Sr. Lqrn_t

Obrigado por ter respondido a meu e-mail, estou respondendo a todas considerações apresentadas não com a intenção de convencê-lo de que o Juízo investigativo não seja uma doutrina bíblica, mas sim porquê tenho desejo de analisar todos os argumentos que possam ser apresentados sobre esse tema, pois se houver pelo menos uma única prova bíblica que o confirme, eu o aceitarei; caso contrário permanecerei rejeitando-o.

Estarei apresentando minhas considerações em verde no interior dos retângulos com bordas cor laranja.

 

1)      O santuário a ser purificado não pode ser o terrestre porque no cap. 8 a profecia é colocada NO TEMPO DO FIM (ler versos 17 e 26), ou seja, ao final dos 2300 dias de Daniel 8:14. (no ano de 1844 d.C). Hoje, não existe mais o santuário terrestre para que possa ser purificado. Sendo que a partir do momento em que o véu do templo rasgou-se por ocasião da morte de Cristo (Mar. 15:38), o santuário terrestre perdeu a razão de ser (pois Jesus, o verdadeiro cordeiro, morreu uma vez por todas), não há um porquê de o santuário purificado ser outro (o terrestre) que não seja o celestial;

  Quanto a purificação do santuário ocorrer no fim dos tempos estamos de pleno acordo pois estudos recentes sobre o livro do Apocalipse nos revelaram que satanás e seus anjos só foram expulsos dos céus em torno do século XIX EC, ou seja, em algum período entre 1801 –1900, exatamente no TEMPO DO FIM.

Quanto ao santuário terrestre, e baseado nas Escrituras, cremos o mesmo ser o tipo, e seu antítipo o Céu dos céus.

Quanto ao  véu do Templo ter se rasgado em dois de alto a baixo, baseado nas Escrituras, e sabendo que o mesmo simboliza a hoste angélica que assiste na presença do Deus Eterno, entendemos que este fato marcou o momento em que a hoste angélica se dividiu em dois grupos distintos; os que se posicionaram ao lado de Miguel (Yeshua), e os que se posicionaram ao lado do dragão (satanás), no que resultou a guerra no Céu (Ap. 12:7-9 e Dn.7:9-14) tendo como resultado a purificação do Céu dos céus, antítipo do Santuário terrestre, ocorrido ao fim das 2300 tardes e manhãs de Dn. 8:13-14.

 

 

  • Precisamos entender que o santuário construído por Moisés no deserto, era apenas um símbolo para representar o Céu dos céus como um todo.
  • O véu do santuário terrestre sendo um símbolo para representar a hoste angélica, entendo que quando o mesmo se rasgou em duas partes de alto a baixo por ocasião do assassinato de Yeshua, marcou o exato momento em que a hoste celestial na presença do Eterno, se dividiu em dois grupos distintos, os que se posicionaram ao lado de Yeshua, e os que se posicionaram ao lado do dragão.

Resposta: A Bíblia não diz que o santuário no Céu é um “símbolo”, mas um MODELO. ÊXO. 25:8. Modelo significa que há um ORIGINAL. Heb. 8:2 é suficiente para provar isso. Não é correto dizer que o santuário celeste é apenas um “símbolo” levando-se em conta Êxo. 25:8, 9 e Hebreus 8:2. Prefiro ficar com a Bíblia.

Quanto a vossa afirmação de que o santuário era um modelo e não um símbolo, creio que o senhor deveria ler também o vs 9 onde esta escrito que tudo o que estava ligado ao santuário era um modelo, e no entanto os próprios teólogos ensinam que eles eram simbólicos:

  • O Véu  à simbolizava a hoste angélica que assiste à presença do Eterno.
  • Os pães da proposição simbolizava a Yeshua, o pão da vida.
  • O Castiçal simbolizava o Espírito Santo.
  • Etc...

Creio ser incoerente usar a palavra modelo para algumas coisas como representando algo real, idêntico ao que foi apresentado, enquanto que para outras coisas eram apenas símbolos. Dizer que o santuário construído no deserto era um modelo literal do que existe no Céu dos céus, é admitir que:

  • No Céu dos céus existem imagens de escultura como se pode observar no propiciatório.
  • Que o Eterno não tem uma forma física; Ele é uma energia luminosa que se manifesta entre duas imagens de querubins.
  • Que Yeshua tem múltiplas formas tais como a de pães, cordeiro,bode e de homem.
  • Etc...

Muito confuso, não acha ?

Acho estranho o senhor mencionar que um modelo no contexto de Ex 25:8-9 não seja a mesma coisa que um símbolo, e não questionar o autor de Hebreus quando este menciona em Hb. 9:23 como sendo figura (símbolo) o que esta escrito em Ex 25:9 como sendo um modelo.

Se olharmos para o Santuário como sendo o tipo (símbolo), veremos que todas as peças se harmonizam quando o comparamos com o Céu dos céus (antítipo), onde se encontra o trono do Altíssimo.

Quanto aos textos de Ex. 25:8-9 e Hb 8:2 tenho a dizer que a explicação que da valor simbólico ao santuário construído no deserto, está  em plena harmonia com os textos bíblicos.

Quanto ao livro de Hebreus, gostaria que o senhor me respondesse quem foi o autor do mesmo, visto não haver um consenso sobre esse assunto entre os teólogos.

Para quem admite ser o apóstolo Paulo, pergunto:

·        Será que Paulo teria esquecido que o altar de incenso ficava no lugar santo e não no santíssimo como esta escrito em Hb. 9:3-4 ?

Além desse fato, existem outros pontos no livro de Hebreus que indicam o mesmo ter sido escrito por um leigo até hoje desconhecido.

Se o autor do livro aos Hebreus é desconhecido, pergunto aos teólogos:

·        Como considerar inspirado um livro cuja origem é desconhecida, e apresenta ensinos que violam os preceitos instituídos pelo Eterno ?

Como o senhor mesmo disse, prefiro ficar com as Escrituras.

 

  • Sendo o santuário um símbolo para representar o Céu dos céus, obviamente a sua purificação deveria consistir na retirada dos agentes que o contaminaram, isto é, satanás e os anjos que se posicionaram a seu lado. Vide pesquisa Apoc. 12 no site  http://geocities.yahoo.com.br/ibzaituni

Resposta: O santuário não é o Céu, mas, ESTÁ NO CÉU (não se deve distorcer Heb. 9:24...):

Apocalipse 3:12  Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome.

Apocalipse 11:19  Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada.

Apocalipse 14:17  Então, saiu do santuário, que se encontra no céu, outro anjo, tendo ele mesmo também uma foice afiada.

Apocalipse 15:5  Depois destas coisas, olhei, e abriu-se no céu o santuário do tabernáculo do Testemunho,

 

Realmente o Santuário não é o céu, ele está no céu. Ele é o Céu dos céus, o lugar de onde o Eterno administra todo o Seu vasto domínio.

 

  •   O santuário terrestre era apenas um tipo (sombra), e simplesmente apontava para seu antítipo (realidade), ou seja, ao assassinar a Yeshua no Calvário, satanás e sua hoste se tornaram violadores da Lei do Eterno expressa em Nm 35:33, e passíveis de sua sentença que determinou sua retirada (expulsão) das regiões celestes, e posterior execução.

Resposta: Esta afirmação não condiz com a realidade. A profecia de Dan. 8 e 9, relativa ao santuário é colocada para o TEMPO DO FIM, ou seja, muito além do período em que Jesus Cristo morreu na cruz. Daniel 7 coloca o cumprimento da profecia para depois do surgimento dos impérios mundiais e do império romano sairia o papado (2Tess. 2:1-5). TUDO aplicado para o tempo do fim, para depois do primeiro século. Veja outros versos:

Daniel 8:17  Veio, pois, para perto donde eu estava; ao chegar ele, fiquei amedrontado e prostrei-me com o rosto em terra; mas ele me disse: Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim.

Daniel 11:35  Alguns dos sábios cairão para serem provados, purificados e embranquecidos, até ao tempo do fim, porque se dará ainda no tempo determinado.

Daniel 11:40  No tempo do fim, o rei do Sul lutará com ele, e o rei do Norte arremeterá contra ele com carros, cavaleiros e com muitos navios, e entrará nas suas terras, e as inundará, e passará.

Daniel 12:4  Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará.

Daniel 12:9  Ele respondeu: Vai, Daniel, porque estas palavras estão encerradas e seladas até ao tempo do fim.

Se a purificação do santuário celestial representasse a “retirada” de satanás e suas hostes do Céu, então eles ainda estão lá? Sim, pois a profecia é para o TEMPO DO FIM.

Com todo respeito, Carlos, sem cabimento o que você afirmou.

Na realidade a bíblia ensina que a purificação do Santuário encerrou-se após as 2300 tardes e manhãs de Dn. 8:13 e 14, ao contrário da IASD que ensina ela ter começado após o referido período.

Quanto ao tempo do fim, tenho a dizer que a purificação encerrou-se em algum período do século XIX  EC (1801-1900), e sendo ela a retirada de satanás e sua hoste das regiões celestes, obviamente eles já não se encontram nos céus como o senhor concluiu em vossa observação.

Infelizmente a tradição cristã sem nenhuma base nas Escrituras, ensina que a  expulsão de satanás e seus anjos ocorreu antes da queda de Adão e Eva no Jardim do Éden, enquanto que diversos textos bíblicos nos apresenta tal evento em um período posterior ao assassinato de Yeshua; mais especificamente no século XIX EC (1801-1900), já no TEMPO DO FIM.

Vide pesquisa Apoc. 12  no site  http:/geocities.yahoo.com.br/ibzaituni

4) O santuário terrestre era purificado no Dia da Expiação (Lev. 16; 23:26-32) que correspondia a um dia de juízo. Mesmo que as pessoas já tivessem sido perdoadas por causa do derramamento do sangue do cordeirinho, era necessário o dia da expiação para que os pecados, simbolicamente transferidos para o santuário, fossem removidos.

            Veja que naquela época, o fato de haver um Dia da Expiação (Juízo) não significava para os israelitas que a expiação feita pelo cordeiro havia sido "incompleta". Eles sabiam que aquele era um dia especial de juízo, no qual Deus faria um acerto final de contas com Seus filhos, para comprovar quem CONTINUOU ao lado dEle. É por isso que Lev. 23:29 afirma que os filhos de Deus deveriam "se afligir" no Dia da Expiação, ou seja, humilhar-se através do arrependimento depois de haver sido perdoados e continuar ao lado do Senhor. E isto para que fossem plenamente absolvidos no Dia do Juízo (que é o Dia da Expiação).

Sem a devida compreensão dos símbolos e rituais relativos ao Santuário, será praticamente impossível compreender a interpretação dos referidos rituais. Abaixo transcrevo um texto extraído da Torah que nos dá o verdadeiro significado dos animais que eram oferecidos como oferta pelo pecado, texto este extraído do site acima mencionado.

       (*)  A  <<Semichá>>  [ pôr as mãos sobre o animal antes de sacrificá-lo ], significava o mesmo que transferir a alma do sacrificador ao animal, através da mão. Deste modo, o sangue derramado do animal substituía a alma do dono do sacrifício, considerando-se como se ele próprio fosse sacrificado. Moisés transmitiu seu espírito de sabedoria a Josué, pondo as suas mãos sobre ele [ Deut. 34,9]  A expressão <<ter a alma na palma da mão>> foi repetida várias vezes na Bíblia [Juizes 12,3 – Sam.I 19, 5 – Job 13,14]: <<Á minha alma está na minha palma sempre>>. [Salmos 109,119].

       Fazendo a <<Semichá>> sobre o sacrifício de pecado, de delito ou de holocausto, a pessoa devia confessar a falta pela qual trazia o seu sacrifício. Sobre o sacrifício de pazes e de gratidão, pronunciava palavras de louvores a Deus. Nos sacrifícios da Páscoa, de primogênitos de rebanho, de dízimos e rebanho e de aves, não se fazia o rito da <<Semichá>>.       Pág. 179

Baseado no exposto acima apresentarei a seguinte consideração:

Sangue     ======   vida

Oferta pelo pecado (animal)  ===  pecador penitente

Bode para o Senhor  ==  seu sangue simbolizava a vida de todos os fiéis que foram depositadas e guardadas debaixo do altar do holocausto.

Bode emissário  == satanás e sua hoste.

Como entender o ritual do Santuário

O animal que era apresentado ao sacerdote simbolizava o penitente que ao reconhecer sua situação pecaminosa, entregava a Yeshua (simbolizado pelo sacerdote) sua vida (simbolizada pelo sangue), para que ele a resgatasse (justificasse) e removesse seus pecados (purificasse), imputando-os a quem de direito, satanás e seus anjos (simbolizado pelo bode emissário) por serem o originado e instigador do pecado.

Todo pecador ao entregar sua vida a Yeshua, é por ele justificado, porém a remoção de sua culpa (purificação), só será realizada no futuro, o Dia da Expiação, em uma única ocasião na qual Yeshua confessará diante do Eterno e seus anjos, o nome de todos os fiéis, que ao serem por Ele justificado, concede a Seu Filho o direito de remover a culpa de todos que n”Ele se refugiaram, e atribuí-la a satanás e sua hoste, o autor e instigados do pecado no mundo.

Precisamos entender o que está bem nítido no ritual do Santuário, ou seja:

Embora os fiéis sejam justificados no momento em que com coração puro entregam a vida a Yeshua, a lei cujo preceito foi violado, mas  não ter sido ainda vindicado,  ao manter essa transgressão exposta, deixa o santuário contaminado pois ela só é satisfeita quando seus preceitos são executados, ou abençoando ao justo, ou punindo o culpado. De acordo com o ritual do Santuário isso só deverá ocorrer no Dia da Expiação, quando Yeshua removerá a culpa dos resgatados, e a imputará a satanás e sua hoste. 

 

 

  • Levítico 16:30 menciona que no Dia da Expiação é feita a purificação do povo de Israel, não a purificação do santuário; o santuário e o povo são duas coisas distintas, uma, o santuário, simboliza o Céu dos céus , já Israel simboliza todas as famílias da terra que abraçaram o concerto estabelecido pelo Eterno com Abraão.

Resposta: a purificação não era apenas do povo de Israel, mas também o santuário porque OS PECADOS DO POVO, DURANTE O ANO TODO, ERAM SIMBOLICAMENTE TRANSFERIDOS PARA O SANTUÁRIO por meio do sangue. É claro que uma limpeza do santuário era necessária no dia da Expiação. Lev. 16:16 não deixa margens para dúvidas:

“Assim, fará expiação pelo santuário por causa das impurezas dos filhos de Israel, e das suas transgressões, e de todos os seus pecados. Da mesma sorte, fará pela tenda da congregação, que está com eles no meio das suas impurezas.” Leia também os versos 20, 27, 33. Por que considerar apenas o verso 30?!

  • Será muito útil lembrar que o cordeiro pascal era o único sacrifício que apontava para Yeshua , e seu sangue não era levado para o santuário como vem sendo ensinado pela tradição cristã há séculos. Essa tradição cristã de que o sangue de Yeshua era apresentado ao Eterno em substituição ao pecador não tem nenhum suporte escriturístico, o que a torna sem efeito.

Resposta: quero provas bíblicas sobre isso. A minha Bíblia diz que o sangue do cordeiro era levado sim para o santuário. Não é tradição cristã, mas ensino bíblico:

“e, molhando o dedo no sangue, aspergirá dele sete vezes perante o SENHOR, diante do véu do santuário.” Levítico 4:6.

“Eis que desta oferta não foi trazido o seu sangue para dentro do santuário; certamente, devíeis tê-la comido no santuário, como eu tinha ordenado.” Levítico 10:18.

Não acredito que alguém tenha a coragem de negar que o sangue era levado para o santuário, com base nos textos supracitados.

 

Comentando o texto destacado em azul

Biblicamente não existe transferência de pecados para o Santuário; a contaminação do mesmo se dá ao fato de que  enquanto a Lei do Eterno que foi  violada não for vindicada, sua transgressão permanece exposta perante o Universo.

Quanto ao sangue que é aspergido pelo sacerdote sobre o propiciatório e o véu do Tabernáculo, visto que o sangue simboliza  vida e não pecado, esse ritual simboliza Yeshua diante do trono do Eterno apresentando  à hoste Angélica a vida do penitente, visto  que a única forma de vindicar a justiça do Eterno e os reclamos de Sua Lei cujo preceito foi  violado, é a vida do transgressor simbolizada pelo sangue em questão . 

Comentando o texto destacado em amarelo

Sr. Lqrn_t, creio que sua resposta ignorou o texto que foi apresentado e se encontra destacado em verde. Ali está bem claro que o sangue do CORDEIRO PASCAL é que não era levado ao Santuário. Portanto não tem nenhuma relação com o sangue do novilho mencionado em Lv 4:6, e do bode mencionado em Lv 10:18 que se encontra em vossa consideração.

Com base nas Escrituras, eu também não acredito que alguém tenha coragem de afirmar que o sangue do cordeiro pascal era levado para o santuário.

5) O que é a purificação do santuário celestial A purificação do santuário Celestial corresponde ao Juízo Investigativo. Podemos ver isto ao analisar o paralelismo, a relação temática entre os capítulos de Dan. 7 e 8. Dan. 7 menciona que o resultado do Juízo Investigativo é a destruição do chifre pequeno. O cap. 8, diz que o resultado purificação do santuário é a quebra do chifre que atingiu o Príncipe do Exército (versos 10, 11).

Portanto, Juízo Investigativo = Santuário Purificado. O Juízo Investigativo em Dan. 7 e Purificação do Santuário em Dan. 8 são a mesma coisa.

 

O juízo que será realizado no Dia da Expiação não se trata de um julgamento de avaliação individual, mas sim de um juízo executivo como o próprio ritual demonstra.

 

 

  • Na verdade o texto de Dn 7 aponta para o juízo das hostes celestiais (vede Ap. 12:7), que resultou na purificação do santuário (expulsão do dragão e seus anjos das regiões celeste Ap 12:9, 13), fato este ocorrido por ocasião da unção de Yeshua (Dn 7:13-14;  Ap 12:10 ; Ap 5:12)

Resposta: Daniel 7 não se refere ao juízo das hostes celestiais pelo seguinte:

1) a profecia de Daniel 7 é para o tempo do fim, PARA DEPOIS DO PRIMEIRO SÉCULO (estariam os demônios ainda perturbando a Deus no Céu?)

2) os anjos não estavam sendo julgados, mas, acompanhavam o modo de Deus julgar: Dan. 7:9, 10.

3) A Bíblia diz que o julgamento dos anjos maus terá a presença dos justos – 1Cor. 6:2, 3. Portanto, não ocorreu ainda, pois os justos não foram levados para o céu a fim de comprovar de perto o modo de Deus lidar com os anjos caídos.

Ora, já que o Santuário construído por Moisés no deserto simbolizava o Céu dos céus, e cientes de que purificar significa retirar de um determinado meio algo que o torna impuro (contaminado),e que a profecia das 2300 tardes e manhãs de Dn 8:13 e 14 nos conduzem ao século XIX EC, cremos, conforme ensinado pelas Escrituras, satanás e seus anjos terem sido expulsos dos céus e atirados para a terra em algum período do século XIX EC (1801-1900), exatamente no tempo do fim..

Vide Apoc. 12:9 e 13; 5:7 e 8; Dn 7:13-14, Sl 110:1.

Considerando o item 3 de vosso comentário acima, gostaria de saber:

  • Se o julgamento dos anjos maus ainda não ocorreu como o senhor declara no texto destacado em verde, por que então eles foram expulsos dos céus ?
  • Usou o Eterno de arbitrariedade para com eles ?

Sendo um princípio bíblico toda palavra ser confirmada por duas ou três testemunhas (Dt. 19:15; João 8:17), gostaria de saber onde Paulo se baseou para dizer que os homens hão de julgar os anjos conforme o irmão mencionou no item acima considerado.

6) Como poderia um lugar perfeito ser purificado de algo? Veja o que diz o livro "101 Respostas a Perguntas do Dr. Ford", na pág. 24:

                 “Segundo Dan. 8:11, 13 a ponta pequena (o papado) fez com que "o lugar do seu santuário" fosse "deitado abaixo" e "o santuário e o exército... pisados". Isto dever ser retificado pela restauração do santuário celestial a sua legítima posição no coração e na mente dos filhos de Deus. Há também o registro dos pecados do professo povo de Deus que dever ser tratado na purificação, ou julgamento, que ocorre. 1Tim. 5:24”.

                De acordo com este comentário, o propósito da purificação do santuário (o mesmo que juízo investigativo) é:

a) Fazer com que o santuário celestial e o sumo sacerdócio de Jesus ocupem o seu devido lugar na mente das pessoas. Isso é feito quando no juízo investigativo o chifre pequeno (papado) é condenado e a obra de Cristo no Céu (de único intercessor e perdoador de pecados (1Tim. 2:5; Dan. 9) , no lugar dos sacerdotes ou “santos mortos”) é reivindicada perante todo o universo;

b) Analisar os registros no Céu, dos pecados dos filhos de Deus. Os pecados já foram perdoados. Estão registrados não para nos condenar, mas, para servir de testemunho ao universo que acompanha com expectativa o desenrolar da historia desse mundo (Rom. 8:19). Vou explicar: Deus é onisciente (1Ped. 1:2), não precisa de livros (Dan. 7:10), mas, os anjos não são oniscientes. Eles não sabem o que vai no íntimo de uma pessoa. É por isso que eles estão acompanhando com expectativa o desenrolar do plano de redenção. Os livros no céu servem para os anjos ver como um Deus amoroso lida com os transgressores de modo justo.

            No dia do juízo, Deus abre os livros onde estão registrados nossos pecados já perdoados para que todos possam testemunhar a forma justa com a qual Ele lida com o pecado e os pecadores. Ele mostra ao universo expectante: “Meu filho, fulano de tal, aceitou de coração a minha graça e continuou seguindo os meus caminhos. Portanto, os pecados dele que já foram perdoados podem ser riscados porque agora todos têm certeza da fidelidade dEle”.

            Veja que a doutrina do juízo investigativo não torna a expiação incompleta. Ao invés disso, ela mostra que Deus está lidando corretamente com o pecado ao (a) condenar o chifre pequeno e (2) reivindicar o caráter dos santos perante os outros seres, que também fazem parte do grande conflito entre o bem e o mal.

                Deus deseja que todo o universo esteja seguro para sempre e, por isso, permite que todos avaliem a forma justa dEle lidar com os pecadores: “... segundo está escrito: Para seres justificado nas tuas palavras e venhas a vencer quando fores julgado.” Rom. 3:4. É por isso que “a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?” 1 Pedro 4:17.

Precisamos entender que sendo o céu um lugar perfeito, o que o torna contaminado é a não execução dos justos reclamos da lei do Eterno sobre os seus transgressores, visto que a mesma só é vindicada quando o transgressor recebe a justa punição por ela determinada..

Sendo assim, embora Yeshua tenha justificado (perdoado) aqueles que lhe entregaram a vida com um coração puro, a transgressão da Lei permanece exposta perante o Universo, aguardando o momento em que seus reclamos sejam atendidos. Isto é o que mantem o santuário (Céu) contaminado, a não execução dos reclamos da Lei sobre aqueles que a violaram.

Embora Yeshua ao justificar (perdoar) seus servos não lhes impute a culpa de suas transgressões, as mesmas permanecem expostas visto que os  reclamos da lei  requer a punição do responsável por tal violação, o que acontece unicamente no Dia da Expiação quando então a culpa de todos aqueles que foram por Yeshua justificados, por autorização do Deus Eterno, serão atribuídas a satanás e sua hoste, podendo dessa forma os reclamos da Lei que requer a vida do trangressor, ser executada, tornando dessa forma puro o Santuário.

 

 

  • O Dia da Expiação não aponta para um dia de juízo, e sim um dia de perdão. Nesse dia Yeshua comparecerá diante do trono do Eterno como um resgatador da vida de todos os que n’Ele se refugiaram  (simbolizado pelo aspergir o sangue do cordeiro pascal nos umbrais da porta das residências dos filhos de Israel quando ainda eram um povo escravo no Egito) quando ainda eram escravos de satanás, não para que o Eterno os julgassem, mas sim para os justificar ao conceder a Seu Filho o direito de remover todas as suas culpas dos resgatados, e as imputar sobre o verdadeiro culpado  pelas mesmas (satanás e sua hoste) por terem sido o autor e instigador do pecado.

Como pode haver perdão sem juízo?! É no juízo que se pode dizer que foi perdoado e quem não foi. Que o dia da Expiação também era um dia de juízo podemos ver em Lev. 23:29:

“Porque toda alma que, nesse dia, se não afligir será eliminada do seu povo.”

Quem não afligisse a sua alma, era CORTADO. Resultado de um juízo! Leia também Gên. 17:14 e Exo. 12:15.

O juízo que será realizado no Dia da Expiação não se trata de um julgamento de avaliação individual, mas sim de um juízo executivo como o próprio ritual demonstra.

Infelizmente a tradição cristã, ignorando o verdadeiro significado dos símbolos relacionados com o Santuário, não permite que se tenha uma verdadeira compreensão do significado do ritual relacionado com o Dia da Expiação.

Todo aquele que de coração puro (sincero), confia sua vida a Yeshua, é no mesmo instante por Ele justificado (perdoado), no entanto suas transgressões só serão removidas no futuro, em uma mesma ocasião para todos os resgatados, quando então serão justificadas perante o Eterno, ao Ele conceder a Seu Filho o direito de remover a culpa que pesava sobre eles, e imputa-la a satanás e sua hoste visto serem o originador e instigador do pecado.

Quanto a vossa declaração que destaquei em amarelo, tenho a considerar que de acordo com a mesma, Yeshua mentiu ao paralítico quando mencionou que seus pecados estavam perdoados (Mt 9:2), como também à mulher adúltera e ao ladrão na cruz, pois em todos os casos aqui mencionados não ocorreu nenhum julgamento antes que Ele pronunciasse aquelas palavras de consolo.

Você gostaria de ouvir na rádio outras respostas sobre o santuário? Suas sugestões são importantes, pois me ajudará a detectar as dificuldades que os ouvintes têm no estudo da doutrina do Santuário. Fico no aguardo.

Sim.

 

 

  • Quanto mais estudo sobre o juízo investigativo, mais o vejo se distanciar dos preceitos bíblicos e se firmar única e exclusivamente em conceitos teológicos. Portanto, estou aberto para vossa consideração.

 

Resposta: Gostaria de ter embasamento bíblico para as suas considerações, Carlos. Se não estiver na Bíblia, não aceito. Creio que você também adota o princípio Sola Scriptura.

Também estou aberto as suas considerações. Quanto mais recebo objeções vejo que os que não crêem no juízo investigativo não possuem embasamento bíblico para suas considerações. Mesmo assim, respeito a opinião de cada um o que tem me proporcionado o ter muitos amigos.

Abraços,

Após considerar tudo que o senhor escreveu, posso reafirmar o que mencionei no e_mail anterior:

  • Quanto mais estudo sobre o juízo investigativo, mais o vejo se distanciar dos preceitos bíblicos e se firmar única e exclusivamente em conceitos teológicos.

Continuo aberto para vossa consideração. 

Ley Traot !

Carlos Oliveira.

 

Clique aqui para das seqüência ao diálogo

 

 

Hosted by www.Geocities.ws

1