Universidade Nova de Lisboa

 

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

 

Departamento de Estudos Portugueses

 

 

 

 

 

 

 

O Rio e os Homens:

A comunidade ribeirinha de Mértola.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

por

João Francisco Baeta Rebocho Simas

Dissertação apresentada como parte do material com vista à obtenção do grau de Mestre em Estudos Portugueses - Culturas Regionais Portuguesas

 

 

Professor Orientador: Professor Doutor Moisés Espírito Santo

 

Lisboa 2000


 

Agradecimentos

 

Quero agradecer a todos os que apoiaram nos trabalhos inerentes a esta investigação, em particular ao Professor Doutor Moisés Espírito Santo que me orientou e incentivou ao longo deste estudo..

Também a todos os professores que participaram neste mestrado e em especial ao Professor Doutor João Nazaré pelo estímulo que me deu desde o início.

A todos os que vivem e viveram no rio e que se prestaram a relatar as suas experiências e conhecimentos. Saliento aqui informantes que foram fundamentais como João Luciano da Encarnação Confeiteiro, Pedro da Costa Rita, Sebastião dos Reis Soeiro, Pedro Simão, Ilda da Encarnação Simões Santana Alho, Fernando da Palma Vargas, Maria Luísa da Encarnação Simões, Vivaldo da Palma Vargas, Eugénio da Encarnação Simões e Manuel Santana Alho.

Ao capitão de porto de Vila Real de S. António e aos funcionários da capitania pela amabilidade com que me trataram e pela facilidade no acesso à documentação.

À minha mulher e aos meus filhos que me acompanharam mesmo nas horas mais difíceis. Aos meus pais que sempre me motivaram nos estudos e me permitiram a liberdade de escolha, e ao meu pai em particular que me ensinou a respeitar os outros, letrados ou não


 

ÍNDICE GERAL

 

 

 

Introdução.. 3

O Problema.. 3

Metodologia.. 5

I. O rio Guadiana no Concelho de Mértola.. 12

1.1.Um rio Peninsular. 13

1.2. A Precipitação e as Cheias. 17

1.3. As Marés. 20

1.4. Rio Novo, Rio Velho: a Erosão.. 21

1.5. A Poluição: Velho e Novo Problema. 22

II. Mértola e o Guadiana.. 26

2.1. Entre o Passado e o Presente. 27

2.2. A Toponímia.. 30

2.3.  Do Presente para o Passado: a Demografia, Instrução e Actividades Económicas. 33

2.4. Uma Sociedade Rural?. 39

III. O Guadiana como via de Comunicação.. 43

3.1. Os limites do Guadiana no concelho de Mértola. 44

3.2. Do Concelho de Mértola até à Foz. 49

3.3. Os Portos. 53

3.4. As margens do Rio. 58

3.5. Dificuldades Estruturais. 62

3.6. O transporte de pessoas e mercadorias. 66

3.6. O Guadiana e a Fronteira.. 74

3.6.1. Uma Fronteira nem sempre Fechada. 74

3.6.2. Estrangeiros Presentes em 1890. 79

3.6.2. O Contrabando. 82

IV. A pesca no Guadiana. 86

4.1. A pesca: Uma Actividade Ancestral. 87

4.2. As Técnicas. 90

4.2.1. Os Barcos. 90

4.2.2. O Tresmalho. 94

4.2.4. O Caneiro. 94

4.2.4. Tarrafa. 95

4.2.5. O Conto. 95

4.2.6. A Pesca à Colher. 96

4.2.7. Outras Técnicas. 96

4.3. Arquitectura de Produção e a Habitação. 98

4.4. A Aprendizagem pelo Trabalho. 100

V. A Comunidade Ribeirinha. 107

5.1. Os Marítimos de Mértola. 108

5.2. Nomes, Apelidos e Alcunhas. 113

5.2.1. Nomes e Apelidos. 113

5.2.2. Alcunhas. 125

5.3. Parentesco.. 128

5.3.1 Uma Família Alargada. 136

VI. A Religião dos Marítimos. 140

6.1. Religião Institucional e Religião Popular. Um Conflito Multissecular. 141

6.2. Santos, Senhor e Senhoras. 145

6.2.1. S. António. 145

6.2.2. Senhor dos Passos. 148

6.2.3. Outras Manifestações Públicas de Religiosidade em Mértola. 151

6.2.4. Nós e os Outros face aos Rituais Colectivos. 152

6.2.5. Senhora  das Neves, Senhora dos Mártires. 154

6.2.6. Outros Santos. 155

6.3. Práticas Religiosas- o que nos dizem os Etnotextos. 158

Conclusão.. 166

Anexos. 171

Imagens. 185

Fontes e Bibliografia.. 207

Fontes Consultadas. 207

Imprensa Periódica e Local 207

Bibliografia Citada.. 208

Índices. 213

Gráficos e Diagramas. 213

Mapas. 214

Imagens. 214

 

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