Por do sol sobre as ruínas de Akhetaton

       


Tell el-Amarna é o nome moderno de Akhetaton, a cidade construída pelo faraó Akhenaton, por volta do ano de  1350 aC,  que se tornou a residência  real e o centro da revolução religiosa que o rei estabeleceu no país.

       

Atualmente,  ela é parte de um sítio desolado e desértico, à margem leste Nilo, na província de el-Minia, a meio caminho entre Cairo e Luxor  (nos tempos antigos, ficava entre Menfis e Tebas). 

     

É uma das poucas cidades do Egito que foi possível escavar de modo significativo, uma vez que, tendo sido abandonada (e amaldiçoada) menos de 20 anos após sua fundação, os antigos egípcios jamais voltaram a ocupá-la,  circunstância que viria a preservar seu traçado e sua arquitetura. 

       

À exceção do lado virado para o rio, a planície de Tell el-Amarna é inteiramente cercada por uma cadeia rochosa, interrompida, de vez em quando, por uadis

      

A parte mais importante da cidade compreendia o Per-Aton   (conhecido como o Grande Templo de Aton) e o edifício oficial do estado (o Grande Palácio).  Do outro lado da rua ficava a residência particular do faraó, ligada ao Grande Palácio por uma ponte.  Perto dali, erguia-se o Arquivo Oficial, em cujas ruínas foi encontrada a correspondência diplomática  trocada entre  Amenhotep III, Akhenaton e TutAnkhAmon, com os soberanos vassalos da Mesopotâmia, Palestina, Síria e  Ásia Menor (as famosas "Tábuas de Tell el-Amarna"). 
  

       

Maquete do que teria sido o Templo de Aton

 

Os túmulos dos funcionários foram cavados nos rochedos que cercam a planície.  Se excluirmos Tebas e Saqqara,  Tell el-Amarna é o único local que se pode descrever como uma importante necrópole do Novo Império.    Esses túmulos formam dois grandes grupos e obedecem a um plano semelhante ao dos túmulos tebanos da 18a. Dinastia. A decoração era em baixo-relevo.

A primeira escavação arqueológica aconteceu em 1892, seguindo-se várias outras até 1936.     A segunda guerra mundial interrompeu os trabalhos, que só vieram a ser retomados em 1977, com uma expedição da  Egypt Exploration Society.

      

Embora tenha sido fonte de muitas obras de arte,  Tell el-Amarna desilude aquele que a visita, pois quase não há edifícios em pé. O saque começou pouco depois da cidade ter sido abandonada, com a remoção de pedras para outros locais de construção.

    

      
Sobranceira no centro da outrora próspera cidade, a réplica de uma coluna  marca
o local onde, muitos séculos atrás, um jovem faraó cultuava seu deus único.
Um guarda armado patrulha o sítio.

 
  

 

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