Servico Público
 
O MUNDO DO SERVIÇO PÚBLICO


Um servidor do Ministério da Agricultura no Piauí, com a lei federal de readaptação foi transferido para guiar trator, e ingressou com processo pedindo novo cargo.

O processo volta de Brasília com um despacho: "Juntar certidão do chefe". Feito isto, o processo é enviado, voltando novamente: pedia para que o antecessor do chefe endossasse o documento. O processo vai de novo a Brasília, e volta, pedindo prova de que o chefe que assinou era mesmo o chefe. A firma é reconhecida em cartório, o processo vai a Brasília.

E volta, perguntando por que o funcionário foi destacado para guiar trator. Resposta: houve necessidade do serviço.

E por aí vai, com despachos cada vez mais estapafúrdios, até que chega um assim: "Junte-se amostragem do trabalho do requerente". Um fotógrafo foi convocado, o funcionário assumiu o comando do trator e tirou a foto. Não bastou: queriam ver o homem guiando o trator.
O chefe, Arimathéa Tito Filho, não se conteve. Pediu verba para enviar o motorista e o trator a Brasília.

Tomou um pito, mas o funcionário foi, finalmente, transferido para o cargo solicitado.
(Fonte: Pra seu governo, Zózimo Tavares)

O Diário Oficial da União publicou, em outubro de 1996, uma decisão do Conselho Federal de Medicina, alterando a punição de um médico alagoano que cometeu um ilícito profissional. A pena original de "Censura Confidencial em Aviso Reservado" foi convertida para "Advertência Confidencial em Aviso Reservado". O nome do punido também é secreto. Vai ver nem ele nem sabe que é com ele.

(Fonte: Folha de S.Paulo)

Em Alta Floresta, Mato Grosso, fiscais do Ministério do Trabalho libertaram, em junho de 1997, 129 trabalhadores mantidos sob escravidão por quatro meses.

O fazendeiro pagou R$ 600,00 a cada peão, a título de "adiantamento de atrasados".

A peãozada, eufórica, partiu para a zona de meretrício.

Foram todos furtados. A polícia foi chamada e prendeu as 40 prostitutas.

Chamem o ladrão!

(Fonte: Folha de S.Paulo)

O delegado do IAPTEC de Minas Gerais respondia a um processo que terminava com o chavão "À apreciação do senhor delegado" deste modo:

"Apreciei muito. A) Wilson Modesto"

(Fonte: Folclore político, Sebastião Nery)

O serviço social da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, mandou um telegrama para um dos seus beneficiários já mortos, dizendo:

 "A entrega dos vales de alimento será cessada, pois recebemos a informação que o sr. morreu. Que Deus o abençoe. Se sua situação mudar, nos avise."

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