| Bad
World Tour 1987 |
Primeira
turnê solo de Michael após ele ter se separado dos
The Jacksons, grupo formado por seus irmãos e que quem
gerenciava o grupo era joseph Jackson, o próprio pai dos
rapazes, durante muitos anos Michael e seus irmãos eram
submetidos às ordens de Joseph, mas com o decorrer dos
anos, cada um começou a seguir sua carreira como cantor
solo, e não querendo desmerecer os outros irmãos
de Michael, não podemos nunca negar que quem realmente
se tornou um destaque na família fora ele, desde pequeno
que Michael chama a atenção das pessoas, as pessoas
começaram desde cedo a perceber que ele tinha algo de diferente
de seus irmãos e, que ele tinha que ter chances para subir
e alcançar um posto mais alto na indústria da música,
e foi isso mesmo que aconteceu. ao se separar dos irmãos,
Michael obteve maior êxito em sua carreira profissional
como solista e certamente calou a boca de peessoas que acharam
que ele seria mais um cantor que estava surgindo. Mero engano!
Michael mostrou ser um cantor que tinha talento e muita dedicação
no que ele queria fazer de sua carreira e não tinha medo
de arriscar, afinal, quem não arrisca não alcança
seus objetivos, mas Michael percebeu que tudo na vida tem que
ter seus riscos para poder ter êxito no futuro, então
alguns anos antes, ele lançou seu primeiro disco solo,
Off The Wall que conquistou os críticos e fãs, tendo
cinco canções nas paradas mundiais, e ficou 84 semanas
consecutivas no posto de primeiro lugar na revista Billboard,
o que dizer desde álbum? Mas, mesmo assim esse ainda não
seria o seu melhor, o melhor estava por vir, e em 1982, é
lançado o álbum que realmente conquistou o mundo
e fez de Michael Jackson o cantor mais famoso e mais cobiçado
do mundo, Thriller, vendeu mais de 50 milhões, ganhou oito
prêmios Grammy e permaneceu durante várias semanas
nas primeiras paradas mundiais e virou o Álbum Mais Vendido
de Todos os Tempos.
Em 1987, é lançado o terceiro disco solo de Michael,
Bad, com canções inovadoras e as pessoas começaram
a realmente pegar no seu pé a partir deste momento, agora
ele realmente virou um astro, um mito, seus clipes começaram
a chamar a atenção, suas músicas e o que
certamente causou polêmica foi a capa do disco, Michael
aparece com uma roupa preta e a cor de sua pele esta branca, as
pessoas começam a se questionar, sobre o "por que
ele esta branco?", além de ficarem se questionando
sobre sua sexualidade e do por que de tantas plásticas?
É a vida de Michael se tornou um inferno! As pessoas começaram
a não mais ver ele como um cantor famoso, mas também
começaram a se preocupar com sua vida particular.
Michael finalmente entra em turnê mundial, Bad World Tour,
sua primeira turnê mundial como cantor solo, ele inicia
seus shows no Japão, onde é recepcionado por vários
fãs que o admiram deste a época dos The Jackson
Five, e que agora terão a chance de ver o astro pop se
apresentando sozinho num palco sem seus irmãos.
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| O
Espetáculo |
Geralmente
os japoneses dormem cedo, mas para a premiére da Bad World
Tour no estádio de Karakuen onde os portões foram
abertos as 4h30, neste sábado dia 12 de setembro de 1987,
com uma disciplina inesperada entre fãs, eles chegaram
no estádio sem tumulto, o contrário do que acontecera
na Europa, onde os fãs estavam alucinados. Muitas coisas
incríveis ocorreram pela noite adentro....
Toda cidade foi iluminada! Todos puderam sentir a atmosfera como
se estivéssemos vendo o filme “Blade Runner”,
foi incrível! E, está atmosfera pode fechar a cena
de ficção científica com chave de ouro no
palco. Foi uma ilusão do outro mundo. O show começou
às 6h30, no Japão o show começou mais cedoas
luzes se apagaram, trovões estremessem o palco, e de repente
um muro de luzes aparece no centro do palco. As luzes são
tão deslumbrantes. Ensurdecedor! Cinco dançarinos
emergem das fumaças do palco numa figura de sombra. As
fumaças estão por todo lado. Michael está
no centro ao lado de quatro dançarinos, perfeitamente sincronizados.
A multidão está gritando, “Maikeru!maikeru!maikeru!”
(nome do Michael pronunciado em japonês). A tensão
está acessa. Michael aponta para a platéia na primeira
nota de “Wanna Be Startin´ Somethin´”,
que explode com o primeiro acorde de piano de Greg Phillinganis
e Rory Kaplan, que adiciona um ritmo de bateria demoníaca
de Ricky Lawson. Delírio total! A coreografia foi perfeitamente
conduzida por Michael. E sua voz cristalina e pura. A platéia
japonesa está usualmente sentada, eles não resistem
ao ritmo de dança de Michael e se levantam. Os fãs
cantam junto em coro, “ma ma se, ma ma as, ma ma côo
as”, com Michael e seus dançarinos. A atmosfera está
quente! Instantaneamente, Michael dá uma pausa, e começa
a próxima canção, “Things I Do For
You”, do álbum Destiny dos The Jacksons. Laseres
verdes circulam ao redor do palco. A coreografia foi a mesma utilizada
durante a Victory World Tour com seus irmãos. Antes de
começar “Off The Wall”, Michael grita para
os fãs japoneses “Kombawa” (que significa Boa
noite), então a multidão fica alucinada. O coro
desta canção é tão bonito que os fãs
não conseguem resistir e começam a cantar junto
com Michael. Uma curta interrupção é dada
para permitir que Michael e a multidão possam respirar
antes que ele comece a legendária balada “Human Nature”.
Os fãs estão atordoados com a performance de Michael,
cada fã fica anestesiado apreciando cada segundo da música.
A tensão está pegando alto no fim desta canção
quando Michael aparece no centro fazendo “moonwalk”.
Ambos os lados do palco mostram nos telões os detalhes
da coreografia. De repente, uma imensa cortina branca cobre o
centro do palco, luzes se apagam, com exceção do
centro. Atrás de Michael parece uma chinesa numa sombra,
e uma voz surge na introdução de “Heartbreak
Hotel”. Esta é uma das melhores canções
de Michael! Ele explode literalmente no palco, dando tudo de si
nesta faixa. Muito bom! a quantia de tecnologia dada no espetáculo
nos coloca dentro de um Túnel do Tempo. Para o próximo
single, toda a platéia esta sentada e ouvindo silenciosamente
a belíssima canção “She´s Out
Of My Life”. Numa profunda emoção, fazendo
com que todos se inspirem e muito dos fãs começam
a chorar. A voz de Michael é abençoada por Deus.
No final da canção, quando Michael para antes da
última palavra “life”, os fãs se dãs
as mãos e fazem uma pequena oração. Michael
não abandona o palco nem por um segundo, antes de seguir
em frente com o medley dos hits dos The Jackson Five. “Agora
vou partir para as canção antigas da moda antiga”,
nos telões aparecem cenas de 25 anos atrás, quando
ele começa a cantar, “I Want You Back”, “The
Love You Save” e finaliza com a imortal “I´ll
Be There”. No final do medley, Michael brinca com seus fãs
fazendo eles repetirem “Can You Fell It”. e os fãs
respondem com, “Nós te amamos, Michael!”.
Michael dá um grito antes de começar “Rock
With You”, “I think I wanna rock”.
Sozinho no palco, Michael nos faz sentir a sua belíssima
voz ecoar dos céus. Ele é um gênio! Então
vem “Lovely One”, uma faixa de funk/salsa seguida
de uma sofisticada coreografia.
Numa linha os dançarinos e músicos seguem Michael
juntos numa coreografia sincronizada. Michael expressa “Eu
amo vocês!”, antes de ir para o camarim no primeiro
intervalo do show.
Ricky Lawson dá um solo de bateria com uma avalanche de
ritmos diferentes durante cerca de dez minutos. Então,
Michael volta ao palco com a sensacional “Working Day And
Night”, Michael fica imóvel por alguns instantes
antes de iniciar a batalha entre ele e os dançarinos. A
multidão está muito quente! De repente, Michael
segue com toda sua banda, ele sobe em muitos degraus para desaparecer
num passe de mágica dentro de um cilintro prata, e poucos
segundos após, ele reaparece do outro lado do palco. Uau!
Inicia-se os acordes de baixo da canção “Beat
It” a todo vapor no Karakuen Stadium, enquanto Michael esta
num guindaste que passa por cima das cabeças dos fãs
histéricos. A coreografia é muito violenta com artes
marciais em demonstração... o povo japonês
ama tudo que vê. Com a pesada performance de guitarra de
Jennifer Baten, Michael triunfa na dança como somente ele
pode fazer. Uma imensa explosão vem para concluir a canção.
Agora sobre os fãs japoneses o que dizer sobre sua consolidação...
Michael ataca novamente com “Billie Jean” e deixa
a todos no estádio excitados. Michael triunfa na dança
como apenas ele pode fazer com o maravilhoso passo “moonwalk”.
Os fãs estão alucinados! Michael agradece dizendo
palavras em japonês, que excita a todos.
“Shake Your Baody (Down to the Ground)”, a próxima
canção a ser tocada no show com quinze minutos de
duração, com um frenético ritmo funk e danças
sincronizadas como num relógio suíço.
Segundo intervalo, e antes de sua banda retornar com “Thriller”,
num telão aparece escrito em letras sangrentas. A atmosfera
fria com zumbis sobre o palco conduz Michael para a coreografia
que o mundo todo conhece.O final é encerrado com a famosa
risada de Vicent Price.
Todos estão congelados e apavorados... do que aconteceu
no palco é lógico! Os fãs estão entrando
em estado de choque a cada performance.
Michael dá duas novas faixas de seu novo álbum Bad.
Primeiro, com a balada romântica, “I Just Can´t
Stop Loving You”, um dueto interpretado entre Michael e
Sheryl Crow. No final do dueto, eles se abraçam suavemente.
O grande final é com a canção “Bad”...
energética e aterrorizante. Michael se mostra como um homem
valente do subúrbio, dando a todos o combate. Certamente
um dos melhores momentos do espetáculo. “Eu amo Tóquio!
Sayonara!”, diz Michael antes de sair do palco em volto
a uma fumaça.
Todos que estiveram presentes neste memorável show de duas
horas intensas jamais se esqueceram do talento explosivo que Michael
tem.
O segundo show foi no dia seguinte, 13 de setembro de 1987, e
Michael fez mais uma apresentação excitante!
Os fãs japoneses se sentiram no céu.
Todos perceberam que o segundo espetáculo foi idêntico
ao primeiro, mas todos admitem que Michael Jackson é o
Maior Entretener De Todos Os Tempos. Após o terceiro show
em Tóquio, Michael declarou para a mídia, “o
primeiro dos meus três shows no Japão foi uma experiência
única. O público japonês é o melhor
e eu agradeço a todos da platéia. Eu gostaria de
realizar dez shows. Obrigado a todos!”
Fonte:
Revista Nations of Magic número: 02
Comentário
Final
Michael
- “Quincy e eu pensamos que isso seria um grande fracasso,
BAD, porque este disco foi uma grande loucura, nós quisemos
inovar em termos de melodias e ritmos e deu certo na época,
eu sempre tento deste modo melhorar, fazer o que ninguém
tenha feito antes do qual ninguém tenha ouvido”.
A
turnê Bad é considerada entre centenas de fãs
como a melhor turnê já produzida pelo Michael Jackson,
em relação a todos os aspectos, principalmente por
ter sido a sua primeira turnê solo, onde ele pôde
nos mostrar todo o seu talento como entretener, foi a primeira
turnê solo que ele cantou ao vivo em todos os shows e fez
coreografias belíssimas e explosivas, deixando a todos
presentes a cada noite de espetáculo alucinados com tanta
tecnologia e tanta experiência profissional de um artista
que iniciou a sua carreira como cantor aos cinco anos de idade,
quando cantou pela primeira vez a um público de alunos
e professores de onde estudava, Michael certamente veio ao mundo
para nos entreter e nos mostrar que com determinação
tudo pode ser possível.
Apesar de centenas de fãs afirmarem que Bad foi a melhor
turnê, Michael não gosta muito de se lembrar dessa
época, afinal, foi sua primeira turnê solo após
se separar de seus irmãos, e não vou mencionar os
motivos de sua separação e muito menos estender
esse assunto, afinal de contas, todos já conhecem essa
história, mas uma coisa eu tenho que fixar nesse post,
Michael Jackson é o melhor entreter de todos os tempos,
e todas as suas turnês foram sensacionais, eu amo tudo que
ele faz e não posso negar que às vezes eu assisto
ao show da Bad World Tour em Yokohama.
Mas a seguir vocês irão conferir as turnês
subseqüentes a Bad, Dangerous World Tour, HIStory World Tour
e futuramente mais uma turnê entrara nesta lista.
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