:: Felizes para sempre!



Dalgi Vivan, 56 anos, e Orestes Asprino, 54 anos, estão apaixonados. Ai,ai... Casam-se no civil no fim deste ano, após uma longa amizade que, por acaso, se transformou em paixão.

Dalgi era amiga de Orestes e, principalmente da falecida esposa dele. Ela trabalha com ele (são professores) no Colégio Consolata, em São Paulo, há cerca de 30 anos e sempre compartilharam tarefas e projetos do colégio e do Grupo de Leigos Missionários da Consolata, um movimento católico.

Em 1997, Orestes ficou viúvo. Ele não imaginava sair em busca de um novo amor, mas também não pretendia permanecer só.
“Após um casamento de 25 anos, eu sentia a necessidade de dar um rumo a minha vida. Não que me sentisse solitário, mas porque não queria simplesmente viver, daquele momento em diante, apenas para minhas filhas. Sei que elas já são adultas e estão bem. Eu sentia a necessidade de ter alguém para compartilhar momentos juntos. Nunca fui de sair pra paquerar. Pensava em algumas pretendentes, entre elas, a Dalgi. Mas, pra falar a verdade, não conseguia enxergar nela nada mais do que uma amiga”.

:: De repente

No início deste ano, mas precisamente em fevereiro, uma situação triste acabou unindo os dois.
“Fui fazer uns exames e o médico apontou a possibilidade de eu estar com um tumor no cérebro devido a um tombo que havia levado. Sempre fui forte, nunca temi nada, mas, diante daquilo, me vi desesperada. Estava numa péssima fase, porque sempre controlei tudo, sempre fui muito alegre, dona da minha própria vida, e, naquele momento, nada podia fazer. Numa noite, quando estava muito angustiada, o Orestes me ligou para pedir opinião sobre um jornalzinho que fazemos para o colégio. Ele percebeu que eu não estava bem e perguntou o que estava acontecendo. Daí acabei desabafando. Naquele mesmo instante ele veio para a minha casa e ficamos conversando das dez da noite até umas duas da manhã”, conta Dalgi.

A partir daí, Orestes passou a se encontrar sempre com Dalgi e, aos poucos, a afetividade entre os dois foi aumentando, principalmente da parte dele. Em 13 de maio, a vontade de Orestes de se declarar à Dalgi já era sufocante. Durante a ida a uma reunião do Grupo dos Leigos ele tentou várias vezes revelar seu amor, mas tinha medo que amiga o rejeitasse e que a amizade fosse afetada.
“Na volta da reunião, ele me deu uma carona para eu pegar o ônibus pra Botucatu, interior de São Paulo (a família de Dalgi é de lá), e, mesmo sem precisar, parou o carro no estacionamento, dizendo que precisava me falar algo. Como eu estava apressada, nem deu tempo dele falar nada”.

Na terça-feira, dia 16, Orestes não pode conter sua ansiedade. Ele foi até a casa de Dalgi e entregou dois bilhetes e uma cartinha para a amada. Foi a forma que ele encontrou para se declarar.
“Nunca teria coragem de abordar a Dalgi com alguma cantada ou indireta, porque sempre a vi como amiga, com muito respeito. Por isso, optei por expressar meus sentimentos no papel”, conta Orestes.
Dalgi ficou, inicialmente, sem reação.
“Eu fui bem sincera e até meio grosseira com ele. Disse que nunca tinha visto ele como ‘ser sexuado’. Sempre o admirei pelo ser humano que ele é. Até comentava essa admiração coma ex-esposa dele. Como homem, nunca tinha imaginado. Mesmo porque, nunca condicionei minha felicidade a um homem. Estava aberta a conhecer alguém, mas sem procurar por isso. Pedi um tempo para pensar em tudo”.

:: Casório

Com o tempo, os encontros entre os dois aumentaram e logo Dalgi estava entregue ao sentimento que Orestes tinha desde o princípio. Daí começaram os planos (o que incomoda Dalgi, aliás. Ela diz gostar de viver o hoje sem pensar no amanhã) e também a necessidade de contar o surpreendente namoro para a família. A reação foi boa, de ambas as partes.
“Até estranhei. Pensei que minhas filhas não fossem aceitar, mas elas adoraram a idéia, principalmente, pelo fato de ser a Dalgi. A Dalgi sempre foi amiga delas, inclusive nos momentos difíceis, como na morte da minha esposa”, conta Orestes.

Dalgi e Orestes estão muito felizes, apesar de serem bastante diferentes um do outro.
“Estou transformando ele num ser notívago. Sempre gostei de sair, viajar e ele não curte muito isso. Acho que estou levando ele pro mau caminho”, sorri.

O casório no civil, que era refutado por Dalgi, no começo, acontece no próximo dia 11 de novembro. Estamos torcendo para que eles sejam bem felizes.

PS: Felizmente a doença de Dalgi foi apenas um susto. Ela passa muito bem

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