Camponês

1º- o camponês goza duma certa autonomia em relação à sociedade englobante que o domina, mas que tolera as suas particularidades.

2º- A organização da vida económica camponesa assenta na primazia do grupo doméstico e na vida social da colectividade restrita em que está integrado.

3º- O camponês criou um sistema económico de autarcia relativa que não distingue consumo e produção (produz essencialmente para o seu consumo), mas mantém relações comerciais com a economia englobante.

4º-  O camponês integra-se numa colectividade local que se caracteriza pelas relações de vizinhança e de conhecimento mútuo, ao passo que mantém relações frouxas ou fracas com as colectividades locais que o rodeiam.

5º- Nas suas relações com a sociedade englobante, o camponês necessita da função de mediação das «personalidades» ou dos notáveis [1].

agricultor

O      agricultor cultiva as suas terras em função da comercialização e da pro­cura. Vive geralmente numa sociedade de massa, industrial, em que as colecti­vidades locais não têm maior autonomia do que os grupos profissionais de que ele geralmente faz parte.

A produção agrícola é comandada pelas exigências do mercado, processa-se, como no caso dos camponeses, no interior duma socie­dade familiar («empresa familiar»), mas, ao contrário do primeiro, e desapare­cido o princípio do autoconsumo, o consumo familiar não tem relação com a produção que é inteiramente comercializada [2].

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Bibliografia:

-  MENDRAS, Henri,  Societés Paysannes, Armand Colin, Paris, 1972, p. 12 citado por M. E. Santo, Comunidade Rural ao Norte do Tejo..., Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, 1999, pp 39e 40

-  ESPÍRITO SANTO, Moisés, Comunidade Rural ao Norte do Tejo..., Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, 1999, pp 39e 40



[1] Henri Mendras, Societés Paysannes, Armand Colin, Paris, 1972, p. 12 citado por M. E. Santo, Comunidade Rural ao Norte do Tejo..., Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, 1999, pp 39e 40

[2] M. E. Santo, Comunidade Rural ao Norte do Tejo..., Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, 1999, pp 39e 40

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