Termópilas
Portões de Fogo

 

 
Apesar de  derrotados pelos Atenienses na Batalha da Maratona, em 490 aC, os persas não desistem do propósito de conquistar a Grécia continental. 
Afinal, para um império poderoso, que controla a Ásia Menor, a Lídia, Judá, Síria, Mesopotâmia e Egito, chegando às fronteiras da Índia, o que aconteceu em Maratona é considerado um revés ocasional, que pode e deve ser superado. Mas as atenções do rei Dario I são desviadas para algumas revoltas que eclodem em seus domínios e ele acaba morrendo, em 486 aC, durante uma expedição punitiva.
Caberá ao seu filho, Xerxes, herdar, além do trono, o projeto  de uma grande campanha militar contra os gregos balcânicos. 



Em 480 aC, os preparativos ficam prontos. Um poderoso exército composto por cerca de 150 mil homens, provenientes de todos os recantos do império, prepara-se para cruzar o Helesponto, apoiado por numerosos navios de guerra e de carga.

Na Europa, os gregos se dão conta do imenso perigo que os ameaça.  
Apesar de suas eternas divergências, as principais polis (cidades-estado) helênicas concordam em juntar suas forças, sob a liderança de Esparta.

Mas quando a invasão começa, os gregos ainda não estão prontos.
Planejam reunir um exército de 50 mil soldados porém ainda só conseguiram mobilizar 10 mil, além da frota que Temístocles convenceu seus concidadãos atenienses a fazer construir. 

 

Precisando ganhar tempo, o comando aliado decide mandar um contingente para retardar o avanço asiático nas Termópilas (portões de fogo), uma estreita passagem entre o norte e o centro da Grécia, por onde os persas deverão passar, pois avançam pelo litoral, para serem abastecidos por seus navios carregados de mantimentos.  Desse contingente, fazem parte 300 hoplitas espartanos, liderados por um de seus arcagetos (reis), Leônidas.


Os espartanos partem para enfrentar os persas (Cena do filme "300")

Quando os invasores chegam ao local, deparam-se com a pequena força grega.
Xerxes oferece-lhe uma rendição honrosa e, durante quatro dias, espera, em vão, uma resposta positiva.
Como ela não chega, ele ataca. Mas a estreita passagem não lhe permite tirar vantagem de sua imensa superioridade numérica. Lutando furiosamente, os gregos aniquilam os batalhões persas que ingressam no desfiladeiro.
Os ataques se sucedem, sempre com o mesmo resultado. E até os Imortais, a tropa de elite de Xerxes, recuam, derrotados. 


Os persas atacam (Cena do filme "300")

A tradição sustenta que um pastor grego, morador da região, revelou ao rei persa a existência de um caminho alternativo que contorna a passagem. Por ele será possível envolver os defensores de Termópilas, atacando-os também pela retaguarda.


Quando os gregos percebem a manobra, compreendem que a resistência se tornou inviável e preparam-se para abandonar a passagem, antes de serem cercados pelos persas.

Porém Leônidas e seus espartanos, surpreendentemente, decidem ficar, fiéis às rígidas regras de honra militar vigentes em Esparta que proclamam ser vergonhoso dar as costas ao inimigo.

O resultado de tal decisão é óbvio. Todos os 300 espartanos são mortos, não sem antes  infligirem pesadas perdas aos invasores.

Conta-se que Xerxes, extremamente irritado com a obstinação daquele punhado de homens, mandou decapitar o cadáver de Leônidas.

 

Muito tempo depois, no local onde os espartanos tombaram, foi erguido um pequeno monumento para imortalizar o episódio heróico. No monumento, gravou-se esta inscrição:

"Viajante que por aqui passais!
Quando chegardes a Esparta,
dizei que aqui morremos,
cumprindo suas leis!
"


 


As Termópilas no cinema


OS 300 DE ESPARTA  
"The 300 spartans" - EUA - 1962

 
Direção:
Rudolph Maté
Elenco:  Richard Egan ,  Diane Baker, Ralph  Richardson,   Barry Coe e David Farrar




300
  
"300" - EUA - 2006

Direção: Zack Snyder
 

Elenco: Gerard Butler, Lena Headey, Dominic West, David Wenham, Vincent Regan, Michael Fassbender e Rodrigo Santoro

 

 

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