Prova 1ª fase - Tipo 1
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001 |
A ação direta de
inconstitucionalidade por omissão e o mandado de injunção: |
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(A) |
devem ser sempre
propostos junto ao Supremo Tribunal Federal. |
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(B) |
possuem os mesmos
legitimados ativos. |
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(C) |
controlam as omissões normativas. |
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(D) |
são instrumentos
de controle preventivo da constitucionalidade. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Arts. 5º, LXXI e 103, § 2º da CF/88.
Art.
5º - LXXI - Conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de
norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e
liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à
nacionalidade, à soberania e à cidadania.
Art.
103 - § 2º - Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida
para tornar efetiva norma constitucional, será dada ciência ao Poder
competente para a adoção das providências necessárias e, em se tratando
de órgão administrativo, para fazê-lo em trinta dias. |
| 002 |
A decretação de
estado de sítio permite a: |
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(A) |
dissolução do
Congresso Nacional. |
| (B) |
suspensão de direitos fundamentais. |
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(C) |
destituição do
Presidente da República. |
| (D) |
emenda da
Constituição Federal. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Art. 139, I a VII da CF/88.
Art.
139 - Na vigência do estado de sítio decretado com fundamento no art.
137, I, só poderão ser tomadas contra as pessoas as seguintes medidas:
I -
obrigação de permanência em localidade determinada;
II -
detenção em edifício não destinado a acusados ou condenados por crimes
comuns;
III
- restrições relativas à inviolabilidade da correspondência, ao sigilo
das comunicações, à prestação de informações e à liberdade de imprensa,
radiodifusão e televisão, na forma da lei;
IV -
suspensão da liberdade de reunião;
V -
busca e apreensão em domicílio;
VI -
intervenção nas empresas de serviços públicos;
VII
- requisição de bens. |
| 003 |
A ação direta de
inconstitucionalidade estadual: |
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(A) |
pode ser proposta
perante o Tribunal de Justiça para controlar as omissões da Constituição
Federal que afetem o Estado-membro respectivo. |
| (B) |
pode ser proposta perante o Tribunal de Justiça para impugnar lei
estadual ou municipal contrárias à Constituição Estadual. |
| (C) |
pode ser proposta
perante o Supremo Tribunal Federal para impugnar lei estadual contrária
à Constituição Federal. |
|
(D) |
não existe no
sistema brasileiro de controle da constitucionalidade. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação: Art. 74, VI da
Constituição do Estado de São Paulo.
Artigo 74 - Compete ao Tribunal de Justiça, além das atribuições
previstas nesta Constituição, processar e julgar originariamente:
VI -
a representação de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo
estadual ou municipal, contestados em face desta Constituição, o pedido
de intervenção em Município e ação de inconstitucionalidade por omissão,
em face de preceito desta Constituição. |
| 004 |
Somente os
brasileiros natos: |
| (A) |
não poderão ser extraditados, no caso de comprovado envolvimento em
tráfico ilícito de entorpecentes. |
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(B) |
poderão ser
proprietários de empresas jornalísticas. |
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(C) |
poderão realizar a
pesquisa e a lavra de recursos minerais. |
|
(D) |
poderão ocupar o
cargo de Ministro do Superior Tribunal de Justiça. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
Art. 5º, LI da CF/88.
LI -
nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de
crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado
envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na
forma da lei.
COMENTÁRIO:
A interpretação que se dá a este inciso, é que o brasileiro não será
extraditado para responder perante o judiciário estrangeiro. Como,
exemplo, praticou roubo em outro país e fugiu para o Brasil, responderá
aqui pelo crime. |
| 005 |
O Poder
Legislativo municipal: |
|
(A) |
é composto por
vereadores, em igual número para todos os municípios. |
|
(B) |
está limitado ao
gasto de cinqüenta por cento de sua receita com folha de pagamento. |
| (C) |
é competente para cassar o mandato do Prefeito Municipal, no caso de
crime de responsabilidade. |
| (D) |
é organizado por
Lei Orgânica, aprovada pela Assembléia Legislativa do respectivo
Estado-membro. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 29 da CF/88.
Art.
29 - O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com
o interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros
da Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios
estabelecidos nesta Constituição, na Constituição do respectivo Estado e
os seguintes preceitos:
COMENTÁRIO:
Como reza o artigo em comento da Constituição Federal, os Municípios se
organizarão em conformidade com a sua Lei Orgânica. Assim, ao constituir
a sua Lei Orgânica, o Município discorrerá quanto aos poderes inerentes
ao Executivo e Legislativo. Portanto, nesta separação tocará à Câmara
Municipal julgar os crimes de responsabilidade cometido pelo Prefeito
Municipal. Dentro desta linha, segue o inciso XIV, artigo 15,
da
Lei Orgânica Municipal de São Paulo.
Lei Orgânica do Município de São Paulo
Art.
14 - Compete privativamente à Câmara Municipal:
XIV
- julgar o Prefeito, o Vice-Prefeito e os Vereadores, nos casos
previstos nesta Lei. |
| 006 |
A decisão judicial
que contrariar súmula vinculante, aprovada pelo Supremo Tribunal
Federal, poderá ser cassada por meio de: |
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(A) |
reclamação. |
| (B) |
habeas data. |
|
(C) |
recurso
extraordinário. |
| (D) |
ação direta de
inconstitucionalidade. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
Art. 102, I, "i" da CF/88.
Art.
102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da
Constituição, cabendo-lhe:
I -
processar e julgar, originariamente:
i) a
reclamação para a preservação de sua competência e garantia da
autoridade de suas decisões. |
| 007 |
O voto secreto
está previsto na Constituição Federal, exceto para: |
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(A) |
o exercício, pelo
cidadão, da soberania popular. |
|
(B) |
a rejeição, pelo
Congresso Nacional, de veto do Presidente da República a projeto de lei. |
| (C) |
a cassação do
mandato de Deputado Federal que tenha procedido de forma incompatível
com o decoro parlamentar. |
| (D) |
a aprovação, pelo Senado Federal, dos Ministros de Estado. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 87, I da CF/88.
Art.
87 - Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores
de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos. |
| 008 |
O Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal de
1988: |
| (A) |
não possui
conteúdo normativo, tal qual o preâmbulo da Constituição Federal. |
|
(B) |
contém normas de aplicação temporária. |
|
(C) |
não pode ser
alterado por Emenda à Constituição. |
| (D) |
contém apenas os
princípios fundamentais da Constituição Federal. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
COMENTÁRIO:
As normas contidas nos "ADCT", como são denominadas, tem por propósito
assegurar garantias e direitos que dependem de implementações por outras
leis. Assim, sua característica é de temporariedade, uma vez que a
matéria, depois de sua regulamentação por lei infraconstitucional, não
será mais objeto de citação com relação ao dispositivo inserido no "ADCT". |
| 009 |
No sistema
presidencialista brasileiro prescrito na Constituição Federal, o
Presidente da República: |
| (A) |
exerce as funções
de Chefe de Governo, e o Vice-Presidente, as de Chefe de Estado. |
| (B) |
pode ser
substituído pelo Ministro da Justiça, no caso de impedimento. |
|
(C) |
é eleito pelo
sistema de maioria relativa ou simples. |
| (D) |
está sujeito à perda do cargo, caso se ausente do País por mais de
quinze dias, sem autorização do Congresso Nacional. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 83, da CF/88.
Art.
83 - O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão, sem
licença do Congresso Nacional, ausentar-se do País por período superior
a quinze dias, sob pena de perda do cargo.
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| 010 |
É de competência
do Congresso Nacional a expedição de: |
| (A) |
decreto legislativo. |
| (B) |
decreto
regulamentar. |
| (C) |
decreto
interventivo. |
|
(D) |
decreto-lei. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
Art. 59, VI da CF/88.
Art.
59 - O processo legislativo compreende a elaboração de:
I -
emendas à Constituição;
II -
leis complementares;
III
- leis ordinárias;
IV -
leis delegadas;
V -
medidas provisórias;
VI -
decretos legislativos; |
| 011 |
É característica
própria da concessão patrocinada, que a distingue da concessão comum, |
| (A) |
a possibilidade de
recebimento de receitas alternativas. |
| (B) |
a repartição objetiva de riscos entre as partes. |
|
(C) |
a possibilidade de
a Administração ser considerada a única usuária do serviço. |
| (D) |
ser o
concessionário remunerado apenas com as tarifas dos usuários. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Art. 4º, VI da Lei 11.079/04.
Art.
4° - Na contratação de parceria público-privada serão observadas as
seguintes diretrizes:
I –
eficiência no cumprimento das missões de Estado e no emprego dos
recursos da sociedade;
II –
respeito aos interesses e direitos dos destinatários dos serviços e dos
entes privados incumbidos da sua execução;
III
– indelegabilidade das funções de regulação, jurisdicional, do exercício
do poder de polícia e de outras atividades exclusivas do Estado;
IV –
responsabilidade fiscal na celebração e execução das parcerias;
V –
transparência dos procedimentos e das decisões;
VI –
repartição objetiva de riscos entre as partes;
VII
– sustentabilidade financeira e vantagens socioeconômicas dos projetos
de parceria. |
| 012 |
Em uma
concorrência pública, todas as licitantes habilitadas tiveram suas
propostas técnicas desclassificadas, porque nelas não incluíram a
realização de algumas obras, conforme exigido pelo edital. A Comissão de
Licitação concedeu o prazo de 8 dias para que todas as licitantes
habilitadas apresentassem novas propostas técnicas, escoimadas dos
vícios. Está correto este procedimento? |
| (A) |
Sim, desde que a Comissão permita que os licitantes alterem também suas
propostas comerciais, em face da inclusão das novas obras, sob pena de
os licitantes poderem apresentar preços inexeqüíveis. |
| (B) |
Não, a não ser que
a Comissão reabra o prazo também para que as licitantes anteriormente
inabilitadas apresentem nova documentação, sem os vícios que as
inabilitaram. |
|
(C) |
Sim, desde que o
edital contenha tal previsão e haja solicitação dos licitantes
desclassificados. |
| (D) |
Não, porque com
esse proceder, a Comissão estará ferindo o princípio da vinculação ao
instrumento convocatório. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
Art. 48, § 3º da Lei 8.666/93.
Art.
48 - Serão desclassificadas:
§ 3º
- Quando todos os licitantes forem inabilitados ou todas as propostas
forem desclassificadas, a administração poderá fixar aos licitantes o
prazo de oito dias úteis para a apresentação de nova documentação ou de
outras propostas escoimadas das causas referidas neste artigo,
facultada, no caso de convite, a redução deste prazo para três dias
úteis. |
| 013 |
Sob o enfoque de
que com o estreitamento dos laços entre a Administração Pública
contemporânea e o setor privado estão sendo atenuadas a unilateralidade
e a verticalização que caracterizavam os poderes daquela sobre este, a
doutrina e a jurisprudência têm aceitado a utilização do juízo arbitral
para solução de litígios e controvérsias originados de relação jurídica
estabelecida entre essas partes. Nessa linha, há mais condições de se
entender possível a utilização de arbitragem para resolver conflitos em
relações entre Estado e particular: |
| (A) |
fundadas no
estatuto dos servidores. |
| (B) |
em que dominam
cláusulas contratuais exorbitantes. |
|
(C) |
em que há uma forte correlação entre os direitos e obrigações de ambas
as partes. |
| (D) |
decorrentes de
concurso público para contratação de servidores celetistas. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
COMENTÁRIO: Atualmente com
as parcerias entre o Estado e a iniciativa privada, a doutrina de forma
majoritária entende cabível o juízo arbitral para a solução dos
litígios, principalmente quando há situação como a descrita na
alternativa "C". Nesta situação a regra máxima da indisponibilidade dos
bens públicos, não encontra guarida. Dentre os conceituados
doutrinadores, citamos
os
mestres Carlos Mota Pinto e Maria. C. Menezello, que aconselham "O
Estado (lato sensu) não estará desassistido, por que conta com a
presença de seus advogados e procuradores, nem o Poder Judiciário estará
alijado, como demonstrado. Basta que o legislador se sensibilize e
consinta, expressamente, que as entidades estatais se submetam à
arbitragem". |
| 014 |
Pode ser tida como
inconstitucional uma lei que, ao estabelecer regras para um determinado
processo administrativo, imponha entraves que burocratizam a prestação
do serviço público? |
| (A) |
Não, porque tal
lei não afronta o princípio da legalidade. |
| (B) |
Não, porque se
trata de lei processual que inova o ordenamento jurídico. |
|
(C) |
Sim, porque os
princípios da informalidade e da publicidade impedem que se estabeleçam
entraves formais ao processo administrativo. |
| (D) |
Sim, se provado que a lei malfere o princípio constitucional da
eficiência. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 37, Caput da CF/88.
Art.
37 - A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá
aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e
eficiência e, também, ao seguinte:
COMENTÁRIO: Logicamente as
leis não podem tornar o processo mais burocrático do que normalmente já
acontece. Assim, dentre as alternativas que se apresentam, a "D" é a
correta por conter um dos princípios fundamentais da administração
pública, que é o da eficiência. |
| 015 |
Em um contrato de
concessão para obras e serviços rodoviários, a empresa concessionária
realizou obras de duplicação de pistas, solicitando, após o final das
obras, a revisão da tarifa de pista simples para pista dupla, conforme
estabelecia o contrato. Por entender que a nova tarifa pretendida
encareceria muito o serviço, prejudicando o usuário, pode o Poder
concedente negar à concessionária a revisão tarifária pretendida? |
| (A) |
Sim, pelo
princípio da alterabilidade das cláusulas do contrato administrativo. |
| (B) |
Nunca, porque
revisão tarifária é um direito da concessionária, que dela não pode
abrir mão, sob pena de prejudicar a continuidade do serviço público. |
|
(C) |
Não, porque todas
as cláusulas financeiras e regulamentares de um contrato de concessão
são imutáveis. |
| (D) |
Sim, desde que, com concordância da concessionária, mantenha-se a
intangibilidade do equilíbrio econômico-financeiro original do contrato,
alterando, proporcionalmente, por exemplo, cláusulas regulamentares, ou
o prazo contratual, etc. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 58 da Lei 8.666/93.
Art.
58 – O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta
Lei confere à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de:
I -
modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades de
interesse público, respeitados os direitos do contratado;
II -
rescindi-los, unilateralmente, nos casos especificados no inciso I do
art. 79 desta Lei;
III
- fiscalizar-lhes a execução;
IV -
aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste;
V -
nos casos de serviços essenciais, ocupar provisoriamente bens móveis,
imóveis, pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato, na
hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas
contratuais pelo contratado, bem como na hipótese de rescisão do
contrato administrativo.
§ 1º
- As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos
administrativos não poderão ser alteradas sem prévia concordância do
contratado.
|
| 016 |
A empresa pública
distingue-se da sociedade de economia mista quanto: |
| (A) |
ao capital da empresa pública que, diferentemente do que ocorre na
sociedade de economia mista, deve ficar nas mãos apenas de entes da
Administração Pública Direta e de suas entidades da Administração
Indireta. |
| (B) |
à subordinação da
empresa pública ao respectivo Ministério, enquanto a sociedade de
economia mista não se vincula a nenhum órgão do Executivo. |
|
(C) |
à autorização
legislativa para criar subsidiária e participar de empresa privada,
necessária apenas para a empresa pública. |
| (D) |
à necessidade da
empresa pública de realização de concurso público para contratação de
seus servidores, a despeito de sua forma privada. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
Art. 5º, I e II
do DL 200/67.
Art.
5º - Para os fins desta lei, considera-se:
II –
Empresa Pública - Desde que a maioria do capital votante permanece de
propriedade da União, será admitida, no capital da Empresa Pública, a
participação de outras pessoas jurídicas de direito público interno bem
como de entidades da Administração Indireta da União, dos Estados,
Distrito Federal e Municípios.
III
- Sociedade de economia mista - a entidade dotada de personalidade
jurídica de direito privado, criada por lei para a exploração de
atividade econômica, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com
direito a voto pertençam, em sua maioria, à União ou à entidade da
administração indireta".
COMENTÁRIO:
A
redação dos incisos acima foi alterada por disposição do DL 900/69.
Definindo, os recursos da constituição do capital social da Empresa
Pública "EP", são exclusivamente de pessoas jurídicas de direito público
e de entidades da administração indireta, enquanto que da Sociedades de
Economia Mista "SEM", são recursos públicos ou privados. |
| 017 |
Autoridade
estadual fixou horário para tráfego intermunicipal de uma empresa de
ônibus de forma a beneficiar outra empresa de ônibus concorrente. O ato
da autoridade estadual pode ser anulado? |
| (A) |
Sim, porque a
autoridade estadual não tem essa competência. |
| (B) |
Sim, por desvio de finalidade. |
|
(C) |
Não, a não ser que
descaracterizado o desvio de poder. |
| (D) |
Sim, desde que se
trate de ato administrativo vinculado. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
art. 2º
da Lei 4.717/65.
Art.
2º - São nulos os atos lesivos ao patrimônio das entidades mencionadas
no artigo anterior, nos casos de:
a)
incompetência;
b)
vício de forma;
c)
ilegalidade do objeto;
d)
inexistência dos motivos;
e)
desvio de finalidade. O desvio de finalidade se verifica quando o agente
pratica o ato visando a fim diverso daquele previsto, explícita ou
implicitamente, na regra de competência. |
| 018 |
Um Instituto
Educacional teve indeferido, pelo Ministro da Educação, seu pedido de
autorização para funcionamento de cursos de Graduação nas áreas de
Ciências Humanas, sob o sucinto despacho de que referidos cursos seriam
"desnecessários" e que haveria, na mesma área, "excesso de oferta de
vagas por outras instituições". Há condições de se conseguir, em juízo,
a anulação do ato do Ministro? |
| (A) |
Sim, desde que o
ato discricionário do Ministro afronte dispositivo legal, visto que o
Poder Judiciário não tem condições de substituir o Executivo para
analisar a conveniência e a oportunidade do ato administrativo. |
| (B) |
Não, porque a Lei
de Diretrizes e Bases da Educação, bem como a Lei de Procedimento
Administrativo, dão competência discricionária, de cunho totalmente
subjetivo, ao Ministro da Educação, para indeferir autorização para
funcionamento de cursos de graduação, sem necessidade de explicitação
expressa. |
|
(C) |
Sim, comprovando, por exemplo, que o ato discricionário do Ministro é
ilegal, por falta de motivação suficiente, eis que não fundamenta as
razões nem explicita a adequação da decisão em face do interesse
público. |
| (D) |
Não, porque a
motivação, na edição do ato administrativo discricionário, pode
restringir-se a mera referência a prejuízo ao interesse público, sem
necessidade de explicitação dos fatos e dos fundamentos jurídicos que
lhe dão base. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 5º, XXXV da CF/88 e Súmula 473 do STF.
XXXV
- a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a
direito;
Súmula 473 - A administração pode anular seus próprios atos, quando
eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam
direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade,
respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a
apreciação judicial. |
| 019 |
Na forma da
Constituição Federal vigente, as pessoas jurídicas de direito público
respondem pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a
terceiros. Em face disso, diz-se que: |
| (A) |
o requisito de subjetividade é reservado apenas para a ação regressiva
contra o agente público responsável. |
| (B) |
a responsabilidade
objetiva alcança a conduta do funcionário ainda que fora do âmbito de
suas funções. |
|
(C) |
a responsabilidade
objetiva do Estado, no direito brasileiro, alcança todos os danos
decorrentes de atividade ou omissão estatal, desde que, neste último
caso, fique comprovada a culpa concorrente da vítima. |
| (D) |
todas as pessoas
jurídicas de direito público respondem sempre por todos os danos
causados pelos seus agentes públicos, independentemente de aferição da
culpa e da existência de nexo de causalidade com o dano. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
art. 37, § 6º da CF/88.
Art.
37 - A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá
aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e
eficiência e, também, ao seguinte:
§ 6º
- As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado
prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus
agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de
regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. |
| 020 |
Agente
Penitenciário é demitido do cargo público, em processo administrativo
disciplinar, sob alegação de que ele teria afrontado normas
estatutárias, ao introduzir telefone celular no presídio. No processo
penal instaurado pelas mesmas razões, o agente penitenciário foi
absolvido por ausência de provas. Pleiteou então, o agente, reintegração
no cargo público, o que foi negado pela Administração Pública, sob
alegação de que: |
| (A) |
a interdependência
entre as esferas penal e administrativa resulta que nenhuma decisão
penal absolutória possa influir na esfera administrativa, a não ser que
a Administração Pública seja parte em ambos os processos. |
| (B) |
a decisão penal
absolutória não retroage e na imposição da pena administrativa foram
assegurados a ampla defesa e o contraditório. |
|
(C) |
a absolvição penal
reconheceu a inocorrência do fato imputado, mas calcada em base jurídica
diversa. |
| (D) |
são independentes as esferas administrativa e penal e a absolvição penal
não reconhecera a inexistência do fato ou a negativa de autoria. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 136 da
Constituição Paulista.
Art.
136
- O servidor público civil demitido por ato administrativo, se absolvido
pela Justiça, na ação referente ao ato que deu causa à demissão, será
reintegrado ao serviço público, com todos os direitos adquiridos. |
| 021 |
Após um dia normal
de trabalho em seu escritório, João, 40 anos, não volta para casa e não
deixa representante ou procurador. É correto afirmar que a propriedade
dos bens de João será definitivamente entregue aos herdeiros: |
| (A) |
logo após o
encerramento das buscas e o subseqüente inventário. |
| (B) |
após o
procedimento de justificação para assentamento de óbito e o subseqüente
inventário. |
|
(C) |
após o transcurso de mais de 10 anos do desaparecimento. |
| (D) |
após a declaração
da morte presumida, sem necessidade de procedimento de ausência. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Arts. 6º e 37 do Código Civil/2002.
Art.
6º - A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se
esta, quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de
sucessão definitiva.
Art.
37. Dez anos depois de passada em julgado a sentença que concede a
abertura da sucessão provisória, poderão os interessados requerer a
sucessão definitiva e o levantamento das cauções prestadas.
|
| 022 |
Segundo o Código
Civil, a desconsideração da personalidade jurídica: |
|
(A) |
deve ser utilizada
sempre que não for possível o ressarcimento de prejuízos pela pessoa
jurídica. |
| (B) |
significa
dissolver a pessoa jurídica para - com o capital arrecadado - pagar os
credores. |
| (C) |
deve ser a regra
nos casos de ações de cobrança de dívidas contra pessoas jurídicas. |
| (D) |
significa estender - em determinados casos - os efeitos de certas
obrigações da pessoa jurídica aos bens particulares dos sócios. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 50 do Código Civil/2002.
Art.
50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo
desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir,
a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber
intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações
de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores
ou sócios da pessoa jurídica. |
| 023 |
O titular de um
direito que o exerce de modo abusivo, excedendo os limites da boa-fé ou
de seu fim social, pratica ato: |
| (A) |
ilícito e que pode ensejar reparação civil. |
| (B) |
lícito, mas que
pode ensejar reparação civil. |
| (C) |
lícito, apesar do
seu abuso. |
|
(D) |
ilícito, mas sem
possibilidade de reparação civil. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
Arts. 187 e 927 do Código Civil/2002.
Art.
187 - Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao
exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim
econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.
Art.
927 - Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a
outrem, fica obrigado a repará-lo. |
| 024 |
Não é exemplo de
solidariedade passiva decorrente da lei a obrigação entre: |
| (A) |
a pluralidade de
fiadores conjuntamente obrigados por uma mesma dívida, perante o credor. |
|
(B) |
a pluralidade de
inquilinos de um mesmo imóvel, perante o locador. |
| (C) |
a pluralidade de
comodatários de um mesmo bem, perante o comodante. |
| (D) |
o fiador e o devedor principal perante o credor. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 827 do Código Civil/2002.
Art.
827 - O fiador demandado pelo pagamento da dívida tem direito a exigir,
até a contestação da lide, que sejam primeiro executados os bens do
devedor.
Parágrafo único: O fiador que alegar o benefício de ordem, a que se
refere este artigo, deve nomear bens do devedor, sitos no mesmo
município, livres e desembargados, quantos bastem para solver o débito. |
| 025 |
Sobre o usufruto,
é errado afirmar que: |
| (A) |
constituído em
favor de dois usufrutuários, extingue-se o usufruto na parte daquele que
falecer. |
| (B) |
constituído em favor de dois usufrutuários, o direito de usufruto do que
vier a falecer acresce à parte do sobrevivente. |
| (C) |
pode recair sobre títulos de crédito. |
|
(D) |
se extingue o
usufruto pelo não uso, ou não fruição, da coisa em que o usufruto recai. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Art. 1.411 do Código Civil/2002.
Art.
1.411 - Constituído o usufruto em favor de duas ou mais pessoas,
extinguir-se-á a parte em relação a cada uma das que falecerem, salvo
se, por estipulação expressa, o quinhão desses couber ao sobrevivente.
|
| 026 |
Sobre o penhor, é
errado afirmar que: |
| (A) |
implica sempre na transferência da posse ao credor, da coisa dada em
garantia. |
| (B) |
se extingue com o
perecimento da coisa dada em garantia. |
|
(C) |
o pagamento de uma
das prestações não implica exoneração correspondente da garantia, ainda
que esta compreenda vários bens. |
| (D) |
o condômino pode
dar em garantia sua parte ideal da coisa, independentemente da
autorização dos demais. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
Art. 1.431, § Único do Código Civil/2002.
Art.
1.431 - Constitui-se o penhor pela transferência efetiva da posse que,
em garantia do débito ao credor ou a quem o represente, faz o devedor,
ou alguém por ele, de uma coisa móvel, suscetível de alienação.
Parágrafo único: No penhor rural, industrial, mercantil e de veículos,
as coisas empenhadas continuam em poder do devedor, que as deve guardar
e conservar. |
| 027 |
A respeito da
comunhão parcial de bens, é correto afirmar que: |
|
(A) |
o apartamento que
o marido adquiriu por sucessão durante o casamento, comunica-se com a
esposa. |
| (B) |
há presunção
absoluta de que os bens móveis pertencem a ambos os cônjuges. |
| (C) |
são incomunicáveis
os bens adquiridos por fato eventual. |
| (D) |
se comunicam os aluguéis do apartamento exclusivamente pertencente ao
marido, desde que percebidos na constância do casamento. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 1.660, V do Código Civil/2002.
Art.
1.660 - Entram na comunhão:
I -
os bens adquiridos na constância do casamento por título oneroso, ainda
que só em nome de um dos cônjuges;
II -
os bens adquiridos por fato eventual, com ou sem o concurso de trabalho
ou despesa anterior;
III
- os bens adquiridos por doação, herança ou legado, em favor de ambos os
cônjuges;
IV -
as benfeitorias em bens particulares de cada cônjuge;
V -
os frutos dos bens comuns, ou dos particulares de cada cônjuge,
percebidos na constância do casamento, ou pendentes ao tempo de cessar a
comunhão. |
| 028 |
Sobre o pacto
antenupcial, é errado afirmar que: |
| (A) |
a escritura
pública é requisito essencial para sua validade. |
| (B) |
o casamento é
requisito essencial para sua eficácia. |
|
(C) |
deve, obrigatoriamente, optar por um dos regimes previstos pelo Código. |
| (D) |
o regime nele
contido poderá ser alterado durante o casamento. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 1.639 do Código Civil/2002.
Art.
1.639 - É lícito aos nubentes, antes de celebrado o casamento,
estipular, quanto aos seus bens, o que lhes aprouver. |
| 029 |
Sobre a sucessão
legítima, é correto afirmar que, na falta de descendentes e ascendentes,
sendo casado o falecido, |
| (A) |
o cônjuge
sobrevivente não será considerado herdeiro necessário. |
| (B) |
herdarão os irmãos
do falecido. |
| (C) |
a sucessão será inteiramente deferida ao cônjuge, ainda que o casamento
tenha sido na separação convencional. |
|
(D) |
o cônjuge terá
direito apenas à meação, enquanto que os demais parentes do falecido
terão direito à sucessão. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 1.829, III do Código Civil/2002.
Art.
1.829 - A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte:
I -
aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se
casado este com o falecido no regime da comunhão universal, ou no da
separação obrigatória de bens (art. 1.640, parágrafo único); ou se, no
regime da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens
particulares;
II -
aos ascendentes, em concorrência com o cônjuge;
III
- ao cônjuge sobrevivente;
IV -
aos colaterais. |
| 030 |
Quanto à sucessão
colateral, é correto afirmar que: |
|
(A) |
deixando o
falecido apenas um tio e um sobrinho, a herança se divide ao meio. |
| (B) |
a única hipótese de representação será em favor dos filhos de irmãos do
falecido. |
| (C) |
não há distinção
entre irmãos bilaterais ou unilaterais do falecido. |
| (D) |
o Código prevê a
concorrência entre o irmão do falecido e a viúva do falecido. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Art. 1.853 do Código Civil/2002.
Art.
1.853 - Na linha transversal, somente se dá o direito de representação
em favor dos filhos de irmãos do falecido, quando com irmãos deste
concorrerem. |
| 031 |
Com relação ao
ônus da prova, é correto afirmar que, em regra, |
| (A) |
sempre é do autor. |
| (B) |
somente será do
réu se disser respeito à relação de consumo. |
| (C) |
cada um tem de provar o fato constitutivo do seu direito. |
|
(D) |
depende do que for
determinado pelo juiz. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 333, I e II do CPC.
Art.
333. O ônus da prova incumbe:
I -
ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito;
II -
ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou
extintivo do direito do autor. |
| 032 |
Leia as
afirmações: I - Reconhecimento jurídico do pedido e confissão vinculam o
juiz; II - Renúncia ao direito e desistência vinculam o juiz; III -
Renúncia ao direito e reconhecimento jurídico levam a uma sentença de
resolução do mérito; IV - Confissão e desistência levam a que seja
extinto o processo sem julgamento de mérito. Pode-se dizer que: |
| (A) |
apenas I é
correta. |
|
(B) |
apenas II é
correta. |
| (C) |
apenas III é correta. |
| (D) |
todas estão
corretas. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 269, V do CPC.
Art.
269. Haverá resolução de mérito:
I -
quando o juiz acolher ou rejeitar o pedido do autor;
II -
quando o réu reconhecer a procedência do pedido;
III
- quando as partes transigirem;
IV -
quando o juiz pronunciar a decadência ou a prescrição;
V -
quando o autor renunciar ao direito sobre que se funda a ação.
|
| 033 |
Relativamente aos
recursos especial e extraordinário, é correto afirmar: |
| (A) |
O recurso
extraordinário tem cabimento, na hipótese de dissídio jurisprudencial,
quando há interpretação de lei federal, por Juízo de primeira instância
ou Tribunal, de maneira divergente daquela conferida pelo acórdão de que
se pretende recorrer. |
| (B) |
O recurso
extraordinário tem cabimento quando a ofensa à Constituição Federal for
indireta, ou seja, quando a decisão recorrida afrontar diretamente lei
ordinária e indiretamente a Constituição Federal. |
|
(C) |
Quando o recurso extraordinário ou o recurso especial não forem
admitidos, cabe agravo de instrumento, dirigido ao Tribunal de origem,
não dependendo do pagamento de custas e despesas postais, no prazo de 10
dias, para o Supremo Tribunal Federal ou para o Superior Tribunal de
Justiça, conforme o caso. |
| (D) |
O recurso
extraordinário, ou o recurso especial, apenas quando interposto contra
decisão interlocutória proferida nos autos de processo cautelar, ficará
retido nos autos e somente será processado se o reiterar a parte, no
prazo para a interposição do recurso contra decisão final, ou para as
contra-razões. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 544, Caput e § 2º do CPC.
Art.
544 - Não admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial,
caberá agravo de instrumento, no prazo de 10 (dez) dias, para o Supremo
Tribunal Federal ou para o Superior Tribunal de Justiça, conforme o
caso.
§ 2º
- A petição de agravo será dirigida à presidência do tribunal de origem,
não dependendo do pagamento de custas e despesas postais. O agravado
será intimado, de imediato, para no prazo de 10 (dez) dias oferecer
resposta, podendo instruí-la com cópias das peças que entender
conveniente. Em seguida, subirá o agravo ao tribunal superior, onde será
processado na forma regimental. |
| 034 |
Sobre a liquidação
de sentença, é incorreto afirmar que: |
| (A) |
será processada
nos mesmos autos, sem a necessidade de instaurar-se um novo processo. |
| (B) |
são duas as espécies, por artigos e cálculo. |
|
(C) |
o pronunciamento
que determina o quantum debeatur é decisão interlocutória e, por isso,
agravável. |
| (D) |
não haverá
liquidação de sentença em procedimento sumário. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Art. 475, A, B, C e E do CPC.
Art.
475-A - Quando a sentença não determinar o valor devido, procede-se à
sua liquidação.
Art.
475-B - Quando a determinação do valor da condenação depender apenas de
cálculo aritmético, o credor requererá o cumprimento da sentença, na
forma do art. 475-J desta Lei, instruindo o pedido com a memória
discriminada e atualizada do cálculo.
Art.
475-C - Far-se-á a liquidação por arbitramento quando:Art. 475-E -
Far-se-á a liquidação por artigos, quando, para determinar o valor da
condenação, houver necessidade de alegar e provar fato novo.
COMENTÁRIO: Os artigos
475-A, 475-B, 475-C e 475-E, incluídos pela Lei 11.232/2005, definem as
condições para a liquidação da sentença ilíquida. Portanto, com bem se
observa, a alternativa "B" é a correta tendo em vista não haver apenas
liquidações por artigos e cálculos, pois, conforme os artigos em comento
há também outras espécies. |
| 035 |
De posse de uma
sentença condenatória, transitada em julgado, onde já se encontra
presente o an debeatur e o quantum debeatur, a parte credora deve: |
|
(A) |
instaurar o
processo de execução, apresentando o cálculo devidamente atualizado e
requerendo a citação para o pagamento em 24 horas, sob pena de penhora. |
| (B) |
apresentar o cálculo devidamente atualizado mais a multa de 10% e
requerer a penhora e avaliação. |
| (C) |
requerer a
instauração da liquidação para apurar o valor do débito devidamente
atualizado, para só depois praticar atos de natureza executiva. |
| (D) |
requerer a citação
do devedor para pagar em 15 dias, sob pena de incidir multa de 10% sobre
o total do débito. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Art. 475-J, § 1º do CPC.
Art.
475-J - Caso o devedor, condenado ao pagamento de quantia certa ou já
fixada em liquidação, não o efetue no prazo de quinze dias, o montante
da condenação será acrescido de multa no percentual de dez por cento e,
a requerimento do credor e observado o disposto no art. 614, inciso II,
desta Lei, expedir-se-á mandado de penhora e avaliação.
§ 1º
- Do auto de penhora e de avaliação será de imediato intimado o
executado, na pessoa de seu advogado (arts. 236 e 237), ou, na falta
deste, o seu representante legal, ou pessoalmente, por mandado ou pelo
correio, podendo oferecer impugnação, querendo, no prazo de quinze dias. |
| 036 |
A autora teve o
seu pedido de justiça gratuita indeferido pelo juiz a quo. Inconformada,
interpõe agravo na forma de instrumento, tendo o Exmo. Relator
determinado a sua conversão em retido. Nesse caso, cabe à parte: |
| (A) |
pedir reconsideração. |
|
(B) |
interpor agravo
interno. |
| (C) |
interpor recurso
especial. |
| (D) |
interpor recurso
extraordinário. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
Art. 527, I a IV e § ùnico do CPC.
Art.
527 - Recebido o agravo de instrumento no tribunal, e distribuído
incontinenti, o relator:
I -
negar-lhe-á seguimento, liminarmente, nos casos do art. 557;
II -
converterá o agravo de instrumento em agravo retido, salvo quando se
tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil
reparação, bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos
aos efeitos em que a apelação é recebida, mandando remeter os autos ao
juiz da causa;
III
- poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso (art. 558), ou deferir,
em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal,
comunicando ao juiz sua decisão;
IV -
poderá requisitar informações ao juiz da causa, que as prestará no prazo
de 10 (dez) dias;
Parágrafo único: A decisão liminar, proferida nos casos dos incisos II e
III do caput deste artigo, somente é passível de reforma no momento do
julgamento do agravo, salvo se o próprio relator a reconsiderar. |
| 037 |
Airton, portador
de determinada moléstia, precisa urgentemente sofrer uma intervenção
cirúrgica, sendo que o seguro saúde está se negando a cobrir as
despesas. Como advogado da parte, qual atitude tomaria? |
| (A) |
Ajuizaria um processo de execução, já que o contrato celebrado entre as
partes é um título executivo extrajudicial. |
| (B) |
Impetraria um
mandado de segurança, já que o seguro saúde está violando o direito
expresso no contrato. |
| (C) |
Pediria uma tutela de urgência, seja como tutela antecipada ou medida
cautelar. |
|
(D) |
Ajuizaria uma
declaratória incidental. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 461, § 3º do CPC.
Art.
461 - Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer
ou não fazer, o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou, se
procedente o pedido, determinará providências que assegurem o resultado
prático equivalente ao do adimplemento.
§ 3º
- Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio
de ineficácia do provimento final, é lícito ao juiz conceder a tutela
liminarmente ou mediante justificação prévia, citado o réu. A medida
liminar poderá ser revogada ou modificada, a qualquer tempo, em decisão
fundamentada. |
| 038 |
Sobre a
competência, é correto afirmar que: |
| (A) |
a incompetência
absoluta deve ser declarada de ofício pelo juiz. |
|
(B) |
quando tratar de
regra territorial, nunca deve ser declarada de ofício pelo juiz. |
| (C) |
a incompetência
relativa é argüida através de exceção de incompetência, e a absoluta, em
preliminar de contestação. |
| (D) |
as partes podem
dispor a respeito de regra de competência relativa, e o juiz deve
declarar a incompetência se se tratar de contrato de adesão. |
|
Alternativa: ( N )
Fundamentação:
Questão cancelada pela Comissão.
|
| 039 |
Assinale a
alternativa correta. |
| (A) |
Na ação revisional
de aluguel, que terá o rito ordinário, o aluguel fixado na sentença
retroage à data da citação, e as diferenças devidas durante a ação de
revisão, descontados os alugueres provisórios satisfeitos, serão pagas
corrigidas, exigíveis, também, a partir da citação. |
| (B) |
É defeso ao Juiz,
na ação de revisão de aluguel, homologar acordo de desocupação. |
|
(C) |
Cabe a ação
revisional de aluguel na pendência de prazo para a desocupação do
imóvel, ou quando tenha sido este estipulado amigável ou judicialmente. |
| (D) |
Na ação revisional de aluguel, se pedido pelo locador, a sentença poderá
estabelecer periodicidade de reajustamento do aluguel diversa daquela
prevista no contrato que está sendo revisado, bem como poderá adotar
outro indexador para o reajustamento do aluguel. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 69, §§ 1º e 2º da Lei 8.245/91.
Art.
69 - O aluguel fixado na sentença retroage à citação, e as diferenças
devidas durante a ação de revisão, descontados os alugueres provisórios
satisfeitos, serão pagas corrigidas, exigíveis a partir do trânsito em
julgado da decisão que fixar o novo aluguel.
§ 1°
- Se pedido pelo locador, ou sublocador, a sentença poderá estabelecer
periodicidade de reajustamento do aluguel diversa daquela prevista no
contrato revisando, bem como adotar outro indexador para reajustamento
do aluguel.
§ 2°
- A execução das diferenças será feita nos autos da ação de revisão. |
| 040 |
Arrematado um
determinado bem, pode ainda acontecer: |
|
(A) |
remição do bem. |
| (B) |
adjudicação. |
| (C) |
embargos à
execução. |
| (D) |
pagamento. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
Art. 787 Caput e § Único do CPC.
Art.
787 - É lícito ao cônjuge, ao descendente, ou ao ascendente do devedor
remir todos ou quaisquer bens penhorados, ou arrecadados no processo de
insolvência, depositando o preço por que foram alienados ou adjudicados.
Parágrafo único: A remição não pode ser parcial, quando há licitante
para todos os bens. |
| 041 |
Dentre os
requisitos de validade de uma patente, insere-se a exigência de que a
invenção: |
| (A) |
seja objeto de
contratos de licenciamento. |
| (B) |
tenha sido
previamente explorada no mercado pelo inventor. |
| (C) |
tenha sua
utilidade pública devidamente atestada por órgão estatal. |
|
(D) |
não esteja compreendida no estado da técnica. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 11, Caput da Lei 9.279/06.
Art.
11 - A invenção e o modelo de utilidade são considerados novos quando
não compreendidos no estado da técnica.
§ 1º
O estado da técnica é constituído por tudo aquilo tornado acessível ao
público antes da data de depósito do pedido de patente, por descrição
escrita ou oral, por uso ou qualquer outro meio, no Brasil ou no
exterior, ressalvado o disposto nos arts. 12, 16 e 17.
§ 2º
Para fins de aferição da novidade, o conteúdo completo de pedido
depositado no Brasil, e ainda não publicado, será considerado estado da
técnica a partir da data de depósito, ou da prioridade reivindicada,
desde que venha a ser publicado, mesmo que subseqüentemente.§ 3º O
disposto no parágrafo anterior será aplicado ao pedido internacional de
patente depositado segundo tratado ou convenção em vigor no Brasil,
desde que haja processamento nacional. |
| 042 |
Uma indústria
lança no mercado um novo modelo de garrafa térmica, cujo único
diferencial é a forma arrojada e inédita. Qual é a proteção adequada
para esse produto, em face da Lei da Propriedade Industrial, sob n.º
9.279/96? |
| (A) |
Patente de
invenção. |
|
(B) |
Desenho industrial. |
| (C) |
Modelo de
utilidade. |
| (D) |
Modelo industrial. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Art. 95 da Lei 9.279/06.
Art.
95 - Considera-se desenho industrial a forma plástica ornamental de um
objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado
a um produto, proporcionando resultado visual novo e original na sua
configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação
industrial. |
| 043 |
Assinale a
afirmativa correta. |
| (A) |
O cheque com cruzamento especial só pode ser pago pelo banco sacado ao
banco indicado ou, se este for o sacado, a cliente seu, mediante crédito
em conta. |
| (B) |
O emitente ou o
portador não podem proibir que o cheque seja pago em dinheiro pelo banco
sacado. |
|
(C) |
O cruzamento geral
de um cheque não pode ser convertido em especial. |
| (D) |
É possível
inutilizar o cruzamento de um cheque. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
Art. 45, Caput da Lei 7.357/85.
Art.
45 - O cheque com cruzamento geral só pode ser pago pelo sacado a banco
ou a cliente do sacado, mediante crédito em conta. O cheque com
cruzamento especial só pode ser pago pelo sacado ao banco indicado, ou,
se este for o sacado, a cliente seu, mediante crédito em conta. Pode,
entretanto, o banco designado incumbir outro da cobrança.
§ 1º
- O banco só pode adquirir cheque cruzado de cliente seu ou de outro
banco. Só pode cobrá-lo por conta de tais pessoas.
§ 2º
- O cheque com vários cruzamentos especiais só pode ser pago pelo sacado
no caso de dois cruzamentos, um dos quais para cobrança por câmara de
compensação.
§ 3º
- Responde pelo dano, até a concorrência do montante do cheque, o sacado
ou o banco portador que não observar as disposições precedentes. |
| 044 |
A atividade de
Representante Comercial Autônomo é fiscalizada: |
|
(A) |
pelos Conselhos
Regionais. |
| (B) |
pelo Conselho
Federal. |
| (C) |
pelo Conselho Federal e Conselhos Regionais. |
| (D) |
pela União. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 6º, da Lei 4.886/65.
Art.
6º - São criados o Conselho Federal e os Conselhos Regionais dos
Representantes Comerciais, aos quais incumbirá a fiscalização do
exercício da profissão, na forma desta Lei.
Parágrafo único: É vedado, aos Conselhos Federal e Regionais dos
Representantes Comerciais, desenvolverem quaisquer atividades não
compreendidas em suas finalidades previstas nesta Lei, inclusive as de
caráter político e partidárias. |
| 045 |
O ato, documento
ou instrumento apresentado para arquivamento na Junta Comercial, será
objeto de exame do cumprimento das formalidades legais e, |
| (A) |
verificada a
existência de vício insanável, será indeferido; quando sanável, o
processo será colocado em exigência, que deverá ser cumprida em 15 dias,
contados da data da ciência pelo interessado ou da publicação do
despacho. |
|
(B) |
verificada a existência de vício insanável, será indeferido; quando
sanável, o processo será colocado em exigência, que deverá ser cumprida
em 30 dias, contados da data da ciência pelo interessado ou da
publicação do despacho. |
| (C) |
verificada a
existência de vício insanável, será indeferido; quando sanável, o
processo será colocado em exigência, que deverá ser cumprida em 5 dias,
contados da data da ciência pelo interessado ou da publicação do
despacho. |
| (D) |
verificada a
existência de vício, sanável ou não, será indeferido, hipótese em que o
interessado deverá promover novo pedido, sujeito à repetição do
pagamento dos preços dos serviços correspondentes. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Art. 40, §§ 1º e 2º da Lei 8.934/94.
Art.
40 - Todo ato, documento ou instrumento apresentado a arquivamento será
objeto de exame do cumprimento das formalidades legais pela Junta
Comercial.
§ 1º
- Verificada a existência de vício insanável, o requerimento será
indeferido; quando for sanável, o processo será colocado em exigência.
§ 2º
- As exigências formuladas pela Junta Comercial deverão ser cumpridas em
até 30 (trinta) dias, contados da data da ciência pelo interessado ou da
publicação do despacho.
§ 3º
- O processo em exigência será entregue completo ao interessado; não
devolvido no prazo previsto no parágrafo anterior, será considerado como
novo pedido de arquivamento, sujeito ao pagamento dos preços dos
serviços correspondentes. |
| 046 |
São as seguintes
as possíveis características das ações em que se divide o capital social
de uma sociedade anônima: |
| (A) |
nominativas ou ao
portador, com ou sem valor nominal, ordinárias, preferenciais ou de
fruição. |
| (B) |
ao portador, com
ou sem valor nominal, ordinárias ou preferenciais. |
| (C) |
nominativas ou ao
portador, com valor nominal, ordinárias ou preferenciais. |
|
(D) |
nominativas, com ou sem valor nominal, ordinárias, preferenciais ou de
fruição. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Arts. 11, 15 e 20 da Lei 6.404/76.
Art.
11 - O estatuto fixará o número das ações em que se divide o capital
social e estabelecerá se as ações terão, ou não, valor nominal.
Art.
15 - As ações, conforme a natureza dos direitos ou vantagens que
confiram a seus titulares, são ordinárias, preferenciais, ou de fruição.
Art.
20 - As ações devem ser nominativas. |
| 047 |
Para se reduzir o
capital de uma sociedade empresária é necessário: |
| (A) |
que a sociedade
tenha os fundos correspondentes ao valor do capital a ser objeto de
redução. |
| (B) |
que os sócios
deliberem sem a necessária motivação. |
|
(C) |
que se constate a existência de perdas irreparáveis ou ser excessivo o
capital em relação ao objeto da sociedade. |
| (D) |
que os sócios
deliberem sem a necessária motivação, e desde que a sociedade tenha os
fundos correspondentes ao valor do capital a ser objeto de redução. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 1.082, I e II da Lei 10.406/2002 - CC.
Art.
1.082 - Pode a sociedade reduzir o capital, mediante a correspondente
modificação do contrato:
I -
depois de integralizado, se houver perdas irreparáveis;
II -
se excessivo em relação ao objeto da sociedade.
|
| 048 |
A sociedade é
nacional: |
| (A) |
quando é organizada de conformidade com a lei brasileira e tem a sede de
sua administração no território brasileiro. |
|
(B) |
quando é
organizada de conformidade com a lei brasileira, tem a sede de sua
administração no território brasileiro, com a totalidade de seu capital
controlado por brasileiros natos. |
| (C) |
quando é
organizada de conformidade com a lei brasileira, tem a sede de sua
administração no território brasileiro, com 2/3 de seu capital
controlado por brasileiros natos. |
| (D) |
quando é
organizada de conformidade com a lei brasileira e tem a sede de sua
administração no território brasileiro, com a maioria de seu capital
controlado por brasileiros natos. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
Art. 1.126, da Lei 10.406/2002 - CC.
Art.
1.126 - É nacional a sociedade organizada de conformidade com a lei
brasileira e que tenha no País a sede de sua administração.
Parágrafo único: Quando a lei exigir que todos ou alguns sócios sejam
brasileiros, as ações da sociedade anônima revestirão, no silêncio da
lei, a forma nominativa. Qualquer que seja o tipo da sociedade, na sua
sede ficará arquivada cópia autêntica do documento comprobatório da
nacionalidade dos sócios. |
| 049 |
O contrato de
locação para fins comerciais: |
| (A) |
não poderá ser
objeto de ação renovatória se o locatário, durante o contrato em vigor,
não tiver explorado seu ramo de comércio por um prazo mínimo, ainda que
descontinuado de 3 anos. |
| (B) |
poderá ser objeto
de ação renovatória, desde que venha a ser proposta até 90 dias antes de
se findar o contrato então em vigor. |
| (C) |
poderá ser objeto
de ação renovatória, proposta por qualquer dos sócios da sociedade
locatária, em qualquer circunstância, ainda que não tenha ela sido
dissolvida. |
|
(D) |
não se resolve pela dissolução da sociedade locatária, em razão da morte
de um dos sócios, desde que o sócio sobrevivente continue no mesmo ramo. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 51, § 3º da Lei 8.245/91 (Lei de Locações).
Art.
51 - Nas locações de imóveis destinados ao comércio, o locatário terá
direito a renovação do contrato, por igual prazo, desde que,
cumulativamente:
I -
o contrato a renovar tenha sido celebrado por escrito e com prazo
determinado;
II -
o prazo mínimo do contrato a renovar ou a soma dos prazos ininterruptos
dos contratos escritos seja de cinco anos;
III
- o locatário esteja explorando seu comércio, no mesmo ramo, pelo prazo
mínimo e ininterrupto de três anos.
1º -
O direito assegurado neste artigo poderá ser exercido pelos cessionários
ou sucessores da locação; no caso de sublocação total do imóvel, o
direito a renovação somente poderá ser exercido pelo sublocatário.
2º -
Quando o contrato autorizar que o locatário utilize o imóvel para as
atividades de sociedade de que faça parte e que a esta passe a pertencer
o fundo de comércio, o direito a renovação poderá ser exercido pelo
locatário ou pela sociedade.
3º -
Dissolvida a sociedade comercial por morte de um dos sócios, o sócio
sobrevivente fica sub-rogado no direito a renovação, desde que continue
no mesmo ramo.
4º -
O direito a renovação do contrato estende - se às locações celebradas
por indústrias e sociedades civis com fim lucrativo, regularmente
constituídas, desde que ocorrentes os pressupostos previstos neste
artigo.
5º -
Do direito a renovação decai aquele que não propuser a ação no
interregno de um ano, no máximo, até seis meses, no mínimo, anteriores à
data da finalização do prazo do contrato em vigor. |
| 050 |
A inabilitação do
falido para qualquer atividade empresarial se dá: |
|
(A) |
a partir de sua
condenação por crime falimentar e enquanto não se der a sua reabilitação
penal. |
| (B) |
a partir da decretação da falência e até a sentença que extingue as suas
obrigações, estendendo-se até 5 anos após a extinção da punibilidade, ou
antes, pela reabilitação penal. |
| (C) |
a partir do
oferecimento da denúncia ou queixa pelo Juiz da jurisdição onde tenha
sido decretada a falência. |
| (D) |
a partir do
recebimento da denúncia ou queixa pelo Juiz da jurisdição onde tenha
sido decretada a falência. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Arts. 102 e 181, § 1º da Lei 11.101/05 (Lei de Recuperação Judicial).
Art.
102 - O falido fica inabilitado para exercer qualquer atividade
empresarial a partir da decretação da falência e até a sentença que
extingue suas obrigações, respeitado o disposto no § 1º do art. 181
desta Lei.
Parágrafo único: Findo o período de inabilitação, o falido poderá
requerer ao juiz da falência que proceda à respectiva anotação em seu
registro.
Art.
181 - São efeitos da condenação por crime previsto nesta Lei:
I –
a inabilitação para o exercício de atividade empresarial;
II –
o impedimento para o exercício de cargo ou função em conselho de
administração, diretoria ou gerência das sociedades sujeitas a esta Lei;
III
– a impossibilidade de gerir empresa por mandato ou por gestão de
negócio.
§ 1º
- Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos, devendo ser
motivadamente declarados na sentença, e perdurarão até 5 (cinco) anos
após a extinção da punibilidade, podendo, contudo, cessar antes pela
reabilitação penal.
§ 2º
- Transitada em julgado a sentença penal condenatória, será notificado o
Registro Público de Empresas para que tome as medidas necessárias para
impedir novo registro em nome dos inabilitados. |
| 051 |
Em relação ao
lugar do crime, o Código Penal vigente adotou a teoria: |
|
(A) |
da atividade. |
| (B) |
do resultado. |
|
(C) |
da ubiqüidade. |
| (D) |
do assentimento. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 6º do CP.
Art.
6º - Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou
omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria
produzir-se o resultado.
COMENTÁRIO:
Conceito de lugar do crime
- A determinação do lugar em que o crime se considera praticado (locus
commissi delicti) é decisiva no tocante à competência penal
internacional. Surge o problema quando o iter se desenrola em lugares
diferentes. Assim, num crime de homicídio em que os atos executórios e o
resultado morte ocorram em locais diversos. Cumpre ter em consideração a
seguinte distinção: ou os lugares diferentes estão no mesmo país, ou em
país diverso. Na primeira hipótese, a questão sobre a competência é
solucionada pelo que se contém no art. 70, caput, do Código de Processo
Penal: "A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se
consumar a infração". Entretanto, posta a questão em termos
internacionais, a solução não é assim tão fácil, uma vez que nem sempre
coincidem as legislações penais internas a respeito da matéria.
Para
a solução do problema têm sido preconizadas três teorias principais: 1ª)
da atividade; 2ª) do resultado; 3ª) da ubiqüidade. De acordo com a
teoria da atividade ou da ação, é considerado lugar do crime aquele em
que o agente desenvolveu a atividade criminosa, isto é, onde praticou os
atos executórios. Segundo a teoria do resultado, também conhecida por
teoria do efeito ou do evento, locus delicti é o lugar da produção do
resultado. Nos termos da teoria da ubiqüidade, mista ou da unidade,
lugar do crime é aquele em que se realizou qualquer dos momentos do iter,
seja da prática dos atos executórios, seja da consumação. O nosso Código
adotou a teoria da ubiqüidade, como se nota no artigo copiado.
|
| 052 |
Na aplicação da
pena, considerando-se que o Código adotou o critério trifásico, na
primeira fase, deve o juiz levar em conta: |
|
(A) |
as circunstâncias
agravantes e atenuantes. |
| (B) |
as causas de
aumento e de diminuição. |
| (C) |
as circunstâncias judiciais. |
| (D) |
as circunstâncias
agravantes e atenuantes e as circunstâncias judiciais. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 68 do CP.
Art.
68 - A pena-base será fixada atendendo-se ao critério do art. 59 deste
Código; em seguida serão consideradas as circunstâncias atenuantes e
agravantes; por último, as causas de diminuição e de aumento.
Parágrafo único: No concurso de causas de aumento ou de diminuição
previstas na parte especial, pode o juiz limitar-se a um só aumento ou a
uma só diminuição, prevalecendo, todavia, a causa que mais aumente ou
diminua.
COMENTÁRIO: Na primeira fase, calcula-se a quantidade de
pena-base, dentre as cominadas no tipo penal, levando-se em conta as
circunstâncias judiciais. Na segunda fase, consideram-se as
circunstâncias legais, atenuantes e agravantes. As circunstâncias
existentes não podem ser desprezadas pelo juiz. São de aplicação
obrigatória.
A
doutrina classifica as circunstâncias em judiciais e legais. São
circunstâncias judiciais as indicadas no artigo 59 do Código Penal,
sendo essenciais à fixação da pena base de quaisquer atos delituosos,
inclusive quando for aplicável somente a pena pecuniária, dentre as
previstas no tipo legal. Portanto, é considerado concretamente pelo juiz
na fixação inicial da pena a ser imposta a qualquer agente praticante de
delito. As circunstâncias legais são específicas ou nominais, constantes
no texto legal, podendo ser: agravantes, atenuantes e causas gerais de
aumento e de diminuição da pena, localizadas da Parte Geral do Código
Penal, e ainda as qualificadoras e causas especiais de aumento e de
diminuição, localizadas na Parte Especial do Código Penal.
|
| 053 |
A respeito da
prescrição, assinale a alternativa incorreta. |
| (A) |
A pena de multa cumulada com pena privativa de liberdade prescreverá em
2 anos, não se levando em conta o tempo de prescrição da pena privativa
de liberdade. |
|
(B) |
Se o criminoso
era, na data da sentença, maior de setenta anos, os prazos
prescricionais devem ser reduzidos de metade. |
| (C) |
Quando se tratar
de crime continuado, a prescrição regula-se pela pena imposta na
sentença, não se computando o acréscimo decorrente da continuação. |
| (D) |
A decisão
confirmatória da pronúncia constitui causa interruptiva da prescrição. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
Art. 114, I e II do CP.
Art.
114 - A prescrição da pena de multa ocorrerá:
I -
em 2 (dois) anos, quando a multa for a única cominada ou aplicada;
II -
no mesmo prazo estabelecido para prescrição da pena privativa de
liberdade, quando a multa for alternativa ou cumulativamente cominada ou
cumulativamente aplicada. |
| 054 |
Para a
configuração do crime de rixa, faz-se necessária a presença de, no
mínimo, |
| (A) |
duas pessoas. |
| (B) |
três pessoas. |
| (C) |
quatro pessoas. |
|
(D) |
cinco pessoas. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Art. 137 do CP.
Art.
137 - Participar de rixa, salvo para separar os contendores:
Parágrafo único - Se ocorre morte ou lesão corporal de natureza grave,
aplica-se, pelo fato da participação na rixa, a pena de detenção, de
seis meses a dois anos.
COMENTÁRIO: A rixa é um crime de concurso necessário (crime
plurissubjetivo), mas com a característica especial de ser concurso
necessário de condutas contrapostas, diferente da maioria dos crimes de
concurso necessário, nos quais as condutas são convergentes (ex.: art.
288, CP, bando ou quadrilha). Desnecessário dizer que, para a sua
existência, é imperioso que haja mais de 2 (dois) participantes, do
contrário teríamos apenas vias de fato ou lesões corporais recíprocas,
dependendo do dolo, pois, nessas condutas, com apenas 2 (dois)
participantes, é possível individualizar-se perfeitamente as suas
condutas e apurar as responsabilidades de cada autor. Também é possível,
para se configurar o número mínimo de participantes para o delito de
rixa, a inclusão de inimputáveis, entretanto o inimputável não será, é
claro, considerado rixoso, mas ao menos um dos rixosos deve ser
imputável. Devendo-se excluir, no entanto, as pessoas que, porventura,
venham a separar ou tentar separar os rixosos. |
| 055 |
O funcionário
público que recebe dinheiro ou o aceita para a realização de falsa
perícia, comete o crime de: |
| (A) |
falso testemunho
ou falsa perícia. |
| (B) |
corrupção passiva. |
|
(C) |
concussão. |
| (D) |
peculato. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Art. 317 do CP.
Art.
317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou
indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em
razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem. |
| 056 |
Quanto à aplicação
da lei penal no espaço, aponte a alternativa incorreta. |
| (A) |
O Código Penal
adotou, como regra, o princípio da territorialidade. |
|
(B) |
Na aplicação do
princípio da territorialidade, território jurídico compreende todo o
espaço em que o Estado exerce a sua soberania. |
| (C) |
Conforme o art. 7.°, inciso I, a, do Código Penal, ficam sujeitos à lei
brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes contra a honra do
Presidente da República Federativa do Brasil. |
| (D) |
A pena cumprida no
estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando
diversas. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 7º, I do CP.
Art.
7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro:
I -
os crimes:
a)
contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; |
| 057 |
Dentre as espécies
de crimes indicados, os que admitem a forma tentada são os: |
|
(A) |
omissivos puros. |
| (B) |
formais. |
| (C) |
unissubsistentes. |
| (D) |
culposos, exceto
na culpa imprópria. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Infrações Penais que não admitem a Tentativa
1)
crimes culposos (salvo a culpa imprópria);
2)
crimes preterdolosos;
3)
crimes omissivos próprios;
4)
contravenções penais (art. 4º, da LCP);
5)
crimes habituais;
6)
delitos de atentado: são aqueles crimes em que a lei pune a tentativa
como se fosse crime consumado, por ex., art. 3º da Lei n.º 4.898/65,
art. 18 da Lei n.º 7.170/83 etc.;
7)
crimes unissubsistentes: são aqueles que se perfazem de um único
ato;
8)
crimes em que a lei exige a produção do resultado para a sua existência.
Ex: art. 122, do CP. Os crimes de mera conduta e os crimes formais
admitem a tentativa. |
| 058 |
O art. 244 do
Código Penal, com redação determinada pela Lei n.o 10.741/03, descreve a
seguinte conduta criminosa: "Deixar, sem justa causa, de prover a
subsistência do cônjuge, ou de filho menor de 18 anos ou inapto para o
trabalho, ou de ascendente inválido ou maior de 60 anos, não lhes
proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de
pensão alimentícia judicialmente acordada, fixada ou majorada; deixar,
sem justa causa, de socorrer descendente ou ascendente, gravemente
enfermo". No caso, a expressão "sem justa causa" constitui: |
| (A) |
elemento normativo do tipo. |
| (B) |
elemento subjetivo
do tipo. |
| (C) |
circunstância de
adequação típica de subordinação mediata. |
|
(D) |
circunstância de
adequação típica de subordinação imediata. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
COMENTÁRIO: O elemento normativo do tipo é o que define
quando os verbos narrados no início do artigo passam a constituir o
crime. A conduta tem que ocorrer sem a autorização e em desacordo com
determinação legal ou regulamentar. |
| 059 |
Assinale a
alternativa que contém, respectivamente, um crime contra a vida, um
crime contra a saúde pública e um crime praticado por funcionário
público contra a administração em geral, definidos no Código Penal. |
|
(A) |
Homicídio,
curandeirismo, sonegação de contribuição previdenciária. |
| (B) |
Homicídio, perigo
de contágio de moléstia grave, corrupção passiva. |
| (C) |
Infanticídio, charlatanismo, advocacia administrativa. |
| (D) |
Rixa,
curandeirismo, corrupção ativa. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Arts. 123, 283 e 321 do CP.
Infanticídio
Art.
123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho,
durante o parto ou logo após.
Charlatanismo
Art.
283 - Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível.
Advocacia administrativa
Art.
321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a
administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário. |
| 060 |
A respeito da
relação de causalidade, assinale a afirmação incorreta. |
| (A) |
O nexo de
causalidade é um dos elementos do fato típico. |
| (B) |
O Código Penal
Brasileiro adotou a teoria da conditio sine qua non, também conhecida
como teoria da equivalência dos antecedentes causais, que considera
causa toda ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. |
|
(C) |
A causa preexistente relativamente independente em relação à conduta do
agente, como é o caso da hemofilia da vítima, que contribui para o
resultado morte no crime de homicídio, rompe o nexo de causalidade,
respondendo o agressor apenas pelos atos até então praticados, no caso,
configuradores do crime de homicídio tentado, ainda que tenha o agente
conhecimento do peculiar estado da vítima. |
| (D) |
A superveniência
de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si
só, produziu o resultado, imputando-se, contudo, os fatos anteriores a
quem os praticou. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
COMENTÁRIO: Dominantemente, entende-se que a lei só admite a
quebra do nexo causal quando a causa relativamente independente
provocadora do resultado for superveniente, ou seja, faz-se uma
interpretação restritiva da norma. Com efeito, ao exame da lei, parece
que a mesma menciona propositadamente, com exclusividade, a causa
relativamente independente, podendo se inferir que a teleologia da norma
é a exclusão das causas relativamente independentes preexistentes e
concomitantes. Assim, é razoável pensar que não há omissão involuntária
no artigo 13, § 1o, do CP. |
| 061 |
Na apuração de
crime de ação penal de iniciativa privada, a instauração do inquérito
policial pode ser: |
| (A) |
feita pela
autoridade policial, independentemente da manifestação do ofendido,
quando houver provas suficientes da existência do crime e de sua
autoria. |
| (B) |
requisitada pelo
órgão do Ministério Público. |
| (C) |
requerida pela
autoridade judiciária. |
| (D) |
requerida pelo ofendido ou por seu representante legal. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 5º, I e II e §§ 4º e 5º do CPP.
Art.
5º - Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado:
I -
de ofício;
II -
mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público,
ou a requerimento do ofendido ou de quem tiver qualidade para
representá-lo.
§ 4º
- O inquérito, nos crimes em que a ação pública depender de
representação, não poderá sem ela ser iniciado.
§ 5º
- Nos crimes de ação privada, a autoridade policial somente poderá
proceder a inquérito a requerimento de quem tenha qualidade para
intentá-la. |
| 062 |
Levando-se em
conta o Código de Processo Penal, da decisão que arquiva o inquérito
policial, a pedido do Ministério Público, |
| (A) |
cabe recurso em
sentido estrito. |
| (B) |
cabe ação penal
privada subsidiária. |
| (C) |
cabe correição
parcial. |
|
(D) |
não cabe qualquer recurso. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 28 do CPP.
Art.
28 - Se o órgão do Ministério Público, ao invés de apresentar a
denúncia, requerer o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer
peças de informação, o juiz, no caso de considerar improcedentes as
razões invocadas, fará remessa do inquérito ou peças de informação ao
procurador-geral, e este oferecerá a denúncia, designará outro órgão do
Ministério Público para oferecê-la, ou insistirá no pedido de
arquivamento, ao qual só então estará o juiz obrigado a atender.
|
| 063 |
O prazo
decadencial de seis meses para o ofendido, ou seu representante legal,
exercer o direito de queixa ou de representação, é contado do dia: |
| (A) |
do fato criminoso. |
| (B) |
em que o ofendido,
ou seu representante legal, levar o fato ao conhecimento da autoridade
policial. |
|
(C) |
em que o ofendido, ou seu representante legal, vier a saber quem é o
autor do crime. |
| (D) |
em que for
concluído o inquérito policial. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 38 do CPP.
Art.
38 - Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante
legal, decairá no direito de queixa ou de representação, se não o
exercer dentro do prazo de 6 (seis) meses, contado do dia em que vier a
saber quem é o autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em que se
esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia.
|
| 064 |
Não faz coisa
julgada no juízo cível a sentença penal que reconheça: |
|
(A) |
ter sido o ato
praticado em estado de necessidade. |
| (B) |
ter sido o ato
praticado em legítima defesa. |
| (C) |
que o fato imputado não constitui crime. |
| (D) |
a inexistência
material do fato. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 66 e 67, I a III do CPP.
Art.
66 - Não obstante a sentença absolutória no juízo criminal, a ação civil
poderá ser proposta quando não tiver sido, categoricamente, reconhecida
a inexistência material do fato.
Art.
67 - Não impedirão igualmente a propositura da ação civil:
I -
o despacho de arquivamento do inquérito ou das peças de informação;
II -
a decisão que julgar extinta a punibilidade;
III
- a sentença absolutória que decidir que o fato imputado não constitui
crime. |
| 065 |
Quanto à
competência, aponte a alternativa incorreta. |
| (A) |
Quando incerto o
limite territorial entre duas comarcas, se a infração for praticada na
divisa, a competência será firmada pela prevenção. |
|
(B) |
No caso de crime continuado, praticado em território de duas ou mais
comarcas, será competente o foro do domicílio do réu. |
| (C) |
O foro competente
para o processo e julgamento dos crimes de estelionato, sob a modalidade
de emissão dolosa de cheque sem provisão de fundos, é o do local onde se
deu a recusa do pagamento pelo sacado. |
| (D) |
Nos casos de
exclusiva ação de iniciativa privada, o querelante poderá preferir o
foro de domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o
lugar da infração. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Art. 83 do CPP.
Art.
83 - Verificar-se-á a competência por prevenção toda vez que,
concorrendo dois ou mais juízes igualmente competentes ou com jurisdição
cumulativa, um deles tiver antecedido aos outros na prática de algum ato
do processo ou de medida a este relativa, ainda que anterior ao
oferecimento da denúncia ou da queixa (arts. 70, § 3o, 71, 72, § 2o, e
78, II, c).
COMENTÁRIO: A alternativa "A" está errada porque neste caso
aplica-se a competência por prevenção. |
| 066 |
Da decisão de
pronúncia do réu, no procedimento do Tribunal do Júri, caberá: |
| (A) |
recurso de
apelação. |
| (B) |
recurso em sentido estrito. |
|
(C) |
recurso de agravo. |
| (D) |
carta testemunhável. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Art. 581, IV CPP.
Art.
581 - Caberá recurso, no sentido estrito, da decisão, despacho ou
sentença:
IV -
que pronunciar ou impronunciar o réu. |
| 067 |
A respeito da
revisão criminal, assinale a alternativa correta. |
| (A) |
Para que o Tribunal conheça da revisão criminal, o acusado não precisa
recolher-se à prisão. |
| (B) |
A decisão que
julgar procedente a revisão criminal pode alterar a classificação da
infração, alterar a pena ou absolver o réu, mas não poderá anular o
processo. |
| (C) |
A revisão criminal
pode ser requerida somente pelo condenado. |
|
(D) |
Não será admitida,
em sede de revisão criminal, a reiteração do pedido. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
Arts. 621, I a III e 622 do CPP.
Art.
621 - A revisão dos processos findos será admitida:
I -
quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei
penal ou à evidência dos autos;II - quando a sentença condenatória se
fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos;
III
- quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do
condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição
especial da pena.
Art.
622 - A revisão poderá ser requerida em qualquer tempo, antes da
extinção da pena ou após. |
| 068 |
Em relação à
execução penal, é correto afirmar que: |
|
(A) |
cabe apelação
quando a decisão do juiz encerra o processo de execução, e agravo quando
resolve questão incidental, como a de progressão de regime. |
| (B) |
o regime
disciplinar diferenciado só é aplicável a condenados reincidentes. |
| (C) |
a remição de pena
não se aplica a dias de estudo, conforme vedação expressa da Lei de
Execução Penal. |
| (D) |
o condenado que cumprir pena em regime semi-aberto poderá se beneficiar
de permissão de saída e de saída temporária, enquanto o condenado em
regime fechado não poderá obter saída temporária, tendo direito à
permissão de saída. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 120 a 122 da Lei 7.210/84 (LEP).
Art.
120 - Os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e
os presos provisórios poderão obter permissão para sair do
estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer um dos seguintes
fatos:
I -
falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente,
descendente ou irmão;
II -
necessidade de tratamento médico (parágrafo único do artigo 14).
Parágrafo único: A permissão de saída será concedida pelo diretor do
estabelecimento onde se encontra o preso.
Art.
121 - A permanência do preso fora do estabelecimento terá a duração
necessária à finalidade da saída.
Art.
122 - Os condenados que cumprem pena em regime semi-aberto poderão obter
autorização para saída temporária do estabelecimento, sem vigilância
direta, nos seguintes casos:
I -
visita à família;
II -
freqüência a curso supletivo profissionalizante, bem como de instrução
do 2º grau ou superior, na Comarca do Juízo da Execução;
III
- participação em atividades que concorram para o retorno ao convívio
social.
|
| 069 |
Nos processos por
crimes punidos com reclusão, o acusado pode arrolar até: |
| (A) |
três testemunhas. |
|
(B) |
cinco testemunhas. |
| (C) |
oito testemunhas. |
| (D) |
dez testemunhas. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 398 do CPP.
Art.
398 - Na instrução do processo serão inquiridas no máximo oito
testemunhas de acusação e até oito de defesa. |
| 070 |
A autoridade
policial pode conceder fiança nos casos de infração punida: |
| (A) |
com reclusão,
detenção e prisão simples. |
| (B) |
apenas com
detenção. |
|
(C) |
apenas com prisão
simples. |
| (D) |
com detenção e prisão simples. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 322 CPP.
Art.
322 - A autoridade policial somente poderá conceder fiança nos casos de
infração punida com detenção ou prisão simples.
|
| 071 |
Sobre o depósito
recursal, exigível no processo do trabalho, é correto dizer: |
| (A) |
deve ser feito no
montante correspondente ao valor da causa, observado o limite previsto
em lei, reajustado periodicamente, por ato do Tribunal Superior do
Trabalho. |
| (B) |
deve ser feito no
montante correspondente ao valor da causa, sem limite pré-determinado,
ressalvada a concessão de benefício da justiça gratuita ao empregado,
que torna dispensável a exigência. |
| (C) |
deve ser feito no
montante correspondente ao arbitrado para a condenação, sem limite
pré-determinado, ressalvada a concessão de benefício da justiça gratuita
ao empregado que torna dispensável a exigência. |
|
(D) |
deve ser feito no montante correspondente ao arbitrado para a
condenação, observado o limite previsto em lei, reajustado
periodicamente, por ato do Tribunal Superior do Trabalho, não sendo
exigível do empregado sucumbente. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 899, § 6º da CLT.
Art.
899 - Os recursos serão interpostos por simples petição e terão efeito
meramente devolutivo, salvo as exceções previstas neste Título,
permitida a execução provisória até a penhora.
§ 6º
- Quando o valor da condenação, ou o arbitrado para fins de custas,
exceder o limite de 10 (dez) vezes o salário-mínimo da região, o
depósito para fins de recursos será limitado a este valor. |
| 072 |
O prazo para
preparação da defesa escrita, no procedimento trabalhista ordinário, em
regra, |
| (A) |
não fica sujeito a lapso fixo de tempo, assegurado, todavia, o mínimo de
5 dias. |
| (B) |
é de 15 dias, a
contar da juntada, aos autos, do comprovante de recebimento da
notificação inicial. |
|
(C) |
é de 15 dias, a
contar do recebimento da notificação inicial. |
| (D) |
é de 5 dias, a
contar da juntada, aos autos, do comprovante de recebimento da
notificação inicial. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
Art. 841 da CLT.
Art.
841 - Recebida e protocolada a reclamação, o escrivão ou secretário,
dentro de 48 (quarenta e oito) horas, remeterá a segunda via da petição,
ou do termo, ao reclamado, notificando-o ao mesmo tempo, para comparecer
à audiência do julgamento, que será a primeira desimpedida, depois de 5
(cinco) dias. |
| 073 |
O Tribunal
Superior do Trabalho divide-se em: |
| (A) |
Câmaras, Turmas e
Tribunal Pleno. |
|
(B) |
Turmas, Seções e Tribunal Pleno. |
| (C) |
Câmaras, Seções e
Conselho Pleno. |
| (D) |
Câmaras, Grupos de
Câmaras e Tribunal Pleno. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Art. 690, § Único da CLT.
Art.
690 - O Tribunal Superior do Trabalho, com sede na Capital da República
e jurisdição em todo o território nacional, é a instância suprema da
Justiça do Trabalho.
Parágrafo único: O Tribunal funciona na plenitude de sua composição ou
dividido em Turmas, com observância da paridade de representação de
empregados e empregadores.
COMENTÁRIO: Para racionalizar sua atuação e tornar mais
eficiente a prestação jurisdicional, o TST se divide em Tribunal
Pleno, Seção Administrativa, duas Seções Especializadas
(dissídios coletivos e individuais) e cinco Turmas. Fonte: TST. |
| 074 |
Relativamente ao
trabalho do menor, é correto dizer: |
|
(A) |
é vedada a
prestação de horas extras pelo menor. |
| (B) |
a jornada máxima
de trabalho permitida ao menor é de 6 horas. |
| (C) |
é proibido o
trabalho do menor de 14 anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de
21 anos. |
| (D) |
contra o menor não corre nenhum prazo de prescrição. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 440 da CLT.
Art.
440 - Contra os menores de 18 (dezoito) anos não corre nenhum prazo de
prescrição. |
| 075 |
A contratação de
emprego mediante pagamento apenas de comissão, sem garantia de valor
mensal fixo, |
| (A) |
é ilegal. |
| (B) |
só é permitida se
o valor das comissões for superior ao salário mínimo mensal. |
| (C) |
é permitida, mas, caso o valor das comissões não alcance o montante do
salário mínimo, fica o empregador obrigado a completar o pagamento até
esse montante, vedada a compensação nos meses subseqüentes. |
|
(D) |
é permitida, mas,
caso o valor das comissões não alcance o montante do salário mínimo,
fica o empregador obrigado a completar o pagamento até esse montante,
admitida a compensação apenas no mês imediatamente subseqüente, não nos
seguintes. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 7º, VII da CF/88.
Art.
7º - São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que
visem à melhoria de sua condição social:
VII
- garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem
remuneração variável. |
| 076 |
Sobre a justa
causa para dispensa de empregado, é correto dizer: |
| (A) |
todas as hipóteses
estão tipificadas, de modo taxativo, no art. 482, da CLT. |
|
(B) |
as hipóteses estão
mencionadas no art. 482, da CLT, sendo o rol, todavia, exemplificativo. |
| (C) |
além das hipóteses referidas no art. 482, da CLT, existem outras
hipóteses, em diferentes dispositivos da mesma CLT. |
| (D) |
trata-se de
conceito jurídico indeterminado, sem previsão de hipóteses na CLT,
cabendo ao juiz determinar as situações que caracterizam tal conceito. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Arts. 240 e 508 da CLT.
Art.
240 - Nos casos de urgência ou de acidente, capazes de afetar a
segurança ou regularidade do serviço, poderá a duração do trabalho ser
excepcionalmente elevada a qualquer número de horas, incumbindo à
Estrada zelar pela incolumidade dos seus empregados e pela possibilidade
de revezamento de turmas, assegurando ao pessoal um repouso
correspondente e comunicando a ocorrência ao Ministério do Trabalho,
Industria e Comercio, dentro de 10 (dez) dias da sua verificação.
Parágrafo único: Nos casos previstos neste artigo, a recusa, sem causa
justificada, por parte de qualquer empregado, à execução de serviço
extraordinário será considerada falta grave.
Art.
508 - Considera-se justa causa, para efeito de rescisão de
contrato de trabalho do empregado bancário, a falta contumaz de
pagamento de dúvidas legalmente exigíveis. |
| 077 |
O desconto de dano
causado pelo empregado a equipamento do empregador é: |
|
(A) |
proibido por lei. |
| (B) |
proibido, salvo
disposição em contrário no contrato de trabalho. |
| (C) |
permitido em caso de dolo, independentemente de previsão contratual. |
| (D) |
permitido, em
regra, salvo previsão contratual em sentido contrário. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 462, § 1º da CLT.
Art.
462 - Ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos salários do
empregado, salvo quando este resultar de adiantamentos, de dispositivos
de lei ou de contrato coletivo.
§ 1º
- Em caso de dano causado pelo empregado, o desconto será lícito, desde
de que esta possibilidade tenha sido acordada ou na ocorrência de dolo
do empregado. |
| 078 |
A contribuição
sindical do empregado corresponde: |
| (A) |
à remuneração de um dia de trabalho. |
| (B) |
a 1% do salário
anual, excluídas as parcelas variáveis. |
|
(C) |
a 1% do salário
semestral, incluídas, pela média, as parcelas variáveis. |
| (D) |
ao valor fixado
pelo sindicato, observado o limite máximo de 1/100 do salário anual do
empregado. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
Art. 580, I da CLT.
Art.
580 - A contribuição sindical será recolhida, de uma só vez, anualmente,
e consistirá:
I -
Na importância correspondente à remuneração de um dia de trabalho, para
os empregados, qualquer que seja a forma da referida remuneração.
|
| 079 |
A diretoria dos
sindicatos é composta de: |
| (A) |
diretores eleitos
pela assembléia geral, em número fixado pela assembléia geral, tendo
estabilidade no emprego apenas os titulares. |
| (B) |
diretores eleitos pela assembléia geral, no máximo sete e no mínimo
três, todos com estabilidade no emprego, inclusive os suplentes. |
| (C) |
diretores eleitos
pela assembléia geral e nomeados pelo conselho fiscal, até o limite de
cinco em cada caso, tendo estabilidade no emprego apenas os primeiros,
inclusive seus suplentes. |
|
(D) |
diretores eleitos
pela assembléia geral e nomeados pelo conselho fiscal, até o limite de
cinco em cada caso, tendo estabilidade no emprego apenas os primeiros,
desde que titulares. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Art. 522 e 543, § 3º da CLT.
Art.
522 - A administração do sindicato será exercida por uma diretoria
constituída no máximo de sete e no mínimo de três membros e de um
Conselho Fiscal composto de três membros, eleitos esses órgãos pela
Assembléia Geral.
Art.
543 - O empregado eleito para cargo de administração sindical ou
representação profissional, inclusive junto a órgão de deliberação
coletiva, não poderá ser impedido do exercício de suas funções, nem
transferido para lugar ou mister que lhe dificulte ou torne impossível o
desempenho das suas atribuições sindicais.
§ 3º
- Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado, a
partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou
representação de entidade sindical ou de associação profissional, até 1
(um) ano após o final do seu mandato, caso seja eleito inclusive como
suplente, salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos
desta Consolidação. |
| 080 |
São órgãos do
Ministério Público do Trabalho: |
| (A) |
Promotores do
Trabalho, Procuradores do Trabalho e Procurador Geral da Justiça do
Trabalho. |
|
(B) |
Procuradores do Trabalho, Procuradores Regionais do Trabalho e
Procurador Geral do Trabalho. |
| (C) |
Procuradores do
Trabalho, Procuradores Nacionais do Trabalho e Procurador Geral da
Justiça do Trabalho. |
| (D) |
Promotores da
Justiça do Trabalho, Procuradores da Justiça do Trabalho e Procurador
Geral da Justiça do Trabalho. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Arts. 740, 741 e 742 da CLT.
Art.
740 - A Procuradoria da Justiça do Trabalho compreende:
a) 1
(uma) Procuradoria-Geral, que funcionará junto ao Tribunal Superior do
Trabalho;
b) 8
(oito) Procuradorias Regionais, que funcionarão junto aos Tribunais
Regionais do Trabalho.
Art.
741 - As Procuradorias Regionais são subordinadas diretamente ao
procurador-geral.
Art.
742 - A Procuradoria-Geral é constituída de 1 (um) procurador-geral e de
procuradores.
Parágrafo único: As Procuradorias Regionais compõem-se de 1 (um)
procurador regional, auxiliado, quando necessário, por procuradores
adjuntos. |
| 081 |
Sobre a
Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico - CIDE, devida pelas
pessoas jurídicas signatárias de contratos que tenham por objeto
serviços técnicos e de assistência administrativa e semelhantes a serem
prestados por residentes ou domiciliados no exterior, bem assim pelas
pessoas jurídicas que pagarem, creditarem, entregarem, empregarem ou
remeterem royalties, a qualquer título, a beneficiários residentes ou
domiciliados no exterior (CIDE - Royalties), assinale a alternativa
correta. |
| (A) |
O contribuinte da
CIDE - Royalties é o beneficiário do rendimento residente ou domiciliado
no exterior, sendo a fonte pagadora no Brasil responsável pelo
recolhimento dessa contribuição aos cofres públicos. |
| (B) |
A alíquota da CIDE - Royalties é de 10%. |
| (C) |
Compete às
secretarias da fazenda estaduais a administração e a fiscalização da
CIDE - Royalties. |
|
(D) |
Nas hipóteses em
que houver a incidência da CIDE - Royalties não será exigido o Imposto
de Renda Retido na Fonte - IRRF. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Art. 2º, § 4º da Lei 10.168/00.
Art.
2º - Para fins de atendimento ao Programa de que trata o artigo
anterior, fica instituída contribuição de intervenção no domínio
econômico, devida pela pessoa jurídica detentora de licença de uso ou
adquirente de conhecimentos tecnológicos, bem como aquela signatária de
contratos que impliquem transferência de tecnologia, firmados com
residentes ou domiciliados no exterior.
§ 4º
- A alíquota da contribuição será de 10% (dez por cento). |
| 082 |
Sobre a imunidade
recíproca prevista no artigo 150, VI, a, da Constituição Federal, é
incorreto afirmar que: |
|
(A) |
consiste na
vedação à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios de
instituir impostos sobre o patrimônio, renda ou serviços, uns dos
outros. |
| (B) |
é extensiva às
autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no
que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas
finalidades essenciais ou às delas decorrentes. |
| (C) |
não se aplica ao
patrimônio, à renda e aos serviços, relacionados com exploração de
atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos
privados, ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou
tarifas pelo usuário, nem exonera o promitente comprador da obrigação de
pagar imposto relativamente ao bem imóvel. |
| (D) |
estabelece que as empresas públicas não devem pagar imposto de renda
sobre os lucros que apurarem, mas que tal disposição não se aplica às
sociedades de economia mista. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 150, VI, "A", §§ 2º e 3º da CF/88.
Art.
150 - Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é
vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
VI -
instituir impostos sobre:
a)
patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros;
§ 2º
- A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às autarquias e às fundações
instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao
patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas finalidades
essenciais ou às delas decorrentes.§ 3º - As vedações do inciso VI, "a",
e do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio, à renda e aos
serviços, relacionados com exploração de atividades econômicas regidas
pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que haja
contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem
exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto
relativamente ao bem imóvel.
COMENTÁRIO:
As alternativas "A", "B" e "C" estão em conformidade com o que
prescreve o artigo em epígrafe da Constituição Federal. Restando,
portanto, a alternativa "D" como incorreta, uma vez que inexiste tal
previsibilidade ali mencionada.
|
| 083 |
Assinale a
alternativa incorreta acerca do Imposto sobre Produtos Industrializados
- IPI. |
| (A) |
É um tributo
seletivo, em função da essencialidade do produto. |
| (B) |
Não incide sobre
produtos industrializados destinados ao exterior. |
|
(C) |
O aumento de sua alíquota somente pode ser cobrado a partir do exercício
financeiro seguinte ao da publicação da lei prevendo tal aumento, em
atenção ao princípio da anterioridade. |
| (D) |
É um tributo
não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação com o
montante cobrado nas anteriores. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 150, III, "B", § 1º e 153, I da CF/88.
Art.
150 - Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é
vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
III
- cobrar tributos:
a)
em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da
lei que os houver instituído ou aumentado;
b)
no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os
instituiu ou aumentou.
§ 1º
- A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos previstos nos
arts. 148, I, 153, I, II, IV e V; e 154, II.
Art.
153 - Compete à União instituir impostos sobre:
I -
importação de produtos estrangeiros - IPI.
COMENTÁRIO: Note-se que a alternativa "C" está incorreta em
razão de prever a cobrança somente à partir do exercício seguinte, fato
que ao IPI não se aplica esta vedação. |
| 084 |
Compete aos
Municípios instituir impostos sobre: |
|
(A) |
propriedade predial e territorial urbana; transmissão inter vivos, a
qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou
acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de
garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição; serviços de
qualquer natureza, não compreendidos na competência dos Estados e do
Distrito Federal, definidos em lei complementar. |
| (B) |
operações de
crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários;
transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos;
serviços de qualquer natureza, não compreendidos na competência dos
Estados e do Distrito Federal, definidos em lei complementar. |
| (C) |
propriedade
predial e territorial urbana; transmissão causa mortis e doação, de
quaisquer bens ou direitos; serviços de qualquer natureza, não
compreendidos na competência dos Estados e do Distrito Federal,
definidos em lei complementar. |
| (D) |
propriedade de
veículos automotores; transmissão inter vivos, a qualquer título, por
ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de
direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de
direitos a sua aquisição; prestações de serviços de transporte
interestadual e intermunicipal e de comunicação. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
Art. 156, I a III da CF/88.
Art.
156 - Compete aos Municípios instituir impostos sobre:
I -
propriedade predial e territorial urbana;
II -
transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens
imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre
imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua
aquisição;
III
- serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II,
definidos em lei complementar. |
| 085 |
A legislação
estabelece que os rendimentos da prestação de serviços pagos,
creditados, entregues, empregados ou remetidos, por fonte situada no
Brasil, a pessoa física ou jurídica residente no exterior, estão
sujeitos à incidência do Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF. Sobre
essa previsão legal, assinale a alternativa correta. |
| (A) |
O IRRF incide na
alíquota de 25%, independentemente da natureza dos serviços prestados. |
| (B) |
O recolhimento do
IRRF gera um crédito tributário para a fonte pagadora situada no Brasil
compensar com o Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas - IRPJ. |
| (C) |
Compete à fonte pagadora reter o IRRF, que será descontado da
remuneração, mas a legislação permite à fonte pagadora assumir o ônus do
imposto devido pelo beneficiário, hipótese em que deverá haver o
reajustamento do respectivo rendimento bruto sobre o qual recairá o
imposto. |
|
(D) |
O produto da
arrecadação do IRRF cabe, integralmente, ao Município em que está
estabelecida a fonte pagadora do rendimento. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 685 do Decreto 3.000/99 - RIR/99.
Art.
685 - Os rendimentos, ganhos de capital e demais proventos pagos,
creditados, entregues, empregados ou remetidos, por fonte situada no
País, a pessoa física ou jurídica residente no exterior, estão sujeitos
à incidência na fonte.
Art.
717 - Compete à fonte reter o imposto de que trata este Título, salvo
disposição em contrário. |
| 086 |
Assinale a
alternativa que não apresenta uma das características da definição de
tributo prevista no Código Tributário Nacional - CTN. |
| (A) |
Tributo não
constitui sanção de ato ilícito. |
|
(B) |
Tributo pode ser instituído por decreto. |
| (C) |
Tributo é cobrado
mediante atividade administrativa plenamente vinculada. |
| (D) |
Tributo é uma
prestação pecuniária compulsória, em moeda, ou cujo valor nela se possa
exprimir. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Art. 3º do CTN e 150, I da CF/88.
Art.
3º - Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo
valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito,
instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente
vinculada.
Art.
150 - Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é
vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I -
exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça.
COMENTÁRIO: A alternativa "B" apresenta uma situação errônea,
pois somente a lei, conforme o inciso I, do artigo 150, Constituição
Federal, pode constituir tributo, portanto, por decreto não se pode. |
| 087 |
Sobre a
responsabilidade dos sucessores, o Código Tributário Nacional - CTN -
estabelece que a pessoa natural ou jurídica de direito privado que
adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou
estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a
respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou
nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou
estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato, |
| (A) |
integralmente, em
qualquer hipótese, pois fica caracterizada a sucessão tributária. |
| (B) |
integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria
ou atividade. |
| (C) |
subsidiariamente
com o alienante, em qualquer hipótese, cabendo ao Fisco exigir,
primeiramente, o adimplemento dos débitos tributários do contribuinte
original. |
|
(D) |
subsidiariamente
com o alienante, se as partes tiverem firmado instrumento particular
estabelecendo expressamente que a responsabilidade pelo pagamento dos
tributos devidos até à data da aquisição do fundo de comércio ou
estabelecimento comercial, industrial ou profissional é do alienante. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Art. 133, I do CTN.
Art.
133 - A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de
outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento
comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva
exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome
individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou
estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato:
I -
integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria
ou atividade. |
| 088 |
Assinale a
alternativa incorreta. |
| (A) |
As taxas somente podem ser cobradas pela utilização efetiva de um
serviço público específico e divisível e não por sua utilização
potencial. |
| (B) |
A competência
tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou
fiscalizar tributos. |
|
(C) |
A imunidade de
impostos sobre o patrimônio, a renda ou serviços dos partidos políticos,
inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das
instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos,
está subordinada à observância dos seguintes requisitos por essas
entidades; I - não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de
suas rendas, a qualquer título; II - aplicarem integralmente, no País,
os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais; III -
manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos
de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. |
| (D) |
A contribuição de
melhoria cobrada pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou
pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, é
instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra
valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada, e,
como limite individual, o acréscimo de valor que da obra resultar para
cada imóvel beneficiado. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
Art. 145, II do CTN.
Art.
145 - A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão
instituir os seguintes tributos:
I -
impostos;
II -
taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização,
efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis,
prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição;
III
- contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas. |
| 089 |
São hipóteses de
suspensão da exigibilidade do crédito tributário: |
|
(A) |
a moratória e a
transação. |
| (B) |
o depósito do seu
montante integral e a remissão. |
| (C) |
as reclamações e
os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário
administrativo, e o pagamento. |
| (D) |
a concessão de medida liminar em mandado de segurança e o parcelamento. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 151, IV e VI do CTN.
Art.
151 - Suspendem a exigibilidade do crédito tributário:
I -
moratória;
II -
o depósito do seu montante integral;
III
- as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do
processo tributário administrativo;
IV -
a concessão de medida liminar em mandado de segurança;
V –
a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras
espécies de ação judicial;
VI –
o parcelamento.
Parágrafo único: O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento das
obrigações assessórios dependentes da obrigação principal cujo crédito
seja suspenso, ou dela conseqüentes. |
| 090 |
Assinale a
alternativa incorreta. |
|
(A) |
Tem os mesmos
efeitos da certidão negativa, a certidão de que conste a existência de
créditos não vencidos, em curso de cobrança executiva, em que tenha sido
efetivada a penhora, ou cuja exigibilidade esteja suspensa. |
| (B) |
A responsabilidade
por infrações é excluída pela denúncia espontânea da infração,
acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros
de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade
administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. |
| (C) |
Compete
privativamente à autoridade administrativa: constituir o crédito
tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento
administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da
obrigação correspondente; determinar a matéria tributável; calcular o
montante do tributo devido; identificar o sujeito passivo e, sendo o
caso, propor a aplicação da penalidade cabível. |
| (D) |
O Código Tributário Nacional - CTN - permite, em algumas hipóteses, a
compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação
judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da
respectiva decisão judicial. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 170-A do CTN.
Art.
170-A - É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo,
objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito
em julgado da respectiva decisão judicial.
COMENTÁRIO: Conforme aduz o artigo em lide, veda-se a
compensação nas condições citadas. |
|
ÉTICA PROFISSIONAL E
ESTATUTO |
| 091 |
O mandato para o
advogado, para agir em juízo, |
| (A) |
não pode ser outorgado exclusivamente para uma sociedade de advogados. |
| (B) |
pode ser outorgado
exclusivamente para uma sociedade de advogados, hipótese em que ficam
automaticamente habilitados apenas os sócios. |
| (C) |
pode ser outorgado
exclusivamente para uma sociedade de advogados, hipótese em que ficam
automaticamente habilitados os sócios e os advogados com vínculo
empregatício. |
|
(D) |
pode ser outorgado
exclusivamente para uma sociedade de advogados, ficando a cargo dela a
indicação dos profissionais que ficam habilitados a agir em juízo. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
Art. 15, § 3º da Lei 8.906/94 - EAOAB.
Art.
15 - Os advogados podem reunir-se em sociedade civil de prestação de
serviço de advocacia, na forma disciplinada nesta lei e no regulamento
geral.
§ 3º
- As procurações devem ser outorgadas individualmente aos advogados e
indicar a sociedade de que façam parte.
|
| 092 |
É direito do
advogado: |
| (A) |
retirar-se, após
comunicação protocolizada em juízo, do recinto onde se encontre
aguardando pregão para ato judicial, após 30 minutos do horário
designado, ainda que nele se encontre a autoridade que deva presidir tal
ato. |
| (B) |
retirar-se, após comunicação protocolizada em juízo, do recinto onde se
encontre aguardando pregão para ato judicial, decorridos 30 minutos do
horário designado e ao qual ainda não tenha comparecido a autoridade que
deva presidir tal ato. |
| (C) |
retirar-se,
independentemente de comunicação, do recinto onde se encontre aguardando
pregão para ato judicial, após 30 minutos do horário designado e ao qual
ainda não tenha comparecido a autoridade que deva presidir tal ato. |
|
(D) |
retirar-se,
independentemente de comunicação, do recinto onde se encontre aguardando
pregão para ato judicial, após 30 minutos do horário designado, ainda
que nele se encontre a autoridade que deva presidir tal ato. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Art. 7º, XX da Lei 8.906/94 - EAOAB.
Art.
7º - São direitos do advogado:
XX -
retirar-se do recinto onde se encontre aguardando pregão para ato
judicial, após trinta minutos do horário designado e ao qual ainda não
tenha comparecido a autoridade que deva presidir a ele, mediante
comunicação protocolizada em juízo. |
| 093 |
Assinale a
afirmativa incorreta. |
| (A) |
É permitida a
revisão do processo disciplinar, perante o próprio órgão julgador, por
erro de julgamento ou por condenação baseada em falsa prova. |
|
(B) |
É designado
defensor dativo ao advogado que é declarado revel em processo
disciplinar. |
| (C) |
O processo
disciplinar tramita em sigilo, só tendo acesso às suas informações as
partes, seus defensores e a autoridade judiciária competente. |
| (D) |
É de 30 dias o prazo para interposição de recurso nos processos
disciplinares. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 69 da Lei 8.906/94 - EAOAB.
Art.
69 - Todos os prazos necessários à manifestação de advogados,
estagiários e terceiros, nos processos em geral da OAB, são de quinze
dias, inclusive para interposição de recursos. |
| 094 |
Os honorários de
sucumbência são: |
|
(A) |
integralmente
devidos à sociedade de advogados, qualquer que seja o vínculo desta com
os advogados. |
| (B) |
integralmente
devidos à sociedade empregadora, que não seja sociedade de advogados,
desde que os advogados tenham sido contratados para atuarem em regime de
dedicação exclusiva. |
| (C) |
integralmente devidos aos advogados empregados, salvo quando se tratar
de vínculo empregatício com sociedade de advogados. |
| (D) |
partilhados entre
os advogados empregados e a sociedade empregadora, desde que não seja
uma sociedade de advogados. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 21 e 23 da Lei 8.906/94 - EAOAB.
Art.
21 - Nas causas em que for parte o empregador, ou pessoa por este
representada, os honorários de sucumbência são devidos aos advogados
empregados.
Parágrafo único: Os honorários de sucumbência, percebidos por advogado
empregado de sociedade de advogados são partilhados entre ele e a
empregadora, na forma estabelecida em acordo.
Art.
23 - Os honorários incluídos na condenação, por arbitramento ou
sucumbência, pertencem ao advogado, tendo este direito autônomo para
executar a sentença nesta parte, podendo requerer que o precatório,
quando necessário, seja expedido em seu favor. |
| 095 |
Assinale a
afirmativa correta. |
| (A) |
Não é incompatível
o exercício da advocacia pelos militares da ativa. |
| (B) |
Os docentes de cursos jurídicos, vinculados à Faculdade de Direito da
Universidade de São Paulo, não estão impedidos de advogar contra a
Fazenda Pública. |
|
(C) |
Apenas em causa
própria pó de ser exercida a advocacia pelos profissionais que ocupem a
função de direção ou gerência de instituições financeiras. |
| (D) |
Os dirigentes de
órgãos jurídicos da Administração Pública estão impedidos para o
exercício da advocacia apenas contra a Fazenda Pública que os remunere
ou à qual seja vinculada a entidade empregadora. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Art. 30, § Único da Lei 8.906/94 - EAOAB.
Art.
30 - São impedidos de exercer a advocacia:
I -
os servidores da administração direta, indireta e fundacional, contra a
Fazenda Pública que os remunere ou à qual seja vinculada a entidade
empregadora;
II -
os membros do Poder Legislativo, em seus diferentes níveis, contra ou a
favor das pessoas jurídicas de direito público, empresas públicas,
sociedades de economia mista, fundações públicas, entidades paraestatais
ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público.
Parágrafo único: Não se incluem nas hipóteses do inciso I os docentes
dos cursos jurídicos. |
| 096 |
A eleição dos
integrantes da lista, constitucionalmente prevista, para preenchimento
dos cargos nos Tribunais Judiciários, é da competência do: |
| (A) |
Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, na forma do
provimento do Conselho Federal, nos Tribunais instalados no âmbito de
sua jurisdição. |
|
(B) |
Conselho Seccional
da Ordem dos Advogados do Brasil, na forma do provimento do próprio
Conselho, nos Tribunais instalados no âmbito de sua jurisdição. |
| (C) |
Conselho Federal
da Ordem dos Advogados do Brasil, na forma do Provimento do próprio
Conselho, ainda que se trate de Tribunal Estadual ou Regional. |
| (D) |
órgão especial do
Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, na forma do
Provimento do próprio Conselho, ainda que se trate de Tribunal Estadual
ou Regional. |
|
Alternativa: ( A )
Fundamentação:
Art. 58, XIV da Lei 8.906/94 - EAOAB.
Art.
58 - Compete privativamente ao Conselho Seccional:
XIV
- eleger as listas, constitucionalmente previstas, para preenchimento
dos cargos nos tribunais judiciários, no âmbito de sua competência e na
forma do Provimento do Conselho Federal, vedada a inclusão de membros do
próprio Conselho e de qualquer órgão da OAB.
|
| 097 |
A ação de cobrança
de honorários do advogado prescreve em 5 anos, contados: |
|
(A) |
da data da
assinatura do instrumento de mandato. |
| (B) |
da data da
assinatura do contrato de honorários. |
| (C) |
do vencimento do contrato de honorários. |
| (D) |
da data em que o
advogado apresenta a nota de seus honorários. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 25, I do CED da EAOAB.
Art.
25 - Prescreve em cinco anos a ação de cobrança de honorários de
advogado, contado o prazo:
I -
do vencimento do contrato, se houver. |
| 098 |
A intervenção nas
Subseções do Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil poderá
ocorrer por deliberação: |
| (A) |
da maioria dos
membros do Conselho Federal. |
| (B) |
da maioria dos
membros do Conselho Seccional, referendada pelo Conselho Federal. |
| (C) |
de 2/3 dos membros
do Conselho Federal. |
|
(D) |
de 2/3 dos membros do Conselho Seccional. |
|
Alternativa: ( D )
Fundamentação:
Art. 58, XV e 60, § 6º da Lei 8.906/94 - EAOAB.
Art.
58 - Compete privativamente ao Conselho Seccional:
XV -
intervir nas Subseções e na Caixa de Assistência dos Advogados;
Art.
60 - A Subseção pode ser criada pelo Conselho Seccional, que fixa sua
área territorial e seus limites de competência e autonomia.
§ 6º
- O Conselho Seccional, mediante o voto de dois terços de seus membros,
pode intervir nas Subseções, onde constatar grave violação desta lei ou
do regimento interno daquele. |
| 099 |
A representação
para se dar início a um processo disciplinar poderá ser feita pelo: |
| (A) |
interessado, que
não precisará se identificar. |
| (B) |
interessado,
obrigatoriamente assistido por advogado. |
|
(C) |
próprio interessado, bastando que a apresente por escrito ou seja tomada
por termo. |
| (D) |
interessado, que
será assistido por advogado dativo quando não tiver constituído
advogado. |
|
Alternativa: ( C )
Fundamentação:
Art. 51 do CED e 72 da Lei 8.906/94 - EAOAB.
Art.
51 - O processo disciplinar instaura-se de ofício ou mediante
representação dos interessados, que não pode ser anônima.
Art.
72 - O processo disciplinar instaura-se de ofício ou mediante
representação de qualquer autoridade ou pessoa interessada.
|
| 100 |
Os recursos ao
Conselho Federal são admitidos: |
| (A) |
apenas contra
decisões dos Conselhos Seccionais que contrariem a Lei n.o 8.906/94,
contra decisão do Conselho Federal, ou de outro Conselho Seccional e,
ainda, contra o Regulamento Geral, o Código de Ética e Disciplina e os
Provimentos. |
| (B) |
contra decisões dos Conselhos Seccionais, quando não tenham sido
unânimes, ou, sendo unânimes, contrariem a Lei n.o 8.906/94, contra
decisão do Conselho Federal, ou de outro Conselho Seccional e, ainda,
contra o Regulamento Geral, o Código de Ética e Disciplina e os
Provimentos. |
| (C) |
apenas contra
decisões dos Conselhos Seccionais que contrariem a Lei n.o 8.906/94. |
| (D) |
em qualquer
circunstância. |
|
Alternativa: ( B )
Fundamentação:
Art. 75 da Lei 8.906/94 - EAOAB.
Art.
75 - Cabe recurso ao Conselho Federal de todas as decisões definitivas
proferidas pelo Conselho Seccional, quando não tenham sido unânimes ou,
sendo unânimes, contrariem esta lei, decisão do Conselho Federal ou de
outro Conselho Seccional e, ainda, o regulamento geral, o Código de
Ética e Disciplina e os Provimentos.
Parágrafo único: Além dos interessados, o Presidente do Conselho
Seccional é legitimado a interpor o recurso referido neste artigo. |


|