EXISTE UM JUÍZO INVESTIGATIVO ?

Existem diversas teses para explicar a profecia mencionada em Dn 8:13 e 14; dentre elas mencionaremos a doutrina de um  Juízo Investigativo  que teve o seu início em 22 de outubro de 1844, dia este que segundo esses teólogos, correspondeu ao 10º dia do sétimo mês do calendário judaico, quando então é observado entre o povo judeu, o Dia da Expiação. No entanto, se considerarmos  que o Dia da Expiação ocorrido em 1844 tenha marcado o início de um Juízo Investigativo que deverá se encerrar com o fechamento da Porta da Graça, evento este que corresponde ao encerramento das atividades referentes a este dia, e, considerando também que um dia em profecias equivale a um ano conforme é ensinado por muitos teólogos, como então explicar o seguinte fato:

  • Se o  'Dia da  Expiação' é apenas um dia, e em profecias um dia equivale a um ano, por que nesta profecia, o  'Dia da Expiação' que é interpretado por muitos evangélicos como sendo o  "Juízo Investigativo", sendo apenas um dia, hoje, 14/09/1996, já esta equivalendo a 152 anos ?

 1996 - 1844  =  152 anos     

Considerando que o Fechamento da Porta da Graça equivale ao final do ritual do Dia da Expiação, (dia dez do sétimo mês do calendário judaico), e a volta do Messias é prefigurada pela Festa dos Tabernáculos, (dia quinze do sétimo mês do calendário judaico), PP - 579 e  CS - 398,  como então explicar: 
  • Que após o fechamento da Porta da Graça teremos apenas um ano de pragas, e logo em seguida a volta do Messias, se do Dia da Expiação até a Festa dos Tabernáculos transcorrem cinco dias, e levando-se em consideração um dia como sendo um ano, o coerente seria o Messias voltar cinco anos após o fechamento da Porta da Graça, ou mesmo, considerando também que em profecias um dia pode corresponder, hoje, a 152 anos conforme o que esta ocorrendo com a aplicação para o Dia da Expiação, como vem sendo interpretado por muitos teólogos, o coerente não seria o Messias voltar setecentos e sessenta anos após o Fechamento da Porta da Graça ? 

152  X  5  =  760  anos.

EXISTE UM JUÍZO INVESTIGATIVO   ?

Embora muitos evangélicos creiam sinceramente em um juízo investigativo que se iniciou em 22/10/1844 com o exame dos que já morreram  professando terem confiado suas vidas a Yeshua, e logo a seguir passando para o caso dos vivos, juízo este que deverá culminar com o decreto de Ap 22:11, onde o destino de toda a humanidade estará para sempre decidido, essa doutrina não tendo nenhuma base bíblica, e esta sendo rejeitada por muitos cristãos que estão examinando as Escrituras nestes últimos dias.

Que base bíblica é usada para apoiar essa doutrina ?                       

Alguns dos textos encontram-se em Dn 7:13 e 14, e 8:13 e 14, onde segundo a interpretação dos que a defendem, Yeshua passou do lugar santo para o santíssimo no Santuário celestial, conforme prefigurado pelo ritual do Dia da Expiação que é realizado no dia dez do sétimo mês do calendário judaico (Lv 23:26-32), quando, segundo eles, é dado início para o julgamento da humanidade conforme crêem como sendo a purificação do Santuário mencionada em Dn 8:13 e 14.  Este julgamento segundo os defensores dessa doutrina, começou com o caso dos que já morreram, e logo em seguida, passará para o caso dos que ainda estão vivos.

O erro cometido nessa interpretação, é a aplicação feita entre Dn 7:13 e 14, com Lv 16:1-10, 29-34.  Explicam eles que Yeshua comparecendo diante do Pai, conforme profetizado em Dn 7:13-14, onde então é investido de autoridade e poder, corresponde no ritual do Dia da Expiação, ao momento em que o Sumo sacerdote passava do lugar santo, para o lugar santíssimo, com o objetivo de desempenhar Sua Função.

Estes são os textos básicos para firmar esta doutrina, doutrina que esta sendo rejeitada por muitos em virtude de que os referidos textos não se harmonizam em suas aplicações, visto que se referem a eventos muito distintos um do outro; vejamos:

·      Em Lv 16:1-10, 29-34,  Moisés ao relatar o cerimonial do Dia da Expiação, deixa bem claro que o sumo sacerdote no dia 10 do sétimo mês, entra no lugar santíssimo com o objetivo de executar uma tarefa, ou seja, punir o responsável por todos os pecados cometidos por aqueles que dentre o Seu povo, provenientes de todas as nações, Lhe entregaram a vida após confessarem e abandonarem seus pecados. 

·      O Dia da Expiação não era um dia de investidura, mas sim um dia de trabalho para o Sumo sacerdote.

Dn 7:13 e 14, refere-se ao momento em que o Messias compareceu perante o Deus Eterno com o objetivo de assumir toda a autoridade que Lhe fora outorgada, fato este ocorrido logo após o julgamento relatado em Dn 7:9 e 10. Este relato se harmoniza com o texto que se encontra em Ap 12:10-11.

FATOS LIGADOS AO DIA DA EXPIAÇÃO

1.     O sacerdote era investido de autoridade para ministrar como Sumo sacerdote em outra ocasião; nunca no Dia da Expiação.

2.     Antes que o Sumo sacerdote entrasse no lugar santíssimo, o serviço diário era encerrado, serviço este no qual a vida do pecador penitente, simbolizada pelo sangue da oferta, era confiada aos cuidados de Yeshua, o Sumo sacerdote.

3.     Quando o Sumo sacerdote entrava no lugar santíssimo do Santuário, cessavam os serviços diários;  o Sumo sacerdote a partir desse momento, só ministrava em favor dos pecadores arrependidos cuja vida Lhe foram confiadas anteriormente.

4.     No Dia da Expiação os pecados tanto dos mortos como dos vivos, eram ao mesmo tempo, através dos méritos do Messias - o Cordeiro de Deus -, removidos.  A culpa pelos mesmos era então atribuída a satanás, o bode emissário, que deverá receber a justa punição, satisfazendo desta forma os reclamos da Lei do Eterno que fora violada, tornando-se também patente perante todo o Universo, a Justiça e Misericórdia do Eterno e Seu Filho no trato com Suas criaturas.

5.     A cerimônia do Dia da Expiação transcorria em apenas um único dia anualmente.

6.     Sendo o Dia da Expiação precedido pela Festa das Trombetas (Ano Novo Judaico- dia primeiro do sétimo mês), Festa esta intimamente relacionada com o Dia da Expiação, por se tratar de uma convocação para que todos aqueles que em arrependimento confiaram ao Deus Eterno a vida através do Sumo sacerdote, se preparem para o dia do juízo que Ele estabeleceu sobre o Seu povo conforme tipificado pelo Dia da Expiação.

O QUE É ENSINADO ACERCA DA EXPIAÇÃO PELOS QUE DEFENDEM A DOUTRINA DO JUÍZO INVESTIGATIVO EM  22/10/1844

·      Yeshua, nosso Sumo sacerdote, entrou no lugar santíssimo do Santuário Celestial no dia 22/10/1844, com o objetivo de ser investido de autoridade.

·      A expiação iniciou-se com o Messias examinando primeiramente o caso de todos os que já morreram, e só após, o mesmo passará a examinar o caso dos vivos.

·      A expiação vem se desenrolando desde 22/10/1844, e não se sabe quando irá terminar.

CONCLUSÃO:

·         Se no Dia da Expiação, quando o Sumo sacerdote entrava  no lugar Santíssimo do Santuário, cessava a oportunidade do pecador confessar os seus pecados e Lhe confiar sua vida, e, como ensinam os defensores da doutrina do Juízo Investigativo,  Yeshua, nosso Sumo sacerdote, entrou no lugar Santíssimo do Santuário Celestial em 22/10/1844 para ministrar a Expiação, fica evidente então que todas as pessoas que cometeram algum pecado, ou mesmo tenham nascido após a referida data, não terão mais oportunidade de salvação.

Outros textos também não se harmonizam com a doutrina do Juízo Investigativo iniciado em 1844 pois, como sabemos que o Eterno não faz acepção de pessoas,  nem é um Deus parcial, como poderíamos explicar os seguintes fatos relatados na Bíblia:

·      Como explicar a ressurreição de Moisés, Jd 9, uma vez que conforme os defensores da doutrina do Juízo Investigativo, o juízo dos mortos só se iniciou em 22/10/1844 ?

·      Como explicar a ressurreição de muitos quando Yeshua expirou na cruz, Mt 28:52-53,  visto que o juízo dos mortos só se iniciou em 22/10/1844 ?

·      Como Enoque e Elias puderam ser trasladados vivos para os Céus, Gn 5:23-24; IIRs 2:11, se o Juízo Investigativo dos vivos não havia se iniciado, uma vez que o mesmo só se iniciará após o término do juízo dos mortos, conforme crêem os defensores dessa doutrina ?

Devido a falta de base bíblica para este ensino, o mesmo tem sido rejeitado por muitos, e a interpretação da primeira mensagem angélica que estes evangélicos aplicaram ao início deste juízo, cai por terra. A que então se aplica primeira mensagem angélica de Ap 14: 6-7 ?

Em Ap: 14:6-7, nos é ensinado que o Eterno enviará uma mensagem convocando todas as nações, tribo, língua e povos, para que se preparem para o juízo que Ele executará sobre a Terra, temendo-O e dando-Lhe glória. 

Em Ez: 39: 1-10, o Eterno afirma que o dia de que Ele tem falado, é aquele em que Ele irá punir todas as nações e povos que se unirem para combater a nação de Israel, Seu povo.

Analisando Ap: 16: 12-21, poderemos observar que se assemelha bastante com a mensagem de Ez: 38: 18-23, onde o Eterno exercerá o seu juízo sobre as nações.

Com o exposto acima, concluímos que a primeira mensagem angélica de Ap 14, se refere a intervenção que o Eterno fará em favor da nação de Israel. Todos aqueles que combaterem a Israel serão punidos pelos juízos do Eterno, e desta forma Israel será preparado para desempenhar a sua parte no término da obra de pregação do evangelho a todo o mundo.

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