
Nasceu o filósofo Schopenhauer em Dantzig aos 22 de fevereiro de 1788, filho de um homem bom e amante da liberdade, o que provou ao mudar-se para Hamburgo quando sua cidade natal foi anexada à Polônia.
Apesar de educado para futuramente orientar os negócios paternos, bem cedo revelou o seu incontrolável pendor para as coisas do espírito. Embora dotado de grande capacidade intelectual, a convivência de sua família - um verdadeiro caos - tornou-o cético, cínico e sombrio desde a adolescência. As suas obras estão impregnadas de um pessimismo atroz e a sua ojeriza às mulheres é como uma resultante de desgostos e aflições por que passou no convívio do lar, onde a hostilidade materna se fez sentir.
O que caracteriza as suas obras é o estilo claro e a disposição da matéria ordenadamente; nela Schopenhauer pretendeu resolver certo problemas transcendentes até então julgados insolúveis.
Schopenhauer acreditava que a única realidade no universo e a força cega universal chamada "vontade"; suas observações se assemelham bastante com certos postulados do budismo, entre eles o abandono dos desejos e a tentativa de alcançar, depois da morte, uma esfera similar ao nirvana(espécie de paraíso daquela religião).