O quarto depoimento: do jeito que veio, vai!

                                                                                                                        Priscila Araújo 

Foi em 2005. Eu já tinha visto ele antes, mas ele nunca falava comigo, e como eu não conhecia ninguém, não me atreveria a ir lá falar com ele... Era preciso de muita coragem pra fazer isso, coisa que estava em faltava naquela época. Eu estava na igreja há seis meses quando minha mãe ouviu o pastor falar que estavam abertas vagas para todos os adolescentes que quisessem entrar no “conjunto de sinos”, eu particularmente, nem me interessei... Achei que não era a minha praia, mas minha mãe foi lá e deu o meu nome e, para a minha enorme surpresa, depois de várias etapas de seleções, eu fui uma dos 10 escolhidos e, adivinha quem foi escolhido também? Ele, o Kelyson, mas eu ainda não sabia o nome dele.

Primeira reunião na casa da Elaine, que era a responsável pelo conjunto e dona dos sinos também, a primeira coisa que eu falei lá foi com uma menina chamada Edjane: “por favor, você pode afastar um pouco pra lá? É o único lugar que tem pra sentar”. Até aí tudo tranqüilo, eu estava tão calada que eu acho que todo mundo pensou que eu realmente fosse daquele jeito, mas estavam enganados.

A reunião acabou e, todos foram embora. Mas o que me deu nos nervos foi que o Kelyson e o Marcus Vinícius, saíram e não deram tchau para mim... Eu quase morri de raiva.... Mas a gente supera porque A MINHA VINGANÇA SERIA MALIGNA HAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!!!
A primeira vez realmente que eu falei com o Kelyson eu não lembro direito, mas isso não vem ao caso, o importante é que a gente se conheceu e, junto com o tal Marcus que um dia seria meu namorado e eu nem imaginava, formamos os m&m`s que significava manos do meio da mesa justamente porque nós éramos o meio da mesa do conjunto de sinos. Traduzindo, nó éramos os melhores amigos, ninguém nos separava, até nas apresentações em outros lugares nós íamos no mesmo carro ou no mesmo banco se fosse na Kombi. Na igreja, a gente sempre sentava junto, e kelyson sempre foi super legal com a gente, um amor de pessoa.

Mas teve uma hora que ele percebeu que eu gostava do Marcus e que ele gostava de mim e, como um bom amigo e cupido, ele tentou dar umas indiretas bastante diretas mas, como ele mesmo diz, a gente não percebeu de tão tapados. Mas um dia uma amiga minha (Renata) chegou e mandou “V”, isso mesmo, falou logo pro Marcus que eu gostava dele e vice-versa, mas eu não vou entrar em detalhes não.

Então chegou o grande dia: 03 de setembro de 2005. depois de muitas ondas, nossos pais acabaram deixando a gente namorar. No outro dia, querendo ou não, a gente ficou todo por fora porque era o nosso primeiro dia como namorados e era meio estranho, pelo menos pra mim.
Até aí beleza, fui pra sala da UPA e, não lembro porque, Marcus foi depois de mim, quando eu cheguei na sala tinha um lugar do lado do Kelyson e outro lá o outro lado, eu sentei perto do Kelyson e daqui a pouco Marcus chegou. Não tinha pra que ele falar aquilo, mas ele chegou no ouvido do Kelyson que andava meio desorientado da vida, e disse “da pra deixar eu sentar do lado da minha namorada?” ele saiu todo desconfiado e eu fiquei morta de vergonha.
Desse dia em diante, o meu miguxo meio que se afastou da gente, acho que ele pensou que só porque estaria com a gente ele serviria de vela, mas ele estava MUITO enganado quanto a isso. Então eu resolvi conversar com ele várias vezes pra convence-lo de que ele nunca seria vela, e foi bem difícil. Desde lá aconteceram várias coisas e eu sempre contava tudo pro Kel, mesmo ele estando meio distante.

Mas o que ele não sabe é que nós amamos muito ele (em Cristo, como verdadeiros irmãos), e que ele é um bobo de se achar vela perto de nós, mas mesmo assim ele continua sendo o meu melhor amigo do mundo inteiro, uma das pouquíssimas pessoas que eu confio de verdade pra contar a minha vida toda. Então eu escrevi (ou melhor, digitei) isso aqui porque eu acho que talvez se ele soubesse disso ele largaria a mão de ser um bobo e voltaria a viver grudado com a gente que nem a tábua e o ferro de passar, ou o teclado e as teclas... E assim sucessivamente...
Então é isso, e muito mais que ainda vai acontecer!!!




Ass.: Priscila Araújo Medeiros Leite

 

 

Pois é pessoal...

Taí uma garota que foi bem sincera e direta quanto às minhas qualidades e os meus defeitos...

Fiquei sem palavras pra contra-argumentar...

Fui!

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