By Isa McLean

Três amigas inseparáveis resolveram passar alguns dias numa bela ilha que
ficava no sul de Cuba. Eram elas Rosemary, Isadora e Fernanda.
Na entrada do hotel
Fefe –Que bom que a gente fala
português, né? Pelo menos é mais parecido com o espanhol.
Isa –Mas quem precisa do português
quando se tem o próprio espanhol, hein?
Fefe –Quem é essa pessoa aqui? Você?
Isa –Euzinha, ué, claro! A srta. Espanhola
–brincou, imitando uma espanhola. –Piensas tú que yo no ablo español?
Puero yo ablo, y mui biene!
As amigas riram.
Rosy
–Mui “bien”, Isa –corrigiu. –Mui “bien”.
Isa
–Isso. Gracias.
Chegando na recepção:
Fefe –Então é contigo mesmo, stra.
Espanhola. Porque o meu espanhol é o pior dos piores.
Isa –Deixa comigo.
Um simpático rapaz uniformizado sorriu pra elas.
Rapaz –Buenos dias, señoritas. En
qué puedo ayurdarlas?
Isa –Well...
Rosy e Fefe na mesma hora riram. A Isa falando inglês numa tremenda
Cuba!
Fefe –Isa –cutucou-a, tentando
controlar o riso. –é em espanhol, minha amiga.
Isa –Ah, claro, onde estou com a
cabeça? –riu, sem graça, e virou-se pro rapaz: –hã, por favor, señor,
queremos uno quarto aquí en lo hotel para passarmos alguns dias.
Hã? O rapaz mostrou que não entendeu.
Isa –Nosotras –ela soletrou,
gesticulando. –queremos uno quarto... una suíte, sei lá como vocês falam
aqui...
O rapaz a olhava, confuso.
Isa –quarto, suíte... –insistiu.
–Dormir... –e gesticulou como se tivesse dormindo. –Entende?
Rapaz –Sí, sí –ele supôs o lógico.
–Una suíte?
Isa –Exatamiente –sorriu.
Rosy –“Exatamente”, Isa –corrigiu
outra vez.
Nisso, o telefone na recepção tocou.
Rapaz –Espera un minuto, por favor
–pediu.
E se afastou um pouco pra atender o telefone.
Fefe –Que
belo espanhol, hein, srta. Espanhola –comentou, irônica. –Estou
impressionada.
Isa –Ah, Fê, grande coisa, né? O
importante é que ele entendeu.
Rosy –Mas e o negócio de
“Well”, hein?
As três riram.
No
Quarto
Elas entraram e começaram a olhar tudo.
Isa –Nossa... isso aqui é... é
show!
Rosy –Bota show nisso... é divino!
Fefe –Divino para as divinas!
Rosy –Exatamente. Divino para as
divinas.
Enquanto que Fê olhava os móveis, Rosy olhava a vista na janela e Isa
se jogava na cama.
Isa –Aiii, que delícia...
Fefe –Deixa eu ver... –foi
correndo, ofegante, e se jogou na cama também. –Uau... isso é ótimo...
aposto que é king size!
Rosy –Que que é isso?
Fefe –Marca de colchão, né,
Rosemary!
Isa –Ah, não importa se é king
size ou baby size, eu sou sei que essa cama é minha –brincou.
Fefe –Nada disso, engraçadinha! E
nóis aqui, cidadãs brasileiras?
Isa –Vocês são cidadãs
brasileiras, eu não. Eu sou uma cidadã espanhola, por isso mereço o melhor.
Fefe –Ah, tá! –e jogou um
travesseiro na amiga.
Isa –Ah, é? –ela rebateu.
Rosy –Vocês estão com um fogo,
hein... –e olhou o redor. –brincadeira não...
Isa e Fefe brincavam de jogar travesseiro uma na outra.
Isa –Quer ver só? –ela pegou um
travesseiro maior e começou a bater na amiga. E Fefe pegou um outro travesseiro
e revidou. As duas pareciam duas crianças.
Rosy –Duas malucas –ela riu com
tudo aquilo. Na verdade adorava a companhia das amigas, elas eram pessoas super
alto astral e muito confiáveis também. Rosy agradecia à Deus por tê-las por
perto.
De repente um travesseiro pegou em
cheio o rosto de Rosy.
Rosy –Aiii... suas peruas! Vocês
querem guerra, é? –ela pegou um travesseiro também. –Então terão guerra!
–e entrou na bagunça.
Mais
Tarde
As três foram almoçar no restaurante do hotel.
Fefe –É impressão minha ou o
hotel inteiro está olhando pra gente?
Rosy –Cadê?
Fefe –Olhem.
Elas olharam discretamente.
Isa –Isso só prova como somos
desejadas e admiradas.
Rosy –Ai... será que é a nossa
roupa? –falou preocupada.
Fefe –Não... será? Será que estão
achando muito... muito indecentes?
Isa –Se eles acham isso indecente o
que vão achar então dos nossos biquínis? –riu, irônica.
Fefe –Ah, não... não deve ser
isso não. Não pode ser.
De repente, um rapaz bonito e todo bem vestido entrou no restaurante, e
roubou muitos e muitos olhares.
Fefe ficou com a boca aberta e Isa com os olhos arregalados.
Fefe –Uau...
Isa –Que gato...
Rosy –Onde? Cadê?
Isa –Acabou de entrar.
Rosy
procurou com os olhos.
Fefe –O moreno de cabelão. Tá
vendo?
Rosy viu.
Rosy
–Ah, tou.
Fefe –E aí, que que achou?
Rosy –É, bonitinho...
Isa –Bonitinho? Está louca? É só
isso que você fala? É bonitão! Isso sim. Um pedaço de mal caminho, uma obra
de arte... um deus... um deus grego!
Fefe –É a primeira vez que
concordo plenamente com a Isa.
Rosy –Vocês duas, hein –riu,
divertida. –Não sei qual é a pior.
De repente, o homem se preparou pra se levantar.
Isa –Ah, não! Mas já? Vem pra cá,
vem... olha, ele está vindo pra cá!
Rosy –Que tá vindo pra cá, o quê,
maluca! –riu do exagero da amiga. –Ele só está se levantando.
Fefe –Mas pra vim pra cá, né?
Claro. Qual é a mesa que tem as garotas mais lindas do pedaço? A nossa.
Isa virou-se agitada pras amigas.
Isa –Gente, acabo de ter uma idéia.
Rosy –Ih, meu Deus... –pensou
alto, sabendo que lá vinha chumbo. Na opinião de Rosy as idéias da Isa eram
sempre desastrosas.
Fefe –Fala.
Isa –A gente faz um sorteio aqui
entre nós três e decide com quem aquele gato ali vai ficar. Que tal?
Rosy –Que história é essa? Pirou?
Bebeu água da privada ou coisa parecida?
Fefe riu.
Isa –Ah, qual é, gente? É sério.
Aquela que ganhar o peixão ali tem uma noite de amor com ele. Sozinha. Imaginem
só...
Fefe –Como assim tem uma noite de
amor com ele? E se o gato não quiser?
Isa –Ah, Fê, francamente! Você
acha que aquele gato tem cara de quem despreza mulher, por mais feia que ela
seja?
Fefe –Bom, realmente... é válido
analisar.
Rosy –Cês tão malucas? Tantãs
das idéias?
Isa –Ah, Rosy, vai me dizer que não
gostou da minha idéia?
Rosy –É claro que não. É a idéia
mais absurda que eu já ouvi. E olha que com esse tempo todo de estrada com você,
Isa, eu já ouvi muita coisa.
Isa –Você é muito careta, Rosy.
Isso sim. Ânimo, minha amiga! Relaxe, se solta mais, vamos nos divertir. Afinal
de contas, não foi pra isso que viemos aqui?
Fefe –Nisso eu também tenho que
concordar com a Isa, Rosy. Você está muito careta, tem que se soltar mais.
Relaxar um pouco. A vida é bela, minha amiga!
Isa –Belíssima! –e levantou o
copo em ato de brinde. –Assim como as Fernandas, Isadoras e Rosemarys!
Fefe –É isso aí! –elas
brindaram. –Bem... eu topo com a idéia, mas quem me garante que nenhuma de
vocês vai ficar com inveja quando esse pedaço de homem estiver nos meus braços?
Isa –Oh, coitada! Quem disse que
vai ser você a felizarda? Eu confio mais no meu taco.
Rosy –Eu não acredito... vocês
piraram mesmo.
Fefe –Ah, migah, qual é? Relaxa um
pouco, vai. Vai me dizer que não sonha com aquele homem lindo e maravilhoso na
sua cama?
Rosy –Sonho é sonho, Fefe.
Isa –Ma os sonhos também se tornam
realidade, se você permitir. Não é mesmo? Quantas vezes não já ouvimos isso?
Vamos lá... vou começar o sorteio –ela escreveu os três nomes num pedaço
de papel qualquer, fez três bolinhas e embaralhou. –Tire você, Fê.
Fefe –Ok, ok... –e Fefe começou
a abrir o papel. –É... ah... –e fez uma cara de decepção.
Isa –Quem é? Quem é? –olhou,
afobada. E as duas ficaram decepcionadas.
Isa e Fefe –Rosy.
Rosy –Quê? –ela se engasgou com
o refrigerante.
Fefe –Você é a vencedora, Rosy.
Toma –e deu o papel a Rosy.
Rosy –Mas... –ela ficou sem ação,
olhando o papel.
Isa –Mas o quê, Rosy? Nada de mais
nem menos. O negócio agora é a gente te ajudar a desempenhar o seu papel.
Rosy –Que história é essa? Como
assim desempenhar o meu papel?
Fefe –Ué, você quer o bofe, não
quer?
Rosy –Mas...
Isa –Rosy, você venceu. Agora nós,
a Fê e eu, vamos te ajudar a conquistar o cara. Fefe –Vê só como somos boas
amigas. Além de não ficarmos com inveja vamos te ajudar a ganhar as férias.
Rosy –Mas, gente... do que vocês
estão falando? O que acham que eu vou fazer?
Isa e Fe –Dormir com ele, ué!
Rosy –Cês tão piradas?! Le-lés
da cuca? Eu não posso fazer isso!
Fefe –Por que não? Não vai me
dizer que você é virgem que eu sei que não é...
Rosy –Fernanda!
Fefe –O que que foi? Falei alguma
mentira?
Rosy –Não, mas ninguém além de nós
precisa saber disso não, tá?
Fefe –Tá, mas qual é o problema,
Rosy? A gente já fez o sorteio, você ganhou o gato, e mesmo assim ainda não
está satisfeita? O que mais você quer?
Rosy –É que... é que eu não sei
se quero fazer mesmo isso... eu nem mesmo conheço ele!
Isa –Passa a conhecer, oras. Não
tem por que não.
Rosy –Mas como?
Isa –Deixa com a gente. A partir de
hoje somos as “Amigas Missionárias”. Né, Fê?
Fefe –Exatamente. Mas você também
vai ter que colaborar, hein, dona Rosemary. Por favor, hein.
Mais
Tarde
Elas passeavam pelo hotel e pediam informações a quem viam.
Fefe –Bom... pelo menos já sabemos
que ele tem trinta anos e se chama Howie.
Rosy –Só estamos pagando mico,
isso sim! Onde já se viu ficar que nem três malucas, indagando todo mundo que
passa?
Isa –Ah, Rosy, tenta ser mais
otimista, tá bom?... oh, meu Deus!
Fefe e Rosy –O que que foi?
Isa –Eu achei ele!
Elas olharam.
Fefe –Cadê?
Isa –Olha ali –apontou.
Rosy –Isa... Isa, por favor, pare
de apontar –pediu, nervosa, temendo chamar a atenção.
Isa –Eu vou falar com ele.
Rosy –Não, miga... por favor.
Fefe –Cê vai mesmo?
Isa –Eu vou lá...
Rosy –Não! Não, Isa, por favor...
não faz isso!
Isa –É rápidinho –e foi, quase
correndo.
Rosy –Isa!
–gritou baixo. –Isa, volte aqui! Isadora! –chamou, desesperada.
Fefe –Ela é doidinha mesmo –riu,
olhando Isa se aproximar de Howie.
Rosy –Ai, meu Deus... –ela
escondeu o rosto com as mãos. –Que vergonha... que vergonha...
Fefe –E então? O que foi que você
disse?
Isa –Que uma amiga quer o conhecer.
Rosy –Eu não acredito que você
fez isso! –advertiu.
Isa –Mas não era esse o plano? Te
colocar nos braços do gostosão?
Fefe –E ele? –indagou, ansiosa.
–O que foi que ele disse?!
Isa –Adivinhem só –riu. –Rosy,
ele tá louquinho pra te conhecer, amiga!
Fefe e Isa pularam de alegria.
Fefe –Isso é maravilhoso!
Rosy –Não, não é –e Rosy saiu séria e muito chateada.
Foi para o lado mais deserto da praia e ficou lá olhando as ondas do
mar, distraidamente. Até que de repente, alguém se aproximou.
Howie –Olá?
Rosy virou-se e quase desmaiou de emoção. Ele sorria. Ela não
conseguiu falar nada.
Howie –Não vai falar comigo?
Ela continuou o olhando, com o coração acelerado.
Howie –Bom... eu sou o Howie –esticou
a mão pra ela.
Rosy –Rosemary –falou depois que
apertou a mão dele.
Howie –A sua amiga me falou de você.
Rosy –Olha –corou, sem graça.
–A minha amiga é meio perturbada, tá? Não leva nada a sério não.
Howie –Ela falou muito bem de você,
aliás –ele fitou-a. –mas só agora estou vendo como você realmente é
bonita.
Rosy ficou mais vermelha ainda e sentiu os pés lhe faltarem quando Howie
se aproximou mais. Ele segurou os seus cabelos.
Rosy –Por favor... –afastou-se.
Howie –O que foi?
Rosy –É que eu não te conheço...
não dá...
Howie –Mas podemos nos conhecer.
Ele segurou o queixo dela e beijou-a. Rosy entreabriu os lábios e acabou
cedendo ao beijo de Howie, que era maravilhoso. Era um beijo lento, delicado e
demorado.
Num impulso, Rosy laçou a nuca dele
com os braços e subiu as mãos pelos cabelos dele. Ele desceu as fortes mãos
pelas costas dela e apertou-a mais contra si. Rosy não entendeu como que aquele
homem conseguiu desorientá-la em tão pouco tempo. Mas ela não podia ceder
assim tão fácil, tinha que resistir...
Depois de mais um beijo quente, Rosy
conseguiu forças e empurrou-o.
Rosy –Não, eu não posso... –murmurou,
saindo apressadamente. –esquece o que a minha amiga disse, tá bom? Me deixe
em paz, por favor... –e foi embora correndo.
Na
Piscina
Rosy encontrou as amigas pegando sol na beira da piscina.
Isa –Até que enfim, hein, sumida!
Por onde andou?
Rosy –Caminhando... precisava de um
pouco de ar.
Fefe –Pra quê? Pra saber se transa
ou não com o gostosão? –brincou. Tanto Fefe quanto Isa riram.
Rosy –Engraçadinha...
As amigas bebiam água de côco. Rosy tomou a liberdade e pegou a água
de Isa.
Rosy –Vocês estão amando isso, não?
–e tomou um gole.
Isa –Você não?
Rosy –Estou, claro, mas não tanto
quanto vocês.
Fefe –É que você ainda não viu
nada, minha filha. Isso aqui é só o começo.
Isa –Ah! Falando em diversão,
Rosy, hoje temos uma festa tropical no hotel, sabia?
Rosy –Ah, é? Legal. Que horas?
Isa –Daqui a pouco. E pelo que sei,
essas festas costumam ir até tarde da noite.
À
Noite
Enquanto rolava a tal festa tropical, e Isa e Fefe se divertiam, Rosy
andava pela praia, sozinha e pensativa, até que de repente, alguém apareceu.
Era Howie.
Howie –Oi –cumprimentou-a. Rosy
ficou paralisada. Ele estava muito mais atraente do que antes.
Rosy –Oi –respondeu finalmente.
Howie –É impressão minha ou você
estava me procurando?
Rosy –Eu –quase gaguejou. –te
procurando?
Howie –Então deve ser coincidência
–ele começou a caminhar ao lado dela. –Sei lá, é que a gente sempre
aparece nos mesmos lugares, percebeu? E sua amiga já me disse que...
Rosy –Por favor, esquece o que
minha amiga te disse, tá legal? Quanto à você e eu
–falou nervosa. –deve ser coincidência mesmo.
Silêncio.
Howie –Você está linda esta noite,
sabia?
Rosy não acreditou. Aquele deus grego a elogiando!?
Rosy –Obrigada... –falou
timidamente, e deu meia volta pra voltar pra festa. –Bom... eu preciso ir...
Howie –Calma –ele parou na frente
dela. –Mas já? Tão rápido? Vamos conversar um pouco. Eu quero te conhecer
melhor...
Rosy –Não, me desculpe, eu tenho
mesmo que ir...
Howie colou o corpo no corpo de Rosy e beijou-a com determinação. Ela
quase desmaiou com o beijo dele. Se não fosse os braços fortes a segurando ela
teria caído na areia. Suas pernas de repente ficaram bambas. Ele beijou-a com
todo calor que um beijo pode proporcionar. Ela se rendeu aos lábios dele e
agarrou-se a ele com força. Ele desceu as mãos pelo corpo dela, e
apalpando-lhe as nádegas, puxou-a mais para si. Com o corpo apertado no dele
ela pôde sentir o volume do sexo dele. Ela gemeu e mergulhou os dedos nos
fartos cabelos dele. Ele recuou um pouco e tirou a camisa com um movimento rápido.
Ela ficou paralisada, sem ação, só olhando o maravilhoso peito dele. Ele se
aproximou e a ajudou a tirar a blusa. Depois ele mesmo tirou o sutiã dela e
começou a acariciar-lhe o seio. Ela gemeu e ele a beijou denovo. Depois tiraram
todas as roupas e se deitaram na areia. Ele sobre ela. Depois de mais algumas
carícias e beijos ardentes, eles fizeram amor.
Mais
Tarde
Rosy não pôde deixar de contar tudo o que aconteceu para as amigas. Ela
estava deprimida, pois sabia que o pior de tudo já havia acontecido: estava
apaixonada por Howie. E as amigas estavam com o sentimento de culpa.
Rosy –O problema é que pra vocês
tudo é fácil, tudo é normal, tudo é aventura, diversão, coisa e tal... mas
pra mim não é. Eu não sou como vocês... vocês são... vocês são relax...
eu não. Eu sou apenas uma tola, sensível, confusa e incapaz de ter alguma emoção.
Rosy começou a chorar. As amigas a olhavam com olhares de lamentação,
sem saberem o que dizer.
Isa –Ah, não fica assim, migah.
Por favor.
Fefe –É... poxa, Rosy, se a gente
soubesse que você ficaria assim não teria inventado isso. A culpa foi nossa.
Isa –É.
Rosy –Não –ela secou as lágrimas
com as mãos. –Não foi... a culpa foi minha... eu é que sou mesmo uma boba e
estúpida... que não sabe separar sexo de amor.
Fefe –Não fale assim, amiga, você
é uma pessoa maravilhosa. Você sabe.
Isa se
aproximou de Rosy.
Isa –Vai ficar tudo bem, ok? –e
pegou na mão dela. –Amanhã mesmo a gente vai voltar pro Brasil e esquecer
tudo isso. Você vai ver.
Rosy fez que sim com a cabeça, ainda chorando silenciosamente.
Mas na verdade só algo a animaria
denovo. A presença de Howie.
No
Dia Seguinte
Rosy, Isa e Fefe estavam esperando a chamada de seu vôo de volta pro
Brasil, quando de repente Howie apareceu.
Howie –Rosy! –gritou. –Rosy!
Rosy não acreditou.
Rosy –Howie?! –virou-se.
Ele se aproximou. Estava ofegante. Ela sentiu o coração acelerar.
Rosy –O que... o que você está
fazendo aqui?
Howie –Vim
impedi-la de partir. Não posso deixar que vá, Rosy.
Pode parecer loucura, mas não posso... não antes de te dizer o quanto eu te
amo e o quanto aquela noite significou pra mim.
Rosy não pôde acreditar.
Rosy –Jura?
Ele acarinhou o rosto dela.
Howie –Eu te amo. Eu nunca pensei
que um dia falaria isso, mas eu te amo. E não posso mais ficar longe de você.
Rosy beijou-o. Depois
de um tempo, deram uma pausa, ofegantes, e Howie voltou a falar.
Howie –Quando suas amigas me
disseram que vocês iam embora eu fiquei louco e vim correndo atrás de você.
“ah, então foram elas, né?
aquelas duas safadas”, pensou Rosy, sorrindo, e virou para as amigas, com um
olhar que dizia: “Gente, vocês não existem. Obrigada”. As duas entenderam
o agradecimento, e sorridentes, piscaram pra ela.
Depois
chegou a hora da despedida:
Fefe –Vou sentir saudades.
Fefe e Rosy se abraçaram fortemente.
Rosy –Eu também.
Em seguida Rosy e Isa se abraçaram.
Isa –Tchau –ela não agüentou e
chorou.
Rosy –Tchau, minha doidinha varrida
–brincou, chorando emocionada. –Vê-se se cuida, hein. As duas.
Isa –Você também –e limpou a lágrima
do rosto.
Em seguida, Fefe se aproximou e as três se abraçaram durante algum
tempo, emocionadas. Depois elas ouviram o vôo ser chamado.
As três riram de uma piada, tentando quebrar o clima triste de despedida.
Rosy –Eu amo vocês, viu? Não se
esqueçam disso.
Isa e Fefe mandaram beijos com as mãos
pra Rosy, que se abraçou em Howie, e acenou tristemente.
Depois que
Fefe e Isa desapareceram, Howie e Rosy foram embora, abraçadinhos, cheios de
amor pra dar. Ou melhor, cheios de amor pra trocar.
Howie –A partir de hoje eu cuido de
você, ok? –falou, beijando-a na testa com carinho. –Seremos só nós dois.
Um cuidando do outro.
Ela sorriu e virou-se pra ele.
Rosy –Eu te amo, sabia?
E se
beijaram. Um beijo longo, quente e apaixonado.
* * * * * * * * * * *
“Essa fan fiction eu dedico à minha querida amiga Rosyca. Dorough, que
estrela nela.
E também participam da história eu e a minha
outra querida amiga, Fefe Richardson”.