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Sejamos Naturais

A Cia. de Dan�a "Motus O" usa o corpo para revelar a alma.

Porque o Conselho de Artes Canadenses bancariam dois mission�rios nas artes? James e Cindi Croker desistiram de trabalhar com a JOCUM em 1989, para iniciarem uma troupe (cia. de artistas) em Toronto, a "Motus O". O nome refere-se ao termo latin para "uma forma de movimento" e a troupe est� entre as companhias que viajam, como uma das mais ativas no Canad�.

James Croker, que nasceu em Canberra, Australia, encontrou-se com sua esposa, que � de Minnesotan, enquanto viajava com a JOCUM por 4 continentes, durante 18 anos. "Visto que nosso desenvolvimento harmonioso aconteceu com a JOCUM" ele explica, "tendemos a contar hist�rias da dan�a. Mas principalmente, a JOCUM ensinou-nos a errar. A maioria do que fazemos no est�dio � errar, para cada oito horas de coreografia, acabamos com apenas 1 ou 2 minutos no palco."

Uma busca nada f�cil

A dan�a sempre foi uma mestra muito dura. Os dan�arinos tipicamente vivem de sal�rios insuficientes, n�o t�m benef�cios e normalmente trabalham duro no anonimato. As exig�ncias f�sicas da voca��o derrotam a maioria dos dan�arinos ali pelos 30 e poucos. Os Crokers, que se aproximam de seus 40's, continuam num regime rigoroso que inclui 15 a 20 hours por semana de exerc�cios e ensaios. Bem al�m da idade da maioria dos dan�arinos contempor�neos e com 3 adolescentes em crescimento pra cuidar, eles fazem isso por um sal�rio que � muito menos que o ordenado de um mission�rio da JOCUM nos anos 80.

Na verdade, visto que a Motus O � apoiada principalmente por patroc�nios e vendas de ingressos, o custo real de uma performance cancela a possibilidade de qualquer coisa parecida com um sal�rio, o que � a raz�o de os Crokers e sua troupe tamb�m terem empregos de meio hor�rio, como agentes, contadores, instrutores de dan�a e t�cnicos criog�nicos. Para manter os seus nomes  no alvo de ag�ncias patrocinadoras, eles devem fazer tamb�m no m�nimo 40 performances por ano.

Mas apesar das recompensas financeiras t�o estreitas, a reputa��o da Motus O em Ontario brilha mais intensamente a cada nova produ��o, o que se deve principalmente ao estilo acrob�tico de suas coreografias, ao inv�s de puramente dan�a - e tamb�m ao cont�udo inovador e improvisado de seu repert�rio.

Qualquer um ficaria pressionado ao encontrar uma declara��o de f� nas notas de programas ou pe�as da  Motus O. "N�o tentamos representar uma teologia particular ou um r�tulo do Cristianimo," diz Croker. "Representamos nossa f� pessoal e nossas lutas na dan�a. Deus � parte intr�nseca desta luta; Ele � a pergunta, a resposta, e �s vezes Ele � a luta. Sentimo-nos confort�veis explorando as lutas sem muitas respostas imediatas, pois Deus � por n�s, individualmente. N�o nos consideramos uma companhia de dan�a Crist�, apesar de sermos unanimamente Crist�os quanto a nossa f�. Nunca usamos a companhia como um p�pito, para expressarmos id�ias pol�ticas ou religiosas."

Esta posi��o da Motus O contrasta com as coloca��es de companhias de dan�a como Hosanna Sacred Dance de Nashville ou Ballet Magnificat of Jackson, Mississippi, cujo objetivo comum � revelar a Gl�ria de Deus atrav�s da excel�ncia e beleza art�stica. Estes grupos apresentam-se em confer�ncias de adora��o, conven��es de igrejas, ou perante p�blicos, cuja maioria s�o Crist�os que os apoiam; seus patroc�nios muitas vezes s�o de fonte crist�.

Os Crokers come�aram nas artes como um casal de mission�rios e agora est�o dedicados a manter uma reputa��o profissional no mundo das artes seculares, enquanto Ken Tolle, do Hosanna Sacred Dance, tornou-se um crist�o dan�ando partes importantes com o ballet de Boston e Indianapolis e com um grupo contempor�neo preofissional. Ele tem adotado padr�es profissionais para dan�ar, com o prop�sito �nico de revelar a ess�ncia de Deus e de estimular uma resposta de adora��o da audi�ncia. Ele frequentemente faz coreografias poderosas e originais, baseadas em extratos das Escrituras - uma aproxima��o que a Motus O evitaria. Ainda assim, ambos os grupos compartilham a mesma paix�o intensa quanto ao lugar dos crist�os na dan�a.

A Beleza da Naturalidade

Tanto os Crokers quanto os Tolles exibem energia tentando desvendar o papel talentoso do corpo, como sendo um portal da alma. Mas a menos que a proeza ocorra nos palcos, os crist�os n�o se sentem confort�veis com as artes que envolvem o corpo. Mesmo assim, tanto a Hosanna e a Motus O frequentemente escolhem semelhan�as que enfatizam a muscularidade e beleza, dando import�ncia � gra�a de corpos masculinos e femininos em movimento, desde a cabe�a at� os p�s. Michael Cadle, o diretor executivo da Hosanna, explica, "Quando voc� trabalha com dan�arinos bonitos, voc� nunca quer esconder a forma total de seus corpos -isto � parte da beleza da dan�a - mas a igreja n�o est� pronta para ver isto com uma mente renovada."

Croker quer o p�blico veja o seu grupo como uma unidade org�nica - uma comunidade de diversas partes trabalhando juntas, para criarem uma express�o unificada do esp�rito humano. Por causa de sua experi�ncia na JOCUM, Croker acredita com tanta paix�o em comunh�o, que ele compartilha uma casa com os principais dan�arinos da Motus O e suas fam�lias, possibilitando que a companhia programe ensaios e cuidem de suas crian�as entre as atividades de meio hor�rio uns dos outros. "A comunh�o nos leva a seguir uma estrada onde devemos lidar diariamente com compromisso e amor" diz ele. Ele cr� que este modo de vida melhora de forma imensur�vel, a harmonia do grupo enquanto eles est�o trabalhando.

Tocando o Esp�rito Humano

Apesar de a Motus O ocasionalmente empregar dan�arinos que n�o s�o Crist�os, seus 4 membros permanentes constituem um n�cleo crist�o. Para atrair o melhor talento, os padr�es de performance da Motus O devem competir com o melhor que Toronto - a Broadway do norte - pode oferecer. Isto coloca os membros da Motus O na mesma situa��o de muitos crist�os nas artes profissionais, que s�o continuamente confrontados pela AIDS, transtornos na alimenta��o e homossexualidade. Como consequ�ncia, os crist�os que est�o envolvidos com a dan�a devem aprender a amar o pecador e odiar o pecado, se quiserem sobreviver profissionalmente.

A esposa de Ken Tolle, Susan, que dirige a Escola de Ballet de Nashville, admite "Deus de fato me mudou neste aspecto, moldando em mim honestidade e integridade. Ele verdadeiramente mant�m meu p�s na linha quando eu provavelmente prefereria esconder-me por detr�s de um jarg�o crist�o; ao inv�s disso, tenho que ser respons�vel. Por exemplo, tive que andar com um amigo aid�tico, durante todo o tempo em suas horas mais escuras, para testemunhar o milagre de como Deus o trouxe para a gl�ria. Porque Deus sempre esteve com estas pessoas - e eu fui uma dessas pessoas - sei por que estou com eles agora: tenho a capacidade de am�-los, haja o que houver."

Croker adverte: "N�o podemos nos permitir agir com arrog�ncia. Tornamos nossas vidas o mais vulner�vel poss�vel. Atrav�s de nosso exemplo pessoal, dentro e fora dos palcos, queremos tocar o esp�rito humano. N�o estamos nos convertendo com uma agenda particular. Estamos em busca da verdade. Esta � a integridade que queremos colocar em nossas pe�as e, �s vezes, � algo doloroso. Portanto, novamente digo, muitas de nossas coisas acabam tornando-se engra�adas, tamb�m."

Cadle, que observa de perto a dan�a, percebe que um n�mero crescente de crist�os agora recebem treinamento em workshops de ver�o, recebem conhecimento em escolas de ballet de alto n�vel, sob a responsabilidade de Joffrey ou Juilliard em Nova York, ou buscam graus em campus Crist�os desde a Universidade Pac�fica de Azusa na Calif�rnia at� o Col�gio Belhaven, em Jackson, Missisippi e no Friends College em Wichita.

Um programa de terapia da dan�a come�ou h� 25 anos atr�s no Hope College (Holanda, Mich.) e agora apoia 99 das principais escolas de dan�a - o que pareceria astron�mico h� apenas alguns anos atr�s.

Cadle observa, "Come�amos a ver uma gera��o que vai impactar a dan�a com a base forte de sua f� Crist�." Esta opini�o antecipa um tempo quando jovens crist�os escolhem a disciplina de dan�a profissional, assemelhando seu chamado com muito ensaio, para armazenarem seu dinamismo e vontade para fazerem a diferen�a.

Pergunta-se por que a dan�a � necess�ria, Susan Tolle responde a todos os seus colegas: "Minha primeira resposta � que o c�u est� constantemente se movendo, de gl�ria em gl�ria, e que a dan�a � movimento, o que faz dela um reflexo da vida eterna. Sendo assim, oro pra que eu seja um esplendor deste reflexo, e um exemplo do que significa dan�ar com todo meu cora��o e todo o meu ser." O Rei Davi aprovaria.

Vers�o por Messias J�nior/ ZCD
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