A quantidade de água eliminada pelo suor depende da intensidade da atividade física,
assim como da temperatura e umidade ambientais. A defesa mais eficaz contra o aquecimento
é a hidratação adequada, alcançada pelo equilíbrio entre consumo e perda de água. A
diferença entre o peso corporal antes e depois do exercício poderia ser utilizada para
indicar a perda de água durante o exercício e a reidratação necessária para a
atividade subseqüente. De fato, se a hidratação for entregue somente ao controle da
sede, a reidratação poderia levar alguns dias para o total restabelecimento hídrico,
mesmo após grave desidratação.
A ingestão "extra" de água antes do exercício, em ambientes quentes,
proporciona alguma proteção, aumentando a sudorese e evitando significativamente grandes
elevações da temperatura interna durante o exercício. Seria indicado o consumo de 400 a
600 ml de água, 20 minutos antes do início da atividade física. No entanto, esse
procedimento não elimina a necessidade de reposição contínua de água durante o
exercício. Um volume de cerca de 250 ml ingerido a cada 10 a 15 minutos de intervalo é
satisfatório, pois maiores volumes tenderiam a produzir a sensação de "estômago
cheio".
Algumas pessoas se iludem com a diferença de peso entre o início e o final do
exercício. Essa diferença representa a quantidade de líquido perdido com a atividade, e
não o peso perdido em forma de gordura. O líquido precisa ser reposto de qualquer
maneira, mas essa reposição não tem a função de compensar a quantidade de calorias
gastas durante a atividade física, pois a água não tem valor calórico, ela só evita a
desidratação. Se o indivíduo faz uma dieta balanceada e pratica esportes, a perda de
peso e gordura corporal vai acontecer de qualquer forma.
Os isotônicos só precisam ser realmente consumidos quando o indivíduo perde mais de 2%
do peso corporal pela transpiração. Nestes casos é melhor usá-los no lugar da água
porque uma grande quantidade de sódio e outros minerais são eliminados.