A competição tem
sentidos diferente para os que cultivam o
karate-do. Há os que buscam melhora-se pelo
treinamento do karate, e os que lutam karate
(aplicam as técnicas de combate da arte em
competições): os primeiros entendem que a
vitória e a derrota fazem parte da vida
embora busquem um prêmio ao aplicar sua técnica
que é a paz de espírito e a
felicidade; os segundos ainda têm uma visão
acanhada do mundo e da vida e buscam a todo
custo o brilho dos pódiuns e os resultados a
qualquer custo.
Os primeiros aceitam a
derrota como parte da vida sabendo que de
modo algum indica que são piores que quem
quer que seja, mas apenas que o juízo
dos árbitros não foi favorável a ele
naquele dia, mas para outro...
Desmerecer verbalmente o
adversário?Para que? Se ele é ruim, quem
entende sabe ver isto! Desmerecer a
arbitragem? Para que? Os erros dela são
problema dela! Desmerecer os regulamentos?
Para que? A partir do momento que se
inscreveu no evento, passou a concordar com
eles...
Importante refletir assim
para evitar a incoerência egoísta que
classifica de bom apenas os que concordam
conosco e com nossos pontos de vista, nos
dando vantagem em julgamento.
O mundo é feito de
desiguais e saber viver é saber conviver com
as diferenças.
O verdadeiro karateka
busca nas competições só um teste, não só
para seu corpo, mas para sua alma também,
tanto melhor será testado seu corpo quanto
mais efeiciente e respeitável sejam os
organizadores da competição a que se
vincula. e existem competições de
entidades muito respeitáveis que não são
nada adequadas para este fim por estarem seus
árbitros viciosos na arrogância do
pensamento de prepotência em que se nutrem.