Nada pode superar a intriga da Primeira Cidade, e em seu dia nada poderia superar sua beleza. At� as moradas dos escravos eram feitos de um s�lido m�rmore negro, e enfeitados com pedras preciosas. O Pal�cio do Medo n�o era diferente... era o mais espetacular... a constru��o mais extravagante que eu j� vi; at� mesmo o Templo de Salom�o n�o poderia superar a extravag�ncia do Pal�cio do Medo. Decora��es de ouro enfeitavam os muros quase por completos, imensas imagens de gesso de meus irm�os, nossos Senhores, e do pr�prio Caim foram constru�dos pelos grandes artes�os de nosso tempo. At� agora eu sinto dificuldade em falar do Pal�cio; n�s viv�amos em tal esplendor, e ainda assim atacamos aqueles que nos deram ele. N�s destru�mos os Deuses da Noite simplesmente porque n�o pod�amos compartilhar de seu poder... Mas deixe-me continuar; Estou divagando. Cinco andares. O Pal�cio de Ghemal possu�a cinco andares. O primeiro andar era feito de m�rmore branco. Jrad chefiava nesse andar, e seus generais muitas vezes passavam longas horas planejando a morte de nossos inimigos. Jrad tamb�m mantinha o arsenal de Enoch nesse andar do pal�cio; toda arma imagin�vel naquele tempo estava a disposi��o para uso pelos ex�rcitos de Caim. Estranhamente, a pedido de Zillah, Caim tamb�m ordenou a constru��o de um museu nesse andar. Muitos quadros imensos, grandes vasos, e todas as outras formas de ouro, prata, e pedras preciosas permaneciam no museu... Eu odiava tal vis�o. Tal esplendor trancado em um aposento para a alegria de uma mulher... Eu sou um b�rbaro, e n�s trabalh�vamos duro pelo alimento que com�amos e pele que vest�amos, e eu simplesmente n�o posso concordar com o uso do Pal�cio como um museu por Caim... Meu pode poderia ter usado aquela riqueza... Mas isso n�o importa; As vezes eu acho que minhas emo��es... humanas... n�o est�o t�o mortas quanto eu pensava. Al�m de tudo, no primeiro andar tamb�m residia o Trono de Marfim do Julgamento - o assento de Caim. Toida noite, ap�s o p�r do sol, ele presidia uma corte na C�mara de Marfim - uma c�mara, diferente do restante do primeiro andar, que foi constru�da inteiramente de marfim. O poder de Caim era tal que ele podia olhar no cora��o de um homem e dizer se aquele homem tinha cometido erros. Nenhum falava com Caim -- Ele simplesmente olhava e julgava. As penalidades eram severas, e sempre p�blicas. O segundo andar servia como os lares de meus irm�os exceto Saulot, e para os vampiros de Segunda Gera��o Jrad, e Enoch. Saulot e Zillah residiam com Caim no quarto andar do pal�cio. Novamente, n�s n�o viv�amos em m�s condi��es. O espa�o � largo o bastante para mais de 200 ref�gios, mas somente os Antediluvianos e os poucos Membros da Segunda Gera��o viviam aqui. Meu lar era o menor - eu n�o tinha necessidade de tal opul�ncia. As poucas coisas que eu tinha em meu aposento eram todas de minha vida mortal - minhas armas, meus cr�nios-trofeus, e um pequeno jarro com terra que eu tinha da minha tenda. Peles de todos os tipos adornavam meu ref�gio - Zillah uma vez disse que ele a fazia lembrar um curtume... Os outros conquistaram grande quantidade de espa�o para seus ref�gios. O ref�gio de Veddartha era o mais largo dos Antediluvianos... Aquele maldito Ventrue era um esnobe. Depois vinham Arikel e Malkav; eles moravam juntos em um ref�gio -- s�o g�mos. Um lado do ref�gio era a beleza encarnada, o outro era o caos encorporado. Malkav sempre teve tais problemas, mesmo antes de Caim dar-lhe a verdade... Enoch possu�a maior dos ref�gios do segundo andar - o primog�nito de Caim era sempre agradado, mais que o grande Jrad... o ref�gio do meu Senhor (Jrad) n�o era menos chique, mas de um modo diferente. Ele pendurava as cabe�as de grandes bestas, incluindo ca�adores mortais, que ele tinha matado nas paredes. A arma que ele usou para abater o monstro era colocada sob a cabe�a como uma lembran�a. Formid�veis tapetes ficavam estendidos no ch�o, tran�ados pelos maiores tapeceiros em Enoch - eles retratavam suas grandes vit�rias... Eu sentava durante horas a seus p�s, escutando suas hist�rias, amando-o e odiando-o com a mesma paix�o, apesar de definitivamente satisfeito que ele era meu Senhor... em vez de Zillah ou Enoch. Para continuar, no terceiro andar do pal�cio estava o grande sal�o do banquete. Todos os prazeres do mundo satisfeitos aqui: sexo, drogas, viol�ncia, morte... Meus irm�os e eu nos aliment�vamos de mortais pendurados no teto, derramando seu sangue em um largo caldeir�o, no qual n�s mergulh�vamos ta�as. Eu passava o m�nimo de tempo poss�vel aqui a vis�o de Jrad, Zillah, e Enoch se alimentando estava al�m de todo o mal que eu j� presenciei. Eles divertiam-se com suas v�timas, oferecendo consolo... e eles tiravam diretamente deles, pendurando-se em seus pesco�os enquanto a v�tima estava pendurada no teto... Somente em grandes ocasi�es de banquetes que eu ficava, j� que eu sabia que deixaria o Pai irritado se eu sa�sse, e eu n�o desejava sentir sua ira. O quarto andar servia como o Sal�o de Caim. O ref�gio dele tomava o andar inteiro, exceto pelos aposentos de Zillah e Saulot. Dizem que Zillah dormia com Caim durante o dia, mas eu n�o posso dizer se � verdade... Nenhum de n�s tinha permiss�o de ir no quarto andar. N�s somente ouv�amos a risada, o som de sussurros... e os gritos de seres desconhecidos, sejam eles mortais ou algo completamente diferente. Outras estruturas importantes encontram-se na cidade de Enoch. O Templo de Lilith, que servia como um lugar de procria��o, encontrado fora dos limites da cidade. O Templo nunca foi realmente dedicado a Lilith, mas Caim ordenou que assim fosse chamado. Os jardins suspensos de Malkav ficavam perto do centro de Enoch. Al�m disso, pr�ximo est� a Biblioteca de Brujah, um grande edif�cio de aprendizado. As ruas foram desenhadas por Veddartha, e as estatu�ria por toda a cidade foi esculpida por Arikel. Os fossos dos escravos, desenhados e constru�dos por Absimilliard, servia para colocar as pessoas conquistadas trazidas por Jrad. A Po�a de Zillah, repousando no in�cio do pal�cio, era um portal para o futuro. Zillah foi a maior observadora na hist�ria do mundo, e usava o portal para ler atentamente o futuro e o passado de acordo com sua necessidade. A cidade tem o tamanho de pelo menos dezesseis quil�metros quadrados... Mas onde ela ficava? Ningu�m sabe hoje, nem eu vou dizer; meus irm�os e irm�s n�o precisam se preocupar com isso. Continuando, ap�s uma se��o com Zillah na po�a, Caim ordenou que um quinto andar fosse constru�do no pal�cio. Nesse andar continha somente um �nico aposento feito de m�rmore negro. No centro dele havia um grande trono, esculpido a partir de basalto. Depois de constru�do, Caim nos reuniu nesse andar, sentou no trono, e nos deu sua sabedoria. "Nos anos que est�o por vir," ele disse, "voc�s v�o se levantar para controlar o mundo. Seu poder ser� infinito, estendendo-se pelo tempo e pelo mundo espiritual, contudo... Um dia isso acabar�. O in�cio est� pr�ximo, e ent�o eu os deixarei. Assim que eu partir, n�o me procurem, pois na pr�xima vez que virem meu rosto ser� o fim do mundo. Esta cidade vai virar um nada, assim como a Segunda, mas voc�s v�o resistir. Alguns de voc�s cair�, outros n�o. Uma vez que voc�s tenham se levantado para o apogeu de poder, ficar�o l� at� o fim... A �ltima cidade, Gehenna, ser� precedida pelo meu retorno, e o fim do mundo vir� ap�s ela. "Nesse trono," ele disse apontando," eu sentarei para dar o julgamento final a meus Netos, suas Crias, suas Crias, suas Crias, e todas as Crias e Netos seguindo eles. Eu julgarei todos os vampiros... Os Membros ser�o reunidos na Gehenna, assim como as pessoas, e reinar�o novamente... Mas tudo acabar�, minhas Crias... Aquele Acima me mostrou o fim...". Duas luas depois, Jasmine e Mohammed nos visitaram, e Absimilliard encontrou-se com Hassam... e o resto � Hist�ria.