Universitários
 
O MUNDO UNIVERSITÁRIO

Um advogado recém-formado vai participar de uma audiência em uma cidade do interior do Mato Grosso do Sul. Está preocupado, pois o magistrado era um ex-professor seu, que fora "retirado" da sala de aula por uma "conspiração" dos alunos. O clima ficou muito pesado.

Na audiência, o juiz tomou todo o cuidado para não magoar e relembrar o passado. A certa altura, dirigiu-se respeitosamente ao advogado em questão, dizendo:

"Com a palavra o nobre causídico, Dr. Fulano".

Aí a casa caiu! O doutor saiu chutando cadeiras, jogou sua pasta no chão e chamou o juiz para a briga. Entre outras palavras, dizia o advogado:

"O senhor é quem criou causo com nóis, nóis mandamos o senhor embora da faculdade, de forma é que Vossa Excelência um criador de causo, e não eu como o senhor disse".

Prova de Direito Civil.

Pergunta: "O que são bens fungíveis?"

Resposta de um aluno: "São aqueles que se movem, que podem fugir, se não forem devidamente vigiados."

Um professor na faculdade de Direito pergunta:
"Qual o contrário de a priori?".
Mais do que depressa, um aluno responde:
"Ora, professor... a melhore."

A turma de bacharéis em Direito do 1º semestre do ano de 1999 da Universidade Federal de Sergipe escolheu, como "nome da turma", a seguinte expressão parafrástica:

"Ó Pátria Amada, em dólar atada, salve!, salve!"

Quem duvidar pode dar uma olhada na placa comemorativa afixada na parede do corredor do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da UFS, em frente ao Departamento de Direito.
(Fonte: Antonio Waldir dos Santos Conceição)

Numa faculdade paulista, durante aula sobre o art. 121 do Código Penal, o professor deu o famoso exemplo de Damásio, do copo de veneno deixado sobre o piano, explicando perfeitamente em que condições seria homicídio ou tentativa e assim por diante.

Um aluno, com a palma da mão totalmente aberta e para cima, indagou:

"Fessorrrr, tem dois pobrema, se eu coloca o copo no piano, pro sinhô toma, eu esquece e bebe, quem que morre?"

Na mesma faculdade, durante uma aula de Teoria Geral do Estado, o professor dialogava com os alunos sobre a queda do Estado Romano, dizendo que Roma passou e ser invadida por povos bárbaros, e indagou:

"Quem eram os povos bárbaros?"

Foi quando o "melhor" aluno da turma disse:

"Professor, eram os pirata???"

Aula de Direito Penal em uma faculdade gaúcha. Crimes dolosos contra a vida.

Após o professor comentar o crime de aborto, um aluno levantou a mão e perguntou, distraído:

"Professor, qual é a pena aplicada ao suicida no crime de suicídio?"

(Fonte: Jefferson Luiz Gaya de Goes)

Há muito tempo, numa turma do 1º ano da faculdade de Direito da PUC de Campinas, o professor de Introdução ao Estudo do Direito resolveu fazer o último exame de forma oral, para ajudar os alunos que estavam "pendurados" na sua matéria.

A certa altura, perguntou a um aluno:

"O que é uma pessoa jurídica?"

Depois de muito tempo pensando, o rapaz responde num lampejo:

"Como pude me esquecer professor, o senhor é uma pessoa jurídica, aliás a pessoa mais jurídica que eu conheço.."

O professor, por sua vez, interfere:

"Não, meu filho, eu não sou uma pessoa jurídica!"

"O que é isso professor, não seja modesto!..."

(Fonte: Hermínia Prado Lopes)

Questão de avaliação do 2º período da UNIG aplicada pelo professor Ronaldo Lessa, promotor em Itaperuna (RJ):

"Gertrudes, mulher violenta e geniosa, recebe notícia dando conta de que Carmelita, sua antiga desafeta, teria morrido e estaria à espera de sepultamento, no único cemitério da cidade. Tomada de gáudio, Gertrudes resolve ir ver a finada, enquanto a família não chega para velá-la. Na capela, encontra Carmelita dentro do caixão, já devidamente ornamentado. Uma cólera assola Gertrudes, que se apossa da borboleta de vedação da urna funerária, para com ela golpear seguidas vezes a desafeta. Para sua surpresa, Gertrudes ouve um gemido, oriundo de Carmelita. Apavorada, resolve pedir ajuda, quando, então, o médico intensivista Chifroklênides, que estava na capela ao lado velando um amigo, vem em socorro, examinando Carmelita e constatando que, em verdade, a mesma estava sob estado de catalepsia (funções vitais reduzidas ao mínimo indispensável à manutenção do organismo, o bastante para permitir equivocado diagnóstico letal), portanto, viva, tendo, lamentavelmente, morrido em função dos golpes que lhe infligira Gertrudes. Neste momento chega a família de Carmelita, chama a polícia, que prende Gertrudes. Indaga-se: cometeu ela algum crime? Em caso positivo, qual? Como ficará sua situação jurídico-penal? (valor: 4 pontos)"

A resposta dada por um sapientíssimo aluno: "A pobre coitada da Gertrudes não responderia por crime algum, pois borboleta não mata ninguém."

Em 1967, o jurista Medeiros e Silva saía do cargo de Ministro da Justiça e voltava às suas funções na Guanabara. Convidado a proferir a aula inaugural no curso de Direito da PUC, sobre a nova Constituição recém-outorgada, recusou. Alegou que "não queria se envolver em política".

Comentário do escritor Sérgio Porto, o inesquecível Stanislaw Ponte Preta, na época: "Ele, que fizera a nova Carta Magna, não queria mais vê-la. Imaginem os outros."

(Fonte: 2º Febeapá, Stanislaw Ponte Preta)

Em 1967, na Faculdade de Direito de São Paulo, o Professor Soares de Melo, grande apreciador de Rui Barbosa, tendo inclusive proposto a criação de uma cadeira só sobre o tribuno baiano, terminou uma aula de Direito Penal com esta confissão categórica:

"Fôra eu mulher e me casava com Rui Barbosa".

(Fonte: 2º Febeapá, Stanislaw Ponte Preta)

Conta-se que um professor de Medicina Legal numa Faculdade de Direito de Pernambuco, explicava o procedimento da autópsia, quando um aluno disparou mais uma de suas perguntas impagáveis:

"Professor, um defunto que morre em Campina Grande, pode fazer a autópsia em Recife?"

E o professor, de pronto:

"Meu filho, e este defunto é um morto ou um tatu?"

Um grupo de colegas estudava para concursos, quando, no tema "formas de extinção das obrigações", levantou-se a forma denominada "confusão".

Eis que uma das colegas se levantou, indignada:

"Que absurdo! Quer dizer que na porrada pode se extinguir uma obrigação?"

Em uma faculdade de Direito no Estado de São Paulo, um aluno respondeu da seguinte forma uma pergunta da prova de Direito Penal:

"Injúria real é um crime já em desuso no Brasil, já que foi criado para proteger a família real portuguesa quando visitavam nosso país."

Em uma faculdade da região Centro-Oeste, certa vez, um professor de Introdução ao Estudo do Direito pediu para que fosse feito um trabalho.

Um dos grupos escolheu como tema a Revolução Francesa.

No dia seguinte, o professor apareceu no escritório indignado, dizendo que uma aluna falou que a Independência Americana tinha influenciado a Revolução Francesa, e que não tinha cabimento uma aluna de 3º grau afirmar tal bobagem.

Só aí alguém advertiu o professor de que realmente a independência americana tinha sido antes e tinha influenciado a Revolução Francesa, tanto é que o texto dos direitos universais do homem são quase cópia fiel dos manifestos da independência americana.

Na aula seguinte, o professor, muito humilde, foi se retratar com a aluna, que respondeu:
"Pára, pára, professor, já estou toda confusa! Já não entendo mais nada!"

Um professor de Direito de uma faculdade do Sul do País vivia maritalmente com uma mulher há mais de cinco anos. Depois que saiu a lei do concubinato, ele chegou um dia na sala dos professores anunciando que ia se casar.

Todos o parabenizaram, e uma freira que estava lá disse:

"Que bonito, vai regularizar sua situação, proteger a moça!"

O professor respondeu:

"Que nada, vou me casar com separação universal de bens, pois pela nova lei metade de tudo é dela, mas casando ela não fica com nada!"

Um professor do direito da UFRGS, hoje Ministro aposentado do Supremo, dava uma aula propedêutica sobre o Direito. Escolheu um aluno e perguntou:

- Dê-me uma definição para "o que é o Direito?"

O aluno pensou um pouco e respondeu:

- O direito é a auréola dourada sobre a qual se assenta a sociedade.

Imediatamente o professor respondeu:

- O senhor acabou de definir o penico, agora defina o Direito!

Num exame da OAB, um candidato, perguntado sobre o que era a ordem de vocação hereditária (ordem dos herdeiros na sucessão), respondeu: "É quando o filho segue a mesma profissão do pai, ou seja, filho de peixe, peixinho é".

Outro, ao tentar explicar o que era Fazenda Pública, disse que era uma propriedade agrícola do governo a que todos têm livre acesso.

O Pretório Excelso (ou seja, o STF) já foi confundido com "um ilustre jurista mineiro".
Na Itália, um aluno deu uma definição de casamento, nos seguintes termos: "é a união entre duas ou mais pessoas".

(Fonte: Folha de S.Paulo)

Conta-se que, em um exame oral, um bacharel foi interrogado acerca de prazos processuais.
"Qual o prazo para a contestação?"
"Vinte e quatro horas."
"Qual o prazo para o mandado de segurança?"
"Vinte e quatro horas."
"Qual o prazo para ingressar com uma ação rescisória?"
"Vinte e quatro horas."
Irritado, o examinador parou:
"Você está reprovado! Como pode um bacharel não saber um prazo processual?"
O bacharel, calmamente, respondeu:
"Eu posso não saber nenhum prazo, mas em compensação não perco nenhum!"

Uma aluna que, ao discorrer sobre os vícios da vontade (defeitos que invalidam um ato jurídico), é indagada sobre qual dos vícios mais apreciava (estudar, é óbvio).

Olhando fixamente nos olhos do examinador, a candidata responde, lânguida:

"A violência física, professor".

Numa aula de Direito Processual Civil, uma aluna já mais velha pergunta ao professor:

"Professor, conflito de interesses, pelo que eu entendi, seria o meu com o prato de macarrão? Eu tenho vontade de comer o macarrão, mas não quero comer porque engorda."

No exame da ordem no Paraná, o examinador da disciplina Direito Penal pediu ao bacharel:

"Fale-me da co-autoria e a distinga da participação".

O candidato respondeu:

"Será que o Sr. não poderia fazer uma pergunta mais fácil? No futuro, não serei penalista. Quero ser juiz de direito".

(Fonte: O Pitoresco na Advocacia, Fernandino Caldeira de Andrade)

O Prof. Vágner Barreira Filho encerrava uma aula de direito civil na Faculdade de Direito da UFC, quando um aluno, conhecido pelo significativo apelido de "Jegue", tendo chegado atrasado, pediu que fosse feita a chamada dos alunos "retardados" (ele queria dizer "retardatários"). O professor não titubeou: "Pois não, meu filho, diga seu nome completo". E o pior é que ele respondeu.

O diretor da Faculdade de Direito da UFRGS (na época URGS), observava o movimento de trânsito da sacada da instituição. Neste momento, um carroceiro desatrelou o jumento que puxava sua carroça, para que comesse a grama alta que crescia junto ao muro da faculdade.
O animal começou a comer e a caminhar, sempre se aproximando do portão da faculdade.
Quando o diretor se apercebeu que o próximo passo do animal seria comer a grama que crescia dentro do pátio da faculdade, desesperado gritou para que o porteiro fechasse a grade. Suas palavras exatas foram:

"Fecha, fecha rápido o portão. Se o jumento entrar aqui, só sai formado!".

Júri simulado de homicídio: acadêmicos da PUC-PR com a promotoria, os da UFPR com a defesa. Esgotando-se o tempo do pronunciamento do promotor, este pediu mais tempo e não foi atendido. Quando ele concluía sua exposição, toca o celular do "réu".

O plenário veio abaixo. O promotor virou pros jurados, começou a rir, se apoiou na bancada e, sem perder o rebolado, se virou pro "juiz" e gritou:

"Protesto! Peço um aumento no tempo por essa interrupção!".

Mas não foi atendido.

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