Tisbe, �s tu quem caminha no escuro, rua
abaixo?
Tisbe, onde teus passos a levam por esta rua
curta?
Levar�o teus passos incertos ao teu destino
resoluto?
Tisbe, Tisbe, com que olhos buscas o dia de
amanh�?
Consegues ver o sol de amanh�, Tisbe,
menina?
Teu vestido n�o a proteger� do frio nem da
chuva que escorre por toda a extens�o e a cair
pelas barras retorcidas
Oh, Treme agora o teu corpo, Tisbe, com o
vento frio que trouxe a chuva
Aquecer�o-te os teus bra�os tr�mulos? e teus l�bios comprimidos, beijar�o amanh�,
a quem buscas?
Tisbe, menina ainda, por que, agora, a
pequena dist�ncia entre tu e a tua casa,
Parece ser t�o maior que a dist�ncia que a
separa do teu destino incerto, e o amanh�
lhe parece mais distante do que o ano
passado?
Por que o mundo parece estar em teu encal�o,
e os que passam por ti parecem querer
denunci�-la?
Tisbe, menina, a chuva oculta tuas l�grimas,
mas n�o o teu medo.
Oh, escutas, agora? a voz que grita �Tisbe!
Tisbe!� No alto da rua escura, parecendo
querer arrancar-lhe do peito, o cora��o?
Oh, por que, por que? a fronteira dos sonhos
parece desaparecer juntamente com aquela luz
dourada que foge por aquela janelinha aberta
onde era seu quarto de dormir, naquela casinha
humilde, no alto da rua escura que vai
sumindo enquanto voc� contorna a esquina, no
fim da ladeira, para nunca mais outra vez
ser vista.