
HISTÓRIAS
Turma Jubileu de Prata de 1996 do Colégio Militar de Manaus

Quer lembrar das histórias dos tempos de Colégio Militar de Manaus? Então compartilhe conosco aquele "causo", aquela "lenda", aquele momento engraçado, aquela situação absurda vivida por você ou por outrem durante os anos de 1990-1996 no Colégio Militar de Manaus. Pode mandar quantas histórias quiser! Não esqueça de: 1) narrar detalhadamente a história, com personagens, tempo e lugar; 2) dar um título original ao relato; 3) deixar seu nome.
Mandar uma história.
Escolha uma história:
A pressa é inimiga - Al Rangel
Coelho das Populares - Al Barbara
Ênio Jason Sexta-Feira 13 - Al Jeane
O estojo da Hitomi - Al Paula Estela
Para flexão, posição! - Al Fonsêca
Porrrrta, porrrrteira e Ferrrnanda - Al Fernanda
Réquiem para um possível militar (ou porque não virei militar) - Al Neto
Uma história minha
- Al Ferreira Lima
de
AL FABIANE
Não lembro o ano, numa manhã ensolarada, deveríamos estar em uma formatura
militar. Mas, nao sei porque, ao invés disso, eu, a Claudia Zanardo e nao sei
mais quem estávamos dentro do ginásio fofocando.
De repente, ouvimos um estrondo horroroso e uma coisa colorida caindo em cima da
cama elástica. Na hora acho que pensei: será que é o fim do mundo? (coisa mais
esquisita para se pensar não acham?).
Pois é, mas acho que a Claudinha pensou a mesma coisa que eu, pois eu queria ir
ver mais de perto o que tinha acontecido e ela queria sair para rezar.
Hoje, lembrando é meio engraçado, mas na hora houve esse sério impasse que
deve ter durado uns 2 min (Vamos lá ver ou vamos rezar?). Bom, decidimos ir ver
e nos deparamos com um paraquedista jogado em cima da cama elástica, com
fratura do membro inferior, gritando de dor e um monte de gente entrando no ginásio
correndo e gritando sem se entender.
Que bom que deu tudo certo, pois já na faculdade encontrei um dentista
que também
estava saltando naquele dia e me disse que o cara tinha voltado a saltar. Coragem
não acham?
de AL MARISA
Foi no ano de 1996, eu estava jogando futebol, como GOLEIRA, dentro do ginásio, juntamente com outras meninas, me lembrei da Halse, ela estava jogando futebol também...saudades dela. (Detalhe: estávamos usando bermuda de cóton preta ou branca por baixo daquele short azul com listrinhas vermelhas, muito laargo e feio NOSSO UNIFORME!!!) Era nosso horário de educação física.
Lá fora estava ocorrendo alguns ensaios para a Festa da Cavalaria. Na época, nosso comandante era dessa arma, eu me lembro bem, pois meu pai é da Cavalaria e foi convidado para o envento. Então, euestava concentrada no jogo, DE REPENTE, um enorme barulho, desconcentração total e um homem preso na lateral da cama elástica que estava bem perto de mim, atrás do gol onde eu estava. Eu levei um susto, por pouco não caiu em cima de mim... Era o paraquedista, eu cheguei a conversar com ele. Sei lá, a dor devia ser tão grande, que ele não a sentiu na hora em que falou comigo, mas depois veio a dor e ela começou a gritar e como a Fabiane disse, o ginásio lotou de gente para ir vê-lo.
Me lembro que ficou um buraco no teto do ginásio, foi um erro de manobra da parte dele, mas ele voltou a saltar depois de sua recuperação!!!!! Depois desse dia NUNCA mais voltei a ser goleira!!!
de
AL NETO
Aproveitando a história da Fabi do dia em que o paraquedista caiu no ginásio do colégio, eu vou contar o episódio do meu ponto de vista. Na verdade não tem muito a acrescentar, mas quando eu vi o título da história da Fabi, eu não pude resistir e tinha que mandar uma história com esse título que vocês estão vendo aí.
Nesse dia, eu estava na pista de corrida (ninguém podia ficar no campo porque estava reservado para o pouso dos paraquedistas), mais precisamente no final da reta depois do Palanque (nessa época, o palanque era do lado esquerdo de quem entrava no estádio, lembram?), próximo daquela construção que parecia a "ponte do rio que cai" (a gente nunca soube pra que servia aquilo, só lembro que tinham duas barras verticais paralelas com uns 10 metros de altura que algumas pessoas, inclusive eu, adoravam subir nelas -alguém lembra o nome daquilo? Podia entrar no glossário!-).
Voltando pra história, eu estava observando os paraquedistas, e um em especial porque ele descia muito rápido, dando voltas bruscas no ar. Lembro que fiquei impressionado com esse cara que parecia saber o que fazia. Quando ele estava pra pousar, ele se encontrava sobre a pista de corrida do lado do ginásio mais ou menos uns cinco metros acima do ginásio descendo na direção de quem vai pra saída do estádio, então era só ele virar pra direita e cair no campo, certo?
Só que o cara deve ter achado que estava mais alto, porque ele virou pra esquerda bruscamente e começou a descer muito rápido batendo violentamente na parede do fundo do ginásio. Nessa hora, lembro que tinha um instrutor no campo que monitorava os saltos e quando o cara bateu no ginásio (fez um barulho ensurdecedor!) o instrutor levou as mãos à cabeça e gritou "P#*% que p%&@# !". Na mesma hora, algumas meninas começaram a gritar e uma multidão correu para o ginásio.
Depois fiquei sabendo que o cara caiu na cama elástica, mas parece que ela estava fechada. De qualquer maneira, o cara nasceu de novo, como comprovado no relato da Fabi.
de
AL RANGEL
O
fato aconteceu numa manhã de 1992 se não me falha a memória.
Final
de recreio (época boa, ainda tínhamos recreio), todos os alunos voltando pra
sala. Na verdade quase todos já estavam em sala. Alguns professores já se
aproximavam, outros já começavam as aulas.
Lembram
como eram as salas, não lembram? Janela virada pro corredor, e uma mangueirinha
que descia do ar condicionado pra dentro de um balde.
Como
só acontece nos filmes de terror, nesse dia, justo nesse dia, o
balde transbordou ou a mangueirinha entupiu, não sei dizer ao certo o
que houve.
Como
os professores já estavam em sala, notei o desespero de nossa querida amiga AL
BENCHAYA em voltar logo pra sala pois ela ainda
estava no meio do caminho. Para não perder tempo, iniciou uma corrida que
certamente iria fazê-la chegar a tempo.
Só
que ela não contava com a água que havia brotado do tão necessário ar
condicionado. Esse foi seu erro. Ao pisar na parte molhada, aconteceu o temido
fato: ela escorregou e levou uma queda cinematográfica,
parecida com aquelas quedas dos desenhos do Tom e Jerry
e do Pica pau. Ao ver a cena, minha vontade era desabar na gargalhada, mas tive
que me conter e ajudar a nossa amiga a se recompor. Infelizmente (ou felizmente)
poucas pessoas presenciaram a cena. Depois de recomposta, a AL BENCHAYA se
dirigiu ao banheiro, provavelmente para avaliar os estragos, e eu pude
finalmente sorrir sem constrangimentos.
de
AL BARBARA
O que eu lembro do comercial é que eu estava com orelhas de coelho e eu falava bem assim: " As Populares tem tudo para a Páscoa, só não tem esse coelhinho aqui ". Hahaahaha. No outro dia, o pessoal do colégio começou a me chamar de coelhinho, de populares... foi engraçado.
de AL JEANE
Vocês lembram de como o Fabrizio chamava o Ênio?? "Meu amigo Fênio" e o mesmo odiava ser chamado assim. Por conta disso, tentou cometer homicídio contra o pobre Fabrizio! Vou refrescar a memória de vocês, não lembro ao certo o ano, mas tudo aconteceu durante a aula de educação artística, com Moacir de Andrade. O Ênio estava armado com formão (com ponta afiada), foi neste momento que o Fabrizio chegou por trás e tascou o bradão odiado. Ênio se virou bruscamente e atingiu o antebraço de Bio que saiu correndo em direção a enfermaria com o braço cheio de sangue gritando, enquanto que Ênio corria atrás dele desesperado e o restante da turma acompanhando todos os passos os dois. Esse dia foi legal... Na realidade, ficávamos chamando o Ênio de Jason "Sexta-feira 13".
de
AL PAULA ESTELA
Não lembro quando o fato aconteceu, até porque não foi comigo. Trata-se de um fato assistido por todos, mas os atores principais foram Ferreira Lima e Hitomi. Acho que estávamos no segundo ano. Estudávamos em uma sala que tinha passagem pra outra sala, mas o trânsito, é claro, era proibido.
O Al Ferreira Lima tinha um comportamento no mínimo inquieto, do ponto de vista dos militares. Após muitas partes e inteiras o Al Ferreira tinha "se regenerado" e estava há um longo período sem alterações. Pois bem, um belo dia o Hélio descobre que alguém da sala ao lado estava "apanhando as coisas da Hitomi emprestado sem pedir licença e sem prazo para devolver" (só pra usar um eufemismo). Vocês bem lembram como os milhares de objetos dos nossos estojos eram algo quase mítico, meio sagrado.
Após uma investigação relâmpago, o Aluno mencionado vestiu a camisa de paladino da justiça e tentou restabelecer a legalidade, além de recuperar o patrimônio da silenciosa Hitomi. Numa das operações de resgate houve um certo alvoroço e então baixou-se a ordem pra não mais se passar pela porta usada como instrumento do delito e como resgate.
Como Ferreira não era mesmo de deixar coisa inacabada, continuou a operação resgate nos momentos em que os monitores se afastavam. Em um momento de descuido, no afã de completar a tarefa, um dos monitores viu o Hélio transpondo a tal porta proibida e, mais uma vez nosso herói foi punido, sem se levar em conta que desta vez o "regenerado" Hélio só estava tentando ajudar uma colega de turma...
de AL JEANE
Esta é meio pornográfica...estávamos na pré-adolescência e tudo era novidade, época das descobertas e conhecimentos etc... Então, depois da formatura geral de sexta-feira ficávamos no pátio até o próximo tempo. Neste dia eu, Josi e Lilian voltamos cansadas da formatura e sentamos em um dos banquinhos do colégio. A Lilian sentou e falou: "Não levanto daqui nem a pau". Neste exato momento, apareceram Márcia e Gláucia correndo no meio do pátio gritando: "Ei vem aqui rápido. Temos uma coisa para mostrar a vocês". Curiosas para ver o que elas traziam nas mãos corremos em direção as duas. Adivinhem! Era uma revista Carícia. A Márcia falou: "Gente, olha isso aqui", com muitos risos. Quando ela abriu a revista eis que surge um "Big Dick Man" e como era grande!!! Imediatamente a Josi se virou para a Lilian e gritou rindo: "Ah, a pau tu levanta sim"!!!!!!!!!!!!!!!!!!
de AL FONSÊCA
Não lembro o ano, mas durante o comando do Cel Penha Alves houve um episódio, no mínimo, esdrúxulo. Uma bolsa de educação física de uma aluna do Colégio havia desaparecido e não havia sido encontrada até a hora da saída. O batalhão escolar estava no pátio, todo em forma, em pleno sol de meio dia, pronto para sair. O Comandante do CMM deu o últimato: a bolsa tem que aparecer. Nada... E aquele silêncio horrível. Penha Alves não pensou duas vezes: "Batalhão Escolar, para flexão, posição!". Eu pensei: "Como assim?". Enquanto isso, todos os alunos tomavam sua posição de flexão e o Comandante, também ele posicionado e esbanjando forma física, começava a contar as felxões: "1, 2, 3...". Enfim, foi bizarro ver todos os alunos uniformizados, de mochilas e boinas no chão, fazendo flexão no pátio do colégio num sol de rachar. Pelo menos o Comandante foi solidário conosco...
PORRRRTA, PORRRRTEIRA E FERRRNANDA
de AL FERNANDA
Tudo aconteceu numa aula de
inglês, na 5ª ou 6ª série (não me recordo ao certo), na aula de um Major X
(Neto, vou me valer do seu artificío para preservar a identidade do referido
professor).
Não me lembro por que razão (deve ter sido aquelas perguntas "where are
you from"), eu havia falado que era do interior de São Paulo... pronto,
foi o suficiente para ele começar a falar em tom de deboche e imitando o jeito
"caipira" de falar: "então vc é do "interioorr", fala
"pooorrta", "porteeeirra", "poortão",
"Feeerrnanda".
Ele então começou a rir e, é claro que toda a sala começou a rir tb... e é
claro que eu, muito "bobinha" (olha eu te imitando de novo, Neto), saí
da aula chorando de raiva desse professor. Quando ele viu isso, ele ficou todo
preocupado, veio falar comigo, dizer que tinha sido brincadeira, etc.
Mas, não adiantou. Dessa aula em diante, eu continuei sentando na primeira
fileira, só que não olhava pra ele e todas as dúvidas que eu tinha eu
perguntava pra Ilana, e isso deixava ele possesso, é claro... ele dizia":
"se vc tem dúvida, pergunta pra mim", e eu nem olhava pra ele e
continuava a perguntar pra Ilana... Coitada, eu acho que a deixava numa situação
embaraçosa, mas ele me deixou mais...
Réquiem para um possível militar (ou Porque não virei militar)
de AL NETO
Bom... A história que vou contar aconteceu comigo no início terceiro ano. Ela é um pouco triste e chata, mas ela conta os fatos que me levaram a desistir completamente da carreira militar. Aconteceu no dia da primeira VE de inglês (antes de dividirem as turmas para o Vestibular). O fiscal para a minha turma era o Ten. X (vou omitir o nome do fiscal porque, como essa página vai se tornar pública, não quero ninguém me azucrinando depois por calúnia ou difamação). Se não me engano, ele estava a pouco tempo no colégio e tinha vindo do Rio Grande do Sul, e seria um dos nossos professores de Matemática (mas não foi o professor da minha turma).
Bom... voltando à história, lembro que ele não deixou os alunos se sentarem nas carteiras como de costume. Ele diminuiu o número de colunas fazendo com que estas ficassem mais separadas umas das outras e depois escolheu a dedo onde cada um iria sentar. Lembro que isso me causou muita irritação. Primeiro porque todo esse procedimento levou muito tempo, e era só uma VE de inglês. Pra que tudo isso? Segundo porque ele era muito autoritário e parecia que estava supondo que todos os alunos iriam colar. Exageros de militar pra evitar a cola. Bom, depois que conseguimos ocupar nossos lugares na sala, finalmente ele distribui a VE, só que não ficou calado. Falou pra gente ler toda a prova antes de começar a responder e ver se não tinha nenhuma dúvida (coisa que a gente já estava "mais do que careca" de saber). Até aí tudo bem. A gota d'água veio quando ele, no meio da prova, interrompeu todo mundo pra perguntar se nós não tínhamos nenhuma dúvida sobre a prova, pois ELE, tinha uma. Lembro que ele falou alguma coisa do gênero: "Vocês não acham nada de estranho?!?! No enúnciado da segunda questão está escrito para por 'T' para verdadeiro e 'F' para falso. Não seria 'V' para verdadeiro?!?!" Aí eu não agüentei e devolvi na hora: "É 'T' de 'tá certo!" E morri de rir por dentro, claro. Não iria rir na cara dele e nem na frente da turma. Não teve jeito, pessoal, pergunta besta, tolerância zero. Depois explicaram pra ele que o "T" era de "true" que significa "verdadeiro" em português (provavelmente é a única palavra que ele sabe falar em inglês até hoje, hahahaha... me desculpem!).
Depois desse incidente, ele se aquietou e deixou a gente fazer a prova. Até que no meio dela, eu, que estava concentrado na minha última questão, levo um susto. Era ele batendo a mão na minha mesa perguntado se estava "entendido"?!?!? Ele tinha avisado que iria sair por um momento da sala de aula e não queria que ninguém usasse de meios ilícitos para fazer a VE. Até aí tudo bem. O detalhe é que ele ficou perguntando, lá da porta da sala, se estava entendido. Eu não estava mais prestando atenção nele. Estava lá nas primeiras fileiras fazendo a minha prova e ele queria que eu respondesse?!?! Pois o cara foi até minha mesa cobrar um "Sim, Senhor!". Bom, depois que eu entendi o que tinha acontecido (quer dizer, o absurdo da situação. Imagina um cara, atravessar a sala de aula inteira só pra cobrar um "Sim, Senhor!") eu respondi: "Hã-ham!, Entendi!". Bom, acho que o português dele é limitido porque ele tornou a perguntar: "Entendido?", e eu respondi, "'Tá, 'tá entendido!", aí eu tive certeza de que o português dele é ruim mesmo, porque ele tornou novamente a perguntar "Entendido?". Acho que eu ainda falei mais uma ou duas frases que são sinônimos do uma resposta alternativa para a pergunta dele até dá a resposta-sinônimo que ele queria "Sim, Senhor!". E finalmente ele me deixou em paz, ou pelo menos era o que parecia. Quando ele retornou, ele disse (no tom para a sala inteira ouvir) que era pra eu ficar depois da prova porque ele queria falar comigo, e mais uma vez perguntou se eu tinha entendido. E mais uma vez eu falei que estava. E mais uma vez ele perguntou se eu tinha entendido. E mais uma vez..... Ah! Chega! Não vou cansar vocês com essa história de "Entendido?". No final eu falei "Sim, Senhor!" e ele parou de perguntar. Acho que ele tem um problema com a seqüência de palavras "Entendido? Sim, Senhor!" Se ele não a escuta, é como se o disco furasse, aí ele volta pro começo.
Continuando a história... (vocês ainda estão, aí? Se fosse eu quem estivesse lendo, acho que já teria parado) Eu entreguei a VE e não fiquei pra conversar com ele. Na verdade fiquei um pouquinho, mas comecei a reclamar e perguntar o que ele queria comigo. Aí eu acho que ele ficou "P" da vida e me liberou. Depois disso é que a coisa ficou chata mesmo. Na "hora do merenda", o Sgt. Verçosa chegou até mim e disse que o Cap. Y (também não vou falar o nome), comandante da terceira cia. (lembram-se que as séries eram divididas em cias?), queria falar comigo, e que a coisa parecia ser séria. Lá vai eu pra sala do Cap. Y. Chegando lá, ele me faz esperar alguns minutos, em pé pra variar, enquanto conversava pelo telefone. Quando ele resolve me atender, me coloca na posição de descansar na frente da mesa dele (coisa de militar, não?) e começa a contar o motivo da minha presença lá. Ele fala que o Ten. X estava dando, por escrito (é... por escrito, por mais incrível que pareça), uma PARTE de mim. E ainda disse mais. Disse que poderia dar uma agravante do Cel. Cmte. do Colégio e pedir a minha expulsão... Nesse momento eu "gelei"! (ingenuidade da minha parte, agora vejo que eu nunca seria expulso. Mas fazer o quê, né? Naquela época a gente ainda era um pouco "bobinho".) Mas eu não estava acreditando nisso. O que é que eu fiz de tão grave pra chegar a ser expulso? Daí o Cap. Y me mostra o texto redigido pelo Ten. X (eram duas páginas, provavelmente de monossílabos). Lógico que ele não me deixa ler, só uma frase que dizia que eu tinha gritado palavrões no meio da sala de aula. A mais descarada das mentiras. Eu argumentei que era mentira e aí o Cap. Y, dizendo que, por eu ser graduado e legionado, poderia deixar isso de lado, desde que eu não levasse mais nenhuma parte até o fim do ano e me tornasse um "aluno padrão". Caso contrário, ele levaria aquela parte até o Cmte. e tentaria ao máximo, piorar minha situação. É claro que eu concordei na hora, e saí de lá quase chorando, e dando graças a Deus por não ter sido expulso (quanta ingenuidade).
Algumas semanas depois, percebi que os dois, provavelmente, tinham combinado aquilo tudo, e que não tinham motivo para me dar Parte nenhuma. Aí eu peguei desgosto pelos militares. Na época eu achei um ato muito baixo dos dois. Inventar uma mentira para me expulsar. Hoje encaro mais como uma brincadeira um tanto inconseqüente deles, e não guardo nenhum sentimento ruim para com eles. Na época isso me marcou de tal maneira que me fez desitir da carreira de militar. Eu estava decidido a ir pro IME (Inst. Milit. de Eng.), depois disso... Bom, eu vim pra Unicamp e o único contato que ainda tive com militares foi quando eu fui até a Especex visitar o Alfredo. Bom, essa é a minha história. Espero que tenham gostado e desculpem erros ortográficos ou de concordância. Mas eu não vou revisar esse texto que, pra mim, já está suficientemente grande. Abraços a todos.
PS: Lembrei que eu ainda pentelhava o Cap. Y depois dessa história de "entendido". Na época, eu era do Estado Maior. E toda vez que ele dava um recado, ele perguntava "Entendido?". Todo mundo respondia "Sim, Senhor!", exceto eu. Que respondia alguma outra coisa. Aí, do mesmo modo como o Ten. X, ele voltava a perguntar se eu tinha entendido (dessa vez só pra mim), e eu tornava a responder sem ser "Sim, senhor!", e ele continuaria a perguntar se eu tinha entendido até que eu respondesse "Sim, senhor!". Eu escrevo essas linhas dando gargalhada da situação. Que coisa mais imatura era essa briguinha!
de
AL FERREIRA LIMA
Eu
acho que tinha 14 anos na época do ocorrido, estava de serviço de plantão no
internato e como as histórias de interno; parece mentira, mas aconteceu... e
tudo na mesma noite, o que é mais incrível.
Estava
no horário logo após o jantar e pude observar que estava ocorrendo um velório
no sindicado dos trabalhadores que ficava naquela rua lateral ao CMM, por onde
os que chegavam de carro sempre vinham, lembram? ... Então!!!Só que da posição
em que eu me encontrava, podia ver, perfeitamente, o rosto do infeliz que estava
sendo velado, o que naquele horário, não era problema nenhum para o bravo
aluno Ferreira Lima, mas o que eu não contava é que no horário de duas às
quatro da manhã estaria eu lá novamente... Aí que começou o terror...
Assim
que assumi minha posição, de imediato pude ver o rosto do infeliz novamente,
mas agora estava só e ele também, havia apenas uma senhora chorando por ele...
Aqueles minutos pareciam eternos, eu evitava olhar, mas não olhar era pior, eu
tinha que manter aquele cadáver sob controle, era mais seguro... E o tempo não
passava!
De
repente eu ouço um barulho forte, era como se uma pessoa tivesse pulado de fora
para dentro, pela janela e tivesse caído exatamente atrás de mim, não tive
nem reação, meu corpo não obedeceu a nenhum comando... Para o defunto seria
desanimador se eu fingisse que nem estava vendo nem ouvindo nada, não acham?
Agora imagine para o Aluno Nogueira, voltando de mais uma de suas fugas pela
janela, subindo pelo poste, como era esquisito pular e ver que o plantão nem se
quer se deu o trabalho de olhar para trás... Que susto foi aquele?
Resolvi
sair daquela área de estudo e ficar dentro do alojamento, estaria longe daquele
morto que parecia me olhar e mais perto da minha cama e da cama do companheiro
que eu chamaria em seguida, isso me deu um sono danado...O que não foi o pior,
o pior foi uma sombra que crescia cada vez mais, próximo do banheiro. Já não
sabia se olhava ou mais uma vez fingia ser um poste, mas não tinha como não
olhar, o movimento da sombra era acompanhado de um barulho que de repente
apareceu na porta e correu para a janela, deixando-me meio sem ar... Que gato
desgraçado, odeio gatos, com todas as minha forças... Até o Neto ficaria
impressionado com a capacidade da ilusão de óptica.
Faltava
pouco para acabar meu quarto de hora, eu estava com raiva da vida que eu levava
e com muito sono, então resolvi passar o resto de tempo com parte do corpo para
dentro eu outra parte para fora da janela, assim se eu dormisse cairia para
dentro, o que estava tranqüilo ou cairia para fora, colocando um fim naquela
porcaria de horário de serviço.
Para
finalizar, tendo em vista que vocês têm mais o que fazer, digo que não
aconteceu nem uma coisa nem outra, o que aconteceu foi que faltando menos de 10
minutos para acabar meu tempo, fui acordado pelo Sargento Leônidas e mais uma
vez fiquei alguns dias punidos, para variar...
Valeu
pessoal, desculpe a demora e se gostarem, mandem e-mail, acho que tem outras
histórias, não de terror... Mas... Histórias de interno, vocês sabem!!!
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