Infelismente a história sobre os anjos é curta. Os gregos, que eram amantes da precisão, os chamavam de DAIMONES (gênio, anjo, ser sobrenatural). Os egípcios os explicaram amplamente com detalhes, mas tudo foi perdido, queimado na época da ascensão do cristianismo primitivo do Ocidente. Hoje, o pouco que nos resta deriva dos estudos cabalísticos desenvolvidos pelos judeus, que foram osprimeiros a acreditar nesta energia. O mundo cabalístico é dividido em quatro hierarquias energéticas: emanação, criação, formação e ação. Em 325 d.C., no Concílio de Nicéia, a crença nos anjos foi considerada dogma da Igreja. Em 343 a.C. foi determinado que reverenciá-los era idolatria e que os anjos hebreus eram demoníacos. Com o passar do tempo, na época que Jesus viveu, o racionalismo causou algumas diversificações quanto à idéia dos judeus sobre os anjos. Os saduceus negavam a existência dos anjos, os tanseus aceitavam.
            Os escritos essênios, fraternidade a qual Jesus fazia parte, estão repletos de referências angelicais. No Novo Testamento, anjos apareceram nos momentos marcantes da vida de Jesus: o nascimento, as pregações, o martírio e a "ressurreição". Depois da ascensão, Jesus foi colocado junto ao Anjo Metetrom.
             Alguns estudos propõem a possibilidade dos 3 (três) Reis Magos serem Anjos materializados. Malchior (Rei da Luz), Baltazar (Rei do Ouro, guadião do tesouro, do incenso e da paz profunda) e Gaspar (o etíope, que entregou a mirra contra a corrupção).
              Maria ainda trazia Jesus no ventre, quando foste levada por José para o Egito. Jesus admirava a ciência deste país e isso talvez, aliado ao trabalho de carpinteiro, justifique o cristianismo primitivo, repleto de signos e parábolas.
              A tradição católica dividiu os anjos em três grandes hierarquias, subdivididas cada uma em três companhias:

Serafins: que personificam a caridade divina.
Querubins: que refletem a sabedoria divina.
Tronos: que proclamam a grandeza divina.
Dominações: que têm o governo geral do universo.
Potências: que protegem as leis do mundo físico e moral.
Virtudes: que promovem prodígios.
Principados: responsáveis pelos reinos, estados e países.
Arcanjos: responsáveis pela transmissão de mensagens importantes.
Anjos: que cuidam da segurança dos indivíduos.

              Cada uma das hierarquias angelicais é regida por um príncipe e tem correspondência com uma letra do
alfabeto hebraico:

Aleph - corresponde aos Serafins e o Príncipe é Metatron.
Beth - corresponde aos Querubins e o Príncipe é Raziel.
Ghimel - corresponde aos Tronos e o Príncipe é Tsaphkiel.
Daleth - corresponde às Dominações e o Príncipe é  Tsadkiel.
He - corresponde às Potências e o Príncipe é Camael.
Vau - corresponde às Virtudes e o Príncipe é Raphael.
Zain - corresponde aos Arcanjos e o Príncipe é Mikael.
Teth - corresponde aos Anjos e o Príncipe é Gabriel.

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