Pr. Osvair Munhoz

Infelizmente todas as denominações evangélicas mesmo não querendo admitir, herdaram muitos ensinos da ICAR, e estes ensinos as impedem atualmente de obter uma melhor compreensão das Escrituras.

Gostaria de apresentar algumas considerações sobre vossa resposta como também do estudo enviado.

Desejo sinceramente que não as interprete como uma crítica pois sei que não havendo um sincero desejo de conhecer a verdade, as mesmas só originam debates infrutíferos onde cada qual  procura suplantar os argumentos apresentados pelo outro.

Antes de apresentar as considerações acima mencionadas, apreciaria que o Sr. lesse o artigo  abaixo que foi extraído do site http://geocities.yahoo.com.br/ibzaituni  no qual baseei  minhas considerações.

 

OS  SACRIFÍCIOS  NO  RITUAL  DO  SANTUÁRIO

O que é ensinado na Torah difere do que é ensinado pelo cristianismo.

·         O que é apresentado na Torah nos abre os horizontes para a compreensão de diversas profecias.

·         O que nos é apresentado pelo cristianismo se apresenta muito confuso devido as múltiplas doutrinas defendidas pelas  diversas igrejas cristãs.

Sabemos que esta pesquisa encontrará uma forte oposição devido ao rompimento com as tradições herdadas da ICAR e que se encontram firmemente arraigada no seio das igrejas cristãs que as estabeleceram como colunas de suas doutrinas fundamentais.

Precisamos nos lembrar que em seu início, tanto a reforma protestante quanto a teoria de Copérnico (heliocentrismo) e outros fatos científicos foram fortemente combatidos pela sociedade de seus dias e no entanto, estavam certos e hoje em dia podemos visualisar os grandes benefícios que proporcionaram à humanidade.

 

O Que Significam Os Sacritícios Que Eram Realizados No Tabernáculo ?

Levítico  4 – 7.

·         O cristianismo de uma maneira geral ensina que eles simbolizam o sacrifício de Jesus em prol do pecador (Yeshua dando Sua vida em lugar do pecador).

·         A Torah ensina que eles simbolizam o próprio pecador arrependido confiando a sua vida (simbolizada pelo sangue da oferta) ao sacerdote (símbolo de Yeshua) para que este a possa redimir.

Analisando esses dois ensinamentos à luz das Escrituras, podemos observar a harmonia da mesma apenas com o ensino contido na Torah e não com os ensinos tradicionais do cristianismo; vejamos:

Ez 18:20   à “A alma que pecar, essa morrerá”

Ez 18:20   à “O pai não levará o pecado do filho e o filho não levará o pecado do pai”

Estes ensinos deixam bem claro que a Lei de Deus sendo justa, requer apenas a vida do culpado, não aceitando uma morte substituta; além do mais, a penalidade da Lei para o transgressor é a morte eterna.

Estes versos deixam a tradição cristã embaraçada e sem argumentação visto que segundo ela, Jesus morreu no lugar do pecador, o que corresponderia a afirmar que o Eterno estaria violando Sua própria lei ao permitir que um inocente fosse punido em lugar do culpado, além de considerá-Lo um Deus mentiroso visto que se Jesus pagou com sua própria vida a culpa do pecador, e sendo o preço da mesma a morte eterna, o Eterno ao ressuscitar Jesus tornou o pagamento pela culpa do pecador uma farsa.

Mais confuso ainda se torna o fato de que se os animais sacrificados simbolizassem a Jesus, Ele precisaria ser sacrificado diversas vezes diariamente, sendo ele mesmo o sacerdote que deveria oficiar sua própria morte, como também receber sua própria vida que foi derramada como pagamento pela culpa do pecador arrependido, e apresentá-la diante de Deus como pagamento pela culpa dos pecados daqueles que n’Ele confiaram e se refugiaram.  E para complicar ainda mais a situação, no dia da Expiação aqueles pecados que já haviam sido pagos com a morte de Jesus, são imputados a satanás simbolizado pelo bode emissário, o que tornaria a questão mais complicada visto que o Eterno estaria cobrando a uma terceira pessoa uma dívida que já havia sido paga anteriormente por Jesus.

Como pudemos observar, o ensino da tradição cristã é muito confuso.

Agora, se analisarmos o ensino contido na Torah, não encontraremos nenhuma dificuldade para aplicá-lo aos rituais que eram realizados no Tabernáculo; vejamos:

A Torah nos ensina que aquele animal que era apresentado ao sacerdote pelo pecador, simbolizava o próprio pecador que ao reconhecer sua culpa, comparecia diante do sacerdote (símbolo de Yeshua) e lhe entregava sua vida (simbolizada pelo sangue do animal), e este (o sacerdote), a apresentava diante do altar do holocausto em reconhecimento da justiça da Lei que requer a vida do pecador e em seguida a depositava na base do altar (simbolizado também pela cidade de refúgio) onde permaneceria sob os cuidados do sacerdote aguardando o dia do juízo (Dia da Expiação) quando então a apresentaria diante do Eterno onde intercederia em prol daqueles que n’Ele permaneceram para que através da justiça e misericórdia do Eterno pudesse remover-lhes a culpa e atribuí-las ao originador do pecado, satanás e sua hoste  (simbolizado pelo bode emissário) sobre quem então recairá a sentença da Lei que requer a vida do culpado. 

 

 

Shalom!

 

I. B. Zaituni

 

Apresentarei em vermelho minhas considerações aos textos extraído de vosso e-mail e estudo que me foram enviados.

Texto do e-mail

Com rel. ao estudo enviado, creio diferente dos evangélicos no sentido de q Ele (Yeshua) tomou nossos pecados, na verdade Ele morreu, foi considerado pelo Pai culpado de pecados q Ele n cedeu (cometeu); mas estes pecados pelos quais ceifaram sua vida não foi os meus pecados, mais os pecados em termos gerais q estão na genética de todo o ser humano: orgulho, vaidade, cobiça e etc..... Ele morreu uma morte de sacrifício pelos pecados q estavam inerentes em sua carne pecaminosa (lembrando q Ele n cometeu nenhum pecado em carne pecaminosa).

·         Que lei condenaria alguém por uma falta não cometida ?

à Certamente não será a lei do Deus Eterno,  justo e misericordioso.

Textos do estudo enviado

O calcanhar ferido de Jesus: - No momento em que Jesus assumiu a nossa natureza Ele foi afetado pelas fraquezas da nossa carne e sua ferida se intensificou quando Deus no calvário lançou sobre Ele a culpa de nossos pecados, naquele momento Ele exclamou: Elí Elí lamá Sabactâni – Deus meu Deus meu por que me desamparaste. Quando Jesus pisou o lagar, recebendo a culpa de nossos pecados, o Criador foi ferido! O Filho do Altíssimo estava ferido!

Porque o cordeiro era o animal cujo sangue foi derramado em lugar do pecador. Todo ser humano era culpado de pecar e o salário do pecado é a morte, e o plano de Deus era que o sacrifício de um inocente sem pecado cobriria a culpa de muitos pecadores

Ele se fez pecado por nós

Ele se fez pecado por nós ao assumir as fraquezas da natureza humana e posteriormente ao assumir a culpa destas fraquezas pelas quais não cedeu.

Entendemos no sentido mais abrangente que Ele se fez pecado por nós em assumir as culpas das fraquezas que portava em sua carne, fraquezas que constitue as tendências para o pecado transmitidos pela lei da hereditariedade, pelas quais Ele era inocente, portanto morreu uma morte substitutiva (no sentido de assumir nossa culpa), morreu nosso sacrifício, morreu pela culpa de nossos pecados. (Jesus foi considerado culpado de todas as fraquezas herdadas sem ter cedido a elas) isso entendemos que Ele morreu em nosso lugar.

Quando o Pai lançou a culpa em Seu Filho na cruz do calvário, Ele não suportou somente um pouco dos nossos pecados, mas, Ele se tornou a mesma coisa pútrida, odiada que havia dentro de Adão, e que o separou de Deus.

O pecado é a transgressão da lei, e a justiça decreta que deve ser punido.  
Jesus levou o castigo em lugar daqueles que mereciam a punição (Is. 53:8) "carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados" 1 Pe. 2:24.

É justamente nesta parte que os ensinos herdados da ICAR impedem a compreensão das Escrituras;  precisamos entender que:

1.      O Santuário que Moisés construiu no deserto, é um símbolo do céu dos céus, lugar do trono do Eterno e não um lugar específico no céu dos céus.  Vide pesquisa “Entendendo o significado do Santuário”no link Lv 23:4-44 da barra de rolagem do site acima mencionado.

2.      Sangue no contexto bíblico simboliza a vida cuja lei requer como expiação pela violação de suas normas.  Portanto, em todos os sacrifícios pelo pecado, o sangue da oferta simbolizava a vida do transgressor que reconhecia sua necessidade da misericórdia do Eterno, ao contrário do sangue do cordeiro pascal que simbolizava a vida de um inocente (Yeshua) que foi vertida  no Calvário por satanás (homicídio) em sua luta para levar Yeshua a negar ao Deus Eterno, o que lhe causou uma derrota fatal pois a lei  determina que a expiação de um homicídio só poderá ser realizada com a vida do homicida.

Ao analisarmos os textos de vosso estudo acima sombreado em amarelo, tornamos a perguntar:

·         Que lei condenaria alguém por uma falta não cometida ?

Se o Eterno em Ez 18: 20  mencionou que o inocente jamais sofreria a penalidade devida ao culpado,  os teólogos baseando-se nas tradições, conforme os textos acima extraído de vosso estudo, estão ensinando que o Eterno, o justo Juiz de toda a Terra viola a própria Lei por Ele estabelecida.

" Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus." 2 Co. 5:21

Quando o Pai lançou a culpa em Seu Filho na cruz do calvário, Ele não suportou somente um pouco dos nossos pecados, mas, Ele se tornou a mesma coisa pútrida, odiada que havia dentro de Adão, e que o separou de Deus.

Neste momento Ele se tornou o "objeto da Ira". Todo o juízo de Deus foi posto nEle, e por isso não é nenhuma maravilha que Jesus bradou em alta voz , "Eli, Eli, lamá sabactâni" o que significa "Meu Deus, Meu Deus, por que me desamparaste?".

Yeshua ensinou que se um pai  mesmo  sendo mal dará boas coisas a seu filho, quanto mais o Pai celestial  dará boas coisas àqueles que O pedirem.

Se o Eterno disse aos homens que Yeshua é o Seu  filho amado, como explicar essa atitude apresentada no texto acima sombreado ?

Há muitas instruções para o sacrifício ao longo do Pentateuco, mas em Levítico são dedicados os capítulos 1-7. Eles descrevem 5 tipos de sacrifícios: O holocausto, a Oferta de Manjares, a Oferta Pacífica, a Oferta pelo Pecado, e a Oferta pela Culpa. Cada um dos sacrifícios foi cumprido exclusivamente em Jesus Cristo.

Observação

    Embora possa parecer estranho para todos os cristãos, de acordo com a Torah, todas as ofertas acima mencionadas simbolizam o pecador  e a nação de Israel, não a Yeshua conforme a tradição cristã tem sustentado há séculos.

O serviço no santuário terrestre dividia-se em duas partes: os sacerdotes ministravam diariamente no lugar santo, ao passo que uma vez ao ano o sumo sacerdote efetuava uma obra especial de expiação no lugar santíssimo, para a purificação do santuário. Dia após dia, o pecador arrependido levava sua oferta à porta do tabernáculo, e, colocando a mão sobre a cabeça da vítima, confessava seus pecados, transferindo-os assim, figuradamente, de si pare o sacrifício inocente.

O animal era então morto. "Sem derramamento de sangue," diz o apóstolo, "não há remissão de pecado." "A vida da carne está no sangue." Lv. 17:11. A lei de Deus, sendo violada, exige a vida do transgressor. O sangue, representando a vida que o pecador perdera, pecador cuja culpa a vítima arrostava, era levado pelo sacerdote ao lugar Santo e aspergido diante do véu, atrás do qual estava a arca contendo a lei que o pecador transgredira. Por esta cerimônia, o pecado transferia-se, mediante o sangue, em figura, para o santuário.

Observação

Conforme os cap. 4 -7 de Levítico, o sangue do animal cujo pecador apresentava como sua oferta pelo pecado não era levado para o interior do Tabernáculo conforme exposto no parágrafo acima,  mas sim , após ser apresentado diante do altar do holocausto, era depositado na base do mesmo. Outro detalhe muito importante para a compreensão do significado deste ritual, é que o pecador não confessava  os seus pecados sobre a cabeça do animal conforme o texto acima menciona. De acordo com a  Torah, o costume de impor as mãos sobre a  cabeça do animal era como se o pecador  transferisse a sua vida para  o animal, de maneira que este ao ser degolado diante do sacerdote, simbolizasse o pecador apresentando-se ao sacerdote e confiando-lhe a vida simbolizada pelo sangue daquele animal.       

Porque Tanta Dificuldade Para Compreender O Significado Da Morte De Yeshua ?

Devido a um ensino da ICAR que se tornou  firme fundamento do cristianismo mesmo não possuindo nenhuma base  nas Escrituras.

A compreensão do significado do Santuário e seus rituais tem sido grandemente prejudicada por uma crença fundamental da ig cristã, ensino este herdado da ICAR que tem bloqueado o conhecimento bíblico. Esta crença consiste  no ensino de que satanás e seus anjos foram expulsos dos céus antes da queda de Adão e Eva.

Na verdade esta crença é baseada puramente em tradições teológicas visto que nas Escrituras não encontramos nenhum texto que dê suporte para tal ensino, declaração esta que tem deixado muitos cristãos surpresos.

Segundo as Escrituras, satanás e seus anjos foram expulsos dos céus algum tempo após a ressurreição de Yeshua, e mais especificamente em torno do sec. XIX EC, ao final das 2300 tardes e manhãs quando então seria purificado o Santuário.

Queremos deixar bem claro que o Santuário conforme já mencionamos anteriormente representa o céu dos céus, e a purificação do mesmo  (Dn 8:13 e 14) correspondeu à expulsão de satanás e sua hoste das regiões celestes para a terra (Is 66:1;  Sl 110:1;  At 2:34-36).

Para não nos estendermos muito neste tema, recomendo uma visita ao site acima mencionado nos links Apoc. 12  e  Dan. 8;13-14 da barra de rolagem que abordam sobre este tema.

Qual o significado da morte de Yeshua no contexto profético ?

Ali no Calvário satanás e sua hoste ao assassinarem a Yeshua, violaram a Lei do Eterno mencionada em Gn  9:5-6  e  Nm 35:33,   tornando-se assim réu de morte perante a Lei por eles violada.

Em Ap 12:7,  a guerra ali  mencionada corresponde ao julgamento das hostes celestiais citado em Dn 7:9-14  que se deu após a ressurreição de Yeshua, e culminou com Sua vitória sobre satanás e sua hoste tendo como conseqüência a expulsão dos mesmos das regiões celestes para a terra conforme já  havia sido profetizado por Davi e Daniel ( Sl 110:1  e   Dn 8:13 e 14).

Como Chegar A Essa Conclusão ?

Esta guerra que foi travada no céu na qual resultou a vitória de Yeshua sobre satanás e seus anjos e tendo como conseqüência a expulsão dos mesmos  das regiões celestes, foi decidida pela morte de Yeshua ( “sangue do Cordeiro” ==  vida de Yoshua vertida no Calvário) causada por satanás e sua hoste que ao assassiná-Lo, tornaram-se réu de morte conforme está escrito em Nm 35:33.

Que a expulsão de satanás e sua hoste corresponde à purificação mencionada em Dn 8:13 e 14  ocorrida em torno do Sec. XIX EC, fica bem evidente com a declaração de Is 66:1  e  At 2:34-36,  onde é mencionado que Yeshua só assumiria a Sua autoridade após a expulsão de seus inimigos dos céus (trono do Eterno) para a terra (estrado de Seus pés), o que se harmoniza com o texto de Ap 5:5-14 onde Yeshua após a Sua vitória sobre satanás, comparece diante do Eterno onde assume  toda autoridade que Lhe fora outorgada, sendo também aclamado por  toda hoste angélica,  fato este também descrito em Dn 7:13 e 14.

Outro detalhe também apresentado em Ap 12:13 é o fato de que quando satanás fosse expulso para a terra, ele se voltaria contra a mulher (Israel) que dera a luz ao filho varão (Yeshua), fato este que se harmoniza com o holocausto nazista, evento este ocorrido aproximadamente em  meados do Sec. XX  EC

Por Que Há a Necessidade da Expiação?

Deus fez o homem à sua imagem e, como Criador, tem o direito de estipular o procedimento correto para a sua criação, e isso Ele fez na forma de leis destinadas para o nosso bem (Dt.10:13). O pior que podemos fazer é violar a lei de Deus. A isso chamamos pecado ou transgressão da lei (1 Jo. 3:4). Os primeiros seres humanos transgrediram e a culpa deles evidenciou-se pela tentativa de se esconderem de Deus. A justiça exigia uma pena pelo pecado. A pena era a morte, e separação de Deus, manifestada pelo afastamento deles do jardim do Éden (Gn. 3:8, 24)

Azazel, o Bode Emissário

Azazel: "A tradução 'bode emissário', do hebraico azazel, provém da Vulgata, com a expressão 'caper emissarius', ' bode a ser mandado embora' (Lv.16:8) demônio de origem hebraica, uma combinação das palavras hebraicas para “bode” e “partir. O Levítico menciona-o como o bode emissário, enviado ao deserto,”. "E Arão lançará sortes sobre os dois bodes: uma sorte pelo Senhor e a outra pelo bode emissário” Lv. 16:8

O ritual do bode Azazel (Símbolo de Satanás) era feito após a expiação no santuário realizada com o bode Expiatório (Símbolo de Jesus), purificando a tenda da congregação, o altar e todas as impurezas dos filhos de Israel (Lv.16: 20).

Receberá a sua devida punição. Repudiamos a idéia de que Satanás seja o portador de nossos pecados em qualquer sentido.

Bode Expiatório = Expiação do pecado, remoção da culpa pelo mérito do sangue de Jesus.

Bode Azazel = Pagamento/recompensa para Lúcifer do resultado de séculos de rebelião promovida entre anjos e homens.

O exame cuidadoso de Levítico 16 revela que Azazel representa Satanás, e não Cristo, conforme alguns têm imaginado. Os argumentos que apóiam esta interpretação, são:

1º- O bode emissário não era morto como sacrifício, e assim não poderia ser usado como um meio para trazer o perdão, uma vez que 'sem derramamento de sangue não há remissão' (Hb 9:22)

2º- O santuário era inteiramente purificado pelo sangue do bode do Senhor antes que o bode emissário fosse introduzido no ritual (Lv.16:20)  

3º- A passagem trata o bode emissário como um ser pessoal que é o oposto, e se opõe, a Deus (Lv. 16:8 diz, literalmente, “Um para o Senhor, o outro para Azazel”). 

Portanto, na compreensão da parábola do santuário, é mais coerente ver o bode do Senhor como símbolo de Cristo e o bode emissário - Azazel - como símbolo de Satanás.

Embora respeitemos todos os pontos de vista acima apresentados, discordamos da forma como a simbologia bíblica foi aplicada; vejamos:

O que vem a ser a Expiação exemplificada pelo Yon Kippur ?

·         É a demonstração da Justiça e Misericórdia do Deus Eterno ao executar a sentença de Sua Lei sobre os verdadeiros culpados pela violação da mesma.

O que representam os dois bodes colocados diante do Senhor no Dia do Juízo (Yon Kippur)  ?

·         Simbolizam os dois grupos que estarão diante de Yeshua no dia do juízo final.

Yeshua também ilustrou este acontecimento ao falar sobre o julgamento de todas as nações conforme esta relatado em Mateus 25:31-46.

Portanto, o sangue do bode cuja sorte caia para o Senhor, simbolizava a vida de todos aqueles que a entregaram aos cuidados de Yeshua para que este a apresentasse a Seu Pai,  e rogando por Sua misericórdia,  pudesse remover-lhes a culpa  e atribuí-las ao verdadeiro culpado pelas mesmas por tê-los induzido a tais práticas.

Já o bode cuja sorte caiu para ser o bode emissário, representa todos aqueles  (satanás e suas hostes – anjos e homens) cuja vida não foi confiada a Yeshua, de forma que Ele nada poderá fazer por estes perante a Justiça do Eterno cuja Lei requer a vida do culpado. Sobre eles também será imputada a culpa pelas transgressões  daqueles a quem induziram ao pecado e que arrependidos confiaram a vida a Yeshua para que Ele a guardasse.

Conclusão:

Nunca devemos nos esquecer que a Lei do Eterno é Justa e Misericordiosa, não aceitando jamais a morte de um inocente no lugar do culpado, mas tão somente o verdadeiro culpado e aqueles que o seguirem.

Como pudemos observar, existe muito maior coerência nesta explanação do que na apresentada em vosso estudo.

Precisamos entender que o único sacrifício que simbolizava a Yeshua era o Cordeiro Pascal;   os demais sacrifícios simbolizavam o próprio pecador ou mesmo a nação confiando a sua vida (simbolizada pelo sangue da oferta)  aos cuidados do sacerdote (Yeshua).

Yeshua jamais poderia expiar os nossos pecados no sentido de sofrer a penalidade dos mesmos pois isso violaria a justiça do Eterno. Yeshua é aquele que executa a expiação ao remover a nossa culpa e atribuí-la àqueles que nos induziram a tais práticas, aplicando então sobre estes a sentença da Lei , satisfazendo assim a Justiça e Misericórdia do Eterno.

"Um grupo de homens é preso, interrogado e acusado de certos crimes. É-lhes imposta uma multa pesada. Não possuindo dinheiro algum, encontram-se eles em estado desesperador. O seu desespero, porém, muda-se em alegria: um rico filantropo oferece-se para pagar a multa. Eles aceitam a oferta e são libertados. O caso está aparentemente solucionado. Porém, não; a justiça, continuando suas investigações, descobre que certa pessoa de perversos intentos, dominou aqueles pobres homens, seduzindo-os à prática de maus atos. Esta pessoa é presa e julgada. Como resultado de ter a justiça achado que ela é ré de toda a culpa, é-lhe imposta multa mui pesada – muito superior àquela mediante a qual os pobres homens foram libertados graças ao generoso filantropo.

A ilustração apresentada acima, não pode em hipótese alguma exemplificar a obra de Yeshua de acordo com a própria teologia tradicional; vejamos:

·         O rico filantropo ao pagar a multa,  perdeu para sempre aquela importância.

·         Se ele posteriormente resgatasse a importância com a qual pagara aquela  multa, aquele grupo de homens que haviam sido por ela beneficiados tornariam para a prisão visto que a multa ao ser resgatada, tornou a ser imposta aos mesmos.

·         No exemplo acima mencionado, se a justiça chegou à conclusão que o verdadeiro culpado era outra pessoa, ela deverá restituir ao filantropo toda a quantia que ele pagara para libertar o grupo de jovens que foram inocentados pela lei, e não somente impor uma multa  mui  pesada ao verdadeiro culpado.

Se considerarmos o que é ensinado pelos teólogos, veremos que Yeshua ao ressuscitar,  resgatou a Sua vida da morte,  cancelando portanto o pagamento que os teólogos ensinam  ter sido feito pelos pecadores, e desta forma estes voltam a responder pelos pecados que haviam cometido.

Finalizando meus comentários considerarei os seguintes tópicos apresentados nas respectivas páginas  14, 16, 17 e 18  do estudo que me enviaste:

Para Que Compartimento foi Jesus ao ascender ao Céu?  Pág. 14

Por quanto tempo Ele permaneceu no Lugar Santo?  Pág. 16

Quando Ele entrou no Lugar Santíssimo?  Pág. 16

Que atividade iniciou Jesus em 1844?  Pág. 17

Continua Cristo Ministrando no Primeiro Compartimento?   Pág.  18

Uma Porta se Fecha em 1844, mas Outra se Abre!    Pág.  18

 

Embora seja apresentada uma explanação muito interessante sobre estes tópicos, claramente se pode perceber a grande dificuldade dos teólogos para harmoniza-la com os serviços que eram realizados no Santuário no Dia da Expiação, dificuldade esta devido a não compreensão do significado dos símbolos ali representados.

Infelizmente o termo sangue não é compreendido como deveria ser; entre os cristãos, ele é considerado de forma literal para simbolizar o sacrifício de Yeshua. No entanto, ele significa vida Gn 9:4-6, e nos serviços do santuário, simbolizava a vida do pecador contrito que por ele era entregue a Yeshua para que este a justificasse perante o Eterno afim de que suas culpas fossem removidas e atribuídas ao verdadeiro culpado no Dia da Expiação.

Outro símbolo que também tem sido considerado de forma literal por diversos teólogos, é o Santuário;  crêem eles que no Céu dos céus exista um santuário semelhante ao construído por Moisés no deserto.  No entanto, o Santuário construído por Moisés representa o Céu dos céus como um todo e não uma parte existente no mesmo.

Com este pensamento os teólogos além de limitar a esfera de ação de Yeshua, não conseguem explicar de maneira coerente os serviços realizados no santuário, e nem mesmo harmonizá-lo com as Escrituras, pois vejamos:

·         Nos serviços do Santuário observamos que quando o Sumo sacerdote entrava no lugar santíssimo no Dia da Expiação, era encerrada a oportunidade do pecador comparecer diante do altar para lhe confiar a vida. Ou seja: era tarde demais para o arrependimento conforme ilustrado na parábola das dez virgens onde é mencionado que cinco delas foram rejeitadas na festa pois deixaram para se preparar tarde demais.

Se compararmos as explanações dos tópicos Continua Cristo Ministrando no Primeiro Compartimento?   Pág.  18    e   Uma Porta se Fecha em 1844, mas Outra se Abre!    Pág.  18, veremos ser impossível harmonizá-los com a descrição dos serviços realizados no Santuário no Dia da Expiação.

Para uma melhor compreensão desse assunto, segue em anexo uma pesquisa sobre o Juízo Investigativo que encontra-se inserida na pesquisa de Dan. 8:13-14 no site mencionado no início de nossos comentários.

 

Ley traot !

 

Carlos Oliveira.

 

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