História da Filosofia no Brasil
Introdução
Sob o ponto de vista valorativo a filosofia brasileira ‚ contemporƒnea. A primeira corrente filos¢fica estruturada no pa¡s, ‚ o ecletismo espiritualista, cujo apogeu situou-se entre as d‚cadas de 50 … 80 do s‚culo passado. Por‚m num sentido amplo, podemos situar a filosofia no Brasil, j na ‚poca imperial. Por‚m, deve se destacar que na "Am‚rica Ibérica, foi o Brasil que mais cedo se interessou" pela reflexão filosófica, tendo publicado j em 1878, uma obra intitulada filosofia no Brasil de Silvio Romero (01).
Como não h um conceito unânime de filosofia no Brasil, ou o que se deve ou não pensar, ou qual o centro desse pensamento, isso faz com que autores divirjam na conceituação desta filosofia.
O que devemos reconhecer é que nosso pensar ainda é mais assimilativo do que criativo. Não devemos porém negar que muitos filósofos enfrentam "os desafios dos seus respectivos momentos históricos, inseridos no e atentos ao ambiente brasileiro"(02).
Segundo Leonel Franca, não h "atividade intelectual em que o espírito brasileiro se mostra tão acanhado, tão frívolo e infecundo como no domínio filosófico" (03). Isto porque seu ensino tem sido tratado como descaso. Falta estudos metódicos e profundos.
Segundo Franca as causas de nosso atraso d -se pelos seguintes motivos:
a) autodidaxia (instrução sem professor) de quantos entre nós se ocupam de assuntos filosóficos;
b) descuriosidade geral dos problemas de ordem especulativa;
Causas essas, redutíveis, por sua vez, à deficiência de um ensino sério e metódico das disciplinas filosóficas.
Segundo o mesmo autor o que carecemos em nossos escritos é a falta de originalidade. Não temos continuação lógica de idéias nem filiação genética de sistemas.
O que precisamos fazer é reelaborar os pensamentos estruturados em outros contextos, em outras realidades, pois estes ao se defrontarem com nossa realidade, que não é a mesma da origem eles, precisam, de uma devida reestruturação.
A história da filosofia no Brasil, passa por fases bem nítidas: "o segundo reinado é eclético, a 1a. república é positiva e o movimento de 1/4/1964 é maniqueu. Conhecer o sentido dessas posições é entender o sentido de nossas próprias instituições políticas"(03).
O filósofo brasileiro se caracteriza como um condutor do que foi produzidos em outro ambiente cultural, somos na verdades assimiladores de idéias de outros contextos, adaptando-as às nossas exigências históricas. O que não impediu porém a livre crítica, que é sem dúvida ponto de partida filosófico.
Devido ao fato de sermos dependentes não tivemos as devidas condições materiais e culturais para um devido eclodir filosófico, (embora alguns autores ex: Roberto Gomes afirmam que a filosofia não depende da dependência, mas sim de um livre e de um querer pensar).
Deve-se questionar sobre a validade de nosso do filosofar. Se esta maneira de agir é original, ou se temos originalidade, é uma questão controvertida. Ser original não se resume em fechar-se sobre si, como também somente sobre seus problemas.
"Podemos afirmar que h uma filosofia brasileira contanto que não omitamos uma tradição que, como a do ocidente, se caracteriza, em grande parte, por haver engendrado a forma do pensar filosófico e, contanto que a procura de uma autenticidade e peculiaridade brasileira não nos faça esquecer que o que em última instância, importa na filosofia é a verdade" (04).
Como não há um conceito unânime de filosofia no Brasil, ou o que deve pensar, surge estas divergências.
Alguns pensadores entendem que a filosofia brasileira é o que se produziu aqui, por isso podemos encontrar alguns escritos até no tempo da colônia ( Pe. Antônio Vieira), na inconfidência mineira, que contou com a influência da revolução francesa. É por isso, que é aceito a oficialização da filosofia no Brasil, quando da instituição da mesma no colégio Pedro II, tido como o primeiro curso oficial da filosofia no Brasil.
Com esta instituição, também não se quer dizer que tenhamos tido aí, uma grande filosofia, mas sim "um ecletismo (ou seja) uma mescla de idéias justapostas sem muito rigor, em que ressalta seu aspecto moralizante".
s cidadãos dependem exclusivamente do Estado. A soberania exige um centro único de decisão, capaz de ordenar e de deixar coesa a sociedade. Para haver coesão o Estado é necessário.
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