A raz�o � a faculdade humana que compara, mede, pesa, compoe, divide, analisa, equaciona os dados que lhe v�m da experi�ncia, da percep��o intelectual e da reflex�o mesma.

Ingenuamente, alguns acreditam que a raz�o somente pode explicar todas as coisas, e que se j� n�o explica tudo � porque ainda n�o teve o aparato te�rico e os avan�os tecnol�gico-cient�ficos necess�rios (os chamados racionalistas).

� �bvio que para compreender algo cabalmente e explic�-lo, � preciso antes de mais nada ter profundidade e amplid�o intelectual maior do que a complexidade do que se pretende esquadrinhar.
Para ir direto ao ponto: � o primeiro princ�pio pass�vel de explica��o total? � pass�vel de compreens�o absoluta o mist�rio da natureza da realidade; da mat�ria; do esp�rito? Cada vez se descobrem particulas menores que comp�e a mat�ria, e h� quem julgue que o fundamento da mat�ria � a energia, � n�o-mat�ria (Qu�ntica)... mas mesmo que essa fosse a �ltima composi��o do real, � explic�vel? Pode uma ess�ncia ser esgotada completamente por uma mente humana? Nao � o racionalismo um otimismo irracional, ilus�rio?

De outro lado, h� os que rejeitam a raz�o em favor da f� (os fideistas). Dizem que a f� � o fundamento dela mesma e que a raz�o � um acessorio perigoso e enganador, incapaz por si mesmo de alcan�ar qualquer verdade, mas s� capaz do erro. Pensando assim, o que se faz das descobertas cient�ficas certas? Transformam-nas em conte�do da f�? Mas, agindo assim n�o se coloca sobre o fundamento da f� - do absolutamente certo - algo que pode ser no futuro revisto? E se, como j� ocorreu, isso ocorresse de novo, qual seria a seguran�a desta f� ent�o? A f� mesma se comprometeria. Esse tipo de atitude ent�o, tamb�m n�o seria uma trai��o � f�, da mesma maneira que � o racionalismo uma afronta � raz�o?

Assim se entende, claramente, que � necessario resguardar cada uma dessas esferas de conhecimento dentro do campo de sua propria compet�ncia. S� assim se alcan�a uma f� verdadeira e uma raz�o sadia.

H� outras correntes de pensamento sobre o papel da raz�o. Alguns contempor�neos que negam � razao seu papel absoluto (com muita raz�o!), mas caem no extremo oposto, negando a raz�o, muito semelhante ao fide�smo, mas sem a f�. Caem numa esp�cie de sentimentalismo, ou fenomenologismo, ou individualismo; que toma o nome pomposo de p�s-modernismo.
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