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EXISTE UM JUÍZO INVESTIGATIVO ? Existem
diversas teses para explicar a profecia mencionada em Dn 8:13 e 14;
dentre elas mencionaremos a doutrina de um Juízo Investigativo
que teve o seu início em 22 de outubro de 1844, dia este que segundo
esses teólogos, correspondeu ao 10º dia do sétimo mês do calendário
judaico, quando então é observado entre o povo judeu, o Dia da
Expiação. No entanto, se considerarmos que o Dia da
Expiação ocorrido em 1844 tenha marcado o início de um Juízo
Investigativo que deverá se encerrar com o fechamento da Porta da Graça,
evento este que corresponde ao encerramento das atividades referentes a
este dia, e, considerando também que um dia em profecias equivale a um
ano conforme é ensinado por muitos teólogos, como então explicar o
seguinte fato:
152 X 5 = 760 anos. EXISTE UM JUÍZO INVESTIGATIVO ? Embora
muitos evangélicos creiam sinceramente em um juízo investigativo que
se iniciou em 22/10/1844 com o exame dos que já morreram
professando terem confiado suas vidas a Yeshua, e logo a seguir passando
para o caso dos vivos, juízo este que deverá culminar com o decreto de
Ap 22:11, onde o destino de toda a humanidade estará para sempre
decidido, essa doutrina não tendo nenhuma base bíblica, e esta sendo
rejeitada por muitos cristãos que estão examinando as Escrituras
nestes últimos dias. Que
base bíblica é usada para apoiar essa doutrina ?
Alguns
dos textos encontram-se em Dn 7:13 e 14, e 8:13 e 14, onde segundo a
interpretação dos que a defendem, Yeshua passou do lugar santo para o
santíssimo no Santuário celestial, conforme prefigurado pelo ritual do
Dia da Expiação que é realizado no dia dez do sétimo mês do calendário
judaico (Lv 23:26-32), quando, segundo eles, é dado início para o
julgamento da humanidade conforme crêem como sendo a purificação do
Santuário mencionada em Dn 8:13 e 14. Este julgamento segundo os
defensores dessa doutrina, começou com o caso dos que já morreram, e
logo em seguida, passará para o caso dos que ainda estão vivos. O
erro cometido nessa interpretação, é a aplicação feita entre Dn
7:13 e 14, com Lv 16:1-10, 29-34. Explicam eles que Yeshua
comparecendo diante do Pai, conforme profetizado em Dn 7:13-14, onde então
é investido de autoridade e poder, corresponde no ritual do Dia da
Expiação, ao momento em que o Sumo sacerdote passava do lugar santo,
para o lugar santíssimo, com o objetivo de desempenhar Sua Função. Estes
são os textos básicos para firmar esta doutrina, doutrina que esta
sendo rejeitada por muitos em virtude de que os referidos textos não se
harmonizam em suas aplicações, visto que se referem a eventos muito
distintos um do outro; vejamos: ·
Em
Lv 16:1-10, 29-34, Moisés ao relatar o cerimonial do Dia da Expiação,
deixa bem claro que o sumo sacerdote no dia 10 do sétimo mês, entra no
lugar santíssimo com o objetivo de executar uma tarefa, ou seja, punir
o responsável por todos os pecados cometidos por aqueles que
dentre o Seu povo, provenientes de todas as nações, Lhe entregaram a
vida após confessarem e abandonarem seus pecados. ·
O
Dia da Expiação não era um dia de investidura, mas sim um dia de
trabalho para o Sumo sacerdote. FATOS LIGADOS AO DIA DA EXPIAÇÃO 1.
O sacerdote era investido de autoridade para ministrar como Sumo
sacerdote em outra ocasião; nunca no Dia da Expiação. 2.
Antes que o Sumo sacerdote entrasse no lugar santíssimo, o serviço
diário era encerrado, serviço este no qual a vida do pecador
penitente, simbolizada pelo sangue da oferta, era confiada aos cuidados
de Yeshua, o Sumo sacerdote. 3.
Quando o Sumo sacerdote entrava no lugar santíssimo do Santuário,
cessavam os serviços diários; o Sumo sacerdote a partir desse
momento, só ministrava em favor dos pecadores arrependidos cuja vida
Lhe foram confiadas anteriormente. 4.
No Dia da Expiação os pecados tanto dos mortos como dos vivos,
eram ao mesmo tempo, através dos méritos do Messias - o Cordeiro de
Deus -, removidos. A culpa pelos mesmos era então atribuída a
satanás, o bode emissário, que deverá receber a justa punição,
satisfazendo desta forma os reclamos da Lei do Eterno que fora violada,
tornando-se também patente perante todo o Universo, a Justiça e
Misericórdia do Eterno e Seu Filho no trato com Suas criaturas. 5.
A cerimônia do Dia da Expiação transcorria em apenas um único
dia anualmente. 6.
Sendo o Dia da Expiação precedido pela Festa das Trombetas (Ano
Novo Judaico- dia primeiro do sétimo mês), Festa esta intimamente
relacionada com o Dia da Expiação, por se tratar de uma convocação
para que todos aqueles que em arrependimento confiaram ao Deus Eterno a
vida através do Sumo sacerdote, se preparem para o dia do juízo que
Ele estabeleceu sobre o Seu povo conforme tipificado pelo Dia da Expiação.
O QUE É ENSINADO ACERCA DA EXPIAÇÃO PELOS QUE DEFENDEM A DOUTRINA
DO JUÍZO INVESTIGATIVO EM 22/10/1844 ·
Yeshua,
nosso Sumo sacerdote, entrou no lugar santíssimo do Santuário
Celestial no dia 22/10/1844, com o objetivo de ser investido de
autoridade. ·
A
expiação iniciou-se com o Messias examinando primeiramente o caso de
todos os que já morreram, e só após, o mesmo passará a examinar o
caso dos vivos. ·
A
expiação vem se desenrolando desde 22/10/1844, e não se sabe quando
irá terminar. CONCLUSÃO: ·
Se
no Dia da Expiação, quando o Sumo sacerdote entrava no lugar
Santíssimo do Santuário, cessava a oportunidade do pecador confessar
os seus pecados e Lhe confiar sua vida, e, como ensinam os defensores da
doutrina do Juízo Investigativo, Yeshua,
nosso Sumo sacerdote, entrou no lugar Santíssimo do Santuário
Celestial em 22/10/1844 para ministrar a Expiação, fica evidente então
que todas as pessoas que cometeram algum pecado, ou mesmo tenham nascido
após a referida data, não terão mais oportunidade de salvação. Outros
textos também não se harmonizam com a doutrina do Juízo Investigativo
iniciado em 1844 pois, como sabemos que o Eterno não faz acepção de
pessoas, nem é um Deus parcial, como poderíamos explicar os
seguintes fatos relatados na Bíblia: ·
Como
explicar a ressurreição de Moisés, Jd 9, uma vez que conforme os
defensores da doutrina do Juízo Investigativo, o juízo dos mortos só
se iniciou em 22/10/1844 ? ·
Como
explicar a ressurreição de muitos quando Yeshua expirou na cruz, Mt
28:52-53, visto que o juízo dos mortos só se iniciou em
22/10/1844 ? ·
Como
Enoque e Elias puderam ser trasladados vivos para os Céus, Gn 5:23-24;
IIRs 2:11, se o Juízo Investigativo dos vivos não havia se iniciado,
uma vez que o mesmo só se iniciará após o término do juízo dos
mortos, conforme crêem os defensores dessa doutrina ? Devido
a falta de base bíblica para este ensino, o mesmo tem sido rejeitado
por muitos, e a interpretação da primeira mensagem angélica que estes
evangélicos aplicaram ao início deste juízo, cai por terra. A que então
se aplica primeira mensagem angélica de Ap 14: 6-7 ? Em
Ap: 14:6-7, nos é ensinado que o Eterno enviará uma mensagem
convocando todas as nações, tribo, língua e povos, para que se
preparem para o juízo que Ele executará sobre a Terra, temendo-O e
dando-Lhe glória. Em
Ez: 39: 1-10, o Eterno afirma que o dia de que Ele tem falado, é aquele
em que Ele irá punir todas as nações e povos que se unirem para
combater a nação de Israel, Seu povo. Analisando Ap: 16: 12-21, poderemos observar que se assemelha bastante com a mensagem de Ez: 38: 18-23, onde o Eterno exercerá o seu juízo sobre as nações. Com o exposto acima, concluímos que a primeira mensagem angélica de Ap 14, se refere a intervenção que o Eterno fará em favor da nação de Israel. Todos aqueles que combaterem a Israel serão punidos pelos juízos do Eterno, e desta forma Israel será preparado para desempenhar a sua parte no término da obra de pregação do evangelho a todo o mundo. |