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Em 6 de Agosto de
1945, uma bomba
at�mica carregada de Ur�nio, batizada de "Little
boy", explodiu a
576 m de altura da cidade japonesa de Hiroshima. A bomba foi lan�ada de
um avi�o B-29, comandado por
Paul Warfield Tibbets Jr,
um dos melhores pilotos de bombardeiro do
Esquadr�o 509
que, desde 1943, era treinado nos Estados Unidos para a "miss�o
derradeira". No
corpo do avi�o, Tibbets pintou um nome: "Enola Gay",
em homenagem � sua m�e.
Inicialmente, o alvo seria
Kyoto, ex-capital e centro religioso do Jap�o, mas o secret�rio da
Guerra, Henry
Stimson, trocou-o
por Hiroshima, por ser uma cidade situada entre montanhas, detalhe que
amplificaria os efeitos da explos�o.
�s 02:45h, o Enola Gay decolou da pequena ilha Tinian e, logo depois, levantaram v�o outros dois B-29 que tinham a miss�o de medir
e fotografar a miss�o.
�s 05:45h os avi�es se encontraram sobre Iwo Jima, e seguiram para
Hiroshima, onde chegaram �s 08:15h.
�s 08:15:17h, a
bomba foi lan�ada sobre a cidade.
Um minuto depois da explos�o, George Marquardt, que seguia em outro
avi�o, tirou a primeira fotografia da gigantesca bola de fogo que se
ergueu da cidade.
No centro da
explos�o, a temperatura chegou a 4.000�C, vaporizando em milisegundos
milhares de adultos,
crian�as e animais,
fundindo pr�dios e carros, reduzindo a p� uma cidade de 400 anos. Num
raio de 2 quil�metros, tudo ficou destru�do. Uma onda de calor intenso,
emitia raios t�rmicos, como a radia��o ultravioleta, destruindo tudo em
seu caminho, chocando-se contra as montanhas e retornando � cidade.
Cerca de 75.000
pessoas foram mortas instantaneamente,
sendo que dos corpos de muitas delas sobrou apenas a silhueta.
Ap�s a explos�o, chegou "Kuroi
Ame", a chuva
negra radioativa que desceu sobre as ru�nas da cidade, causando um
grande n�mero de v�timas nos dias seguintes.
Tr�s dias depois, uma segunda bomba foi lan�ada sobre
Nagazaki.
Em 10 de Agosto de 1945, o dia depois do ataque � Nagasaki,
Yosuke Yamahata,
come�ou a fotografar a devasta��o, realizando o registro fotogr�fico
sobre os efeitos de bombas at�micas em seres humanos, pouco tempo ap�s a
explos�o. Caminhando atrav�s da escurid�o das ru�nas e cad�veres, ele
registrou o horror de duas cidades mortas, v�timas de uma das decis�es
mais desumanas adotadas por um pa�s civilizado.
As for�as de ocupa��o Americana censuraram as fotos das cidades
bombardeadas. Elas foram classificadas como secretas por muitos
anos. O governo dos
Estados Unidos n�o desejava que as imagens do horror fossem vistas pelo
mundo.
As Bombas At�micas que atingiram Hiroshima e Nagasaki mataram mais de
250.000 pessoas,
tornando-se um dos maiores massacres de civis da hist�ria da humanidade.
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Rosa de Hiroshima
(1973)
Composi��o:
- Vin�cius de Moraes
e Gerson Conrad
Interpreta��o:
- Secos e Molhados
Letra:
Pensem nas crian�as
Mudas telep�ticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas c�lidas
Mas oh n�o se esque�am
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa heredit�ria
A rosa radioativa
Est�pida e inv�lida
A rosa com cirrose
A anti-rosa at�mica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

A
foto mostra o olho de uma v�tima que olhou a
explos�o. Ele ficou opaco pr�ximo � pupila.
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