..
.
Reportagem 01 sobre o Rock In Rio
Reportagem 02 sobre o Rock In Rio
Reportagem 03 sobre o Rock In Rio
Reportagem 04 sobre o Rock In Rio
.

Kid Abelha enfeitiça Cidade do Rock

        A apresentação Kid Abelha no Palco Mundo, neste sábado enfeitiçou o público presente à Cidade do Rock. Em um set de cerca de 50 minutos, Paula Toller, espetacular, diga-se de passagem, George Israel e Bruno Fortunato desfilaram sucessos e ganharam aplausos.

        Na coletiva de imprensa Paula previra um bom show, "Todos os anos nós tocamos no Rio , em janeiro. Nós temos uma boa relação com os cariocas, e, ainda por cima vamos tocar no dia do aniversário da cidade", dissera Paula Toller.

        No Palco Mundo, a banda bem entrosada, destaque para as guitarras de Bruno e o sax de Israel, era perfeita para Paula Toller, que não parou de cantar, pular e dançar um só minuto. Britney Spears não deve ter entendido nada.

        Devido ao pouco tempo que teria para se apresentar, o repertório casual da banda teve que ser enxugado, sobrando apenas os hits. O público não queria outra coisa. A entrada de Paula Toller no palco deixou a rapaziada de boca aberta, em cena a cantora vestida de ouro brilhava. Eu tive um sonho abriu o espetáculo, seguida por Te amo pra sempre. Na seqüência de sucessos, Grand Hotel fez o público apaixonado cantar ao pé do ouvido.

        "Dói, um tapinha não dói, só um tapinha não dói", parecia que a Cidade do Rock virara um salão, "Quer dançar? Fixação vai te ensinar", realmente a banda estava bem à vontade. Para encerrar, Fixação e Pintura Íntima deixaram o público com água na boca ou será com a boca cheia d'água?

Sobe


Os bons tempos voltaram

        Com 18 anos nas costas, o Kid Abelha sobreviveu a qualquer maldição, praga e maledicência sussurrada pela crítica. Viveu altos e baixos, mantêm uma carreira low profile, não aparece na Caras. No entanto, possui uma força inexplicável junto ao público. As canções açucaradas, ingênuas e calcadas na Jovem Guarda confirmam a adoração pelos anos 80 que está fazendo do Rock in Rio um revival do rock nacional.

        Quando Paula Toller apareceu (e vale o parêntese: de micro-vestidinho prateado e botas brancas na altura dos joelhos), junto do saxofonista George Israel e do guitarrista Bruno Fortunato, tudo parecia conspirar a seu favor. Com um sorriso permanente e provocante no rosto, o que talvez seja a musa mais injustiçada do pop nacional (alguém cai de amores pela Adriana Calcanhoto? E pela Ana Carolina??) parecia até surpresa com as boas vibrações do show.

        Com segurança e competência (que superam com folga sua limitada força vocal), ela ainda brincou com a onipresente "Só um tapinha não dói", da Furacão 2000, ameaçando a saúde coronária dos marmanjos. Depois de baladas ("Grand Hotel") e iê-iê-iês ("Te Amo Pra Sempre"), sacou a grande aposta do show: "Vamos de anos 80 galera!" "Fixação" e "Pintura Íntima" fizeram até os vendedores ambulantes matarem um tempinho do trabalho para dançar.

        Os casais tiveram as línguas amortecidas com "Como Eu quero" e "Desculpe o Auê", em que a vocalista aproveitou para chamar Rita Lee de "deusa do rock brasileiro". Depois de Ira! e Ultraje a Rigor, depois de Evandro Mesquita e Fernanda Abreu, de Humberto Gessinger e Paulo Ricardo, o Kid Abelha fez sua parte: se o rock brasileiro quiser caminhar para frente, é bom olhar antes para trás. Ali, naquela época dos refrões pra galera de qualquer idade cantar junto. Não precisa pirar demais o cabeção para ser popular.

Sobe


Kid Abelha: show de bola no Rock in Rio

        Com um show recheado de sucessos, o Kid Abelha aproveitou a bola deixada quicando por Elba e Zé Ramalho e fez o público dançar na penúltima noite do Rock in Rio, neste sábado (20/01). Em grande forma física e com um uniforme pra lá de sensual e pernas de fora, a vocalista Paula Toller começou a partida com Eu tive um sonho. Dezesseis anos depois de se apresentar na primeira edição do Rock in Rio e mais experiente, o grupo adotou a tática correta: um sucesso atrás do outro, como Te amo pra sempre, Grand Hotel, Amanhã é 23, Alice, Como eu quero e Pintura Íntima, que encerrou o show de bola.

        A apresentação do Kid Abelha contou também com homenagens a outros craques, como nas músicas Pare o casamento, regravado de Wanderléia, e Desculpe o auê, de Rita Lee, definida como "a deusa do rock brasileiro e mundial" pela artilheira da noite. Paula Toller ainda fez uma tabelinha com o funk e mandou o refrão "um tapinha não dói", virando de costas logo a seguir e fazendo uma parada estratégica, registrada no telão. A torcida delirou. A próxima atração a entrar no gramado do Palco Mundo é a Dave Matthews Band.

Sobe


Paula Toller empolga com microshorts e hits do Kid Abelha

        Para continuar na corrida como musa do Rock in Rio, Paula Toller apareceu com um vestidinho dourado curtíssimo, algo que raramente faz, já que não gosta de se expor. Mas para o evento, decidiu extravasar um pouco mais. A curiosidade, no entanto, foi matada logo em seguida: a bela loira estava com um microshorts dourado por baixo.

        No repertório não faltaram versões, bem ao estilo Kid Abelha, como em Como É Que eu Vou Embora - sem muito "punch" e um vocal relax, até onde Paula alcança. Foi curioso ver o público correndo em direção ao palco Mundo logo na primeira música - estavam dispersos por outras tendas ou sentados, distraídos comendo algo.

        Provavelmente foi um dos shows mais gratificantes para o grupo, já que toda a galera em frente ao palco pulou, dançou e cantou com Paula Toller. Outras músicas conhecidas do grupo da década de 80 ganharam uma roupagem danceteria como Fixação.

Sobe


..
Hosted by www.Geocities.ws

1