A menina que eu sempre via triste e
sozinha
Sentada no cantinho da calçada ali ficava
Com a cabecinha baixa brincava com pedrinhas
Em uma casinha humilde com sua mãezinha morava
Não tinha irmãozinhos e nem amiguinhos havia
Contentava-se em fazer desenhos no chão batido
E lá criava fictícios amiguinhos e com eles vivia
Até que um dia seus olhinhos úmidos já abatidos
Fecharam-se cansadinhos sob o peso de sua tristeza
E a triste e delicada menina um sono profundo dormiu
E lhe acordou um anjinho dizendo-lhe uma certeza
A menina já de olhos vivos e semblante feliz sorriu
Nessa mesma noite algo diferente na pobre vila ocorreu
E todos no dia seguinte na ruazinha da vila comentavam
O sonho que tiveram uns, a outros o mesmo aconteceu.
Que uma menina com outras crianças sobre a vila voavam
E jogavam de suas mãos um pozinho fino e brilhante
O tempo passou como uma andorinha no céu da vila
Depois de três anos aquele pequeno lugar mudou bastante
Muitas crianças, muita alegria, agora lá havia
Roger Silva