TISBE

 

Tisbe, �s tu quem caminha no escuro, rua abaixo?

Tisbe, onde teus passos a levam por esta rua curta?

Levar�o teus passos incertos ao teu destino resoluto?

Tisbe, Tisbe, com que olhos buscas o dia de amanh�?

Consegues ver o sol de amanh�, Tisbe, menina?

Teu vestido n�o a proteger� do frio nem da chuva que escorre por toda a extens�o e a cair pelas barras retorcidas

Oh, Treme agora o teu corpo, Tisbe, com o vento frio que trouxe a chuva

Aquecer�o-te os teus bra�os tr�mulos? e teus l�bios comprimidos, beijar�o amanh�, a quem buscas?

Tisbe, menina ainda, por que, agora, a pequena dist�ncia entre tu e a tua casa, Parece ser t�o maior que a dist�ncia que a separa do teu destino incerto, e o amanh� lhe parece mais distante do que o ano passado?

Por que o mundo parece estar em teu encal�o, e os que passam por ti parecem querer denunci�-la?

Tisbe, menina, a chuva oculta tuas l�grimas, mas n�o o teu medo.

Oh, escutas, agora? a voz que grita �Tisbe! Tisbe!� No alto da rua escura, parecendo querer arrancar-lhe do peito, o cora��o?

Oh, por que, por que? a fronteira dos sonhos parece desaparecer juntamente com aquela luz dourada que foge por aquela janelinha aberta onde era seu quarto de dormir, naquela casinha humilde, no alto da rua escura que vai sumindo enquanto voc� contorna a esquina, no fim da ladeira, para nunca mais outra vez ser vista.

 

Roger Silva

Domingo, 12 de Dezembro de 2004, 17:42hs

Dedico este poema a uma pessoa muito amada, que habita comigo os dois mundos da minha vida: o mundo das minhas fantasias, e o mundo de sonho real que me envolve, que me arrasta para uma vereda de felicidade plena, toda vez que  sinto seu esp�rito junto do meu. TQM.TAM.

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