(n/a: É uma short-fic que comecei a escrever as 3 da madrugada, ela já está pronta. Algumas das partes romanticas doram tiradas dos livros da Sthephenie Meyer, créditos a ela -q)
O início
Uma noite, mais uma dentre tantas.O céu escuro, nublado, sem lua, sem estrelas....sem vida. E eu aqui, nesta rua, escura, apenas lembrando de nós dois.Do nosso início, meio e tentando esquecer o fim.
(Flash Back)
- , minha filha, sai um pouco deste quarto.Dá um tempo nesses livros, vá ver a luz do dia, vá viver. - já era a décima vez hoje que minha mãe dizia isso.Será que ela não percebe que eu necessito ler, são nas histórias que encontro abrigo, aconchego.
- ! Eu já disse, pára um pouco de ler, você passa o dia todo enfurnada nesses livros. Aproveita e leva a Lecy para passear - Hump, mais uma vez!É melhor eu ir "viver" logo, antes que meus livros virem cinzas.
Fiz o que minha mãe disse, fui "viver", levar Lecy para passear. A rua estava cheia, crinças brincando, senhoras conversando. É, era um dia típico de verão. Lecy estava feliz, fazia tempo que ela não saia de casa. Continuei caminhando, uma matilha de cães pasou correndo, Lecy ficou agitada e começou a querer correr atrás. Ela estava conseguindo, ela era grande, forte, esbelta. A guia começou a se soltar de minha mão. Lecy fugiu, saiu correndo para uma rua qualquer, e eu fui atrás, mas a perdi de vista.
Comecei a perguntar a várias pessoas se haviam visto Lecy. Uns disseram que não, outros me indicavam a direção a qual tomar.
Fui seguindo as instruções, até que entro em uma rua, acho que nunca havia entrado na mesma, olho para frente e vejo Lecy com um menino, ele estava afagando seus pelos, estava tão entrertido que nem notou minha presença.
- Vejo que ela gostou de você - disse tentando faze-lo reparar a minha presença.
- Ah, oi. Ela é sua? - ele perguntou.
- É o que parece - deu um sorrisinho de lado.
- Hum, me desculpe então - ele disse me entregando a guia de Lecy. Virou as costas e começou a ir embora...
- EI, ESPERE! QUAL O SEU NOME? - gritei, mera curiosidade.
- - ele respondeu e foi embora desaparecendo entre as casas.
Dias se passaram desde aquele dia, dia da fulga de Lecy. Nunca mais fui passear com ela, nunca mais vi aquele menino.
Confesso que andei pensando nele, no . Algo me intrigava a seu respeito. Não chegamos a trocar nem se quer dez palavras, não houve diálogo algum. Foi apenas mais um estranho em meu caminho.
Mas mesmo assim algo empurrava meus pensamentos até ele, era como se fosse um imã.
Decidi! Preciso reencontrar , necessito descobrir quem é ele.Desvendar o que há por tráz daqueles misteriosos olhos.
Eu o verei novamente?
Após minha decisão todo dia eu saia de casa, caminhava pelos quarteirões e sempre passava pela aquela rua, a rua em que o vi pela primeira vez. Abandonei um pouco os livros, minha sede de descoberta era maior.
Passei alguns dias o procurando, mas não o encontrei, estava desistindo. Voltei para casa, voltei para os livros.
Anoiteceu, resolvi parar um pouco de ler, estava frustrada.
Precisava esquecer do meu fracasso na busca de , precisava colocar as idéias no lugar....então sai para caminhar.
Andei sem rumo, só precisava pensar. Andei, andei, andei e no final parei lá, naquela rua. Olhei em frente e vi alguém sentado na guia da calçada, a luz fraca do poste o iluminava. Me aproximei sem receio algum, quem sabe não poderia ser .
- ? - parei em frente ao desconhecido, ele levantou a cabeça e me olhou. Naquele instante constatei, sim, era ele.
- Ah, oi. Você é a menina daquele dia, certo? A dona do cachorro fujão - ele perguntou me encarando, ele ainda se recordava de mim.
- Isso mesmo - soltei um riso abafado - Mas o que faz por aqui? Ainda mais essas horas... - perguntei, sim, já era tarde da noite.
- Nada, apenas pensando, e você?
- O mesmo, pensando... - me sentei junto a ele.
- A propósito, qual o seu nome?
- , mas pode me chamar de , como quiser.
- A chamarei de . Me chame de , caso quiser, é menos formal.
Ficamos alí, naquela rua, sentados conversando. era um cara sério, não era muito de sorrir e se sorria era um sorrio meio torto, meio que de lado, mas era um sorriso encantador.
A conversa estava ótima, ele se parecia em alguns aspectos comigo. Meu celular tocou, era minha mãe. Ela estava preocupada comigo, já se passavam das três da manhã.
Era hora de voltar para casa, me acompanhou até em casa.
- Então..., obrigada, - agradeci.
- Não há de que, vou indo...
- Tudo bem então, tchau - eu disse entrando dentro de casa.
- Tchau - ele acenou. Fechei a porta de casa e me encostei na mesma, mas de repente tomei um impulso. Abri a porta de casa e corri para fora, já estava no final da rua.
- EU O VEREI NOVAMENTE? - gritei, não me importava que já era madrugada e que toda a vizinhança estava dormindo.
- QUEM SABE - ele gritou de em resposta e continuou a ir embora. Após ouvir isso, sorri involuntariamente. É, realmente era um mistério, um mistério no qual almejo desvendar.
Como um meteoro
O tempo passou, eu via constantemente. A cada dia ia descobrindo mais sobre ele. já não era totalmente um mistério para mim, mas era incrível, ao mesmo tempo em que ia o conhecendo, mais me surpreendia, era um cara imprevisível. E bem...., era isso que me encantava nele.
Conforme nossa amizade foi crecendo, minha admiração, meu carinho por ele crescia junto. era muito importante para mim, e eu temia o quanto ele era especial. Romances, amor...isso são coisas para tolos, fracos, e eu não vou fraquejar.
Estávamos mais uma vez na rua, naquela rua..., a nossa rua como gostavamos de chamar. Nenhuma palavra era proferida.
Estávamos no silêncio, no nosso costumeiro silêncio...no qual muitas palavras eram ditas.
- , eu te amo - me surpreendeu, ele era realmente imprevisível.
Nesse instante senti que meus olhos pareciam brilhar com uma excitação imprudente. Depois com o passar dos segundos escureceram. Minha expressão aos poucos assumiu a máscara de uma mágoa antiga.
- Não tenha medo - ele murmurou com uma voz de veludo involuntariamente sedutora - Eu prometo... - ele hesitou - Nunca machucar você - senti seus lábios de mármore sendo pressionados contra os meus. Não hesitei.
(/ Flash Back)
É, este foi o nosso primeiro beijo...de muitos outros, até o último.
Olhei para uma árvore no início da rua...relembrei da primavera.
( Flash Back)
Estávamos deitados embaixo da Pessegueira, suas flores na primavera eram muito belas.
Eu estva ouvindo as batidas do coração de , estava deitada em seu peito, e ele afagando meus cabelos.
- Antes de você, , minha vida era uma noite sem lua, mas haviam estrelas - pontos de luz e razão...E aí você apareceu no meu céu como um meteoro. De repente, tudo estava pegando fogo, havia brilho, havia beleza. Quando você não estava lá, quando o meteoro caiu no horizonte, tudo ficou escuro. Nada havia mudado, mas os meus olhos haviam ficado cegos com a luz. Eu não conseguia mais ver as estrelas. E não havia mais razão pra nada.
Abri um largo sorriso, não disse nada. Não era muito de demonstrar meus sentimentos.
- Você realmente tem alguma idéia do quanto é importante para mim? Algum conceito do quanto eu te amo? - ele me segurou com mais força contra o peito, colocando minha cabeça embaixo do queixo dele. Pressionei meus lábios no pescoço quente como o sol dele.
- Olhe- eu disse - Eu o amo mais do que qualquer outra coisa no mundo. Isso não basta?
- Sim, basta - respondeu ele, sorrindo - Basta para sempre.
( /Flash Back)
Contanto que ele existisse.
Ah! Aquela primavera, me lembro ainda como se fosse ontem.
Passamos pelo outono, até que chegou o inverno, o inverno da despedida.
(Flash Back)
Passamos a tarde toda patinando no lago congelado, o gelo reluzia feito cristal. Bonecos de neve, anjos na neve, bolas de neve. Foi um dia realmente ótimo, anoiteceu. foi me levar até em casa, ele não pronunciou nenhuma palavra durante o trajeto.
- Bem, chegamos - eu disse parando em frente a porta de minha casa.
- , eu vou embora - ele disse olhando para o chão, nevava cada vez mais.
- Tudo bem. Até amanhã então - selei seus lábios com um beijo, os lábios de estavam frios, gelidos, os meus quentes...foi um verdadeiro atrito.
- Não , eu vou embora mesmo, não haverá amanhã - ele não olhava em meus olhos.
- Ah, então eu te vejo depois de amanhã.
- NÃO! Você não entendeu, nunca mais irei voltar.
- Mas , pra onde? Quanto tempo? - eu me desesperava por dentro
- O tempo é incerto, irei para bem longe daqui com a minha família.
- Mas você não pode ir! Eu preciso de você aqui, junto á mim, eu quero você aqui, eu quero você, ! - lágrimas rolavam de minha face incessavelmente.
- Mas eu não te quero! - ele disse com a cabeça baixa, com os punhos fechados de tanta força.
Nesse instante nenhuma lágrima rolou mais. Meus olhos ficaram estáticos. Não queria acreditar naquilo que acabara de ouvir, fique imóvel. Apenas o vendo ir embora.
Me doia muito vê-lo partir....
Desde então, desde o : Mas eu não te quero! . Não o vi mais, estava sendo muito difícil esquece-lo.
Mesmo eu lutando pra não pensar nele, eu não lutava pra esquecê-lo. Eu tive medo que – tarde da noite, quando a exaustão pela falta de sono quebrasse minhas defesas - eu acabasse me dando por vencida. Eu tinha medo que minha mente fosse como uma peneira, e que algum dia eu não lembrasse mais a cor exata dos seus olhos, a sensação do toque da pele quente ou da textura da voz dele. Eu podia não pensar nisso, mas eu precisava me lembrar disso. Porque só havia uma coisa na qual eu precisava acreditar pra ser capaz de viver - eu precisava saber que ele existia. Isso era tudo. Tudo mais podia ser suportado. Contanto que ele existisse.
Ele me amava, ele me queria
( /Flash Back)
A ida de deixou graves seqüelas em mim. Não, não foi físicamente, mas sim sentimentalmente.Ele enxugou minhas lágrimas, deu fim aos meus medos.
Por que ele teve que ir? Voltei a ser aquela garota que como dizia minha mãe que "não vivia".
Ao ver das pessoas eu estava normal, quase ninguém sabia de mim e , e eu não iria sair por aí chorando declarando a todos meu martírio, meu inferno na terra. Não, não daria motivos para sentirem pena de mim, uma das coisas que abomino é a pena.
Passaram se dias, meses....sem nunhuma noticia de , até aquele festival típico da minha cidade que fui obrigada a ir.
(Flash Back)
- Vem filha, vamos ao festival da cidade, é tradição - minha mãe insistia pela milésima vez.
- Não quero, a senhora sabe que não sou do tipo "garotinha de cidade pequena tradicional" - disse com ironia, esse tipo de garota era o que mais havia em minha cidade, e eu fugia totalmente desses padrões.
- Você não tem o que querer, você vai e pronto! - ela ordenou.
Hump, me trata ainda como uma criança que não tem voz ativa, controle das suas própiras vontades.
(...)
- Pronto, chegamos, cada ano fica mais linda a decoração. Agora vá lá se enturmar com meninas da sua idade. - minha mãe disse apontando para uma roda de meninas atoladas de maquiagem, no mínimo devem estar discutindo sobre a cor de esmalte ideal para a época do ano.
- Claro, mamãe - fingi ir fazer o que ela disse, fui em direção oposta da onde as "garotinhas de cidade pequena tradicional" se encontravam.
Até parece que eu ia me juntar á aquele bando de "mocinhas criadas para servir o marido". Sim, na minha cidade as coisas são assim, óbvio que há suas exceções, mas na maioria das vezes é assim. Não me sentia encaixada nesse estilo de vida.
Isso aqui está tão chato, essa música irritante de paródia de escola, as barraquinhas de comida, jogos, brinquedos e afins.
Não, eu não sou uma anti social, antigamente até gostava desses festivais, mas conforme o tempo eles foram se tornando todos tão...iguais.
É, aqui estou, parada no meio da multidão, apenas observando a movimentação.
- Eu voltei - ouvi uma voz susurrando em meu ouvindo, me viro e me deparo com um buquê de rosas vermelhas segurado por ele, pelo .
Peguei o buquê, mas fiquei pasma, sem reação alguma, esperava que qualquer coisa acontecesse, menos a volta dele.
Ele foi se aproximando de mim, abaixou sua cabeça em direção á minha, em um gesto involuntário eu fiquei na ponta dos pés, jogando meus braços - com buquê e tudo - ao redor do pescoço dele - já não havia mais controle sobre mim.
Ele me beijou ternamente, me adorando, eu esqueci a multidão, o lugar, o tempo, a razão...lembrando apenas que ele me amava, que ele me queria, que eu era dele.
Todos os dias do para sempre
( /Flash Back)
Ah, a volta dele....deu outro rumo ao destino esperado por mim.
(Flash Back)
Faziam duas semanas desde a volta de , preferi não saber o motivo pelo qual ele havia partido, era melhor não mexer no passado.
Estamos em um parquinho abandonado, sentadados em um balanço velho de pneu de carro, conversando.
- Eu te amo - ele virou o balanço dele de frente para o meu e segurou minhas mãos.
- Será mesmo? - essa dúvida vivia atormentando minha mente.
- Você é impossível - ele disse, e deu uma risada, uma risada dura, frustrada - Como é que eu posso colocar isso de forma que você acredite em mim? Você não está dormindo, e você não está morta. Eu estou aqui, e eu te amo. Eu sempre amei você, e eu sempre estava pensando em você, vendo o seu rosto em minha mente, durante cada segundo em que estive longe. Quando eu te disse que não te queria, aquele foi o tipo mais negro de blasfêmia.
Sorri, apenas sorri. Não sou tão abilidosa nas palavras quanto , acho que meu sorriso já diz por mim.
( /Flash Back)
Meses se passaram, o ano terminou. Acho que aquele foi um dos melhores naos de minha vida, mas creio que não se compara ao ano seguinte do mesmo, o ano de nossa vitória.
(Flash Back)
Noite fria, nós dois sentados na beira da calçada da nossa rua. Um ano juntos, nós amadurecemos e nosso amor amadureceu junto.
Eu mudei muito, perdi o medo de demonstrar meus sentimentos, meus ideais. também mudou, ele já não é mais todo aquele mistério.
- Um ano meu amor - eu disse fitando seus olhos.
- É, passou tão rápido, mas pretendo alongar por vários e vários anos, meu amor. - ele sorriu marotamente, ahh esse sorriso.
- Claro que vai ter vários outros anos, . Bem...assim espero.
- Mas quero dizer juntos, eu e você.
- Mas nós já estamos juntos, seu bobo - dei um tapinha em seu braço.
- Apenas por momentos, quero estar junto de ti todo o dia, nas noites mais escuras e frias poder te abraçar.
- , não estou entendendo. - ele se levantou e ficou de frente de mim, se abaixou e segurou minhas mãos.
- , eu prometo te amar para sempre - todos os dias do para sempre. Você quer se casar comigo? Aceita ser a senhora Jonas?
O beijei em resposta, já disse. Não sou de palavras, mas sim de ações.
O dia da nossa vitória.
Logo no dia seguinte fizemos um jantar e demos a nóticia á nossas famílias, todos ficaram muito felizes.No dia seguinte, eu, minha mãe e Denise, mãe de marcamos de nos encontrar para começar a ver todos os preparativos do casamento, tinhamos pressa.
5 meses depois, o tão esperado dia chegou. Estou aqui dentro de um chalé me olhando no espelho, o vestido caiu perfeitamente em mim, o casamento seria no campo.
- , minha filha. Está na hora de entrar. - Denise veio me comunicar.
- Já estou pronta.
- , desejo toda a felicidade do mundo á vocês. Sou muito grata á Deus por ele ter te posto no caminho de meu filho, você só alegrou a vida dele - os olhos dela se encheram de lágrimas - É muito emocionante pra mim ver um dos meus filhos se casar, ainda mais com uma pessoa incrível feito você, você agora vai ser como uma filha para mim, a filha que nunca tive, e que tenho certeza que fará meu filho muito feliz. - ela me abraçou apertado.
- Obrigada, Denise. E pode ter certeza, farei de tudo pela felicidade dele, ele é meu tudo. - disse em seu ouvido, estava emocionada com este momento também.
- Pronto, vamos, ele te aguarda. - ela disse se retirando do quarto, eu a segui.
Do lado de fora meu pai me esperava dentro do carro, entrei dentro do carro e nos dirigimos para o local da cerimonia, que seria logo mais á frente.
Chegamos, arrumei rapidamente meu longo vestido branco. Meu pai estendeu o braço, o segurei, a orquestra começou a tocar anunciando minha chegada. Dei o primeiro passo no longo tapete vermelho que ia até o altar. Olhei para frente e o vi, alí, parado em frente ao altar lindo, imaculado, sorrindo. Os padrinhos, irmãos de , e as madrinhas logo atrás. Os convidados observando meu caminhar á minha felicidade, caminhar até ele.
Cheguei ao altar, meu pai entregou minha mão á , minha mãe sorria. A orquestra parou, a cerimonia começou.
O Juiz começou a falar, e eu éramos apenas sorrisos. Ouvimos tudo atentamente, até que chegou á pergunta mais esperada, a perguntada da nossa vitória.
- , você aceita Jonas como seu marido?
Eu olhei para os olhos brilhantes, triunfantes de , e eu soube que eu também estava vencendo. Porque nada mais importava além do fato de que eu poderia ficar com ele.
Eu não me dei conta de que estava chorando até a hora de dizer as palavras tão esperadas.
- Eu aceito - eu consegui botar pra fora num sussurro quase inaudível, piscando pra conseguir ver o rosto dele.
- , você aceita como sua esposa?
Quando foi a vez dele de falar, as palavras soaram claras e vitoriosas.
- Eu aceito - ele jurou.
- Pelos poderes á mim concedidos, eu os declaro marido e mulher, pode beijar a noiva.
Selamos nossa únião com um beijo, um beijo sem explicação, não haviam palavras para o descrever, não haviam conotações.
Ao termino do beijo, saimos vitoriosos caminhando pelo tapete vermelho, mas dessa vez não estava sozinha, estava com ele, não era mais eu, ou ele, agora éramos nós.
( /Flash Back)
Ah, a festa de casamento foi excelente, na hora de jogar o buquê a namorada de um dos irmãos do pegou o buquê, vejo casamento a vista.
Estava tudo perfeito de mais, tudo muito bom, acho que não teria como ficar melhor....bem até aquele momento, o momento de virarmos um só, a tão esperada noite de núpcias.
O amor da minha existência.
(Flash Back)
- ! Não precisa, eu sei andar sozinha - nós estávamos dentro do elevador á caminho da suíte presidencial de um famoso hotel nas Bahamas. Saimos no meio da festa para pegar o jatinho da família de para virmos pra cá, a vontade de ficarmos a sós era maior do que permanecer na nossa própira festa de casamento.
- De jeito nenhum! Eu faço questão. - o elevador abriu e me pegou no colo em direção ao nosso quarto.
- Tudo bem senhor ! Eu me rendo - eu disse brincando enquanto abria a porta.
- Sabia que cedo ou tarde você se renderia - ele me colocou na cama e me deu um selinho.
- Vamos comemorar sua vitória então - eu disse indo pegar o champagne gelado e duas taças, entreguei uma á ele - Mas te garanto que terá revanche.
- Estarei esperando - ele disse colocando champagne em nossas taças.
- Um brinde - eu propus.
- Brindemos á nossa felicidade. - fizemos um brinde.
- Agora é - comecei a beija -lo.
- Só você - ele foi ficando sobre mim.
- E eu - começamos a nos beijar com um misto de paixão e calma, tudo com muita delicadeza. (n/a: o resto deixarei por conta da imaginação de vocês, cada um sabe o que é melhor pra si (; )
Acordei com o forte sol em meu rosto, tentei me mover, quando dei por mim que estava sendo envolvida pelos fortes braços de . Olhei para ele vi que ele já estava acordado, apenas me observando.
- Bom dia amor - ele deu um beijo em minha cabeça, eu estva deitado sobre seu peito nu.
- Hum, bom dia - disse com vergonha cobrindo meu rosto com o lençou, ele começou a rir.
- Não precisa ficar com vergonha, nós agora somos casados, e você é maravilhosa. - eu fique com mais vergonha ainda.
- Ah, mas é que bem...eu não te contei, mas ontem foi minha estréia nesse assunto - eu disse baixinho por causa da timidez.
- Apenas sua não, nossa estréia - ele disse risonho - E eu te amo.
- Eu também te amo, mas você não é exatamente o amor da minha vida, porque eu espero te amar por muito mais tempo que isso... - ele me interrompeu.
- Você é o amor da minha existência - ele deu continuidade á minha frase, incrível como até meus pensamentos ele já sabe.
( /Flash Back)
Não é um Adeus.
Me recordo da nossa primeira noite como se fosse hoje, mesmo após terem se passado 25 anos de casados, mesmo após os 5 anos que se completam hoje da morte de .
(Flash Back)
- Nossa, será que essa tempestade não vai parar não? - estávamos na estrada á caminho de casa, haviamos comprado uma casa na nossa rua, sim, aquela mesma onde nos conhecemos.
- Não sei amor, mas a Mary e o Josh ficaram de nós ligar ainda hoje - Mary e Josh eram nossos filhos, um casal de gemeos. Estávam com 18 anos, eles estávam na faculdade. Mary estava na Universidade de Harvard, e Josh na Universidade de Oxford.
- Estou com saudades das minhas crianças - eu ri de mim própria, eles já eram adultos.
- Eu também amor, eu também..... o tempo passou tão rápido. Parece que ainda foi ontem que nos casamos. - a chuva aumentava ainda mais, a visão da estrada era precária.
- É, eu ainda lembro de você totalmente lindo me esperando no altar - ele sorriu para mim.
- E você falubosa naquele vestido branco.
- Nós ainda estamos muito jovens - eu brinquei, derrepente um clarão veio em direção ao nosso carro - , OLHA O CAMINHÃO! - eu gritei.
A única coisa que vi foi me jogando em um movimento rápido para fora do carro. Fiquei desacordada por poucos minutos, olho a frente vejo uma catástrofe. Começo a me desesperar, chego mais perto vejo o tamanho da gravidade. Vejo sangue, um carro totalmente destruido, a frente do caminhão acabada...um corpo no meio das ferragens. Escuridão, tudo se apaga em minha mente, desmaiei.
Horas depois acordo em uma cama de hospital, olho em minha volta vejo curativos pelo meu corpo. Chamo o médico, ele explica meu quadro clínico, foram só alguns ematomas, pergunto de ele desconversa, diz que conversariamos depois, pergunto novamente ele não responde. Na terceira vez ele percebe minha ansiedade por notícias de meu marido, as consigo. não suportou a batida, faleceu. O mundo desabou sobre mim.
( /Flash Back)
(n/a: aconselho a ouvir Eternity dos Jonas enquanto lê.)
É meu amor, você se foi e eu fiquei aqui - comecei a cantar uma música com lágrimas caindo de meus olhos, a música que sempre me acalmava quando sentia falta do , o meu .
Looking at a picture of you in my hands
Wondering if I'm ever gonna see you again
Without you I don't know how my life will be
But I believe
It's not goodbye
Cause I will remember you
And I will see you again
When I rise
Cause I know and I believe
I will see you in eternity
So close yet so far
But in my heart you're here with me
You did not leave
You just went to live in eternity
Without you I don't know how my life will be
But i believe
It's not goodbye
Cause I will remember you
And I will see you again
When I rise
Cause I know and I believe
I will see you in eternity
Do you live in the light of the sun again
Dancing in the river of life and
Knowing that'll never end and forever I'll just say
Forever I'll just say goodbye
Cause I will remember you
And I will see you again
When I rise
Cause I know and I believe
I will see you in eternity
It's not goodbye
Cause I will remember you
And I will see you again
When I rise
Cause I know and I believe
I will see you in eternity
Agora estou aqui na nossa rua, a rua onde tudo começou, o começo de nós dois, relembrando da nossa vida juntos, apenas o que restou de nós dois.
Tenho certeza que o nosso amor ainda não acabou. Porque como eu disse uma vez, ele não é o amor da minha vida, e ele completou dizendo: você é o amor da minha existência. E tenho certeza que o nosso amor continua existindo, é maior do que a vida, é maior do que o tempo.
E eu sei que o meu amor, o meu continua existindo, em algum lugar, eu sei que ele está, e eu um dia ainda o irei encontrar.
Porque eu sei, isso não é um Adeus.
FIM.
Bem, queria agradecer á todo mundo que leu e tals, e não me matem pelo final.
Afinal, do que seriam as grandes histórias de amor, sem uma grande tragédia? (;
Heeey, comenta no tópico da fic?! *-*
E me faça feliz =D
Tópico dessa fic, comenta?" *-*
Outras fanfics.