estavam inquietas, passavam pelo meu cabelo, minhas costas. Senti que as vezes suas mãos deciam, ultrapassando o limite da cintura, perto de minhas pernas. Isso me arrepiava, mas logo ele parava. me respeitava, e muito!
Dei-lhe um beijo no pescoço, forte e demorado, o famoso "chupão" , acho que vai ficar roxo, ouvi murmurar algo como "uau". É, acho que ele gostou.
O clima estava esquentando, nos beijavamos com voracidade, murmuravamos palavras insanas. Eu já estava quase tirando a camiseta de , quando...
- Hm, quem está ai? - era .
- Ah, oi - disse ofegante se recompondo.
- Quem está ai com você?
- Ér...Oi ! - sorri sem graça.
- O que vocês estavam fazendo? - nos observava intrigado. Também, julgando pelo fato dos nossos cabelos estarem bagunçados, lábios avermelhos e a roupa amarrotada.
- Então nós estávamos... - passava a mão pelos cabelos.
- Nós estavamos jogando! - inventei na hora.
- Jogando o que? - sempre curioso!
- Batalha Naval - respondeu .
- É! O navio do estava tentando invadir o meu oceano - HASUISAHASUSIAH essa frase ficou estranha.
- ! O_O - acho que ele também percebeu, HSDUISDHSDUIHDSI.
- Que foi, ? - olhou assustado para que estava com uma cara estranha.
- É amor, o que foi? Não fique assim só porque eu não deixei você furar o meu bloqueio - apaga o seu fogo , apaga esse fogo....
- , você não sabe jogar mesmo. , um dia eu jogo com você e mostro o que é jogo de verdade - disse inocentemente.
- NÃO! - gritou.
- O que foi, ? Não posso jogar com a minha cunhada?
- Pode, mas não esse jogo! - eu observava a ceninha de ciúmes do . Coitado do , ele nem sabia o que REALMENTE era o jogo.
- , você é estranho O_O - disse fingindo medo.
- É, o seu irmão é muito estranho, ! HASUAISHASUAS - comecei a rir descontroladamente.
- Não, vocês dois são estranhos O_O² - ia se afastando de nós.
- É por isso que nós estamos juntos - me abraçou.
- 'Tá né....Bem, eu vou ir tomar um copo d'água e voltar para a minha cama.
- Tchau ! - acenei.
- Já vai tarde, document.write(Joe) expulsando o irmão.
- !
- Que foi? 'Tô mentindo? - tecnicamente não, mas tadinho do .
- Tchau , vou sentir saudades! Quem dera você fosse com a gente, e não o chato do - já estava de saindo do cômodo.
- Ir pra onde? - perguntei curiosa.
- Você não falou pra ela, ?
- Não, . Eu ainda não falei - respondeu tenso.
- Eita! Já vi que falei demais! Tchau gente, tudo de bom! - saiu correndo.
- O sempre fala demais! - jogou uma almofada na porta.
- O que eu ainda não sei, ? - perguntei séria.
- Éer, que eu te amo demais? - ele foi me dar ume beijo, mas eu desviei.
- , fala logo o que é!
- O que é, o que é? Tem mão, mas não tem pé?
- , eu não estou de brincadeira! Pode falar...
- , você sabe que o é louco, ultimamente ele anda pior ainda...
- !
- Eu já tentei falar pra ele, mas ele diz que está tudo bem. Sabe como é, né? Dizem que é melhor não contrariar um louco, porque....
- ... - falei por dentre os dentes, eu já estava impaciente.
- Uma vez eu vi na internet, que se contrariarmos alguém louco, ele pode arrancar a sua cabeça, te esmagar - fazia gestos tentando demosntrar - Dai ia sair muito sangue e....
- ! - dei um beliscão no braço dele.
- Ai amor! - ele massageava o local dolorido - Eu sei que você não gosta dessas coisas, mas é a realidade, nós temos que aceitar.
- Não muda de assunto! Eu já estou ficando aflita, fala por favor!
- Fala. Pronto falei! HSAUISAGASYASGASY.
- Não teve graça, eu vou embora já que você não quer falar.
- Não! Algum tarado pode querer te pegar e invadir o seu oceano.
- HAUSISGAASYSAGSAYSAGSA - não resisti, eu TIVE que rir.
- Mas não se preocupe!. O Super maravilhoso, forte, lindo, cheiroso...
- E é claro, modesto...
- É! Modesto também....Então o super "perfeitão" está aqui! - ele se levantou e fez pose de super-heroi.
- "Perfeitão"? Essa palavra existe?
- Claaaro que existe, acabei de inventar. Eu sou o máximo.
- Sim, você é....
- Eu já sabia - ele estava todo pomposo.
- O máximo do mínimo! HSAUIHASIUSAHSASUIH.
- ¬¬
- Não resisti amor - ei! Ele está querendo me tirar do foco. Foco , Foco!
- Hm.
- Mas agora é sério. O seu plano mirabolante não deu certo cabeção!
- Que plano? - adooora se fazer de desentedido.
- Fala logo. O que é que eu ainda não sei?
- , você não vai ficar brava? - pegou na minha mão.
- Não, pode falar...
- , eu...eu... - ele não conseguia terminar a frase, estava nervoso.
- Poxa, ! E tudo o que nós passamos? Todos os momentos... - ele me interrompeu.
- , do que você está falando? - eu fazia cara de choro, e ele de preocupação.
- EU DIVIDI OS MEUS MUFFINS COM VOCÊ! OS MEUS MUFFINS! - eu fazia drama, adoooro drama.
- , você está bem? - ele estava muito preocupado.
- Safado, cachorro, sem vergonha! Você vai pagar a pensão dos nossos 17 filhos.
- , o que você tem? Do que você está falando? - ele parecia mais desesperado do que eu.
- EU IA DIVIDIR O COPO DE AGUA DA MINHA DENTADURA COM VOCÊ! - eu coloquei a mão tapando o meu rosto, soluçando, fingindo choro.
- , me desculpe, não era a minha intenção...é só uma turnê - a voz dele estava rouca, acho que era por causa da preocupação.
- HGSAGSYUSAGUASSGASAYSAG 'tô brincando amor - só então me dei conta - Você vai sair em turnê? - perdi o chão.
- Vou...
- Por quanto tempo? - eu estava cabisbaixa.
- Mais de quatro meses - ele desenhava um circulo invisível no estofado do sofá.
- Ah...
- Ei - ele colocou a mão em meu rosto, fazendo com que eu o olhasse - Eu volto! Eu sempre volto - ele sorriu.
- Você sabe em que mês estamos?
- Sei, final de outubro... - é o tempo passa.
- Logo será dezembro - e dia vinte de dezembro iremos completar 1 ano de namoro.
- Pois é. E com ele vem o natal, o ano novo... - ele se esqueceu.
- E quando começa a turnê?
- Essa semana.
- Que dia?
- Isso não importa. Esquece isso, vamos aproveitar o tempo que temos juntos...
- Tudo bem - me encolhi.
- Está com frio?
- Um pouco.
- Já sei! Ligarei a lareira, uma coberta e chocolate quente! - ele sorriu.
- Perfeito! Mas você é um perigo na cozinha, ! HSAUISAHA - tentei descotrair o clima triste.
- Você me ajuda então - ele estendeu a mão, a segurei e me levantei.
- Vou pegar as minhas muletas - ele segurou me impediu.
- Não precisa, eu te levo! - em um impulso, me pegou no colo.
- ! Não precisa, me coloca no chão! HSAUISHAIUHSA.
- De jeito nenhum, Dona Preguiça! Você não diz que eu estou gordo? Pois bem! O Zé bolinha irá fazer exercícios! - me sentia muito bem nos braços fortes de .
- Hm, se é assim, tudo bem - iamos em direção á cozinha.
- Estou fazendo levantamento....
- Aham, levantamento de peso leve.
- Não, peso pesado! HASISUHASUAIHSAU.
- ! HSAUISHSIUAH - chegamos na cozinha, ele me colocou de pé, e envolveu minha cintura.
- Seremos o casal mais completo de todos! - coloquei minhas mãos em seu pescoço.
- Aé? - nosso rostos estavam próximos.
- Sim. Zé bolinha e Dona Preguiça...
- e - completei. então capturou meus lábios, iniciando assim mais um doce beijo.
Fizemos o chocolate quente, pegamos alguns cookies. Colocamos na bancada, nos sentamos e comemos. Teve até aviãozinhão de cookies!
Já satisfeitos. Fomos para a sala. ligou a lareira, pegou um cobertor e então nos sentamos no chão em frente a lareira. estava me abraçando, e eu estava com a cabeça em seu peito. O cobertor nos cobria, nos protegendo do frio.
Conversávamos, riamos, trocavamos carícias, faziamos brincadeiras. Pequenos detalhes, detalhes de nós dois.
Acordei no dia seguinte. Ele já não estava mais aqui.
Estava sonolenta, passei a mão em meu rosto na tentativa de uma melhor visão. Só então dei-me conta. Eu não estava mais na sala, muito menos no chão. Eu estava em uma cama enorme e confortável. Envolvida por um edredon branco. Eu estava com preguiça, a costumeira preguiça de todas as manhã. Afundei meu rosto no travesseiro, constatei então que aquele era o quarto de . Como eu sabia disto? Simples. O perfume do travesseiro, o cheiro bom e embriagante de , era inconfundível. Não era necessário olhar ao meu redor para saber disto.
Sorri animada. Sentei-me na cama e me espriguicei. Levantei a cabeça e fiquei olhando para o teto, eu sempre fico meio lerda ao acordar.
Olhei ao meu redor á procura de . Tudo o que vi foram as paredes azuis, a bela decoração. Tudo com a cara do . Era impossível negar que aquele quarto pertencia a ele. Levantei com um pouco de dificuldade e peguei as muletas ao lado da mesinha de cabeceira.
Então vi um porta retrado, no mesmo havia uma foto minha. Peguei o porta retrato e comecei a observa-lo. Era a foto que havia tirado quando fomos até o terraço do hotel ver o nascer do sol, na manhã seguinte da minha chegada á LA.
Eu me lembro quando ele tirou essa foto. Ele tinha feito alguma gracinha, e eu ria descontroladamente, mais um dos meus ataques de riso. O sol brilhante e soberano atrás de mim, e um largo sorriso em meu rosto. Pronto, está é a história dessa foto. Eu nem sabia que ele tinha essa foto aqui....Já faz tanto tempo.
Peguei as roupas dentro de minha bolsa que estava em uma poltrona, e fui fazer a minha higiene matinal.
Após o término da mesma, voltei para o quarto na esperança de encontrar . Estranho, ele ainda não apareceu.
Desci as escadas em direção á cozinha. A casa estava quieta, coisa que era raro de se presenciar. A casa sempre estava animada, com várias pessoas. Frankie correndo por aí, brincando.
Passei pela sala de refeições e uma das "ajudantes do lar" estava me esperando, olhei para a mesa, estava vazia, mas farta, cheia de comida. A família Jonas sempre se reunia nas refeições.
- Bom dia, senhorita - ela sorriu.
- Bom dia - respondi entusiasmada.
- O café da manhã já está servido - ela me indicou um lugar á mesa, então me sentei.
- Obrigada. Mas onde estão todos? - só havia um lugar arrumado na imensa mesa. Lugar este ocupado por mim.
- Eles já foram.
- Para onde?
- Para a turnê, senhorita.
- Ah - disse desanimada.
- O senhor deixou isso para a senhorita - ela foi buscar algo. E logo voltou com um belo buque de rosas vermelhas e um balão com algo desenhado no mesmo.
- Uau! Obrigada - disse pegando os presentes.
- Não há de que. Estarei na cozinha, caso precide de algo é só chamar - ela sorriu e saiu do comodo.
Olhei para o balão e nele estava desenhado uma carinha, acho que era uma tentativa de um rosto. Do outro lado do balão estava escrito "ASDOLFO" . Soltei uma risadinha. Ah com o é bobo! Na ponta do balão continha um bilhete, escrito " Procure a carta no buquê de flores. Eu sei que é um lugar meio óbvio, mas não tinha onde por -q". Então fiz o que dizia o bilhete.
As rosas estavam perfumadas, o sabia como agradar alguém. Achei a carta e comecei a ler.
" Aleluia acordou em Dona Preguiça! Dormiu bem? Espero que sim.
Gostou da surpresa? O Asdolfo estava com saudades de ti!
Gostou das flores? E da cor delas? Eu ia comprar flores amarelas, mas o disse que as vermelhas são mais românticas. Depois ele começou um discurso de como ser romântico e tals, dai u falei: 'Cala a boca Kevin!'
Então mamãe me repreendeu, ah que culpa eu tenho? Ele anda falando demais, feito o ! Sorte que tem uma salavação, no caso eu! =D
Ok, vamos falar sério agora.
Amor, me desculpe por não me despedir, por não avisa quando eu partiria. Mas é que eu não tive coragem. Eu não quis dizer Adeus para você novamente. Eu não iria conseguir, você sabe como é dolorida a dor de uma despedida.
Para não te acordar a hora que fossemos embora, eu a peguei no colo e a levei para o meu quarto. Você nem ao menos abriu os olhos, dormia feito uma pedra, HSAUIASHASUSHSA.
Então eu disse para as empregadas tudo o que você gostava de comer. Quem sabe assim você não vira uma bolinha também?! HSAUHAAUSIGSAI. Então como direitinho enquanto estou fora.
A turnê começa na Europa. Então enquanto você lê essa carta, eu provavelmente estarei em Londres. Depois vamos para o Oriente Médio, entre outros. Essa turnê mundial é para comemorar a nossa volta aos palcos, uma forma de agradecer aos fãs do mundo inteiro todo o apoio que eles nos deram durante aquela época difícil.
Mamãe, papai, Frankie, e mandaram um beijo e um abraço bem apertado, e disseram que sentirão saudades. E ah, o Frankie disse que o abraço dele é o mais apertado de todos!
Eu sempre arranjarei um jeito de me comunicar com você, não importa onde eu estiver. É provável que eu só te veja ano que vem....
Mas não vamos falar sobre isso. Já está na hora de ir. Eu sentirei saudades de você, do seu beijo, do seu abraço, do seu cheiro, do seu toque, das suas brincadeiras. Ah, eu sentirei saudades de tudo! De tudo o que envolve você.
Espero que você tenha entendido essa decisão que tomei, de não me despedir de você. Isso não é um Adeus, eu volto, eu sempre volto pra você!
Finja que eu saí para mais um show, só estou demorando para voltar! Ok, eu sei que é dificil,mas é o jeito.
E quando sentir muita saudade, e não puder aguentar, olhe para o céu. Não importa a hora, nem o lugar que você estiver.
Simplismente olhe para o céu, pense em mim que eu estarei pensando em você.
Eu parti, mas o meu coração, aqui com você, eu deixei.
Com amor, do seu . "
Após ler a carta, lágrimas quentes escorriam pelo meu rosto, eram lágrimas de saudade. Como o pode ser assim? Talvez a despedida tivesse sido menos dolorosa.
Talvez pelo fato de em uma despedida pessoalmente, eu iria poder abraça-lo, beija-lo, apenas senti-lo pela última vez....a vida é uma caixinha de surpresas, nunca se sabe o que pode acontecer.
Eu pelo menos iria ve-lo, manter a sua imagem em minha mente por alguns segundos a mais....
Pois quando ele "desaparece", é como se uma parte de mim fosse embora junto, é como se aquela estrela, a que mais brilha perdesse a vida, o brilho. (n/a:é podre mais é verdade :~)
Mas o vendo partir, também seria difícil. Nunca é feliz uma despedida. As vezes a pessoa pode ir para nunca mais voltar. Mas só de pensar em olhar para ele e dizer Tchau, e a voz falhar, demostrando uma tristeza impertinente. É acho que foi melhor assim.
E ele lembrou do Adolfo! Nosso bebe *-*.
Depois de me alimentar direitinho, feito o disse. Abracei o Asdolfo e quase estourei o coitado, sua bruta! HJSIUHSAUASIHSAI.
Hm, acho que vou para a fisioterapia.
Liguei para mamãe, avisei que estava na casa da família Jonas, mas não comentei sobre o ocorrido em casa, para não preocupa-la. Ela só voltaria daqui duas semanas, iria ter um mega evento no hotel Burj Al Arab o mais luxuoso de Dubai, então ela não poderia voltar para casa. (n/a:esse hotel exite e é lindo *-*)
Tentei ligar para , mas seu celular estava desligado. Então resolvi que era melhor ir mesmo para a fisioterapia.
- Bom dia doutor!
- Bom dia , como vai? - John estava sempre sorridente.
- Hm, eu vou bem, e o senhor?
- Ótimo. Vamos começar?
- Claro.
Então comecei mais uma série de exercícios, eles exigiam muito de mim, principalmente de minhas pernas. Mas se você quer algo, esforça-te para conseguir.
- - desde que eu e John viramos amigos, ele tem me chamado desta maneira - Vamos ver o quanto você progrediu. Venha até mim - ele estava do lado oposto de onde eu me encontrava.
- Como assim? - eu estava cansada.
- Caminhe até mim, com as pernas. E sem ajuda alguma.
- Mas John... - acho que não conseguirei, eu já tinha forçado demais minhas pernas, eu não tinha mais forças.
- Sem mais, . Vamos, você consegue.
- Tudo bem - dei-me por vencida - Eu tentarei.
- Eu sei que você consegue - comecei a dar os primeiros passos.
- Mas eu vou com calma...sem pressa.
- Não, caminhe rápido! - ele já está querendo demais.
Comecei a caminhar mais rápido e com passos largos. Eu mal podia acreditar, eu estava conseguindo a andar como normalmente.
Eu já estava chegando ao encontro de John, a sala era grande.
Mais uns três passos e eu chegaria ao encontro dele. Mas eu já estava exausta, minhas pernas doiam. Foi então que no último passo, fraquejei. A minha sorte foi que Jonh estava alí para me aparar, ser o meu alicerce. Ele me segurou.
- Parábens, ! Você conseguiu! - ele me abraçava.
- Obrigada Jonh, muito obrigada! - eu estava emocionada. Era tão boa a sensação de andar com as minhas próprias pernas.
- Estou orgulhoso de você - ele me soltou.
- Ufa! Acho que já posso começar a me livrar dessas muletas, certo?!
- Sim, mas vá com calma. Você teve um grande progresso, mas não foi o bastante.
- Tudo bem. John, acho que já vou. Já tive muitas emoções por hoje.
- Aconteceu mais alguma coisa?
- Aham...
- , você era a única paciente do dia, gostaria de sair para comer algo comigo? - John perguntou confiante.
- Ah...não sei.
- Nós aproveitamos e comemoramos a sua melhora - ele abriu um largo sorriso.
- Tudo bem, vamos!
Fui ao vestiario, tomei um banho rápido, troquei de roupa e então fomos para o Twin Palms, um restaurante badalado em LA. (n/a:este reustaurante realmente existe -q)
Contei para John tudo o que havia acontecido, eu já o considerava um amigo, eu não tinha muitas amizades aqui.
Nos divertimos muito. John era muito agradavel, galanteador e muito bonito tenho que admitir. Alto, e com um belo físico. Cabelos negros e um par de olhos azuis bem claros, que dava um contraste perfeito ao seu rosto, somado aos dentes bem brancos e alinhados perfeitamente.
- HSUAIHSAUHSAU, pára John! Quando eu começo a rir não paro mais!
- HSAUISAAHSI então não pare nunca, você fica muito bem sorrindo.
- Hm, não diga que eu não avisei - meu celular começou a tocar.
- , seu celular está tocando.
- Já vou atender - nem olhei no visor para ver quem era - Alô - disse com uma voz divertida, Jonh estava fazendo gracinhas para mim rir.
- Oi amor!Tudo bem? - era .
- ! Estou ótima e você?
- Bem. Estou com saudades.
- Pára! HASIUSHSAUSAH - eu disse para John - Desculpe amor. Eu também estou com saudades.
- Onde você está?
- Em um restaurante.
- Com quem?
- Com uns amigos - preferi não falar que estava com John, sabe como é cabeça de homem...
- Hm, algo para me falar? - ele parecia apreensivo.
- Não - menti.
- Tudo bem. Amor tenho que desligar, vamos ver o palco do show de hoje.
- Aham.
- Então....'tá, tchau.
- Ei, espera.
- Fala - disse entusiasmado.
- Eu te amo.
- Eu também....eu também - disse ele algre e desligou.
- Jonh quando eu digo pra parar, é pra parar mesmo! Eu quase não prestei a atenção no que o dizia!
- HASUISAHASU não resisti. Desculpe .
- Tudo bem. Onde estávamos mesmo?
- Na parte das risadas?!
- É, essa mesma, HASUISAHSAUSAHU.
John me deixou em casa horas após o nosso almoço. Passamos a tarde toda juntos. Ele era jovem, 21 anos apenas. Era desencanado, muito engraçado e compreensivo. Acho que era o amigo que eu precisava.
As horas em que passei com John, me fizeram esquecer grande parte da saudades que eu sentia de . Mas não adianta, é insubstituível.
Estou dormindo na sala, já que não posso ficar no andar de cima, por causa da pericia, isso já está me aborrecendo. Hm, a sala, o sofá. HIASUSAHASUSAIHSAU isso me lembra algo.
Amanhã eu ligo para ele.
Ai que sono. Estou morta de cansaço, passei o dia todo estudando. Não tive contato algum com o mundo externo hoje.
Já são 11 p.m , vou ligar para o .
- Hm - ele atendeu.
- Oi !
- Oi amor, tudo bem?
- Tudo e você?
- Com sono, mas bem.
- Te acordei?
- Aham - ele riu.
- Desculpe amor, é que eu não faço idéia de fuso horario, essas coisas.
- Sem problemas, foi até bom você me ligar. Tentei te ligar o dia todo mas só dava caixa postal.
- Tive que desligar o celular, passei o dia todo estudando. Mas como foi o show de hoje/ontem, sei lá.
- Foi incrível, o publico estava animado, teve uma hora que.....
Ficamos muito tempo conversando, o assunto fluia naturalmente, quando olhei no relogio já se passava da meia noite.
- HUSDIHDSUIHDS, sério que você fez isso? Você é doido .
- É sério! Foi muito legal, você tinha que ver.
- Amor, eu vou desligar, estou com muito sono.
- Tudo bem amor, eu te ligo mais tarde.
- Qual o próximo pais que vocês vão?
- Suiça!
- Obaa! Dizem que os chocolates suiços são ótimos!
- Aham, eu vou comer um monte!
- Vê se não exagera, não quero que o meu Zé Bolinha, vire Zé bolota! HSAUIHSIUSHAI.
- HASIUSAHSAU, sim senhora!
- Amor, se cuida. Toma cuidado com as maluquices que você faz no palco, com as fãs doidas e tudo mais!
- Você também. Bons sonhos, durma bem.
- Beijos - desliguei.
Três semanas se passaram.
- HIAUSHSAUISHSAU pára John! Você tem sério problemas.
- HASUISAHSAUI ser normal é chato! O diferente é o legal.
- Ei! Você me copiou!
- HAUIAHASU eu sei.
- Hm - dei um tapa leve em seu braço.
- , vamos ao cinema?
- Aaah vamos! - eu estava animada.
- Então vamos - ele se levantou do gramado, nós estávamos em um parque.
- Que tipo de filme vamos ver? - perguntei enquanto íamos em direção ao carro de John.
- Terror? Comédia? Não sei.
- Terror! Eu me mato de rir vendo filme de terror!
- HSAUIAHASU você é estranha.
- Neeem sou! Mas é que eles são muito bizarros, nem dá pra acreditar que as pessoas estão morrendo.
- Vê se não ri muito alto, caso contrario vão nos expulsar do cinema - meu celular começou a tocar - , seu celular está tocando.
- É, eu sei - falei entrando dentro do carro.
- Não vai atender?
- Não, depois eu retorno - eu sabia quem era, era o toque dele, do .
Fomos ao cinema, eu ri demais vendo o filme, era muito falso! John não se aguentava e ria junto. Nos sentamos na última fileira, ou seja no fundo. Tinha gente que ficava reclamando, mandando ficar quieto, jogaram até pipoca no pessoal que estava sentando mais a frente. Foi muito hilário.
Depois fomos fazer compras, e pra finalizar fomos á uma danceteria. Nossa! Fazia tanto tempo que eu não me divertia e dançava como dancei hoje! John me fazia bem, muito bem!
Cheguei tarde em casa, então fui direto para a cama dormir.
Acordei no dia seguinte com o celular tocando.
- Quem é? - perguntei mal humorada.
- Oi pra você também - era , ele parecia estar zangado.
- Ah, oi ! Tudo bem?
- Tudo ótimo, e você?
- Ótima também.
- Eu te liguei ontem umas cinco vezes, por que não atendeu?
- Eu não ouvi - menti - Depois eu vi que você tinha ligado, eu iria retornar as suas ligações hoje.
- Ah 'tá. E o que você fez essas duas semanas?
- Nada demais, sai com os amigos, estudei. O de sempre, e você?
- Shows, entrevistas, encontro com as fãs, essas coisas.
- Hum...
- Poxa , faz duas semanas que eu não falo com você, não ouço a sua voz...Eu estava com saudades - a voz dele estava triste.
- Eu também.
- Você se lembra do que escrevi na carta? Que quando sentisse saudades era só olhar para o céu que eu estaria pensando em você. Pois bem, é isso que eu mais tenho feito desde que parti para longe de ti. E você? Tem pensado em mim com a mesma intensidade? - engoli seco, essa pergunta me pegou desprevinida.
- Claro que sim, claro que sim! - respondi tentando ser o mais convicente possível, a verdade é que eu pensava nele sim, mas com um grande intervalo de tempo, ou dias.
- Por favor não minta para mim, você não foi muito convincente. , o que aconteceu? O que aconteceu entre nós? - a voz dele estava baixa, rouca.
- Nada , não aconteceu nada.
- Você está diferente, como se não se importasse mais. Até sua voz está diferente. Aconteceu algo que eu não saiba?
- Não , está tudo bem.
- Eu tentando conversar, e você curta nas palavras.
- , não ha nada para conversar...
- Você está fria, distante, não ri mais quando fala comigo, sua voz parece morta. Você não quer falar comigo? Se consou de mim, é isso? - quase isso.
- Não, não é isso, é que...Ah esquece.
- Não pode falar!Nosso relacionamento sempre foi baseado na verdade, diga o que sente, sem medo de me magoar.
- , é que a distancia....Não sei, algo está diferente.
- Mas você sempre compreendeu, você sabe que a minha vida é assim, isso nunca nos atrapalhou.
- Eu....Eu já não sei mais se deviamos continuar com isso...
- Continuar com o que? Seja mais específica.
- , você entendeu, por favor, não me faça falar isto!
- Não, eu não entendi, me explique, por favor.
- Eu quero um tempo - falei sem mais rodeios.
A linha ficou muda.
- , , você está ai? Responde.
A linha continuou muda, e eu sem resposta.
- , por favor, responda!
- É isso mesmo que você quer? - sua voz saiu trêmula.
- É, . Por agora é isso que eu preciso. Preciso de um tempo para mim.
- Tudo bem, eu não vou mais insistir. Respeitarei a sua decisão.
- Obrigada por entender. Obriga mesmo.
- Então, acho que é só isso. Se cuida, qualquer coisa me ligue.
- Você também se cuide, beijos - desliguei.
Eu me sentia meio aliviada por ter feito isso, bem é o que eu acho....Ou quero acreditar. Eu precisava de um tempo para pensar, se valia mesmo a pena continuar.
Não sei, mas depois que virei amiga do John, eu mudei um pouco. Eu me sinto mais livre, acho que pelo fato de poder sair pra qualquer lugar sem as pessoas virem te pedir um autógrafo, ou com mil paparazzis atrás de você. Essa sensação de poder fazer o que quiser, sem ter o seu rosto estampado na capa de revista no dia seguinte. Sem ter que esconder nada de ninguém, e estar sempre acompanhada de alguém que te faça bem, sem ter que dividir esta pessoa com outras milhares de pessoas.
Eu tenho feito coisas que á tempos não fazia. Coisas estas que era impossivel fazer com o , como por exemplo ir ao cinema, ou algo do gênero.
Eu passei a maior parte de minha vida pensando nos outros, fazendo o que era necessário para a felicidade dos outros, abrindo mão de mim, dos meus objetivos, da minha liberdade pelos outros.
Chega! Sempre os outros, sempre eles em primeiro lugar. Está na hora de mudar, agora serei eu, apenas eu. Está na hora de pensar em mim, eu sei que é um pensamento meio egoista. Mas é disto que eu preciso agora. Eu preciso viver!
Mesmo que está decisão custe muito caro, mais tarde. Espero não me arrepender. Quem muito tem, nada tem.
Voltei a dormir após a conversa com . Mais tarde sai com John, era como se eu estivesse vivendo tudo o que eu perdi, eu me sentia entorpecida pelo fato da adrenalina que John me prorporcionava.
E assim se passou o mês, já estávamos em dezembro. Neve, crianças brincando, canções natalinas. Parecia que as pessoas estavam mais unidas, talvez era a tão famosa "magia do natal".
John e eu estávamos comprando alguns casacos por causa do inverno.
- John, segura essas sacolas - disse entregando as sacolas de compras - Eu vou fazer algo que estou com vontade!
- O quê?
- Dançar na neve!
- , você é doida! Nós estamos na rua! - John dizia rindo.
- E dai?
- Você não tem jeito mesmo!
Comecei a fazer uma dancinha besta, e cantar uma música qualquer, a rua estava quase deserta. John só ficava rindo. Fui até um post, e comecei a me girar no mesmo de olhos fechados. Eu já estava ficando tonta, então fui diminuindo o ritmo. Quando estava quase parando, sinto como se tivesse batido em uma parede, mas não era uma parede, era algo macio, cheiroso.
Abri os olhos era John, olhei para cima, ele era alguns centimetros mais alto do que eu. Então me deparei com uma imensidão azul, era como se fosse um mar, um mar de águas cristalinas. Eram os olhos de John.
Fiquei olhando hipnotizada para aquele imensidão azul. Saí do traze, quando vi que John sorriu de lado. Olhei para ele confusa. E em uma fração segundo sinto os lábios gélidos de John nos meus. Fiquei atônica, sem reação alguma. Até que ouço um barulho, eram as sacolas de compra no chão. John me segura pela cintura e aprofunda o beijo. Por um momento não correspondi, talvez fosse em consideração ao que vivi com , mas depois correspondi, por que não tentar?!
3 semanas se passaram.
Já fazem três semanas que estou "conhecendo" o John. 'Tá, acho que estamos "ficando". Nesse meio de tempo, mamãe ficou sabendo que eu e demos um tempo, não tive mais notícias dele, a não ser as que saiam na imprensa, e por fim saiu o resultado da pericia feita em casa, por causa da morte de . Resultado, suicidio. Os peritos constataram que ela se matou. E assim a bomba estorou na imprensa. Só agora que souberam o que houve com ela, esconderam muito bem a tragédia.
Foi quase que um enterro nacional, mas ninguém viu o corpo, pois disseram que estava em um estado deplorável. Os fãs de passaram a semana toda fazendo homenagens, como a maioria disse "O mundo chorou a morte de um anjo, ". Anjo? Onde? Aquilo estava mais pra capeta! E eu não chorei, sou insensível, HASUSAHSAU, mentira, mas eu não chorei. Então o caso foi dado como encerrado, isso a uma semana atrás. Fiquei aliviada, ao saber que não teria mais que me preocupar com isso.
Hoje já era dia 20 de dezembro, era noite, e estava uma nevasca lá fora.
John e eu estávamos assistindo um filme na sala de tv, era uma comédia romantica. John ria muito, mas eu não. Fiquei calada o dia inteiro. Hoje caso eu e ainda estivessemos juntos, nós completariamos 1 ano de namoro, mas como não existia mais o "nós", muito menos eu e ele, não havia nada para comemorar, apenas lamentar.
Ouço a porta se abrir, no momento nem ligo, deve ser mamãe, ou alguma das empregadas.
Até que um estrondo é feito, era algo caindo no chão, olho para a porta da sala, e vejo um buquê de flores, um urso enorme no chão e várias bexigas flutuando. Levanto meus olhos, e me deparo com um arrasado, de olhos sem vida me olhando atônico, parado na porta da sala.
- ! - falei me levantando do sofá, saindo de perto de John.
- , eu vou embora, depois nós conversamos - disse John indo embora, quando passou pela porta, o olhou com um misto de ódio e amargura no olhar.
- Vamos conversar, por favor. Eu posso explicar.
- Não, não há explicações para isso. Não temos nada para conversar, eu já entendi tudo - disse indo embora.
Fui atrás dele, nós precisávamos resolver isso. O vento estava cortante, a nevasca estava forte.
- ! Espere, não vá - ele se virou e olhou para mim.
- Não, você não precisa dizer mais nada. Eu já vi o "tempo que você precisava" - deu de ombros e começou a ir embora novamante.
- Pare ! - falei alto e exaltada - Pare de fugir dos seus problemas, enfrente-os! - nesse momento ele parou e se virou para mim de cabeça baixa.
- É isso que você quer? Então tudo bem, vamos conversar.
- Não era essa a minha... - ele me interrompeu.
- Não, me deixe começar. (n/a:ouçam no youtube: 3 Doors Down - Here Without You)
A hundred days have made me older, since the last time (Centenas de dias me fizeram mais velho desde a última vez)
that I saw your pretty face (que vi seu lindo rosto)
A thousand lies have made me colder and I don't think (Milhares de mentiras me fizeram mais frio e eu não acho)
I can look at this the same (que possa olhar para isto do mesmo jeito.)
But all the miles that separate (Mas todas as milhas que nos separavam)
They disappear now when I'm dreaming of your face (Elas desaparecem agora enquanto estou sonhando com seu rosto)
- Tento tempo longe de você, meses sem te ver. Apenas olhando suas fotos, e guardando a imagem de seu rosto sereno dormindo. Enquanto eu pensava em você, você estava mentindo para mim, me enganando!
- Não, eu não te enganei.
- Escondendo coisas de mim, enquanto isso eu sofria sentindo a sua falta!
I'm here without you baby but you're still on my (Estou aqui sem você querida mas você continua em minha)
lonely mind (mente solitária)
I think about you baby and I dream about you all the time (Eu penso em você querida e sonho com você o tempo todo)
I'm here without you baby but you're still with me in (Estou aqui sem você mas você continua comigo nos)
my dreams (nos meus sonhos)
And tonight, it's only you and me (E esta noite somos só você e eu)
- Noites em claro, esperando uma ligação sua, nem que fosse para dizer "eu estou bem". Me preocupando com você, te ligando sempre, e sem obter resposta alguma. Tentando te materializar em sonhos....Ah, como eu fui tolo - sorriu frustrado.
- Eu...Eu... - eu não sabia o que dizer, estava certo....
The miles just keep rolling as the people leave their (A distância continua aumentando enquanto as pessoas seguem)
way to say hello (Seu caminho dizendo olá)
I've heard this life is overrated but I hope that this (Dizem que esta vida está sobrecarregada mas espero que isso melhore)
gets better as we go (enquanto continuamos)
- Vi lindos lugares, qualquer um gostaria de estar em meu lugar. Mas nada, nada era perfeito, completo....Porque você não estava lá.
Sei que a distancia era grande, mas eu pensei que fôssemos mais fortes do que isso. Você disse que precisava de um tempo, e eu consenti. Agora chego e te encontro nos braços de outro, um outro que não sou eu. E ainda nesse dia, o dia do nosso aniversário de namoro!
- Eu pensei que você havia esquecido....
- Esquecido? Esquecido o dia que se completaria 1 ano de alegrias, o melhor ano da minha vida, o ano que passei com....Com o meu amor - a última frase saiu falha.
- .... - eu estava me sentindo o pior ser da face da terra, como pude fazer isso com ele? Magoar logo a pessoa mais importante para mim.
I'm here without you baby but you're still on my (Estou aqui sem você querida mas você continua em minha)
lonely mind (mente solitária)
I think about you baby and I dream about you all the time (Eu penso em você querida e sonho com você o tempo todo)
I'm here without you baby but you're still with me in (Estou aqui sem você mas você continua comigo nos)
my dreams (nos meus sonhos)
And tonight, it's only you and me (E esta noite somos só você e eu)
- Nós estamos aqui, eu estou aqui com você, mas é como se não estivesse. Como se apenas o seu corpo estivesse aqui, e o sentimento, paara onde se perdeu?
- Ele não se perdeu....
- Eu deixei o meu coração com você, e você o que fez com ele? Jogou fora? Ou destruiu como está fazendo agora? - a voz de estava chorosa - Não teve um dia, um dia em que eu não olhei para o céu lembrando de ti. Todas as canções de amor que cantei, foram para você....Tudo era por você!
- Me desculpe... - murmurei, minhas lágrimas dificultavam a fala.
Everything I know, and anywhere I go (Todas as coisas que eu saiba, e qualquer lugar aonde eu vá)
it gets hard but it won't take away my love (Fica mais difícil, mas isso não vai acabar com meu amor)
And when the last one falls, when it's all said and done (E quando o último cair, e quando tudo estiver dito e feito)
it gets hard but it won't take away my love (Fica mais difícil, mas isso não vai acabar com meu amor)
- Me responda algumas perguntas, para eu poder ter pelo menos a certeza de que não foi tudo em vão, se o que vivemos foi um engando. Ele te faz sentir, o que eu te fazia sentir? - se aproximava de mim - Ele te faz feliz, do mesmo jeito que eu fiz? Ele te beija da mesma maneira que eu te beijava? Ele te fazia se arrepiar?
- Não compare as coisas, são coisas completamente diferentes....
- Você o ama, da mesma maneira que me amou? Quer dizer....Você algum dia me amou?
- Amei! E continuo amando, cada dia mais e mais. Não tem como tirar isso de mim, é maior do que eu!
I'm here without you baby but you're still on my (Estou aqui sem você querida mas você continua em minha)
lonely mind (mente solitária)
I think about you baby and I dream about you all the time (Eu penso em você querida e sonho com você o tempo todo)
I'm here without you baby but you're still with me in (Estou aqui sem você mas você continua comigo nos)
my dreams (nos meus sonhos)
And tonight, it's only you and me (E esta noite somos só você e eu)
- Então esqueça tudo e fique comigo! - segurou o meu rosto sorrindo.
- Não posso.... - me afastei dele.
- Claro que você pode, a escolha é sua!
- Isso não envolve apenas nós dois, alguém pode sair machucado dessa história. Não importa o que eu faça, alguém vai acabar sofrendo!
- , pare de pensar um pouco nos outros. Me diz, o que você quer?
- Eu...eu...
- Eu sei o que eu quero. Eu quero você! Pense apenas no agora, deixe os arrependimentos para depois. Essa noite é nossa, somente eu e você! - então veio em minha direção e capturou meu lábios, segurando-me firme pela cintura, me girando. Enquanto os flocos de neve caiam sobre nós, na tentativa de nos congelar, mas não, era impossível! Nós éramos como chamas ardentes, nem mesmo a neve era capaz de apagar o ardor de nosso amor.
Nos separamos ofegantes, me olhava estranhamente.
- O que foi, ?
- Hm....Chegou a sua hora! - ele fazia cara de maníaco do cachorro quente.
- Hora de que? - perguntei ingênua.
- De perder! - começou a sorrir maléficamente.
- , você está bem? - perguntei checando a sua temperatuda - Parece que você está normal, está quentinho.
- É porque com você tudo esquenta - comecei a rir!
- Nossa , que cantada de pedreiro! - eu ria descontroladamente!
- Mas então, você agora irá sofrer dona ! - foi para longe, ficou de costas para mim e abaixou.
- , você está estranho.
- Se prepare - ele pegou algo do chão.
- , do que você está falando?
- IÁAA! - ele gritou e jogou uma bola de neve em mim.
- ! Você me paga! - saí correndo atrás dele com outra bola de neve em minhas mãos.
Então iniciou-se uma guerra de bolas de neve, ou como o gosta de chamar, a "3º guerra mundial", mas é claro, estrelando Zé bolinha e Dona Preguiça!
Corremos pela vizinhança inteira, nos escondendo atrás das árvores. Nos divertimos tanto, que já estávamos exaustos e caimos no chão gélido. Aproveitamos que estávamos deitados na neve, e fizemos anjos na neve e até um boneco de neve, meio desengonçado, mas bonitinho. Era o Asdolfo junior.
A nevasca estava aumentando ainda mais, então resolvemos que era hora de entrar para dentro de casa.
Nós ainda jogamos video game, dentre outros. Quando estamos juntos, tudo fica bem, não há problemas, tribulações.
Até que caimos no sono.
Acodei no dia seguinte em minha cama, olhei para o lado, no travesseiro um rosa. Peguei a rosa, e sorri. A observava como se fosse algo de outro mundo.
- Vejo que gostou da rosa - olhei ao redor do quarto, a procura dele, então o encontro sentado na poltrona me olhando enigmático.
- Bom dia! - respondi bocejando.
- Bom dia - ele sorriu.
- Por quê me olha desta maneira? - perguntei.
- E então, como ficamos agora?
- Ah, sei lá....Onde nós vamos ficar? - eu fico meio lerda ao acordar.
- Não sei, é você que tem que me dizer.
- Você prefere campo, praia?...Hm alguma sugestão?
- Éer, ....Você não entendeu.
- Mas não é onde nós vamos ficar? Aah já sei! Que horas, ou dia? Hm, eu não sei, que dia você prefere?
- , você não entendeu - se sentou na beira da cama - Como fica a nossa realação? - ele afagou meu rosto.
- Bem, nós estamos juntos, não estamos? - sorri.
- Você quer dizer que ainda somos namorados, certo? - perguntou eufórico.
- Sim, eu e você e maaais ninguém!
- Ei! Coitados, . Que coia feia, mãe desnaturada!
- Quem?
- O Asdolfo e o Aldolfinho Junior!
- Ahh ! - joguei um travesseiro nele - Bobo!
- Aé? Eu sou bobo, é? - ele começou a fazer cócegas em mim.
- É, é muito bobo - eu ria sem parar.
- Você vai ver quem é o bobo - veio para cima de mim, segurou os meus pulsos, me prendendo na cama!
- Me solta, !
- Não senhorita, agora você é minha prisioneira.
- Aé? Prisioneira de que, senhor policial?
- Do amor!
- QUE CAPENGA! - comecei a rir descontroladamente.
- Ah, eu tentei! Você acabou de cometer outro delito.
- Qual?
- Desacato à autoridade.
- Hm, e qual é a pena, desta vez?
- Mil anos de beijinhos - começou a beijar o meu pescoço.
- Ual, que castigo hein! - nós riamos feito bobos.
E assim se passou a manhã, fomos tomar café da manhã na varanda, tudo muito lindo e emo.cionante.
- , eu tenho que ir amor.
- Pra onde?
- Para casa?
- Mas você não estava em turnê?
- Sim, e ainda estou, mas tiramos dois dias de folga, para eu poder vir te ver e hoje de noite eu volto para a Europa.
- Mas e o Natal?
- Não sei amor...eu só volto para cá no show no ano novo.
- Hm... Tudo bem, mande lembranças para a sua família, diga que estou com saudades.
- Diga o mesmo a sua mãe. Te ligo mais tarde.
- Estarei esperando, se cuida - disse selando seus lábios.
- Você também - então foi embora.
Liguei para mamãe contando tudo o que aconteceu, ela ficou muito feliz ao saber que e eu estávamos juntos novamente. Mamãe também disse que voltaria para casa esta semana, fiquei animada com a notícia. De repente, meu celular começa a tocar.
- Oiiiii! - atendi animada.
- Oi, , é o John.
- Oi John - falei sem graça.
- Tem como você me encontrar no parque? Aquele que fomos outro dia...
- Hm, quando?
- Agora, pode ser?
- Claro, estou indo, tchau - desliguei, eu não sabia que rumo esta conversa iria tomar, mas estava apreensiva.
Cheguei ao parque e fui ao encontro de John.
- Oi, - John tentou me beijar, mas desviei.
- Olá, John.... Então, o que deseja? - fui direto ao assunto.
- É uma coisa importante.
- Pode dizer, vá direto ao ponto!
- - ele tirou algo do bolso - Quer ser minha eternamente?
A conversa com John foi atordoante, ele me surpreendeu com tal pedido, mas fiz a coisa certa. Estava na hora de resolver minha vida, e ver o que é melhor para mim, talvez eu precise de uma estabilibidade, é, talvez ele possa me proporcinar isto.
Agora chegaria a parte mais difícil, contar para .
Fui até a casa da família Jonas, mas fui informada que que eles já partiram novamante para a Europa, destino: Paris.
Liguei para mamãe e pedi uma passagem urgentemente para Paris. precisava saber do pedido de casamento de John....Para mais tarde não haver arrependimentos. Mamãe providenciou a passagem, fui para o aeroporto, levava comigo apenas uma mala.
Horas e horas de vôo, finalmente cheguei ao meu ansiado destino, então liguei para o celular de .
- Alô - ele atendeu.
- Oi , sou eu, a !
- Oi ! Que saudades, mas não é o , é o .
- ! Quanto tempo não falo com você, como está?
- Ótimo, e você?
- Bem....Mas por quê você atendeu o celular do ?
- Ele esqueceu comigo, você sabe como é o .
- Esquecido que só ele, mas então...onde vocês estão?
- Em Paris!
- Uau! Que legal! E em que hotel?
(...)
passou o endereço do hotel, pedi sigilo quanto a minha ligação, queria fazer uma surpresa.
Me hospedei no mesmo hotel que eles, logo fui para a minha suite descansar.
Passei um dia enfurnada neste quarto de hotel, já era véspera de Natal, mamãe e eu passaríamos o natal aqui. veio me visitar, mas sozinho, não contou para ninguém minha vinda para cá, muito menos para , que como ele mesmo disse era um "linguarudo".
Era hoje que falaria com .
Anoiteceu, daqui algumas horas já era Natal. Me arrumei, fazia frio em Paris, mas isso não importava. Fui para a sacada de meu quarto e observei a linda paisagem. Paris a "cidade luz", a decoração natalina estava impecável, a grande avenida Champs-Élysées bem iluminada, e logo ao fim o Arco do Triunfo.
Fui até o quarto de , ele abriu. estava magnífico!
- - ele me olhou surpreso.
- Oi - sorri.
- Entra - ele abriu passagem.
- Hm...então - falei olhando para as paredes.
- Que saudades - me abraçou - O que faz aqui? - perguntou ainda abraçado a mim.
- Vim te ver, precisava falar com você.
- Você não sabe como estou feliz.
- Que bom - espero que a minha notícia não acabe com a sua alegria....
- Vamos descer, todos já estão no restaurante do hotel.
- Claro.
Descemos e encontramos toda a família Jonas reunida, e mamãe também estava lá. Este foi um Natal diferente, um Natal longe de casa, mas junto da família, não importava onde, estando junto a , e todos os que amo, já era um Natal completo.
Após a ceia, falei para que precisávamos conversar. Fariamos a troca de presentes mais tarde.
Saímos para caminhar, quem iria reconhecer em uma noite de Natal?!
Então chegamos a Torre Eiffel, disse que este era um cenário perfeito para nós dois. Eu tenho as inhas dúvidas, este cenário não era o que eu imaginava para dar uma notícia que provavelmente o deixaria mal.
- , eu preciso te contar uma coisa.
- Pode dizer, amor - estávamos nos jardins da Torre Eiffel, com a mesma ao fundo.
- , o John me pediu em casamento - pude ver a tristeza nos olhos de , ao ouvir esta notícia.
- E...E você aceitou? - como eu iria falar para ele?!
- Eu... - me interrompe.
- , se imagine com outro cara daqui 20, 30, 40 anos, você acha que será feliz? - seu tom de voz era de desespero.
- , eu... - ele me interrompe novamente.
- Você vai conseguir viver sem olhar para trás, e se lembrar de tudo o que vivemos?
- me deixa falar!
- Eu já sei a sua resposta, eu sei....Você aceitou - sua expressão era de decepção.
- Sabe....Eu pensava que você me conhecia bem mais do que isso, - me aproximei, e afaguei sua face - Eu irei me casar - desviou o olhar - Mas com a pessoa que eu amo, só estou esperando ele fazer o pedido - sorri.
- Então quer dizer que você não aceitou?
- Demorou pra cair a ficha hein, bobinho! Você acha que eu iria trocar você, por um made in China de você mesmo, sendo que eu posso ter o original? - comecei a rir.
- Eu sei que nenhuma cópia seria páreo, para o orginal - ele sorriu convencido enlaçando a minha cintura.
- Eu não viria até aqui para dizer que casaria com outro homem, a não ser que este homem fosse você - corei ao dizer isto.
- Eu deveria saber disto, mas o medo de te perder cegou-me completamente.
- Na verdade eu é que estava cega! Cega pela ilusão de que alguém além de ti, poderia me fazer feliz. Iludida pela falsa promessa de "liberdade" que a vida me concedera, me enganando com mentiras, me agarrando ao consolo de que John era "parecido" com você, que quando eu estivesse com ele, seria como se estivesse com você. Que tola eu fui - ri debochada - Mas não dá! Ninguém substitui o meu Zé bolinha, o meu ....O meu amor - sorri radiante.
- , dessa vez sou eu que não sei o que dizer.
- Não diga nada, apenas prometa-me de que sempre será meu, e que serei eu e você eternamente, mesmo que nada seja eterno e que o "para sempre" não exista.
- Caso o "para sempre" não exista, nós inventaremos....Eu prometo - susurrou por dentre meus lábios, então me beijou ternamente selando a nossa promessa, o "eu e você, eternamente".
Ficamos um tempo namorando, até que teve a brilhante idéia de voltar aos velhos tempos, tirar fotos e mais fotos. tirou uma camera do bolso do casaco e começou a nossa sessão fotográfica, como antigamente. Quem pasava por alí, sorria satisfeito, vendo mais um casal apaixonado se divertindo, não ligando para os outros ao redor.
Voltamos para o hotel, daqui a algumas horas já amanheceria. foi me levar até a porta de meu quarto.
- Chegamos - falei encostada na porta de meu quarto, estava com a mão apoiada na parede.
- É....
- Vou entrar, vou dormir um pouco - falei abrindo a porta com um cartão.
- Dona preguiça não muda mesmo - ele riu.
- Não preciso mudar, estou ótima, se melhorar estraga! Bom dia, ou boa noite pra você!
- Durma bem, não sei o que vou fazer, estou sem sono - sempre elétrico.
- Irei entrar, tchau - beijei seu rosto e fechei a porta.
Tirei o meu casaco e coloquei sobre a poltrona, me jogo na cama exausta. Fico olhando para o teto por alguns minutos, até que alguém bate na porta. Nem me dou ao trabalho de olhar pelo olho mágico para ver quem era, eu já sabia quem era.
Abri a porta e minha suspeita foi confirmada, era com uma mão na nuca, encostado na parede e com um olhar brincalhão.
- Oi , o que deseja?
- Como estou sem sono, e cheio de energia, achei que podiamos fazer algo juntos - ele disse se aproximando.
- E o que seria?
- Que tal jogarmos uma partida de Batalha Naval, como da última vez? - um sorrio malicioso brotou de seus lábios.
- Hm.... - fingi pensar por alguns segundos.
- E então, vai me deixar entrar?
- Entra - o segurei pela gola da camisa, e o puxei para dentro do quarto, este jogo sempre era muito interessante, e digamos que proveitoso.
enlaçou minha cintura, e me encostou na parade, prendendo-me completamente. Beijava-me com muita intensidade, eu o afastei.
- Eeei, nós não iamos jogar?
- Como? - ele perguntou descrente.
- É, batalha naval, você não queria jogar?
- ! - protestou ofegante.
- O que foi? - era engraçado ve-lo deste jeito.
- Mas você sabe que não é assim que jogamos - ele me abraçou de lado.
- Então é como? - sorri com malícia.
- Eu te ensino - susurrou em meu ouvido.
- E quem disse que eu quero brincar disto? Cansei dessa brincadeira! - falei me jogando na cama.
- Hm, sem mais brincadeiras então, vamos partir para a prática - se jogou na imensa cama ao meu lado, e se pôs sobre mim, apenas sustentando seu peso com os braços. Ele me olhava nos olhos, aqueles olhos sim! Estes eu poderia dizer que eram o verdadeiro caminho para a perdição.
Nós beijávamos com desejo, liberando toda a vontade que tínhamos um do outro, enclausuradas em nossos corpos. Corpos estes que estavam praticamente colados, apenas no roçar de peles. Cada toque, cada gesto, aumentava cada vez mais, e mais a vontade de te-lo. Aqueles lábios, ah! Estes lábios de , lábios vermelhos, carnudos. Lábios que percorriam meu pescoço, meu colo, meu rosto. Eu tateava suas costas incansavelmente, como se estivesse a procura de algo, de um "chupão" em meu especoço que não aguentei, cravei minhas unhas em suas costas , o arranhando, arrancando-lhe um gemido, não de dor, mas sim de prazer. Eu me agarrava nos lençois, os segurando com força, eu estava me segurando para não avançar o sinal, mas o prazer que me proporcionava era tanto, que em um ato impensado, comecei a levantar sua camisa. Até que bateram na porta. Ignoramos e continuamos. Novamente, mais toques na porta, fingimos que não tinhamos escutado. E de novo, toques cada vez mais fortes, será que esta pessoa não vê que estou ocupada?!
- Quem é? - perguntei irritada.
- É o , !
- , , , sempre o - bufou de raiva.
- Já vai, - falei me levantando - Se arrume, - fui até a porta alinhando minhas vestes e o cabelo. limpava as marcas de batom que estavam em seu rosto.
- Oi , e oi - também viera junto - Entrem...
- Hey, o que vocês estavam fazendo? - perguntou ao ver sentado na beira da cama.
- E por quê estão desta maneira? - apontou para nós. Ofegantes, desajeitados, bocas vermelhas e cama bagunçada. Era este o quadro da nossa situação.
- Bem, nós estávamos jogando....
- Jogando o que? - perguntou.
- Éer...futebol! - respondeu convicto.
- Futebol? - lancei um olhar meio "hã?" para .
- É, futebol. Cara, a honra mesmo as raizes dela, ela bate um bolão - falou a última frase com duplo sentido, pude perceber pelo seu olhar.
- Você é um perna de pau mesmo, - debochou do irmão e se sentou em uma poltrona.
- É verdade, o seu irmão não joga nada! - falei provocando.
- E como que estava o jogo? - perguntou , o curioso.
- A é jogo duro!
- Você diz isso só porque não deixei você penetrar na minha defesa, e fazer o gol - epa! Essa frase ficou meio suspeita.....
- ! - arregalou os olhos.
- Você não serve pra nada mesmo, - ria descontroladamente, acho que ele percebeu....Ele não é tão ingênuo feito o .
- Nem pra jogar batalha Naval, e agora essa. Que decepção, - zombou
- Eu é quem digo! Nós ainda temos que treinar muuuuito! - me lançava olhares reprovadores.
- , aposto que de mim você não ganha no futebol - abriu um sorriso, tipo "eu sou o bom" - Nós podiamos marcar uma partida e... - interrompe.
- NÃO! - disse alto e autoritário - Você não vai jogar NADA com ela, só eu posso! - como é possessivo.....
- Coitado do menino, - adorava colocar lenha na fogueira.
- É , coitado de mim, é a segunda vez que você não deixa eu jogar com a , isso magoa os sentimentos, lá no fundinho do coração, pode traumatizar eu todo mais.... - se fazia de vítima.
- É que.... É que... É que você é pior do que eu, . E como a é boa em tudo - ele deu ênfase no 'tudo' - Eu não quero que ela te massacre nos jogos, entende? Eu quero proteger a sua dignidade - falou convincente, até eu acreditei.
- É , é por isso - concordei.
- Que lindo ! Ninguém nunca fez isso por mim, você é meu herói! - abraçou .
- Pode soltar, - estava ficando sem ar aparentemente.
- Desculpe. Me deixei levar pela emo.ção do momento - limpava uma falsa lágrima.
- Já vi que o único filho direito nesta família seu eu e Frankie, o resto é tudo desvirtuado, que desgosto! - não parava de rir.
- Aé? Você vai ver um desgoto já, já! - tacou um dos inúmeros travesseiros em .
- Sinta a super fúria do supeeer ! - foi entrou na guerrinha de travesseiros também.
- Ei! Eu quero participar também! - peguei um travesseiro, e fui correndo em direção a eles.
- Que começe o massacre de !
E assim sucedeu-se o resto do dia, brincadeiras, sorrisos e diversão. Foi bom reviver a velha união.
Alguns dia depois.
E hoje, vespera do Ano Novo, o segundo Ano Novo junto a ele. Os garotos estão animados, ansiosos, provavelmente eles que brindarão a entrada de um novo ano, já que se apresentarão ás 11:45pm.
11:42pm - New York City’s Times Square.
- Bom show! - falei antes deles entrarem no palco, a multidão estava eufórica.
- Obrigado, - responderam e fazendo o último aquecimento antes do Show.
- Ei - ouvi alguém falar atrás de mim, logo em seguida esta pessoa colocou as mãos sobre meus olhos - Adivinha quem é? - esta pessoa tinha a voz grave.
- Não me diga que é o ! - falei rindo.
- Ah! Assim não tem graça - disse me abraçando.
- Só de você falar "Ei", eu já sabia que era você. você vai acabar se atrasando para o Show, vai logo, caso contrário a multidão vai vir te buscar.
- Eu sei, eu sei. Só precisava fazer algo antes. Você sabe, realizar um último desejo de fim de ano.
- E qual seria?
- Este - me beijou. Um beijo calmo e terno.
- Pronto, já fez o que queria, agora vá - falei sorrindo.
- Até Ano que vem - ele sorriu e se foi.
O Show foi incrível! Entrar o Ano Novo com os Jonas Brothers, não é necessário dizer mais nada. A contagem regressiva, o grande globo tomando cores diversas ao descer, exatamente á meia noite. A multidão gritando, comemorando.
Sonhos, pedidos de um ano próspero, feliz. A queima de fogos iluminando o céu.
Eu estava eufórica nos bastidores, junto a Denise, Paul e Frankie. Os meninos sairam do palco radiantes, abraçaram seus pais, e uns aos outros.
A queima de fogos de artifício já estava no fim, então veio até mim e me abraçou forte, até que ele me segura pela cintura, fazendo com que ficasse atrás de mim.
- Feliz ano novo, amor.
- Case-se comigo - susurrou em meu ouvido.
- Como? - falei me virando para ele.
- Ano Novo, vida nova....Nova fase para nós.
- - susurrei.
- O melhor amor, é aquele que coloca fogo em nossos corações, que acorda a alma e nos faz querer mais e traz paz a nossas vidas, foi isso o que você fez comigo e é isso que quero fazer com você o resto da vida - disse colocando um anel de diamantes em meu dedo - E então? Aceita fazer o nosso "para sempre"?
- Aceito! - falei convicta de minha decisão.
- Já começamos o ano bem! - me girou no ar!
- Me coloca no chão, alguém pode ver, shiuuu - falei fazendo sinais estranhos com a mão.
- Tudo bem, vamos falar para a minha família.
- Mas eles já não sabiam?
- Já, mas eu estava tão apreensivo de ouvir um "não", que fiquei neurótico hoje!
- Relaxa, você acabou de ganhar uma passagem para a felicidade! - falei rindo.
- Aaaaah que mágico! - se empolgou.
- Tá , menos.....beeem menos - falei brincando.
1 Ano depois....
É, um Ano se passou. Mais um Ano junto a ele. Foi um ano turbulento, altos e baixos como de praxe, mas um Ano feliz. E em pensar que em Janeiro do Ano que vem já me caso, já está quase tudo preparado, estou deveras ansiosa! Ano que vem completa 4 anos que conheço o , foi tudo tão rápido.
- Vamos para casa - falei para o meu motorista entrando no carro.
- Como a senhora quiser - uma voz desconhecida respondeu.
- Vo-você? - falei com a voz trêmula e o coração disparado.
- Sentiu saudades? - um sorriso satânico surgiu naquela face.
- Co-Co-Como? - gaguejei de medo.
- O inferno é aqui na terra, - a pessoa começou a dirigir.
- Você morreu! - era , totalmente desfigurada.
- Não, eu não morri, quer ver? - ela tirou as mãos do volante!
- VOLTE A DIRIGIR! - gritei desesperada.
- Está com medo de morrer? zinha?
- Eu quero sair daqui! - tentei abrir as portas, mas estavam travadas.
- Dessa vez você não tem escapatória.
- Pra onde você está me levando? - meu desespero era eminente.
- É só uma passeio comigo, não tenha medo. Você acha que eu faria algo contra você? - gargalhou, o carro estava em alta velocidade.
- Mas como? Como você sobreviveu? Eu vi você lá, no chão do hall ensanguentada!
- Tem certeza que você não sabe mesmo?
- Espe-pera - minha voz estava trêmula - Ninguém viu o seu corpo no caixão, ninguém viu o seu corpo desde o dia em que você saiu da minha casa em uma maca. Mas como você sobreviveu? - eu tentava entender todo aquele enigma.
- Minha recuperação foi lenta, como você pode ver - ela virou o rosto para mim - Me custou a minha beleza, a minha juventude. Mas quem é vivo sempre aparece.
- Por quê você voltou? E logo veio atrás de mim? - eu precisava entender o motivo.
- Vingança - olhou para mim com os olhos estreitos - ERA PRA VOCÊ ESTAR MORTA! ERA PARA VOCÊ TER FICADO DESSE JEITO QUE EU ESTOU! - sua feição era de puro ódio.
- Eu... - me interrompeu.
- CALA A BOCA! É TUDO CULPA SUA! E AGORA VOCÊ VAI PAGAR MUITO CARO POR ISSO - parou o carro em uma estrada deserta, perto das montanhas.
- O que você vai fazer comigo? - perguntei quando ela virou para trás com uma mordaça e uma corda em suas mãos.
- Fica quieta que é melhor para você! - então ela amarrou minhas mãos, colocou uma mordaça em minha boca e uma faixa em meus olhos - Vamos, saía do carro - me puxou brutalmente pelo braço.
O medo tomou conta de mim, eu respirava ofegante, suava frio. Sem saber onde estava indo, o que estava acontecendo, e o pior, o destino que tomaria a minha vida. Pude perceber que estávamos andando em alguma mata, me segurava com força, era como se eu sentisse as mãos dela perfurando o meu braço, a dor era tamanha que me debati relutante.
- PÁRA! - gritou - Não dê trabalho, você não esta em condições para tal ato, caso contrario... - senti algo pontudo em minhas costas, era o cano de uma arma.
- Sua vida pertece á mim - meu coração disparou.
me jogou no chão. Tirou a faixa de meus olhos e de minha boca. Olhei ao redor apavorada, estávamos a beira de um precipício. Tentei me levantar e fugir, mas me segurou pelos cabelos.
- Onde você pensa que vai? - segurava com força meu cabelo, a ponto de chegar a machucar.
- Deixe-me ir - falei chorando, pude reparar que estava manca!
- Está tão ansiosa assim para morrer? Eu queria me divertir um pouco mais - chutou o meu estomago. Foi como se estivessem me perfurando, me contorci no chão de tanta dor.
- O que você ganha com tudo isso? - perguntei ainda me correndo de dor.
- Sua morte?! - olhou para a arma e começou a me rodiar mancando.
- Como você sobreviveu? - estava com a arma apontada para a minha cabeça.
- Suborno, conhece meu bem? - se abaixou até mim, e colocou o cano da arma contra minha garganta - Quando se tem dinheiro, você pode tudo! - sorriu, as cicatrizes em seu rosto enrugaram.
- Mas como? - eu suava frio, em um simples movimento de dedo, e eu estaria morta.
- Passei alguns dias desacordada, lutando para viver - pude perceber uma certa amargura em seu olhar - Até o dia em que retomei minha lucidez. Subornei um dos enfermeiros, me transferiram para outra cidade, ninguém me reconheceria, como pode ver, fiquei desfigurada - debochou de si mesma - Já estava tudo planejado, o caixão estaria vazio, coberto de flores, para não perceberem a falta de um corpo. Ninguém poderia ver, pois estava em estado de decomposição. Passei meses me recuperando, não estava sendo nada fácil. Cheguei a pensar em me matar ao me olhar no espelho. As pessoas na rua me viam como um monstro. Então resolvi me enclausurar em um quarto sujo, sozinha, sem luz. Desta maneira ninguém me veria, apenas os ratos daquele purgueiro nojento. Contei dia após dia, desejando que o momento tão esperado chegasse logo, o desejo de vingança me fortalecia cada vez mais, a vontade de ver a sua morte me deu vida - a expresão de ódio voltou a sua face.
- Acabe logo de uma vez com tudo então! - falei sem pensar, fiquei aterrorizada com as palavras dela.
- Não. Será uma morte lenta e dolorosa. Digna de Hollywood, o meu antigo mundo! E o ?
- Deixe ele em paz! - falei raivosa.
- Calma, só perguntei. Será que ele ainda me acha bonita?! Aposto que ficarei mais bonita do que você depois da transformação que farei em seu lindo rostinho - arranhou minha face com força.
- E depois o que você vai fazer? Cedo ou tarde notarão o meu desaparecimento.
- Hm...Não sei o que você me aconselha? Você prefere que eu deixe o seu corpo em algum lugar específico, ou prefere que eu mande entregar na casa do ? Ah já sei! - sorriu, era evidente o sarcasmo em sua voz - O que acha de ser jogada do penhasco? - apontou para o penhasco logo atrás de mim.
- Você é doente! Sua pscicopata! - eu já iria morrer mesmo, então falerei tudo o que vier em mente.
- Ah ! Que bondade, obrigada pelo elogio - ela realmente estava fora de si.
- SOCORRO! - gritei.
- Isso, grita mesmo - me bateu - Ninguém vai te ouvir, então grite o quanto quiser, isto soa como música para os meus ouvidos.
- Vai para o inferno! - eu já não tinha controle de minhas palavras.
- Estive lá o tempo todo! Inclusive lá é muito legal, você tem que ir conhecer. Mas calma! Não fiquei ansiosa, mais alguns minutos e você já vai para lá!
- Não precisa, o capeta já está aqui na minha frente mesmo! - riu.
- Como você é engraçadinha ! Agora eu sei o porque você o e se merecem! Um casal de completos idiotas, grande merda! - se levantou e me puxou junto.
- O que você vai fazer? - perguntei temendo o pior.
- Me cansei de você. Perdeu a graça, você não sabe jogar ! - ficou de costas para o precipício e apontou a arma para o meu rosto - Game over - disse com o dedo no gatilho da arma, era agora a hora de minha morte.
Fecho os olhos instantaneamente, a imagem de vem em minha mente. Ouço o barulho do tiro, morte. Fico parada por alguns segundos, passo as mãos pelo meu corpo, me certificando de que estaria viva.
Abro os olhos, não estava frente a mim, dou uns cinco passos, olho para baixo do precipício, um corpo. havia se matado e instantaneamente caiu do precipio. A altura era imensa, vi seu corpo caindo em uma velocidade incrivel, meus olhos não acreditavam no que estavam vendo, até que o corpo dela some de minha visão. Conclui então, havia se suicidado, vítima de sua própria insanidade. O susto foi tamanho, não acreditava que eu estava viva, chorei de alivio. Os machucados, a dor, o medo.... Nada disso importava neste momento, eu havia ganho uma nova chance de viver.
Fiquei parada alguns minutos tentando me acalmar, pensando no que iria fazer, eu estava sozinha, em um lugar deserto, desconhecido. Até que decido procurar uma saida. Andei por muito tempo em uma mata, até que encontro uma estrada, caminho mais um pouco pela mesma e encontro meu carro. Encosto no mesmo exausta, inumeras vezes minhas pernas fraquejaram, mas eu não podia desistir. Tento abrir o carro, o mesmo estava aberto com a chave na ignição, procuro no banco de trás por minha bolsa, então pego o celular, minha mão tremia. Liguei para .
- Oi amor! - atendeu entusiasmado.
- ... - falei soluçando, estava emocionada por estar falando com ele.
- Está tudo bem? - perguntou preocupado.
- Nã-não, por favor, venha me buscar - falei chorando.
- o que aconteceu? Por quê está chorando? - estava aflito.
- Depois eu falo, mas agora, venha por favor!
- Onde você está?
- Eu não sei, olha no GPS do celular, ai você vai conseguir me encontrar. Não demore por favor.
- Estou indo, aguente firme - desligou.
Passou algum tempo, não sei exatamente quanto tempo, qualquer barulho eu pensava que fosse . Até que vi o carro de se aproximando, meu coração palpitou de alegria. Big Rob estava dirigindo. saiu do carro correndo.
- ! - gritou correndo até mim.
- - murmurei chorosa
- Calma - Joe chegou até mim e me abraçou.
- Ela, a ... - falei tropeçando nas palavras, eu o abraça com força.
- Ela morreu, - afagava minha cabeça.
- Não, ela quase me matou - falei me lembrando do ocorrido.
- E onde ela está? - tentava manter a calma, para não me apavorar ainda mais.
- Ela se matou - susurrei.
- Depois você me explica tudo direitinho, agora você precisa de cuidados.
- Não, apenas fique comigo agora - murmurei o abraçando com mais força ainda, eu chorava muito, me acalmava, me reconfortava, era disto que eu precisava, apenas dele.
10:30pm - 20 de Janeiro. O casamento.
Após o incidente anterior, o da , cuidou de mim, ficou surpreso com tudo o que contei, aliás todos ficaram. Foi um pouco difícil me recuperar emocionalmente do ocorrido, mas com a ajuda de todos consegui. Eu tenho é pena da , pobre alma. Mas fazer o quê? Desta vez eu tenho certeza de que ela morreu, ela própria tirou sua vida.
Mas não é hora de falar sobre coisas tristes.
Meu casamento foi hoje, do lado de fora meio tulmutuado por paparazzis, mas isso não importa. O grande dia chegou, eu estava nervosa, mas só de ver parado no altar, com um sorriso enorme no rosto, me acalmei.
Caminhei pelo grande carpete, rumo a minha felicidade. Os convidados sorridentes, pessoas queridas, presentes neste momento tão importante de minha vida.
Cheguei ao meu amor. Ah, como ele estava lindo! O juiz falou várias coisas, mas na maioria das vezes eu me destraia olhando para ele, em um momento cheguei até pensar: Ah pula logo tudo isso, e vamos logo ao que interresa, a lua de mel!
Me livrei desses persamentos libertinosos, nós teriamos a vida toda para jogar diveeersos jogos, experimentar vários sofás e derivados.
Até que chegou a hora do "Eu aceito", estas duas palavras tão aguardadas. Agora já era verdade, ele era meu, e eu era dele.
Agora estamos na festa, e eu estou olhando feito boba para a minha aliança.
- Gostaria de dançar, senhora Jonas - fique tipo "hã"? Será que estavam falando comigo?
- Ah sim, sou eu - me dei conta de que agora eu era uma legítima senhora Jonas - Aceito, - era ele, então peguei em sua mão e me levantei.
- Como se sente? - perguntou passando as mãos pela minha cintura, estávamos na pista externa de dança, do lado de fora.
- Hm, muito bem! E você? - perguintei passando as mãos em volta de seu pescoço.
- Feliz, muito feliz - começou a tocar 'You And Me - Lifehouse' (n/a:aconselho a ouvir)
What day is it (Que dia é hoje)
And in what month (e de que mês?)
This clock never seemed so alive (Esse relógio nunca pareceu tão vivo)
I can't keep up (Eu não consigo prosseguir)
And I can't back down ( e não consigo voltar)
I've been losing so much time (Tenho perdido tempo demais)
- Sabe, no início de tudo, eu achava que era tudo perda de tempo, que era algo meio impossível.
- Você esteve o tempo todo enganada - me olhava com intensidade.
- Ah, aconteceram tantas coisas até chegarmos até aqui....
Cause it's you and me and all of the people (Porque somos você, eu e todas as pessoas)
With nothing to do (Com nada para fazer)
Nothing to lose (nada para perder)
And it's you and me and all of the people (E somos você, eu e todas as pessoas)
And I don't know why (E eu não sei porquê)
I can't keep my eyes of you (Não consigo tirar meus olhos de você)
- Dentre tantas pessoas neste mundo, eu fui logo me apaixonar por você - disse com um tom sereno em sua voz.
- Dentre tantos rapazes, eu fui logo escolher o mais disputado - riu.
All of the things that I want to say (Todas as coisas que quero dizer)
Just don't coming out right (Não estão saindo direito)
I'm tripping inwards (Estou tropeçando nas palavras)
You got my head spinning (Você deixou minha mente girando)
I don't know where to go from here (Eu não sei pra onde ir daqui)
- Tenho que ser sincero com você, eu não sei o que dizer, as palavras não estão saindo direito.
- Não precisa dizer nada então....apenas sinta.
- Você veio e eu me perdi. Perdi a minha razão, você dominou a minha mente, principalmente o meu coração.
Cause it's you and me and all of the people (Porque somos você, eu e todas as pessoas)
With nothing to do (Com nada para fazer)
Nothing to lose (nada para perder)
And it's you and me and all of the people (E somos você, eu e todas as pessoas)
And I don't know why (E eu não sei porquê)
I can't keep my eyes of you (Não consigo tirar meus olhos de você)
- Estão todos olhando para nós - falei observando as pessoas ao nosso redor, todas com um sorriso no rosto.
- Deixa, estão vendo como fomos feitos um para o outro - em momento algum deixou de me olhar.
There's something about you now (Existe algo sobre você agora)
I can't quite figure out (Que não consigo compreender completamente)
Everything she does is beautiful (Tudo o que ela faz é bonito)
Everything she does is right (Tudo o que ela faz é certo)
- Tem algo em você, que não consigo explicar...Não sei é diferente.
- Eu sei que eu sou estranha, - falei brincando.
- Não, não é isso. Tudo bem, você é um pouco - dei um tapinha em seu braço, ele riu - Brincadeira. Tudo o que você faz é de bom grado, é de coração. Você me tornou uma pessoa melhor, me ensinou a viver, a lutar pelos meus objetivos. E me ensinou a coisa mais importante.
- O quê?
- Me ensinou a amar.
Cause it's you and me and all of the people (Porque somos você, eu e todas as pessoas)
With nothing to do (Com nada para fazer)
Nothing to lose (nada para perder)
And it's you and me and all of the people (E somos você, eu e todas as pessoas)
And I don't know why (E eu não sei porquê)
I can't keep my eyes of you (Não consigo tirar meus olhos de você)
- Por quê me olha deste jeito? - estava compenetrado, olhando-me de uma tal maneira que me deixava encabulada.
- Não sei. Talvez eu esteja me perguntando se eu realmente sou merecedor de tudo isso, se eu te mereço.
- Caso não merecesse, você não me teria - falei sorrindo.
- Você está tão linda! Quando te vi com aquele vestido branco, sorrindo estonteante para mim....Eu simplismente não sei parar de te olhar.
Cause it's you and me and all of the people (Porque somos você, eu e todas as pessoas)
With nothing to do (Com nada para fazer)
Nothing to lose (nada para perder)
And it's you and me and all of the people (E somos você, eu e todas as pessoas)
And I don't know why (E eu não sei porquê)
I can't keep my eyes of you (Não consigo tirar meus olhos de você)
- Imagina como eu fiquei quando te vi com aquele brilho no olhar, não sei explicar - dançavamos lentamente.
- Mais uma vez eu tive certeza....
- Certeza do que? - perguntei.
- De que agora eu tinha um motivo maior para viver. De que você é a minha vida e eu te amo - susurrou em meu ouvido, logo em seguinda, voltou com o seu olhar perante o meu - Agora somos nós, apenas eu e você.
What day is it (Que dia é hoje)
And in what month (e de que mês?)
This clock never seemed so alive (Esse relógio nunca pareceu tão vivo)
I can't keep up (Eu não consigo prosseguir)
- Sim, somente eu e você e mais ninguém - a lua se encontrava soberana sobre nós. Era lua nova, era algo novo, um novo recomeço.
- Nunca me senti tão vivo em toda a minha vida. Obrigado por ser a minha vida - disse aproximando seus lábios dos meus.
- Nós tivemos um começo, um meio....
- E não teremos um fim, porque o nosso "para sempre", nós já inventamos - disse selando os meus lábios com um beijo, eternizando o nosso início sem fim.
The End.
ACABOU! É gente, finalmente chegou ao fiz, foram 5 meses de fic. Estou com a sensação de trabalho cumprido. O 1º tópico fechou com menos de 400 posts, agora o último com mais de 20 mil posts! O que começou pequeno se tornou algo grandioso.
Agora os agradecimentos. Obrigada a todas que leram e acompanharam a fic, principalmente a aquelas leitoras fiéis que nunca me abandonaram no tópico, não irei citar nomes, pois cada um sabe de si -q.
Obrigada também a aquelas que mesmo sem aparecer no tópico, não deixaram de ler a fic, a aquelas leitoras que apareceram no último dia porque eu pedi, eu fiquei muito feliz *-*
Enfim obrigada a TODO MUNDO!
Eu amei escrever essa fic, ela foi muito especial para mim, é a minha 1º fic, jamais será esquecida! *-*
Espero que tenham gostado da fic, tenham dado risada, chorado talvez..... Eu dei muito de mim para essa fic, a minha maior recompensa é saber que vocês gostaram!
Particularmente eu gostei do final, optei por fazer algo romantico porque já teve muita tragédia -q. Quando terminei de escrever eu me emo.cionei, pois conheci tanta gente legal por causa dessa fic....e agora ela chegou ao fim, mas não esquecerei, todos tem um lugar em minha memória, as risadas, as conversas, a cooperação para chegarmos aos mil's.
A minha idéia central, sempre foi um final feliz para essa fic....Afinal é o que queremos, ser felizes, mesmo que tudo isso seja apenas uma fic, sonhar não custa nada....
Perdoem caso não tenham sido aqueeeeela coisa, aquele final perfeito e tals. Eu tentei, eu estou satisfeita com o meu trabalho, isso é o que importa!
Bem, não sei mais o que dizer.... Eu já estou com novos projetos a caminho, fic's novas e diferentes, espero ver vocês, minhas queridas leitoras, lendo as minhas próximas fics. Sim, vocês não se livrarão de mim tão cedo! MAUAHAHAHAH é sério -qq
Mesmo que a fic acabou , eu estarei lá no tópico, espero que se lembrem sempre desta fic, como eu me lembrarei!
A I know, I'm wasting my time , não faz jus ao nome, pois para mim não foi perda de tempo *-*
Amo amo vocês, IKIWMT forever *-*.
Tópico, venha me visitar -q.
Entre na comu desta fic:
Comu, entra?! *-* .
Outras fanfics.