O Preconceito da Liberdade
Tô vendo, roubando né!!! - Tudo bem! Aprevite o texto e faça com que teu conhecimento torne-se realmente poder, servindo às pessoas...
"A liberdade de uma pessoa não termina quando começa a liberdade da outra".
"Consideremos por analogia, a figura de um gênio. Um homem gênio é aquele que possui certos atributos pessoais em grau excelente. É claro que tais qualidades são dele. Mas, poderemos dizer que o gênio de um acaba quando começa o gênio do outro ? Os gênios são inconciliáveis ? São compartimentos estanques ? Que significa a noção de posse, com relação ao gênio ? A sua genialidade é dele exclusivamente ? Ninguém mais tem participação nela ? Ninguém ganha mais com ela ? Ou, diremos ao contrário, que todos ganham com a existência de um homem de gênio ? Não ocorrerá a mesma coisa com o homem livre ?" (Mendonça, p. 20).
O que significa dizer que a liberdade de um acaba quando começa a liberdade do outro ? Não pode ser no sentido temporal, pois, isto significaria que cada um tem a sua vez, a sua hora de ser livre. Também não poderia ser com espacial, pois, a liberdade não é um terreno, uma área delimitada por uma cerca. Na verdade, o que se quer dizer, é que "o direito à liberdade de um tem como limite o direito à liberdade do outro"(sentido moral). Pode-se então dizer que cada um tem um direito à liberdade ? Cada um tem um liberdade diferente ? Não existe um direito igual à liberdade ? Tratando-se de direito, é necessário ter critéros para definir o que deve ser considerado livre. Quando se diz que a liberdade de um termina quando começa a liberdade do outro, evita entrar no ponto: o que é liberdade ? Assim, limita-se a falar do seu exercício, sem questionar o que seja liberdade.
Posso fazer tudo desde que não interfira na vida do outro. É possível isto ? Como se pretende isto se nossas vidas são naturalmente afetadas umas pelas outras ? Não temos diveres recíprocos uns pra com os outros ? Quando nos deparamos com a realidade, verificamos que a orgnização social não é obra de um livre consentimento. É necessário que eu aceite a liberdade do outro. Aí aparece a contradição: "a liberdade é fruto do livre consentimento dos indivíduos, e por outro lado, é fruto de um consentimento necessário, porque é preciso garantir a sobrevivência das liberdades individuais". É daqui que surge a fórmula: a liberdade de um termina quando começa a liberdade do outro.
Do princípio que a liberdade é não conhecer limites, cai-se na idéia de que a liberdade só pode existir dentro de limites determinados pelas exigências da convivência. Não há critérios para julgar sobre os limites da liberdade de cada um.
Nisto consiste o preconceito da liberdade , o homem a exalta e pretende ser livre por um deliberação arbitrária, porém não chega a ser livre, não é senhor de si mesmo. Não é senhor de suas faculdades, de seu uso e do seu domínio.
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