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Comentário Shalom Aleichem ! Sr. Lqrn_t Estive
analisando vosso comentário e gostaria de conhecer os argumentos bíblicos
que o senhor mencionou possuir, e que são suficientes para discordar do
autor de que "Muitos
religiosos cometem um grande erro ao compararem a purificação do Santuário
mencionada em Dn 8:13 e 14, com a Expiação relatada em Lv
23:26-32", pois
até o momento, não consegui encontrar nenhum texto bíblico que refute
tal declaração. Quanto
aos seis itens que foram enviados no texto anexo a vosso e_mail,
gostaria de tecer os seguintes comentários sobre cada um dos mesmos; estarei
apresentando minhas considerações no interior dos retângulos com
bordas cor verde. 1)
O santuário a ser purificado não pode ser o terrestre porque no
cap. 8 a profecia é colocada NO TEMPO DO FIM (ler versos 17 e 26),
ou seja, ao final dos 2300 dias
de Daniel 8:14. (no ano de 1844 d.C). Hoje, não existe mais o santuário
terrestre para que possa ser purificado. Sendo que a partir do momento
em que o véu do templo rasgou-se por ocasião da morte de Cristo (Mar.
15:38), o santuário terrestre perdeu a razão de ser (pois Jesus, o
verdadeiro cordeiro, morreu uma vez por todas), não há um porquê de o
santuário purificado ser outro (o terrestre) que não seja o celestial;
2) Sendo o santuário terrestre um "modelo" do celestial (Êxo. 25:8, 9), é lógico concluirmos que para entender certos aspectos da purificação do santuário celestial, precisamos analisar a purificação do terrestre;
3) O santuário terrestre tinha a presença da glória de
Deus (Exo. 25:21, 22) e mesmo
assim precisou de uma purificação. Por isso, não é de estranhar
que o celestial também necessite. A importância de uma purificação
do santuário celestial é mostrada em Heb. 9:23: "Era
necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos céus se
purificassem com tais sacrifícios, mas as próprias
coisas celestiais, com sacrifícios a eles superiores."
4)
O santuário terrestre era purificado no Dia da Expiação (Lev. 16;
23:26-32) que correspondia a um dia de juízo. Mesmo que
as pessoas já tivessem sido perdoadas por causa do derramamento do
sangue do cordeirinho, era necessário o dia da expiação para
que os pecados, simbolicamente transferidos para o santuário, fossem
removidos.
Veja que naquela
época, o fato de haver um Dia da Expiação (Juízo) não significava
para os israelitas que a expiação feita pelo cordeiro havia sido
"incompleta". Eles sabiam que aquele era um dia especial de juízo,
no qual Deus faria um acerto final de contas com Seus filhos, para
comprovar quem CONTINUOU ao lado dEle. É por isso que Lev. 23:29 afirma
que os filhos de Deus deveriam "se afligir" no Dia da Expiação,
ou seja, humilhar-se através do arrependimento depois
de haver sido perdoados e continuar ao lado do Senhor. E isto para
que fossem plenamente absolvidos no Dia do Juízo (que é o Dia da Expiação).
5)
O que é a purificação do santuário celestial? A
purificação do santuário Celestial corresponde ao Juízo
Investigativo. Podemos ver isto ao analisar o paralelismo, a relação
temática entre os capítulos de Dan. 7 e 8. Dan. 7 menciona que o
resultado do Juízo Investigativo é a destruição do chifre pequeno. O
cap. 8, diz que o resultado purificação do santuário é a quebra do
chifre que atingiu o Príncipe do Exército (versos 10,
11). Portanto,
Juízo Investigativo = Santuário Purificado. O Juízo
Investigativo em Dan. 7 e Purificação do Santuário em Dan. 8 são a
mesma coisa.
6)
Como poderia um lugar perfeito ser purificado de algo? Veja o que
diz o livro "101 Respostas a Perguntas do Dr. Ford", na pág.
24:
“Segundo
Dan. 8:11, 13 a ponta pequena (o papado) fez com que "o lugar do
seu santuário" fosse "deitado abaixo" e "o
santuário e o exército... pisados". Isto dever ser retificado
pela restauração do santuário celestial a sua legítima posição no
coração e na mente dos filhos de Deus. Há também o registro dos
pecados do professo povo de Deus que dever ser tratado na purificação,
ou julgamento, que ocorre. 1Tim. 5:24”.
De acordo com este comentário, o propósito da purificação do
santuário (o mesmo que juízo investigativo) é: a)
Fazer com que o santuário celestial e o sumo
sacerdócio de Jesus ocupem o seu devido lugar na mente das pessoas.
Isso é feito quando no juízo investigativo o chifre pequeno (papado)
é condenado e a obra de Cristo no Céu (de único intercessor e
perdoador de pecados (1Tim. 2:5; Dan. 9) , no lugar dos sacerdotes ou
“santos mortos”) é reivindicada perante todo o universo; b)
Analisar os registros no Céu, dos pecados dos filhos de Deus. Os
pecados já foram perdoados.
Estão registrados não para nos condenar, mas, para servir de
testemunho ao universo que acompanha com expectativa o desenrolar da
historia desse mundo (Rom. 8:19). Vou explicar: Deus é onisciente
(1Ped. 1:2), não precisa de livros (Dan. 7:10), mas, os anjos não são
oniscientes. Eles não sabem o que vai no íntimo de uma pessoa. É por
isso que eles estão acompanhando com expectativa o desenrolar do plano
de redenção. Os livros no céu servem para os anjos ver como um Deus
amoroso lida com os transgressores de modo justo.
No dia do juízo, Deus
abre os livros onde estão registrados nossos pecados já
perdoados para que todos possam testemunhar a forma justa com a qual
Ele lida com o pecado e os pecadores. Ele mostra ao universo expectante:
“Meu filho, fulano de tal,
aceitou de coração a minha graça e continuou seguindo os meus
caminhos. Portanto, os pecados dele que já foram perdoados podem ser
riscados porque agora todos têm certeza da fidelidade dEle”. Veja que a doutrina do juízo investigativo não torna a expiação incompleta. Ao invés disso, ela mostra que Deus está lidando corretamente com o pecado ao (a) condenar o chifre pequeno e (2) reivindicar o caráter dos santos perante os outros seres, que também fazem parte do grande conflito entre o bem e o mal.
Deus deseja que todo o
universo esteja seguro para sempre e, por isso, permite que todos
avaliem a forma justa dEle lidar com os pecadores: “...
segundo está escrito: Para seres justificado nas tuas palavras e venhas
a vencer quando fores julgado.” Rom.
3:4. É por isso que “a
ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se
primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao
evangelho de Deus?” 1 Pedro 4:17.
Você
gostaria de ouvir na rádio outras respostas sobre o santuário? Suas
sugestões são importantes, pois me ajudará a detectar as dificuldades
que os ouvintes têm no estudo da doutrina do Santuário. Fico no
aguardo.
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| Ley Traot ! | |||||||||
| Carlos Oliveira | |||||||||