A base MIR caíraperto de 30 pesqueiros


Por Andrew Demaria WELLINGTON (CNN) -- As autoridades da Nova Zelândia informaram que há mais de 30 navios cargueiros e de pesca na zona prevista para a queda dos destroços da estação espacial russa, Mir, que faz suas últimas órbitas. Nos barcos, há pelo menos 27 pescadores de atum que souberam nesta quinta-feira que a trajetória final da Mir situa o alvo central dos destroços a apenas 241 quilômetros ao sul de suas posições.

.A Autoridade de Segurança Marítima da Nova Zelândia, MAS, disse que continuará a transmitir e atualizar os avisos aos navegantes antes do horário previsto para o início da reentrada da Mir na atmosfera terrestre, na sexta-feira, por volta das 18:30, horário local.

As autoridades espaciais russas traçaram a trajetória final da Mir e estão checando todos os sistemas antes de iniciar uma série de três impulsos controlados para a reentrada da velha estação.

A mudança na órbita final da Mir significa que a estação não mais passará diretamente sobre as ilhas Fiji e Tonga. A trajetória agora deixará a Mir mais perto da Nova Zelândia.

Grande parte da estação espacial deverá explodir quando a Mir reentrar na atmosfera terrestre, mas os restos deverão cair no oceano Pacífico, entre a Nova Zelândia e o Chile. A velha estação, de 15 anos, pesa 143 toneladas e os engenheiros calculam que até 30 toneladas de destroços cairão na Terra.

Wayne Heikkila, da General Manager of the Western Fishboat Owners Association, que opera os barcos, disse que os pescadores foram inadequadamente alertados e só tomaram conhecimento do risco da Mir na semana passada. As embarcações são, em sua maioria, de norte-americanos baseados em Samoa.

Heikkila crescentou que agora estão todos alertados da zona prevista para a queda e que os barcos se concentraram, juntos, em uma zona a sudoeste de Samoa e a oeste da ilha Chatham, da Nova Zelândia.

Segundo a MAS, há cinco ou seis outros navios mercantes mais ao norte. O mau tempo e a baixa velocidade das embarcações impedem que a frota pesqueira fuja da região.

"Demora alguns dias para sair da área", disse Hekkila. "É apenas mais uma coisa para eles se preocuparem. Já enfrentaram antes muitas coisas, como tufões, e esperamos que tudo dê certo".

Mas as tripulações não estão preocupadas demais, segundo Hekkila, e é provável que se posicionem melhor para assistir aos momentos finais da Mir.

"Definitivamente, estarão com toda a atenção voltada para a queda", disse. "Não acho que vão para a cama com uma coisa dessas. Sem dúvidas, estarão assistindo a tudo".

O risco de algum navio ser atingido pelos destroços da Mir é remoto, mas a MSA está pronta para agir com rapidez em uma operação de busca e resgate. Uma das maiores dificuldades para as autoridades e navios é a mudança na trajetória da Mir à medida que as autoridades espaciais russas reavaliam os planos para a reentrada da estação.

Embora possa estar em um ponto vantajoso para assistir à queda flamejante da Mir, a frota pesqueira corre mais risco do que os civis em terra. O diretor de vôo Victor Blagov disse que os fragmentos cairão longe das regiões povoadas, noticiou a agência Itar-Tass.

Apesar disso, autoridades no Japão, Fiji, Austrália, Nova Zelândia e outros países situados no sul do Pacífico estão acompanhando de perto o andamento da Mir, aconselhando a população a estar preparada para buscar abrigo quando da queda da estação, o mais pesado objeto artificial em órbita. (Com informações do correspondente da CNN. Andrew Demaria)

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