Borghi é
o rei !!!
No plebiscito,
realizado em 1993, para a escolha da forma e do sistema de governo, entrou
também em discussão a Monarquia. Ou seja, na época
os eleitores poderiam optar por esta modalidade de governar a nação.
Neste ano, eu era um mero estudante secundarista. Eu apoiaria a Monarquia
se o ungido com este nobre título fosse uma pessoa autenticamente
identificada com o perfil brasileiro, trabalhador e motivador das massas.
O que se via na mídia eram os descendentes da família real
que governou o Brasil no século XIX. Não era isso que eu
queria. Esse rei idealizado seria utopia, até que, em meados de
março de 1993, surgiu o REI.
Seu nome era
Clóvis Augustus Borghi, colega de turma, ele não se autoproclamou
rei. Foi aclamado como o onipotente, o onipresente e o onisciente. Diariamente,
ouvia-se o coro "Borghi é o rei! Borghi é o rei! Borghi
é o rei!". A partir daí, a campanha pró-Monarquia
alavancou. Nisto surgiu, um incoveniente: Borghi não seria rei,
os coordenadores oficiais da campanha "Vote no rei" não
eram favoráveis a esta escolha. Decepção. Então,
no dia 21 de abril de 1993, conforme previsto, a Monarquia saiu derrotada
perante ao Presidencialismo. Se Borghi fosse o "candidato" oficial,
a história com certeza teria sido outra...
O tempo passou
e os presidentes mudaram. E ainda continua aquele "sonho": Borghi,
rei do Brasil. Ainda que discretamente, os simpatizantes continuam a divulgar
o ideal borghiano. Eles estão em todos os pontos do território
nacional. Existem simpatizantes que se identificam tanto com a causa que
são confundidos com o próprio Borghi. Mas o importante é
a contínua propagação deste ideal.