
Atualmente, ela é parte de um sítio desolado e desértico, à margem leste Nilo, na província de el-Minia, a meio caminho entre Cairo e Luxor (nos tempos antigos, ficava entre Menfis e Tebas).
É uma das poucas cidades do Egito que foi possível escavar de modo significativo, uma vez que, tendo sido abandonada (e amaldiçoada) menos de 20 anos após sua fundação, os antigos egípcios jamais voltaram a ocupá-la, circunstância que viria a preservar seu traçado e sua arquitetura.
À exceção do lado virado para o rio, a planície de Tell el-Amarna é inteiramente cercada por uma cadeia rochosa, interrompida, de vez em quando, por uadis.
A parte mais importante da cidade compreendia o
Per-Aton (conhecido como o Grande Templo de Aton) e o edifício
oficial do estado (o Grande Palácio). Do outro lado da rua ficava a
residência particular do faraó, ligada ao Grande Palácio por uma
ponte. Perto dali, erguia-se o Arquivo Oficial, em cujas ruínas foi
encontrada a correspondência diplomática trocada entre
Amenhotep III, Akhenaton e TutAnkhAmon, com os soberanos vassalos da
Mesopotâmia, Palestina, Síria e Ásia Menor (as famosas "Tábuas de
Tell el-Amarna"). Maquete do que teria sido o Templo de Aton
Os túmulos dos funcionários foram cavados nos rochedos que
cercam a planície. Se excluirmos Tebas e Saqqara, Tell
el-Amarna é o único local que se pode descrever como uma importante
necrópole do Novo Império. Esses túmulos formam dois
grandes grupos e obedecem a um plano semelhante ao dos túmulos tebanos da
18a. Dinastia. A decoração era em baixo-relevo. A primeira escavação arqueológica aconteceu em 1892, seguindo-se várias outras até 1936. A segunda guerra mundial interrompeu os trabalhos, que só vieram a ser retomados em 1977, com uma expedição da Egypt Exploration Society.
Embora tenha sido fonte de muitas obras de arte, Tell el-Amarna desilude aquele que a visita, pois quase não há edifícios em pé. O saque começou pouco depois da cidade ter sido abandonada, com a remoção de pedras para outros locais de construção.
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